Quando isso vai acabar?


A vida não foi lá muito gentil comigo.
Por isso creio que tenha muita dificuldade de lidar com o ser humano.
Quando temos alguém que não está dentro dos padrões esperados e até mesmo exigidos pela sociedade é que as coisas complicam.
Fica mais complicado ainda quando você observa o contrário.
Vejam, as histórias de crianças e a inclusão costuma ser em sua maioria de fracasso, dor, revolta, vergonha.
Comigo não foi diferente, também enfrentei a hostilidade das diferenças, frequentemente...
Hoje eu vi coisas que me fizeram pensar diferente, mudar algumas perguntas.
As férias acabaram, as aulas se iniciaram na segunda-feira, porém, estamos tentando entrar nos eixos e com muito mau-humor, muita cara feia Artur se levantou para ir para escola.
Normalmente a gente deixa ele com a estagiária, passa alguma coisa rápida ou outra e vai embora.
Hoje a estagiária não veio, a professora foi ver se tinha alguém para ficar com ele. Enquanto ela não voltava fiquei na porta esperando.
Muitos amigos da sala de Art vieram recebê-lo na porta. Abraçaram meu filho com força.
Ouvi coisas do tipo: "- Artur, que saudade de você! Você nunca mais veio!".
" - Venha Artur, te levo para a sala!".
Mais abraços e Artur simplesmente se mandou para sala com seus amigos.
Observei meu filho feliz, o mau-humor de minutos atrás no carro havia acabado. Ele sorria, andava pela sala com seus amigos e acredito que se soubesse se expressar diante de um público maior teria abraçado e beijado a todos também.
Foi uma alegria sem fim naquela sala.
Era quase a hora do café, enquanto esperávamos o diretor um dos amigos do Artur pegou a mochila de minha mão e disse:
"- Deixa que eu guardo a mochila do Artur para você."
Então eu senti a felicidade da aceitação.
Meu filho é alguém especial!
Especial no sentido de querido, de amado, de respeitado.
Como disse há pouco, quando a gente convive mais com a dor do que com a alegria a gente sempre sente medo.
O sofrimento se torna um vício e diante da felicidade as pessoas se pegam fazendo perguntas para acabar com aquilo apenas por medo de ver aquilo acabar.
Então eu me perguntei:
" Quando isso acaba?"
Não precisa ser muito inteligente para entender que o mundo não é como aquela sala. As pessoas tem padrões de exigências até mais devastadores do que décadas atrás quando eu enfrentava as diferenças com meu irmão.
As pessoas são cruéis e eu tenho medo delas porque elas podem atingir o bem mais preciso que possuo: Meus filhos!
Fico me perguntando como é que as pessoas conseguem acabar com essa doçura no ser humano.
Por que as crianças crescem e tem que parar de sorrir, porque tem que parar de aceitar, porque tem que hostilizar.
Fiquei lá na porta da sala e no caminho de volta me perguntando em que série Artur não será mais recebido ou aceito daquela forma calorosa.
Fiquei triste e chorando pensando em inúmeras crianças que não tem esse recebimento assim que chegam na sala.
Fico me perguntando pra que.
Mas eu também sei que o mundo tem mais pessoas como aquelas crianças, o mundo tem mais pessoas como Artur.O mundo tem mais pessoas como eu, que enxergam o outro como a si mesmo.
E ter essa visão dentro de mim me faz ter esperança.
Não é fácil ter esperança quando as pessoas tentam resolver suas dores com dor.
Não é fácil ter esperança quando as pessoas deixam o instinto animal responder mais onde a lei que prevalece é a de atacar antes de ser atacado.
Não é nada fácil, mas creio que nós, mães, pais, qualquer ser humano que precise lidar com uma realidade diferente da comum, da aceita, já tenham entendido que não viemos para o fácil.
Então, hoje eu quero ficar com aqueles sorrisos dos amigos do meu filho. Com aqueles abraços, com aqueles olhares apaixonados, hoje eu quero ficar com o amor...
porque o mundo já tem dores demais, porque estamos cansados, porque eu ando precisando de mais amor... e que se não possamos receber o tanto que gostaríamos, que ao menos não deixemos o nosso acabar...
que mais pessoas possam conviver com ele.
O mundo está deficiente disso.

