Lágrimas de mãe 2


Dias atrás eu falei aqui q não entendo pq crianças ficavam doentes.
Mas hj, diante de alguns fatos q apareceram em minha vida hj e tudo, tudo eu tento tirar como lição, mesmo q às vezes eu demore mais para aprender eu tento.
Então, hj peguei me pensando: Pq as mãe ficam doente?? Pq filhos e mães morrem??
Hj eu vi aqui novamente para fazer uma homenagem, uma respeitosa homenagem à uma grande mulher, um exemplo de mãe e como ela, acredito q vá demorar para eu conhecer.uma mãe como ela.
Não desmereço nenhuma mãe, muito menos a minha, mas essa mãe é um exemplo é uma pessoa na qual eu quero pensar todos os dias quando eu estiver 'cansando' de ser mãe.
Essa mãe á Luciana.
Luciana ERA uma mãe qualquer, com uma vida qualquer. Mas, eis q a vida quis muito mais dela.
E quando ela estava grávida de sua segunda filha, Helena, descobriu q ela tinha um tumor nos pulmões. Ela nunca havia fumado, não tinha familiares com a doença e foi levada por esse monstro q desafia os seres humanos até hj e incluindo mães e filhos.
Assim, em nove meses, Luciana, como ela mesma definiu, tinha duas coisas crescendo dentro dela, uma precisava morrer para q a outra continuasse viva.
Então, Helena, nasceu, mas o tumor não morreu e ontem ela se foi.
Encontrar Deus, para aquele lugar onde ficam as pessoas especiais, onde ficam as estrelas mais brilhantes q Deus às vezes manda para brilhar na Terra,
Então, Luciana  tinha a missão de trazer Helena ao mundo, ela trouxe, terminou com primor sua tarefa e voltou ao paraíso como vitoriosa, pois além de trazer Helena ao mundo, ela cultivou o amor de seu marido, trouxe Pedro ao mundo e deixou muitos, muitos exemplos de determinação e amor para aqueles q tiveram a oportunidade de conhecer a sua luta pela vida.

E hj eu quero deixar a minha homenagem para ela. A minha oração e a minha promessa de que eu vou sempre aproveitar a oportunidade q Deus dá para eu viver ao lado dos meus filhos e se eu fosse vc q me lê agora, eu faria o mesmo.
A vida é um instante q deve ser aproveitado como se fosse o último.
Luciana fazia isso, Eis o vídeo com a família maravilhosa que ela soube construir:




E esse é o blog com a história dela, vale a pena
Luciana a mãe mais q especial.
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Lágrimas de mãe.


Não é fácil ser mãe. 
Nunca foi, mas todo mundo tenta.
A gente constrói sonhos, faz planos e no meio do caminho tem imprevistos.
Seja pq ele cresceu q não se tornou o q vc o preparou para ser, seja pq ele quer seguir a sua vida ao seu estilo, seja pq ele ignora todos os seus ensinamentos.
Eu sou uma pessoa manipuladora, eu gosto de controlar tudo, tbm tem um 'brinde' nisso tudo, eu aninho as pessoas dentro de mim e não tiro por nada, sou de uma fidelidade extrema até a morte se possível for.
E assim, como aquele texto de uma pessoa que queria viajar para um país e foi parar na Holanda, hj eu sou mãe do Artur.
Admito q eu acabei de me ver cheia de bagagens nas mãos. Eu levei tantas malas, tantas roupas só que elas não servem para o local q eu fui parar.
E nem estou falando somente do Artur. Como eu disse outro dia, as mães dos adolescentes.
Não conheço, qdo conheço as mães estão tão mais perdidas do que eu q acabaram largando de mão.
Eu não quero largar nada de mão, aliás, eu quero andar de mãos dadas com meus filhos para sempre.
Tem sido difícil encontrar o fio da meada, saber por onde começar, o q tirar, o q aceitar, o q trocar.
Tenho chorado, tenho rezado e lutado muito para chegar à plenitude materna.
Q não é a perfeição, é a do amor, a da entrega, a da realização independentemente de qualquercoisa.
Não tenho pretensões de ser uma mártir no quisito mãe, mas eu quero ser mãe, eu quero olhá-los no futuro e ver q eu dei o meu melhor, q eu fiz tudo o q podia.
Talvez qdo olhar, eu não veja os resultados esperados, mas eu quero a sensação de missão cumprida. Pq meus filhos são seres humanos e assim como eu, como o papai, eles tem livre arbítrio e podem querer algo diferente do q eu planejei.
Prefiro acreditar q filhos criados com amor, com dedicação significam 99% de chance de sucesso.
Sucesso no que??
Sucesso na jornada como ser humano, sucesso em conseguir fazer a lição de casa q a vida determinou para mim.

Essa noite foi uma das piores noites.
Foi um exercício muito difícil.
Artur não dormiu a NOITE INTEIRA.
Ele ficou andando pela sala até o dia amanhecer.
Eu estava com sono, cansada, com dor de dente e mesmo assim, ele estava impossível assistindo backyardingans, dançando à sua maneira e cantando tbm.
Até q eu compreendesse q ele queria descer para a sala e não queria dormir, foi uma hora e ele chorou das 3 até às 4hs da manhã. 
Então, eu tive q me render aos seus desejos e descer, ficamos a sala até q eu levantasse para ir ao médico e enfrentasse uma hora e meia até chegar ao local da consulta.
Eu estava exausta, cansada, mas nada dele dormir, eu tinha até me conformado,
então, aconteceu algo q transformou aquela noite infernal na noite mais linda de tanto tempo:
Artur estava brincando de esconde-esconde comigo.
SIIIIIIMMMMMMMMMMMMM \\0//
Ele se escondia na parede do corredor e aparecia gritando, sorridente para mim no sofá, agarrava minha cabeça e me dava um beijo.
Foi aí então que eu chorei num desses abraços e engraçado q qto eu mais chorava, mais durava o abraço. Foi maravilhoso ver meu filho querer interagir comigo, como há muito, muito tempo ele não interagia. Reconfortante foi ganhar os seus beijos e abraços, foi como recarregar as baterias, foi como se tivesse valido a pena cada minuto q ficamos juntos e sem dormir, apesar do meu mau humor evidente.
Então, Deus queria q eu não dormisse essa noite, Deus quis me mostrar que existem sim as diferenças, que existem sim os sacrifícios, mas que quando encarados com amor, tudo vale a pena.
E mais uma vez eu chego à conclusão: Existem duas maneiras de se enfrentar uma situação:
Com dor ou sem dor. Mas nenhuma delas vai te impedir de enfrentá-la.

Os olhos também falam

Um dia eu tive medo
Depois te conheci e te fiz meu amigo
Puxa, que amigo!
Como eu ria meu caro, contigo.

Cada dia era mais divertido
E eu ficava muito contente
Era meu amigo preferido
Alegre, legal e inteligente.

