O caminho mais difícil é o melhor!!!


Quando a gente é pequeno, o mundo é tão grande, a gente vê tudo tão imenso.
Eu ainda me lembro de estar na casa de tios, com uma calça de camurça vermelha, com desenhos nos joelhos, olhar pra cima e ver os adultos tão grandes. Lembro tbm que eu já queria saber como o mundo funcionava.
Cabelos louros, cacheadinhos, uma bonequinha.

E desse tamanho a gente já aprendia que se fizesse algo de errado, merecia umas belas de umas palmadas.
A gente cresce, apanha muito e sempre, ainda mais eu q sempre fui TERRÍVEL.
Daí temos nossos filhos, claro, a gente sempre pega a parte BOA (??) de nossa educação e usa.
A Laura nasceu e cresceu e eu achava q era correto dar palmadas, tapinhas na mão e afins.
Daí nasceu o Artur. Desde o começo foi tudo diferente. Eu tive q entender q ele era uma criança diferente mesmo antes de imaginar q ele realmente fosse 'diferente'.
Os choros dele eram ensurdecedores, ele não fazia nada do que um bebê deveria fazer (oi??).
Mesmo que não fosse tão simpatizante assim me rendi à cama compartilhada, ao colo, comprei um sling, não deixei chorar .
Tudo como manda o figurino, muitas vezes não por opção, mas hj sei q valeu a pena cada minuto de dedicação.
Daí, veio o espectro Autista, meu filho cresce, mas não cresce como as crianças que "merecem ser educadas com palmadas, tapinhas nas mãos" e ainda assim que crescesse, ele não levaria mesmo.
Artur tem diversas dificuldades de entendimento.
Não adianta eu querer xingar, reclamar, dar bronca, colocar no cantinho de castigo, fazer cara feia ou até mesmo lhe dar uma 'bela' palmada. Ele não vai entender o q eu quero.
Como fazer?
Tenho um filho q qse 4 anos, que precisa de limites, que precisa de orientação, como fazer?
De verdade eu não tenho receita, a gente tem q se virar.
Algumas vezes uma ou outra dica nos ajuda, mas o sentimento, a intuição é minha grande parceira nessa altura do campeonato.
Artur sabe muito bem o q é não e o acata perfeitamente, leia-se com birras e gritos, mas q duram 10 segundos.
Artur hj atende qdo o chamamos, mas SE ELE QUER, bem típico deles mesmo.
Artur tem crises de choro, crises de dores q acredito q possam ser de cabeça, barriguinha e grita se a gente deixar por mais de uma hora.
É desesperador. 
Acho q não fosse ele ter todas as dificuldades que tem, eu não saberia metade do q eu sei.
Não teria metade do amor e da paciencia q tenho com ele e teria com qualquer criança que precisasse ficar comigo.
Eu o vejo chorar, meu coração inunda de lágrimas, de preocupação, algumas vezes de desespero tbm e a única coisa que eu consigo fazer é tentar fazê-lo parar.
É demorado, é doloroso.
Uns chamariam de birra uma criança chorando, gritando, se debatendo, inconsolavelmente. Vc olha, não é dor, não é nenhuma necessidade física, nem fisiológica, é apenas uma necessidade emocional. Não tem dia, não tem hora, às vezes acontece às 3hs da manhã, outras na hora do almoço e ele vomita tudo o q comeu. E a gente tem q estar lá, firme forte, compreendendo que tem q parar e parar COM AMOR.
O amor é o caminho mais difícil de se educar um filho.
A paciência, a conversa, o diálogo, um abraço para cessar uma birra é o caminho mais longe e menos prático para se educar um filho.
Pq ter tanto trabalho se um belo grito, uma bela frase humilhante ou uma 'bela' e certeira palmada pode resolver tudo mais rápido??
Fala-se muito que os pais antes batiam e os filhos os respeitavam, que o mundo era diferente, mas sabe, essas pessoas que apanharam dos pais naquela época são as mesmas pessoas que estão estragando o mundo. É algo muito relativo.
Eu não posso e não tenho coragem de bater no meu filho, de humilhá-lo com gritos e palavras pejorativas, manda-lo calar a boca e largar a mão de ser 'birrento'.
Muito pelo contrário: toda vez que meu filho chora e esperneia, ele mostra o quanto ele quer viver nesse mundo, o quanto ele é capaz de interagir e o quanto ele precisa ser orientado e conduzido para o melhor.
Ele não precisou apanhar para entender o q é não. Ele apenas foi tirado do lugar onde era perigoso para ele 10, 20, 30 vezes. Ele não levou palmada qdo fez birra, ele foi abraçado, foi apertado, foi desviado para fazer algo muito mais legal do que aquilo que queria fazer e foi negado. Meu filho não ouve gritos, pq quero q ele aprenda a falar, gritar ele já sabe, pq ele ouve muito bem e eu tive que aprender a despertar o interesse dele em me ouvir, em me entender, em se comunicar comigo, mas FALANDO com ele.
Fácil?? Nunca! Não foi, não é e nunca vai ser.
Eis uma criança sem palmadas!!!
É o caminho mais difícil, um tanto doloroso às vezes, mas sabe, o difícil às vezes, principalmente nesse caso, é o melhor.

Eu agradeço a Deus por ter me dado o Artur, pq ele me transformou numa mãe melhor. Não perfeita, não superior, mas numa mãe mais humildade e conformada de que eu tenho um filho para criar, para educar e principalmente, AMAR.

E só resta eu dizer que: Se eu consegui, vc consegue tbm!!
Não bata no seu filho, não grite, não dê palmadas, não dê castigo, DÊ O SEU AMOR!! E já basta!! Eu garanto!!

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