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Quebra-cabeça


Tem vezes que não tem como falar de nossos filhos sem falar de nós mesmos.
Hoje é um dia desses.
Sempre dou uma repassada em tudo o que vivi para não esquecer, porque eu esqueço.
Lembro de uma dor ou outra, uma coisa boa ou outra, fico só com as inesquecíveis.
O momento atual tem nome: MEDO.
Sempre tenho medo.
O que me diferencia de outras pessoas é a coragem que tenho em resolver esse medo.
Eu meto a cara. Sempre fui assim.
Com 20 anos é óbvio que a minha cara era maior rsrs
Mas, de acordo com o tamanho de 'portadas' que tomei nela, ela foi diminuindo, claro.
Não tem como falar do desconhecido sem ter medo.
E eu não falo somente do medo do autismo, do medo das escolhas que fiz sobre como lidar com ele, eu tenho medo de tudo.
Medo de ser mãe.
Nos últimos 2 anos creio que eu nunca tive tanto medo de escolher como tenho hoje.
Como é difícil escolher!!!
Sinto-me num jogo de tabuleiro, onde qualquer movimento de peça errada que fizer perderei uma peça e para ajudar, a sensação que tenho é que nenhuma dessas peças é um 'peão'.
Também não é fácil administrar,conviver com os resultados de nossas escolhas.
Ultimamente tenho olhado para o céu, tentando utilizar da interpretação geral do povão e perguntar: - Ei, não me lembro de ter pedido para ser tão difícil!! Dá pra parar?
Mas como disse, venho aqui, olho tudo o que escrevi, tudo o que passei, enfio meu rabo no meio das pernas feito um cão cara de pau que sou e deixo pra lá.
Melhor, né?
Tenho tentado enfrentar o mundo sozinha. Não é orgulho, não é abandono, é apenas indisponibilidade.
Também me pego tentando fazer de conta que não é nada, me enfio debaixo das cobertas e sonho que nada é como parece.
Mas mesmo de brincadeira tem o lance de acordar e daí é que a realidade derruba a porta.
Mesmo sabendo a resposta, todos os dias eu olho para a minha  vida e pergunto se vale a pena.
Faculdade às portas dos 40 anos, trabalho, filhos, prazos, infernos que as pessoas teimam em fazer em minha vida para desafiar a minha vontade de brigar e por aí vai.
A faculdade....
Ela tem sido um antes e depois na minha vida.
Não tem como pensar em mim sem um antes e depois dela. Paixão me define.
Não tem a ver com excesso de conhecimento, longe disso falar assim tão cedo, mas a faculdade fez eu me sentir, fez eu entender o que é o meu "Eu Ser".
Passei anos da minha vida sendo esmagada por algo que não me completava, mesmo movimentando peças e dando espaço para que se encaixassem, porque eu me sinto mesmo como um quebra-cabeça e eu me sinto flexível para me encaixar nas peças, eu tbm me moldo a elas.
Mas não tem jeito, ainda que as peças se encaixem, tem de haver a harmonia entre a imagem que esse quebra-cabeça vai formar.
E no meu caso, a imagem é o meu fim. Não, não vou ajudar a vida a montar o meu fim, não tão próximo, não tão cedo, muito menos por isso.
Mamãe sempre dizia que quando eu fosse mãe iria compreendê-la, mas ela não me disse da parte onde a gente fala tanto com Deus.
Sei que sempre fui uma peste, que sempre deu trabalho, mas poxa vida, estou um tanto cansada de incomodar Deus com meus lamentos, meus problemas, com meus desesperos.
Eu ando cansada. 
Cansada das pessoas, cansada de gente chata, cansada de gente besta, cansada de gente estúpida, cansada de brigar. Mas vou brigar mais uma vez.
Penso que os próximos 4 anos serão assim. Eu não respirarei.
Mais uma vez a vida me coloca em cheque e lá vou eu para Deus pedir orientação.
Mas, diante de tudo o que penso, tudo o que sinto, de tudo o que eu quero, a oração é mesma: Que meus filhos fiquem bem, que minha escolha seja a do bem, que eles não sofram por minhas escolhas erradas....
E mais uma vez lá vou eu escolher.....
pedindo a Deus uma boa escolha......