No mundo sempre tem alguém
Que surge para uma amizade criar
Alguém que soube como ninguém
Me ensinar o valor de um olhar

Nem sempre é necessário falar
Para dizer que a vida é incrível
Que bem lá no fundo do olhar
Tem algo inconfundível
A capacidade de Falar

Sorrindo com os olhos brilhando
Você me mostrou o valor de um gesto
Que vem de um lugar vivo e brando
Do olhar de alguém tão modesto

Mas é assim, um dia passa.
E se vai de verdade
Não há nada que se faça
Para curar essa saudade

Mas eu sempre vou lembrar
Que não é preciso falar
Que os olhos...
Os olhos também falam
Sebastião José Alexandre Filho
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Cedendo à dieta Sem glúten e sem caseína.


Olha só gente. A Internet é maravilhosa.
Através dela eu conheci pessoas maravilhosas, que eu amo como amo minha família, pq de certa forma, as pessoas aqui tbm são a minha família.
Depois do diagnóstico do Artur, até mesmo antes, eu passei a ler muito sobre autismo, pois como eu disse antes, eu não sabia o q era.
Inacreditavelmente, a primeira coisa q eu tive acesso após quais os sintomas, foi à dieta alimentar.
Para quem não sabe, eu vou explicar o q EU, a mãe do Artur entendeu sobre a dieta que alguns autistas fazem e tem uma melhora significativa em seu comportamento e saúde.
E mais, lendo e conversando, eu descobri q atrás de muitas doenças, inclusive as respiratórias, podem se esconder muitos tipos de alergias a algum tipo de alimento.
Artur é muito alérgico, aliás, ele é como eu. Tenho alergia a remédios, a poeira e tantas coisas q até dá nervoso, principalmente picadas de insetos, pois aqui é uma área litorânea e os pernilongos fazem a festa conosco.

Mas pq eu tenho considerado a dieta?
Simplesmente pq ela sugere uma melhora para  meu filho.
Vou explicar de uma forma bem simplória, já q o q realmente interessa é compreender pq eu quero experimentá-la. Não vou me prender a termos , nem detalhes complicados:
Existem muitas pesquisas e testes alegando q o autismo não é apenas um problema relacionado ao cérebro.
Segundo as pesquisas, os autistas possuem uma bactéria no intestino q o deixa mais poroso e que essa porosidade impede q o intestino trabalhe corretamente.
Agora pense: se nós, ditos normais, temos problemas com o funcionamento do nosso intestino, estamos sempre sendo recomendados a fazer uma dieta balanceada. Imagine eles, que tem essas bactérias do mal dentro deles.
Daí entra a dieta alimentar.
Pois segundo as pesquisas, sem o bom funcionamento dos intestinos, pessoas autistas tem o seu comportamento alterado e até mesmo, perturbado pela falta de alimentos necessários para manter-se bem.
Engraçado é q eu agora não sei explicar pq, os autistas costumam ter intolerância à glúten e caseína e tantos outras substâncias contidas em alimentos industrializados.
Enfim, é hora de deixar o mundo moderno q procurar a qualidade de vida.
Não fosse as diarreias inexplicáveis do Artur, não fossem manchas vermelhas pelo corpo, as noites mal dormidas totalmente justificáveis pela falta de um bom funcionamento dos intestinos e não fosse principalmente a luta a todo custo por ver meu filho melhor, acho q eu não cederia.

Mas uma dieta alimentas sem glúten e sem caseína não é uma tarefa fácil.
Ainda mais para uma pessoa como eu q não posso me dedicar exclusivamente ao meu filho, q tem outra filha e um emprego para administrar.

O que eu não posso negar é que essa dieta é um desafio.
Não apenas pq pode ser q meu filho tenha dificuldade de se adaptar a ela, mas ela é um desafio para mim.

Eu odeio regras, eu sou  totalmente avoada, vejo uma melhora nas coisas e já quero elas novamente do meu jeito. Eu não consigo me adaptar a nada q eu não possa deixar de lado qdo eu enjoar e eu enjoo facilmente das coisas.
Por isso decidi q essa dieta será introduzida aos poucos.
Gostaria muito de vestir a roupa de briga e poder dizer: De hj em diante, minha família, meu filho vai ser descrito por antes e depois da dieta.
Mas não, sei q eu sou uma pessoa difícil, sei das minhas limitações e antes mesmo q cuidar das do meu filho, eu preciso tratar essas em mim tbm.
Como a própria mãe de um autista sugere e indica a dieta diz: A dieta não vai salvar seu filho, deixá-lo livre do autismo, mas vai dar-lhe qualidade de vida, como daria a qualquer pessoa q a fizesse.
Então, eu preciso ir com calma entender q nós precisamos dessa qualidade de vida e colocar na minha cabeça q é uma busca incessante e q eu preciso conquistá-la.

Hj eu consegui fazer meu primeiro prato com a dieta.
Tudo bem q eu não tinha o óleo vegetal e q a receita é muito besta.
Mas eu fiz. Eu consegui e ficou delicioso o creme de cebola com batata q eu fiz.
Não irei colocar a receita aqui. Não é meu intuito e tbm pq eu sou totalmente a favor de dar os créditos a quem realmente os merece.
Eis o link com a  receita: Dieta sem glútem e sem caseína
de Cláudia Marcelino, uma mãe mais q especial. Que consegue fazer a diferença para seu filho e para os filhos de muitas mães aflitas como eu.


Depois de mais de uma semana doente. Com sinusite e começo de pneumonia, vi Artur comer, comer com prazer o creme gostoso que eu fiz com mais amor que qualquer outra comida.
E assim eu vou, caminhando, um dia de cada vez e seja o q Deus quiser.
Quem quiser, pode viajar comigo tbm.

Bjo

o endereço da foto é do blog: Dieta sem glútem e sem caseína
De Cláudia Marcelino.
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Viagem de pai


Gente, seria muito injusto da minha parte vir aqui todos os dias e dizer q eu viajo sozinha.
Isso é uma mentira sem tamanho.
Se como dizem por aí: Por trás de um grande homem sempre existe uma mulher.
Eu sou obrigada a dizer q por trás de mim, existe um grande pai.
E é sobre o pai dos meus filhotes, o amor da minha vida q eu quero falar hj.
Acho muito importante falar sobre isso aqui.
Meus filhos vão crescer, ter suas vidas, seus interesses, suas vontades muitas vezes contrariadas por mim e pelo pai, sentirão raiva de nós, chorarão por muitos de nossos erros e nada mais válido do q deixar aqui guardadinho o quão maravilhoso é o pai deles.

Não é difícil ser mãe do Artur e da Laura tendo o pai deles por perto.
Ele é o típico PÃE, já q eu me vi tantas vezes ausente deles. Seja pelo trabalho, seja por outros problemas q eu tive.
Sou muito feliz por tê-lo como parceiro nessa viagem.
Sinto orgulho de tê-lo ao meu lado.
E SEMPRE foi assim.
Qdo decidimos q íamos ter a Laura, ele foi companheiro até na hora de vomitar.
Pq quem vomitou a gravidez inteira dela foi ele.
Eu sequer tive enjoos
Depois ele quis dar banho, depois eu trabalhei muito e ele sempre olhou nossa filha,
tanto q ela foi para a escola somente com 4 anos.
Ele sempre esteve ao nosso lado. 
Depois veio a decisão de ter outro filho.
Ele não estava muito lá animado, acho q sentiu medo, mas depois q aceitou a empreitada tem sido fundamental em nossas vidas mais uma vez.
Mais uma vez tbm era meu parceiro, dessa vez, enquanto eu vomitava num banheiro, ele vomitava no outro rsrsrs
Depois vieram as noites de choro, a amamentação e eu amamentei exclusivo.
Toda vez q vinha alguém se manifestar contra ele dizia: Meu filho só vai mamar na mamãe dele pq é saudável, pq ela pode, pq nós queremos e vamos amamentar.
E ter o apoio dele nisso tbm foi fundamental para a minha amamentação.
Pq ele apoiou não somente de boca, com argumentos, mas ele apoiou todas as vezes q eu não fazia almoço pq amamentava, todas as vezes q não lavei louça pq tava amamentando.
Ele sempre fazia a vez de tudo, sempre mesmo.
Depois veio meu trabalho, depois vieram muitos problemas e o cara tá sempre ao meu lado, sempre ao lado de nossos filhos.
É um puta pai mesmo!!
Tenho muito orgulho do pai dos meus filhos.
Não foi fácil para ele entender sobre autismo, não o que era, mas sim pq era com o filho dele.
Ele sofreu tanto quanto eu, mas por conhecê-lo, sabia q se eu me enchesse de informações e dividisse com ele, ele entenderia. E tem sido assim, desde sempre.
Hj a gente tá se adaptando à nossa nova vida e ele está sempre comigo, sempre paciente.
Leva para a creche, busca, trabalha, tem uma paciência invejável com nossos filhos, olha caderno, dá carinho, dá amor, sente medo é PER-FEI-TO.
E quando falha, pede desculpas sempre.
Falha pq tenta, pq ama, pq as pessoas presente erram tentando acertar.
Essa semana ele foi o máximo mais uma vez.
Estávamos no dilema de um trabalho a mais, uma renda extra.
Eu pedi para ele não ir, não íamos ter tempo para nós, nossos filhos iam perder um pouco desse pai q ele é.
Expliquei o meu ponto de vista. Pedi para q ele fizesse como eu fiz: pegasse um pouco dos nossos sonhos e colocasse dentro de uma gavetinha
Pq tudo é muito recente, estamos em choque, não sabemos como será a nossa vida daqui para frente. Não temos experiência. 
E ele, mais uma vez, olhou para mim e disse: Verdade. Vc tem razão. Precisamos ficar juntos e é isso q iremos fazer.
Ligou para o amigo e recusou a proposta de trabalho.
Como eu disse, sinto muito muito orgulho de tê-lo como pais dos meus filhos.

, eu amo vc!!
Vc é parte de mim, metade de mim e eu não sei o q seria de mim sem ter vc na minha vida.
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Pq as crianças ficam doentes.


Eu vivo numa luta incessante para entender Deus.
Mas por mais q eu acredite ou faça de tudo para acreditar q ele é a sabedoria maior do Universo, eu nunca vou me conformar pq as crianças ficam doentes.
É de uma judiação tão grande.
Essa semana o Artur está com dorzinha de garganta e a Laura rouca, nem tem mais voz.
Artur teve febre, inapetência, vômitos e acredito q dores de cabeça tbm.
Ficou desidratado e tivemos q levá-lo ao pronto socorro e ele tomou um soro demorado de dar pena.
Sério! Tive pena de mim e dele. Tanto q depois q ele tomou o soro, eu peguei um atestado médico para me recuperar de tão cansativo q foi.
Ele não aceitou o soro, ficou irritado, nervoso, batia a talinha q colocaram em mim, onde conseguia.
Fez uma força enorme para tudo, só ficou no colo, esperneando se debatendo de nervoso e eu tive q fazer muita força para segurá-lo.
Enquanto tudo isso acontecia, outras mães no quarto ficavam me olhando.
Eu cantava para ele e ele ia se acalmando, mas depois acho q sentia o incomodo da talinha do soro e ficava nervoso de novo.
Ele se debateu muito e é óbvio q numa dessas ele me acertou muitas vezes, me machucou.
Sabe, eu não fiquei nervosa. Eu sou uma mãe muito, muito forte. Nos dois sentidos.
Eu seguro para tudo, eu estou sempre junto, não arredo o pé um segundo de perto dos meus filhos quando eles precisam ficar no hospital.
Já passei 7 dias com a Laura internada num hospital, numa outra cidade, nem tinha como ir para casa mesmo.
Foi muito difícil, mas ver minha filha entrar lá morrendo e sair de lá correndo de saúde, valeu qualquer esforço.

Então, enquanto eu com toda a paciência do mundo ninava meu filho, pedia calma, com toda a calma do mundo, via o olhar de outras mães, questionadores demais, mas acho q estou me acostumando.

Umas perguntavam a idade dele, a outra perguntou se ele não falava. Eu respondo sempre, não gosto de grosseria gratuita.
Tbm acho importante eu falar sobre autismo sempre q posso, pq ninguém é obrigado a gostar de crianças ou pessoas especiais, mas acho q todo mundo é obrigado a saber do que não gosta, justamente para saber do que fala.
Então, veio a médica vê-lo e ela falou sobre o autismo.
Realmente eu não estava escondendo de ninguém, nunca escondo, mas tenho aprendido e tentado entender q o Autismo não é uma doença. Ninguém, adquire autismo, as pessoas SÃO autistas e só. O autismo é mais um jeito de ser, afinal, a gente pode ou não escolher uma maneira de ser e seja qual for, todos nós temos dificuldades.
E a do autista é se comunicar, se expressar e entender tudo perfeitamente o q se passa a sua volta.

Fiquei abismada quando ouvi duas mães q tinha o no quarto falando sobre o autismo.
Tinha informação, tinha um pequeno conhecimento e elas não me disseram: O q é autismo??.
Fiquei feliz de verdade com isso.

E no final, elas disseram, tem q ter muita paciência pq essa é a forma q ele está utilizando para se comunicar.
E eu fiquei orgulhosa de estar naquele quarto, apesar triste pela saúde de meu filho.

Depois q Artur desistiu de lutar contra o soro, senti a resignação dele, mas se ele havia desistido de se debater com a tala, ele resolveu explorar o Pronto Socorro e saiu andando por lá.
Eu morri de medo, ainda não confio plenamente na tal vacina contra H1N1 e tem mais, não é o único vírus perigoso q tem por aí.
Mas, para tentar acalmá-lo, fiquei igual uma pateta segurando a bolsa do soro, enquanto aquele pequeno homenzinho andava pelas dependências da pediatria.
Depois eu tive q levá-lo para o quarto, voltaram as birras, mas acho q depois de umas 4 horas nessa luta desenfreada com as vontades dele, ele cedeu ao cansaço e dormiu.
Nem preciso dizer q eram duas da manhã.
Assim q a enfermeira tirou o soro, a veia dele acho q estourou e jorrou sangue para todo lado, sujou o chão, minha blusa, meu cabelo, nós dois. Acho q foi a força q ele fez o tempo todo q contribuiu.
Viemos para casa e devido ao estresse q "ele" passou, ele dormiu muito mal, acordou diversas vezes e eu dei graças a Deus pelo atestado de acompanhante q o médico me deu, pois depois de uma noite dessas, eu acordei com muitas dores musculares.
Mas, graças a Deus, foi tudo bem, ele não teve mais febre, não teve mais vômito e até foi para a creche hj.
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Novidades em boa hora


Não sei se eu já disse aqui, mas eu sou diagnosticada como portadora de transtorno bipolar, então, as minhas gangorras da vida são bem mais altas e conturbadas q a das pessoas "normais".
Eu sou como meu filho, não reajo bem a frutrações, tenho crises depressivas e euforicas q podem me fazer colocar muita coisa a perder.
Mas não é de mim q eu quero falar, aqui eu até falo de mim, pq eu sou a MÃE que viaja por aqui, mas eu viajo no amor q sinto por meus filhos.