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Odeio psicoliogia



Confesso!!
Odeio!!
Não, não se ofendam meus nobres amigos psicólogos, não é nada com vocês, é com a teoria mesmo. Não vai, não funciono, 
não consigo ler, não consigo imaginar alguém lendo rsrsr bloqueio total.
Mas eu estudo direito, amo leis, não sou ninguém para questionar o gosto 'esquisito' das pessoas rsrsrsrsrs
Ano passado foi muito difícil não falar sobre psicologia. Era um dos módulos da faculdade e, ainda que fosse mais específico para a área do direito, eu pensei: Vai ser um porre!!!
Acreditem ou não, foi uma das matérias que fechei com melhor média, vai entender.
Mas, como tudo na vida pode ser uma armação, como já diziam as mães de antigamente: Você vai pagar a língua!!! A psicologia é algo presente em minha vida.
Não sei se muitos sabem, mas tenho uma filha adolescente que completará 17 anos mês que vem. 
Nessa idade um dos assuntos inevitáveis na casa é o Vestibular. Não tem como não pensar, almejar e temê-lo.
Sempre digo ao meu marido que ele tem uma tarefa árdua para este ano: Enfrentar 24 TPMs, uma adolescente em fase de TCC, pré-vestibular, pré ENEM, um autista descobrindo o lado bom da vida e uma esposa estudando Direito.
Haja chocolate!!!
Bem, então para prestar um vestibular o fator primordial é saber que curso queremos fazer, certo??
Certo.
E a primeira coisa que minha filha escolheu foi que deveria estudar numa faculdade Federal.
Foram longas discussões no ano passado sobre como estudar, onde estudar e eu bati o pé que não admitia república.
Não estou pronta ainda, gente, sorry.
Daí falamos sobre o curso.
Nunca notei nada relevante em minha filha que pudesse determinar que ela gostaria ou teria o dom para algo e escolhesse determinada profissão por isso.
Também nunca fui estressada com isso, sou da opinião de que é bom sair do ensino médio sabendo o que deseja, mas que se não sabe, que jamais deva enfiar qualquer curso goela abaixo porque deve estudar.
Então, até ano passado não sabíamos qual o curso minha filha desejava. E, quando finalmente perguntei veio a grande surpresa.
- PSICOLOGIA.
Caramba, lembro de ficar sem ação.
Eu sou péssima para disfarçar reações, consigo até disfarçar sentimentos, raiva, mágoas e tal, mas de surpresa não. Meu rosto diz mais do que mil palavras e assim foi.
Mas, mesmo sabendo disso, disse que quem tem que gostar é ela, não eu e a apoiei e apoio em tudo o que pude e posso.
A relação de Ana com Artur é muito linda. 
Não são eternos grudados, não tem aquela ligação de contato, mas é linda, eles se amam infinitamente, claro,
A maturidade com que Ana lidou e lida com Art sempre me impressionou e comove.
Lembro dela chorar muito quando ao me perguntar  se Art falaria e eu lhe dizer que Art poderia nunca falar.  Lembro da dor de não poder impedir essa dor nela, lembro de tantas coisas lindas que ela nos fez para tirar nosso sorriso, nosso orgulho e mal sabe ela que nem é necessário. Nosso amor, admiração por ela é tao grande, próximo do infinito.
Depois de tanto estresse, depois de tantas conversas, depois de eu trabalhar minha mente e coração para ter uma filha por mais 4 anos estudando o dia todo e longe de casa, depois de ser adulta, eis que resolvi num belo dia fazer a celebre pergunta:
- Por que estudar Psicologia?
Admito que existia um certo tom de surpresa com falta de entendimento em qual seria o sentido do desejo já que, como mãe, nunca percebi.
Então, veio-me uma resposta, sensata, certa, sem grandes vislumbrações, sem sonhos impossíveis, sem intenção nenhuma além daquela que saia de seus lábios.
- Ora mãe, eu quero trabalhar com pessoas deficientes, que tem problemas igual ou não ao de meu irmão.