Bem, hj eu fui a Santos. Na Casa da Esperança e confesso q finalmente o nome da instituição teve significado para mim.
Fomos na triagem com a Assistente Social (Miriã), q por sinal é uma amor de pessoa.
Ela nos explicou como funcionava a casa e na medida que eu ouvia a maneira que essa instituição tão bonita e bem cuidada era organizada e mantida por DOAÇÕES, eu senti meus olhos se encherem de lágrimas e por mais q eu sequer imaginasse quem faz isso, eu os amei, amei de todo coração.
Ela falou sobre a fila de espera, afinal, a instituição atende gratuitamente e é feita uma triagem.
Para nossa felicidade, ela foi muito atenciosa e prestativa, conversou com a Neurologista da instituição e conseguiu nos marcar uma avaliação para o Artur. Isso foi muito, muito bom mesmo.
Então, a coisa funciona asim: Fizemos uma triagem com a Assistente Social, agora faremos uma avaliação com a neurologista que vai verificar qual é a real necessidade do Artur e depois teremos uma avaliação com a equipe que a neurologista escolher para ver qual vai ser a linha de tratamento do Artur.
Se tudo der certo e o Artur se enquadrar nessa linha de tratamento, iremos para lá duas vezes por semana.
Sem data para terminar. 
Mesmo assim eu estou muito, muito feliz por ver uma parte da minha angústia se desenrolar, por ter conseguido esperança novamente, pq eu realmente estava pedendo, sentindo-me definhar de tristeza, por mais desesperador q possa parecer, a verdade é que eu estava ficando desesperada mesmo.

Obrigada Deus, obrigada Miriã, obrigada a todas as pessoas q fazem o bem sem olhar a quem e q dessa forma oferecem tratamento a pessoas como eu q não podem custear uma boa qualidade de vida para um filho como ele que realmente precisa.

♥ ♥ ♥ ♥ ♥
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Justiça manda Estado dar assistência a autistas em São Paulo


Justiça manda Estado dar assistência a autistas em São Paulo
Seg, 31 de Maio de 2010 16:37 | Escrito por Leandro | | |
A 6ª Vara da Fazenda Pública, de São Paulo, em decisão de mérito, determinou que o governo paulista proporcione tratamento especializado, educação e assistência a todos os autistas do Estado, independentemente de idade. Caso descumpra a decisão, o Estado deve pagar multa diária de R$ 50 mil.

O pedido foi feito pelos promotores de Justiça João Luiz Marcondes Júnior e César Pinheiro Rodrigues. Os promotores pertencem ao Grupo de Atuação Especial da Saúde Pública e da Saúde do Consumidor (Gaesp) — Órgão de Execução do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Já havia uma ação individual pedindo assistência a um autista. O governo contestou apresentando algumas unidades que poderiam dar atendimento a essas pessoas.

Dentro do processo, foi verificado que, diferentemente do que disse o governo, as entidades citadas não ofereciam tratamento especializado aos autistas.

A Justiça deixou a cargo do Estado a melhor forma de solucionar a sua deficiência — seja criando unidades específicas para essa finalidade, seja por convênio ou com parcerias com a iniciativa privada.

Para ter direito ao atendimento é necessário enviar uma carta a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, com relatório médico comprovando o transtorno.

Os documentos abaixo também devem ser anexados e enviados:

Cópias Simples de:
RG e CPF dos pais;
RG e CPF ou Certidão de Nascimento do Autista;
Certidão de Casamento dos Pais (se casados);
Comproe Endereço atualizado;
LAUDO MÉDICO (CID F-84);
Relatório da Escola Selecionada pelos pais.

Fonte: www.falandodeautismo.com.br
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O qu é AUTISMO????


Essa é primeira pergunta q eu ouço depois que eu respondo o q meu filho tem.
Por incrível que pareça, por mais antiga q seja, por mais q ela tenha sido identificada há décadas, o autismo ainda é uma incógnita para muitos, principalmente aqui no Brasil, pelo menos eu acho.
Mas o que é um autista??
O que ele faz??
Ou reformulando a pergunta: O que ele NÃO faz.

Eu poderia simplesmente dizer:  Façam uma pesquisa no google e lá vcs iam encontrar tudo e de tudo, mas eu recomendo esse site: AMA - Associação Amigos do Autista.
Agora eu vou falar sobre como eu via o autismo antes de ter um filho autista e como eu vejo o autismo hj:
Antes de ter um filho autista eu imaginava q uma criança autista fosse aquela criança alheia ao mundo, de cabeça baixa, sentada no chão e se balançando para frente e para trás. Q não fala, totalmente desligada.
E só!!!

Mas chegou um dia que meu filho não olhava nos meus olhos, parecia q não nos ouvia, a gente o chamava, não sorria mais com a expontaniedade de sempre, vivia se balançando, claro q o 'balançar' dele é meio peculiar, ele fica esfregando o pipizinho no chão, deitado como um sapinho como eu disse numa postagem anterior. Ele já estava com 18 meses e não andava, ele ouvia o barulho do liquidificador ou de uma serra e gritava como se aquele barulho estivesse moendo os seus tímpanos, então, como ele poderia ser surdo??[chegamos a considerar essa hipótese sim]
Eu sequer imaginava q um autista tinha todas essas característas, mas, para a minha surpresa, quando li o site q indiquei deparei-me com esse trecho:

Ainda bebês, podem possuir alterações de sono deixando muitos pais surpresos com a quietude da criança ou com seu choro incessante; não se aninham e, inclusive, apresentam certa aversão ao contato físico; não imitam o gesto dos pais (como, por exemplo, acenar ao se despedir) ou apresentam movimentos antecipatórios (estender os braços visando ir a um dos pais); não mantêm contato visual e tendem a uma forma atípica de olhar e não compartilham um foco de atenção.
À medida que vão crescendo, chama a atenção o fato de parecerem não escutar os comandos dados, haver uma ausência de medos reais, uma aparente insensibilidade à dor, uma forma diferente de andar - “na ponta dos pés” - e a presença de gestos estranhos (estereotipias) nas quais buscam conforto (como, por exemplo, balançar o tronco). Episódios de auto-agressão podem acontecer. Podem apresentar hipersensibilidade a determinados sons e repetir imediata ou tardiamente frases e sons ouvidos (ecolalia).
Podem apresentar, ainda, comportamento estranho e retraído; uma maneira inadequada de brincar; com ausência da reação de surpresa ou dificuldade para realizar o “faz de conta”; interesses específicos com persistência em girar objetos e habilidades especiais (hiperlexia ou ouvido absoluto, por exemplo); fascinação por água; crises de choro e angústia sem razões explicáveis; risos e gargalhadas fora do contexto e um retardo no desenvolvimento das habilidades motoras.
De todos esses sintomas, os únicos q o Artur não tinha era o de andar na ponta dos pés por ainda não andar, o de se auto agredir e o de ser avesso ao contato físico q no caso dele é o contrário, mais tarde eu soube q o excesso de contato físico tbm pode ser uma característica autística.