Mais uma vez, confesso também ( estou confessando tudo hoje rsrs) que não foi a primeira vez que senti meu rosto ruborizar, aquele arrepio de vergonha que sobe pela espinha e também senti meu coração transbordar de amor.
O que mais me fascina nisso tudo é a beleza que existia em seus olhos ao dizer aquilo, havia uma naturalidade tão incrível, tão doce que eu não esperava. Não que não viesse de alguém doce, doçura sempre foi constante em Ana, mas aos meus olhos a missão de Ana era apenas como irmã. Nunca a imaginei multiplicadora.
Ainda falta tanta coisa, estamos só começando e eu já me vejo feliz, realizada, sentindo que não preciso de muita coisa, o melhor a vida já me deu.
Conviver com pessoas como Ana, meu marido, Artur e tantas outras que nossa vida louca nos proporciona é tudo de melhor que eu poderia ter.
Pensar nessas coisas nesse momento que tenho vivido é muito, muito reconfortante e me enche de forças para seguir adiante.
Houve um tempo em que eu era nada, outro eu tinha um grande nada para administrar, outro tempo nada do que eu fazia era suficiente para suprir a falta do tudo, outro tempo eu perdi o nada para entender que o NADA era TUDO o que eu precisava .
Com o NADA entendi verdadeiramente o que é ser feliz e nada do que façam de mal para mim vai deixar eu esquecer que nada é tão perfeito quanto amar e ser amado e constatar que a herança que você está deixando ao mundo é repleta de valores.
Essa é a minha psicologia. Não tem curso, não tem estudo, não é cientificamente comprovada, mas nos faz feliz e completos.
Todo mundo acaba sendo psicólogo uma vez na vida.
Taí mais um conceito a ser revisto.
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Eu preciso chorar