Os autistas tbm não pedem as coisas, eles não fazem as coisas, eles usam as pessoas como instrumento para conseguir o que desejam, então, eles sempre irão pegar vc pelas mãos e fazer vc bater palmas do que  bater palmas com as suas próprias mãos.

Esse é o meu filho, assim que li aquele dia, aquele texto, qualquer médico q me dissesse q ele não era eu diria q estaria mentindo.
Foi muito fácil entender q eu tinha um filho diferente, foi muito fácil ver q ele precisava de ajuda, difícil mesmo é encontrar alguém que entenda o autismo, alguém q ajude a tratar o autismo e quando encontramos, são caros, caríssimos e inacessíveis ao nossos humildes bolsos.
Onde eu moro não tem as terapias q ele precisa que seriam a terapia ocupacional, um acompanhamento psicológico e fonoaudiologia.
Onde eu moro sequer tem uma neuropediatra, um psiquiatra infantil, não tem nada.

Não tem sequer alguém q saiba o que é autismo e quando tem a resposta sempre é: Aqui não tem tratamento específico.
Por fim, hj para mim o autismo é uma lição de vida, é uma luta, é um empenho, é um estímulo e uma questão de honra em minha vida.
Eu juro q eu sempre soube q eu vim ao mundo para fazer a diferença e hj eu já consigo ver qual é a minha grande causa. E eu não vou desistir enquanto todas as pessoas sensíveis do mundo não souberem o que é autismo, como eles precisam de amor e enquanto as insensíveis não aprenderem a respeitá-las

E vc??
O que é o autismo para vc??
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BLOGAGEM COLETIVA



Participem da primeira blogagem coletiva em defesa dos direitos das crianças alérgicas em terem acesso às fórmulas especiais para sua alimentação!
A alergia alimentar é uma reação adversa a alguns alimentos com envolvimento do sistema imunológico e vem crescendo a sua prevalência assustadoramente. O ideal para prevenir a alergia alimentar é que a mãe amamente em dieta de restrição do alérgeno em questão, amamente exclusivamente até os seis meses e continue amamentando por pelo menos dois anos.
No entanto sabemos que às vezes isso não é possível e a criança necessita se alimentar com fórmulas especiais: são os hidrolisados protéicos e as fórmulas à base de aminoácidos livres. Essas fórmulas possuem alto custo (podem chegar a custar R$ 500,00 uma lata de 400g). Esse valor elevado é inviável para a maioria das famílias brasileiras e por isso a necessidade de recorrer ao governo.
Infelizmente muitas vezes o direito de acesso às fórmulas não é garantido. De diversas maneiras isso acontece: não se têm acesso às fórmulas por não conseguir ingressar no programa de dispensação, atrasos na distribuição de quem já faz parte do programa, redução no quantitativo total sem avaliar a real necessidade da criança, ente outros.
É um verdadeiro descaso e um desrespeito o que vem acontecendo e nossos gestores estão esquecidos de uma premissa básica na nossa Constituição Federal: Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Por isso convocamos todos vocês para participarem dessa blogagem coletiva!
No dia 05 de junho de 2010 publique um texto, uma foto, uma música a respeito da alergia alimentar e denuncie o descaso do poder público em relação a quem precisa das fórmulas de alto custo para alimentar seu filho. Espalhe essa idéia no orkut, blog, twitter, facebook, tumblr, feedly, fotolog.....
Pelos nossos direitos!
Bianca Gouveia
Presidente da ABAPAA
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Conheça e participe da ABAPAA - Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar!!!
Deseja entrar em contato?

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Inexperiência Minha.


É tão difícil ser aprender a ser mãe nessa vida.
No momento eu preciso escrever isso, eu choro tanto agora.
Consegui ver o tão falado filme 'Meu filho, meu mundo".
E chorei muito.
Nele eu pude observar o quanto eu sou inexperiente como mãe.
Já disse algumas vezes em outro lugar q eu tive q me matar como mãe.
Já que quando Artur nasceu ele era uma criança e hj ele é outra.
A mãe daquele Artur morreu, ou adormeceu por um tempo, eu sempre digo q eu a matei.
Matei para dar lugar a uma mãe diferente.
Existem diversas deficiências, diversas anomalias nos seres e eu hj consegui entender q a deficiência de um autista é o amor.
Não q tenha faltado para ele, eu sempre amei muito meu filho, mas é q os autistas requerem mais, eles precisam de amor demais, de um amor, de uma doação fora dos limites da normalidade.
Eles exigem q vc SEJA DELE, de corpo e alma.
E, por mais q sejamos mães, por mais q lutemos por uma qualidade de vida de nossos filhos, essa entrega que os autistas exigem é um exercício difícil, demorado e duradouro.
No filme que eu vi. O menino não fazia absolutamente nada. Só se balançava. 
Mas, o amor dos pais foi o fundamental para ele. Ao ponto deles ficarem semanas trancados com o filho, só acompanhando ele, só vivendo o MUNDO DELE.
Me senti uma porcaria de mãe.
Sério, ninguém ensina a ser mãe de um autista.
Assim como outro dia eu disse que qdo temos um bb tomo mundo tem um receitinha básica para melhorar nossos fofuchos, mas que quando eles ficam adolescentes, some todo mundo, acontece a mesma coisa com um autista.
Ninguém sabe o que é, ninguém entende, ninguém acredita até q isso seja possível acontecer.
Mas sabe, eu achei o filme mentiroso, sei q é baseado em fatos reais, sei q existe o método Son Rise, mas eu não consegui acreditar q aquilo seja eficaz como foi mostrado.
Por outro lado, fiquei pensando no meu Artur.
Sorridente, brincando, dançando, fazendo um monte de artes pela casa e de repente deitado no chão, apático, se balançado como um sapinho deitado no chão. 
Ele é uma criança totalmente imprevisível, então, uma noite ele chora e muito para dormir enquanto na outra, ele dorme q nem parece q tem uma criança em casa.
Qdo eu digo chora, leia-se ESCANDALOSAMENTE. Aquele choro q os vizinhos vem perguntar o q está acontecendo (se bem q devem ter se acostumado).
Lembro-me de eu pedir para ele olhar para mim, das milhões de vezes q o chamamos pelo nome e era como se ele não existisse ali conosco.
Daí, vieram as informações, as questões, os médicos, os medos, as lógicas, os absurdos e o AMOR.
Ahhhhhh!!! O amor!  Esse sim, remédio de todos os males, nos fez pais mais pacientes, mais carinhosos, pais q choram orando a Deus para q seu filho seja um pouco normal.
Não o normal bonito para outros verem, mas o normal para  nos compreender, para sentir nosso amor, para sorrir e nos fazer sorrir.
Enquanto eu via o filme eu ia me perguntando pq eu naõ conseguia fazer aquilo, pq eu não fiz mais pelo meu filho, pq eu sou tão inexperiente com ele e tão resignada com o problema dele.
Tenho falhado como mãe, não tenho sido boa o suficiente e só estou falando isso agora, pq eu quero ser melhor. Eu quero aprender.
Eu quero entender meu filho e ajudá-lo, dar qualidade de vida, quero ver ele sorrir e curtir esse mundo q se não é o melhor, é o único q podemos viver juntinhos em nome do AMOR.


Só quero q ele, qdo crescer e ler isso aqui e todas as pessoas q leem entendam q eu só não sei como fazer, mas eu vou aprender, eu vou entender e amar meu filho para sempre!!!
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Dificuldades de entendimento com a Ana Laura


Ontem teve briga em casa.
E foi pq??
Por causa da Ana Laura.
Não é fácil ver a linha q delimita a responsabilidade e inteligência dela.
Desde muito  pequena ela sempre foi esperta, ativa, inteligente e ligada no mundo.
Nada passava despercebido por ela e continua assim.
Mas, de uns tempos para cá, tenho a impressão que ela brinca de se "fazer de morta".
Sabe aquela coisa de: "O mundo está acabando, mas tá bom para mim, q se dane?".
Essa é a atitude mais esboçada por ela em casa.
Acredito q tenhamos exigido demais nos últimos tempos tbm.
Seu amadurecimento apesar de elevado pode ter nos confundido a acreditar que ela era uma adulta e que não precisava de ajuda para nada.
A escola ano passado não foi boa para ela.
Em matéria de ensino era perfeita, um sonho e ela só tirava 8,5 para cima de notas.
Eu gostava muito da qualidade de ensino daquela escola, lamento muito pela qualidade do meu bolso não ser compatível.
Por outro lado sei tbm q ela não gostava da escola, logo no começo do ano sofreu Bullying e isso a fez perder o apetite de gostar da escola, restava apenas a alternativa de estudar.
Ela qse não estudava em casa, cerca de 2 horas no máximo e tudo ia muito bem.

Esse ano a escola é uma porcaria.
Sério, não vejo comprometimento algum da escola com o alunos, os professores sequer vão dar aula.
E NUNCA a Laura tem todas as aulas.
Além do prejuízo real q é notório, isso tbm trouxe um prejuízo no comportamento da Ana Laura:
Ela não tem interesse pela escola a não ser que seja pelas novas amigas inseparáveis.
Eu sinto pena dela, ela nunca teve amiguinhas na escola, sempre sozinha, isolada talvez pelo
fato dela ter o poder aquisitivo diferente de suas colegas da escola.
A gente tbm não teve vizinhos com meninas da mesma idade q ela.
É muito triste ser só.
Mas eu tbm não posso deixar tudo correr frouxo, ela não tem feito trabalhos escolares e olha q nesses 4 meses, só vi ela ter q fazer 2, isso é um absurdo!!
Então, ontem eu constatei q ela não tinha feito o trabalho e briguei com ela., dei uma bronca danada, cobrei e exigi q fizesse agora [sorte q a professora faltou no dia da entrega].
Pesquisei na Internet para ela tudo o q ela possa precisar, imprimi e como castigo, ela vai fazer o trabalho manuscrito, para aprender a ter responsabilidade.

Pooooooo........xaaaaaaaaa!!
No meu tempo a gente tinha q ir na biblioteca, gastar uma puta grana com xerox e depois fazer resumos intermináveis para entregar um trabalho e ela, hj, com um computador em casa, podendo fazer ctrl +C e ctrl+ V e tem a cara de pau de perder o prazo para entregar o trabalho????
Bem, não sei como fazer, marido qdo soube queria bater nela. Ele tem sido tolerante demais levando-se em consideração q ele apanhava pra tudo, tenho conseguido mostrar a ele q palmadas e pancadas não resolvem,  mas ela poderia colaborar mais, ?
Fiquei numa 'sinuca de bico' e fui chamada de protetora.
Falei a ela q daria mais uma chance, é a última, última mesmo, ela vai fazer o trabalho manuscrito e vai ficar de castigo por um mês.
Sinceramente???
Não tenho a mínima ideia de q isso realmente vá resolver alguma coisa..... rogo à Deus para q sim.

Beijos
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Viagem de mãe


Ah.hhhhhhhhh, o meu quartooooo!!!!
Quantos meses morando aqui e eu não aproveito???
Sempre na Internet, sempre sem ficar parada.
Tanto que para ficar parada no quarto eu trouxe tudo: caneta, agenda, livro e meu sono.
A Laura veio junto com o Kit e eu adorei!!
Ela está lendo "Poderosa 5" pela 232434343 vez.
Faz comentários que eu nem faço ideia do que ela fala rsrsrsrs
Ela me fala do seu diário, das coisas que escreve em seu blog e eu não sei se sinto orgulho dela me 'imitar' ou se sinto medo.
A gente não consegue acertar tudo na vida e os pais não sonham que seus filhos errem nada, nem mas mesmas coisas que erramos.
Eu sempre fico me perguntando se eu sou uma boa mãe.
Eu tenho medo, mas uma boa psicóloga diria que estou sendo egoísta pq se eu nao for uma boa mãe e der errado, a culpa é minha, mas se der errado mesmo eu cumprindo meu papel?? Nesse caso, os culpados não servem para nada, são mero coadjuvantes.
Eu quero q a nossa relação dê certo.
Eu quero estar do lado, secar lágrimas, sorrir com ela e ficar com raiva daquele garoto galinha q ela gostou e ele dispensou.
Tem sido tudo tão difícil.
Quando os filhos são pequenos todo mundo tem uma receita, uma regra, uma fórmula mágica. Mas os filhos crescem e ninguém divide mais nada. O que há?? Pq será?
Eu não gosto de proibir, eu gosto de proteger. Eu não quero dizer para a minha filha que ela não pode beijar, gostar. ficar.
Eu quero ensiná-la a respeitar seu tempo, a fazer o que é melhor para ela, mas é tudo tão difícil.
Eles sabem de tudo nessa idade. São independentes, não precisam de nada e nem ninguém.
Nossos papos são ultrapassados. E, por mais que eu tenha visto os anos passarem por mim, eu nunca parei para pensar em como seria ter filhos adolescentes.
Bem, eu tenho muitas perguntas, tantas qto a minha filha vai ter.
E tanto para mim, para ela, as respostas virão com o tempo.....
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Hahaha
O título é louco mesmo, eu sei.
Mas é a mais para verdade.
O meu Primeiro dia das Mães foi tão legal!
A Laura ainda era bebê, tinha dois meses apenas, ganhei presente do meu marido, chorei vendo um monte de comercial de mãe e lambi a minha cria o dia todo.
Foi uma grande mostra de que minha vida nunca mais seria a mesma.

Qdo engravidei do Artur, eu achei q nada iria mudar, talvez para pior.
Eu fiquei todos os meses da gravidez cismada, apreensiva, sempre pensando q a minha vida nunca mais seria a mesma. Eu sentia coisas ruins, eu não conseguia me entregar à maternidade.
E, se na gravidez da Laura eu bordei, fiz enfeites, arrumei o quartinho como eu podia, na do Artur, eu sequer bordei a letra "A" inteira.
A gravidez nunca foi maravilhosa pra mim, a verdade é q eu nunca gostei de estar grávida, as duas vezes foi um porre.
Tem a parte boa, claro q tem, mas a parte ruim me incomodava muito, mais do que qualquer outra mãe, ou talvez eu seja mais cara de pau de admitir isso, sei q para muitas mães e pessoas isso não soa bonito.

Eu era uma grávida q engravidou em depressão, que chorou a gravidez toda achando q o bb ia estragar a sua vida e que teria Depressão Pós-Parto. A verdade é que deve existir Depressão PRÉ- Parto, eu acho q tive rsrsrs.

Mesmo assim, com tantos medos, inexplicáveis, ao menos explicações 'terrenas', eu engravidei, eu era um feto de mãe tbm, eu era gestante de uma mãe tbm.
Assim, engravidei de meu filho, gestei ele e a mim, mesmo que de uma forma confusa e nada convencional.

O Artur nasceu, tem tudo sobre ele aqui no meu blog, tudo mesmo, melhor do que aqui, só entrando em mim mesma. Mas admito que esse blog é uma parte fora do meu corpo, é a minha alma fora do meu corpo.

Esse ano será o meu segundo primeiro dia das mães!!
Pq??
Pq simplesmente eu não sou mais aquela mãe, aquela q nasceu com a Laura, que nasceu com o Artur, nem aquela mãe do ano passado.
Hj eu sou outra pessoa, eu morri uma boa parte de mim qdo tentei me matar e morri a mãe que existia dentro de mim quando descobri q tinha um filho especial.
Ser mãe especial é ser mãe ao quadrado.
Não é desmerecendo outras mães, aliás, eu nem me considero tão especial assim, meu filho é tão saudável, tão feliz hj q eu não sinto deficiencia em nada na nossa vida.
Só invisto e insisto pq sei q um filho precisa do melhor, acredito e corro atrás do melhor, seja para mim, seja para as pessoas que eu amo.

Ser mãe especial é divino. É saber aproveitar tudo, ou até mesmo o nada que temos.
Se ontem eu ficava bravo com a sujeira que um filho fazia para comer, hj, eu rezo, oro, peço todos os dias para q meu filho tenha interesse de pegar numa colher e coloque ela na boca.
Se ontem eu me estressava com a voz da Laurinha falando, com os choros de birra e vontades de qualquer criança, hj, qdo vejo uma fazendo isso em qualquer lugar, eu choro junto, eu quero pegar no colo, eu quero atendê-la como se fosse meu filho. Ser mãe especial é ser mãe de todo mundo, é ser mãe de uma vida q nunca será sua realmente, é ser mãe da incerteza, mãe de possibilidades, mãe de talvez, até mesmo de um NUNCA. Ser mãe especial foi a melhor coisa que me aconteceu que aconteceu ao meu filho tbm, pq sei que se ele nasceu assim, é pque precisa aprender, precisa colher frutos e eu estarei aqui, do seu lado, segurando a cesta, erguendo ele qdo precisar, até q não tenha mais nada na árvore da vida.......


Feliz dia das mães para todas nós!!!
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Ainda dói


Ontem eu estava no ponto de ônibus indo para casa.
Chegou uma senhora com uma menininha muito fofa que havia acabado de sair da escola.
Ela estava de Maria-chiquinha, era serelepe e a avó só gritava:
- Ana!!! Pára, sai daí, vem aqui, olha o rato, olha, aí tem um rato!!!

E a tal da Aninha nem aí.

Sempre alegre e serelepe, pulando, brincando e conversando uma conversa enrolada que eu nem entendia nada.
Eis q a tal senhora veio conversar comigo.
Na conversa ela me contou q tem 11 cachorros em sua casa e que Ana Carolinha quando chega da escola, cumprimenta a todos, sem exceção.
Tbm tem um preá da índia e ela vai falar com o preá da índia, com os passarinhos da casa, meu Deus, pensei: - É uma casa ou uma reserva do Ibama??

A verdade é que toda hora ela reclamava da Ana Carolina e eu já estava era com vontade de levá-la para a minha casa.
E a senhorinha dizia: - Ela fala o dia todo, é uma tagarela.
E ela falava com Ana Carolina e Ana Carolina a compreendia e a obedecia, não entendi qual era o problema de Ana Carolina até agora.
Enquanto ela falava, eu pensava: - Deus! O dia em que meu filho disser algo, dando a entender que ele realmente entende o que está falando, será o dia mais feliz da minha vida.

Senti meus olhos se enxerem de lágrimas, como agora estão e fico afirmando para mim mesma que ser mãe de uma criança especial é divino, a gente aprende a amar tudo numa criança, a gente aprende a amar tudo o que eles podem e sonha com o que não podem.
E eu continuo a sonhar com o dia em que Artur vai me chamar de mamãe.
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Ser mãe da Ana Laura


É totalmente o inverso de tudo.
É totalmente organizado e bagunçado.
às vezes eu fico me perguntando se eu fiz tudo certo, se esperar tantos anos para ter outro filho foi uma boa opção.
Eu tenho q lidar com uma criança pequenina que exige cuidados diferentes, mas se formos analisar, é muito mais fácil.
A Laura está com 12 anos.
E os 12 anos dela são tão diferentes dos meus 12 anos.
Difícil, eu tenho passado boa parte do tempo me preocupando em como ser, em que tipo de mãe eu tenho q ser para ela.
Desde anteontem temos conversado.
Ela me disse q está apaixonada.
E ao q tudo indica é correspondido.
Disse q todos na escola comentam q são namorados, q ele gosta dela.
Ele pega na mão dela.
Eu contei para ela que fico imaginando o primeiro beijo dela, ela me contando e a gente abraçadinha juntas pulando de alegria.
Mas a verdade é que eu fico me perguntando se estou certa, se estou sendo permissiva demais.
Só q o q eu posso fazer?
Se o coração dela bate acelerado para alguém, acredito q seja pq ele está pronto para isso, o q eu farei, vou proibir o coração dela de bater??
Ser mãe da Ana Laura é muito bom.
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Ser mãe do Artur


Ser mãe do Artur é algo sublime. Mais que ser uma mãe qualquer é ser uma mãe que é bipolar, que tem alterações de humor e consegue ver isso em seu filho tbm. Que trabalha fora, que acorda cedo e dorme tarde por conta de seus próprios distúrbios e neuras. Estranho é ver um pouco de minhas neuras no meu filho.Estranho é ver q ele tem alterações de humor tão incríveis e inexplicáveis como as minhas. Desde terça-feira ele está assim. Irritadiço, estressado, choroso. Mas o choroso dele, o estressado dele é diferente demais. A verdade é que ele está andando pela casa, brincando, de repente, do nada ele começa a chorar, a gritar, fica inconsolável. Nada está bom.
Acho q é pq ele gosta de passear, gosta de andar pelo quintal e infelizmente tem qse uma semana q não dá pra fazer isso. É engraçado como uma mãe pode sentir um filho. Ele não fala, ele não aponta, ele apenas chora e parece que eu sou capaz de sentir tudo o q ele sente. A verdade é essa, eu sinto mesmo. Cansei de colocar ele sobre a minha barriga cheio de cólicas e acabava sentindo as cólicas tbm. Muitas vezes a gente dormia comigo rezando para que as dores dele viessem para mim e meu filho pudesse dormir tranquilo como um anjo iluminado q é o q todos os nossos filhos são e quando eu acordava, dava graças a Deus de ver seu soninho e sentia a dor com prazer. O q será isso, não?? Ser mãe é divino, é sublime e ser mãe do Artur é aprender todos os dias q se pode fazer até o impossível.
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Um sim e dois nãos!!


E assim tem sido os dias.
Desde sexta-feira, para cada um sim que me dão, eu recebo pelo menos dois nãos.
Isso é uma merda, desculpe o desabafo!!!

O pior é que eu tenho sofrido muito com isso, tem sido muito triste
ver o mundo com outros olhos, com olhos q eu nunca pensei ter.

Um mundo q na verdade eu sempre vivi.
E, olhar para ele hj me dá vergonha.

Como eu pude viver num mundo até hj onde não cabem os autistas??
Como eu nunca me perguntei pq eu nunca conheci um??

Talvez pq eles não tenham direito a um lugar ao sol.
Talvez pq só os autistas, parentes de autistas devam conviver com eles.

Talvez pq o mundo é feito de pessoas cretinas, desgraçadas de filhas da puta,
que não reconhecem q qualquer pessoa com qualquer deficiência, merecem viver nesse mesmo mundo.


Depois eu volto, muito puta da vida com o mundo hj.
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15 de março de 2010


As lágrimas estão sempre aqui e eu nunca consigo um momento de me permitir chorar.
Não consegui ainda deitar no chão, chorar, espernear, berrar, gritar e até mesmo blasfemar, contra tudo e todos.
Eu achei q tinha conseguido "MATAR" a mãe do Artur, aquele Artur e aquela mãe que nasceu com a gravidez. Aquela mãe normal, de um filho normal.
Q ia apenas amamentar, acarinhar, ficar sem dormir, sem comer e ser totalmente abduzida pelo mundo materno. E q lindos são os ETzinhos desse mundo, não?
A mãe do Artur não morreu ainda. Talvez esteja em fase terminal, mas ela ainda está aqui, chora, estica os braços, pede para q a belisquem e chora dormindo pedindo a Deus para q tudo não passe de um sonho.

Talvez quem ler isso me ache ingrata, sinceramente eu ainda não desabei meu choro por pensar nas mães com filhos em hospitais, com câncer terminal, doenças q os fazem sofrer, sim, eu devo mesmo ser ingrata.
Meu filho é lindo, maravilhoso, tem uma saúde invejável. Está prestes a fazer 2 anos [18 de março] e só ficou gripado 3 vezes, nada mais.
Ele sorri, aparementente não sente dores, não sofre, mas ainda assim, eu sofro.
Sofro pq ele não é "normal", sofro pq eu descobri q por mais q eu seja umas das pessoas mais despojadas de preconceito q eu conheça, q eu ainda assim tenha preconceito e medo dele.
Q eu ainda queria viver de convenções e de ainda querer q todos olhassem para meu filho e pensassem: Q lindo, q esperto, como se desenvolve.
Ao contrário de como farão: Ele é autista! Coitado!!!


Sei tbm q essa visão depende demais da minha.
Eu sinceramente não penso assim do meu filho, mas eu temo o mundo, pois é nele q Artur irá viver e não em mim, não em torno da minha visão.
Vontade de aninhá-lo debaixo da minha asinha e não deixá-lo sair. De pedir a Deus para q me ensine tudo e q eu possa ensiná-lo sem precisar de ninguém. Precisar de pessoas q não precisam.

Talvez eu esteja sendo vaidosa, orgulhosa, mas pra mim eu só estou com medo.

A médica confirmou o autismo. Sim, temos um autista em casa. Somos uma família especial oficialmente.
Além do autismo a médica foi bem clara qto à hipótese de uma hipotonia, quer dizer, ele tem essa hipotonia muscular, mas ela quer saber se não se trata de uma distrofia muscular.
A verdade é q eu nem sei bem como é, mas eu sei q depois disso, senti muitas coisas se juntarem.

É por essa hipotonia q Artur sentou-se direito com 8 meses, engatinhou com 1 ano e andou com 1 ano e 9 meses.
É por essa hipotonia q Artur vive meio q cambaleando para andar, não coloca as pontas dos dedos no chão, vive caindo, não sobre escadas, não levanta as pernas, não consegue pular tbm.
Eu nunca, nunca imaginei q ele pudesse ter algum problema motor, muscular, sei lá.
Para mim, era apenas um atraso, mas não é.

Ai meu Deus, q dor eu senti, tenho sentido.
Quantas dúvidas me assolam e não encontro respostas.
Quanto medo de meu filho regredir mesmo a médica dizendo q o fato dele andar é um grande progresso.
Quanta angústia tem me perseguido desde então.

Não sei o que fazer, sinto-me perdida, quer dizer, não sei como fazer para conseguir o que é preciso.
Preciso de forças, forças para lutar, pois conseguir ajudar meu filho, precisarei de muitas.
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Definitivamente a cada dia que passa, a cada médico, a cada exame a cada tudo fica evidente que o Artur realmente tem alguma deficiência e que essa deficiência é imensamente parecida com o autismo. Estamos no 6º pediatra. Eu já nem confio mais, fico sempre com o pé atrás e mesmo esse novo tendo sido maravilhoso, carinhoso e atencioso, eu fiquei com medo e um pé atrás, sem motivo algum específico, diga-se de passagem. Talvez seja pelo fato dele ter dito que Artur era um autista. Mãe é besta mesmo, achei de uma tremenda petulância da parte dele. Legal deixar isso registrado aqui, quem sabe mais para frente ele mesmo leia isso e eu confirme o quanto eu sou uma idiota. Levei o menino ao médico, descrevo como ele é, falo q desconfio q meu filho pode ser autista e qdo o médico confirma, eu simplesmente me magoo. Quem entende as mulheres e as mães?? Nem eu sei. Eu chorei muito nesse dia qdo cheguei no trabalho, Uma tristeza, não sei explicar, mas acho q expliquei na hora, senti uma necessidade imensa de escrever na hora, mas não tinha uma porra de um computador na hora para fazer isso e na mão é demorado, sei lá, não flui as ideias. Já pensei em criar um blog sobre isso, mas não dá, não quero, eu quero esse. Não quero informar mãe nenhuma sobre os sintomas do autismo, nada contra quem faz, mas eu quero descrever cada minuto, cada medo, cada dor, cada raiva, cada luta q é se mãe de uma criança que PODE ter autismo [meu, eu sei q ele tem, não me contrarie, me chame de doida o quanto quiser]. Eu sei q desde essa consulta, minha cabeça deu um nó sem tamanho. Eu penso o dia todo em como vai ser, em o que eu vou fazer, em como lutar pelo meu filho e continuo perdida, achando q tudo está indo devagar demais, que não está dando nada certo e q não posso demorar com esse diagnóstico q não virá antes dos 3 anos.
Meu, quer saber, hj eu quero q tudo se dane, estou triste, chateada, com vontade de chorar por conta da cilada da vida q caí, por raiva de mim mesma por ser estúpida, raiva de outras pessoas tbm e raiva de estar triste, por não estar encontrando a resignação necessária para seguir meu caminho.

O que eu faço com o meu filho agoraaaaaaaaa??????????????????????
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