Então vamos chorar!!
Sabe aquele dias que você está bem azeda e precisa chorar??
Bem, vamos lá, né??
Ano passado eu desisti de escrever por aqui. Acabei voltando porque esse cantinho me faz bem. Estou aqui desde 2008, não dá pra desprezar o quanto escrever me fez crescer.
Mas, a vida não é só de alegria, existem também as dificuldades. Muitas deles eu dividi aqui com vocês.
Porém, das últimas duas postagens para frente decidi mudar a cara do blog no sentido das emoções.
Eu escolhi as boas sensações.
Sempre, sempre, sempre, infinitas vezes eu disse que escolhi o lado bom de ser mãe.
E deu certo.
Hoje que estou com essa tristezinha no meu pé, com esse nozinho na garganta acabei decidindo que hoje eu vou chorar.
Vou chorar porque um dia eu não tinha mais meu filho, no outro eu não tinha mais eu.
No outro, eu não tinha a mínima ideia do que fazer com o que eu tinha.
E então parti para a matemática da vida.
Se a gente for olhar para uma pessoa que tem uma vida normal, poderemos concluir que a vida não teve muita vontade de ser generosa comigo.
Uns bons anos eu fiquei olhando para o céu e dizendo: Você me fodeu, vida!.
Por um bom tempo me ajudou bastante, mas hoje fica só no desabafo mesmo.
Ter o segundo filho foi a melhor coisa que houve na minha vida.
Para ser mãe pela primeira vez não tive dúvida alguma, eu queria,eu fui. Da segunda vez fiquei muitos anos com medo.
Depois chegou a hora de encarar outro desafio: o de ser mãe de um autista.
Gente, que medo.
Ninguém sabia o que era, de onde vinha, não tem cura, não se sabe se ele vai melhorar, piorar, se vai adoecer, se vai falar, meu Deus!!! Foi apavorante.
Mas eu topei.
Topei, estou encarando.
No começo como a maioria sabe, foi igual para todo mundo, muda uma coisa aqui outra ali.
Mas eu acredito que o fundamental nisso tudo foi que eu não me vitimizei.
Eu simplesmente decidi e tive que aprender a viver o momento.
E hoje eu não troco o que eu tinha antes para o que tenho hoje. Nem meus medos.
Tenho pavor de deixar meu filho antes de poder mostrar tudo o que ele é capaz de aprender, mas não troco pelo antes.
Tenho pavor do preconceito de alguns "seres humanos" que deveriam estar em jaulas e estão soltos por aí, mas a vida não me fez cheia de coragem à toa. Vou lutar contra um por um.
Tenho medo das regressões também, mas o mundo do autismo me ensinou a viver o hoje.
Mas eu também tive medo de meu filho usar fraldas para sempre.
E ele não sou as deixou, como hoje temos comemorado que ele aprendeu a utilizar o banheiro sozinho. A gente só fica olhando da porta porque ele ainda não assimilou que nossa presença não é necessária.
Eu vi meu filho passar fome porque ele não sabia pedir comida e hoje ele abre a geladeira e escolhe o que quer como qualquer outra pessoa.
Eu vi meu filho doente muitas vezes, definhando, sofrendo e a vida me levou por caminhos onde eu consegui qualidade de vida para ele.
Chorei por 3 anos olhando para seu corpo cheio de feridas, infeccionadas e hoje, finalmente fui presenteada com a descoberta do porquê disso.
Hoje eu estava com vontade de chorar, então, como eu sou uma mulher já crescidinha eu decidi que ia ser de felicidade.
Meu filho nunca vai ser uma criança como as outras.
Mas meu filho hoje tem identidade. Eu fiz ele ser, eu fiz ele existir, eu consegui colocar isso na essência dele que ele é alguém.
Que ele tem vontades e que dentro dos limites seus, nossos e da sociedade elas podem e devem ser atendidas e eu ensinei ele exigir isso,
Eu nunca precisei ensiná-lo a ser forte, muito pelo contrário, ele me ensinou a ser essa força toda que eu sou.
Nossa família é muito bonita, vivemos numa sintonia diferente de outras famílias, mas o mais lindo que existe nela e o que eu mais admiro e sempre sonhei que tivesse foi compreender que precisamos um dos outros e que devemos ser unidos.
Sempre disse para minha filha que não estamos juntos por acaso, temos nossas experiencias para dividir, nosso amor para compartilhar e uma vida de muito crescimento pela frente e eu tenho razão.
Nunca vi meu filho tão feliz em toda sua vida, nunca foi tão maravilhoso estar com ele todos os dias vendo ele crescer.
Nunca imaginei que meu filho fosse melhorar tanto, se desenvolver tanto.
Nunca pensei que uma parede riscada, umas 50 folhas de sulfite cheias de garatujas, um desenho animado fosse significar tanto como hoje.
Diante disso tudo, só me resta chorar.
Chorar de amor, chorar de gratidão, chorar de emoção por merecer algo tão simples e ter a maturidade suficiente para valorizar.
Não, minha vida não está perfeita. Sinto muita tristeza dentro de mim. As coisas não tem sido fáceis e nem estão dentro do que eu gostaria, mas eu não tenho tempo para chorar por isso, então, já que é para chorar, prefiro chorar agradecendo a Deus por tudo isso que ele me deu.
Assim tiro forças para lutar por aquilo que ainda não me pertence.
Espero que dê certo.........
Deixo aqui, a foto da minha maior vitória: as fotos são da mesma parte do corpo: a parte da panturrilha, a mesma perna.



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Palavras ao vento


Um momento eu olho pro meu filho e penso:Só falta ele falar. De repente um ataque de lucidez vem em minha mente e me diz: Será?Meu filho me trouxe um alcance inexplicável.Ele me ensinou o silêncio, o calar, o sentir, o olhar, o ouvir., o tocar Ele me ensinou a não fazer nada também.
Não fazer nada é algo muito difícil;
Não é um fazer nada de abandono. E a gente muitas vezes só conhece esse "não fazer nada", o do abandono.
Mas com ele eu descobri o fazer nada de esperar. De não ansiar pelo controle das coisas.
Meu filho falou muito mais do que eu poderia ouvir se ele tivesse usado palavras.
Ele me mostrou o verdadeiro significado da vida.
Ele pegou na minha mão e com seu silêncio me conduziu por caminhos que eu desconhecia.
Eu tive muita sorte com meus filhos.
MInha filha sempre muito madura. Muitos diziam que ela não era uma criança, que era uma anã disfarçada de criança e vejo que é verdade, minha parceira eescudeira incansável.
Cometi muitos erros durante essa viagem de mãe.
Pequei por não saber lidar com a minha própria dor enquanto meus filhos me mostravam com maestria como é viver com ela.
Muitas vezes meu exemplo para força era pensar da seguinte forma: Eu posso reclamar, esbravejar, escrever, xingar, por mais que não aceitem, vão entender. Artur não consegue e veja, vive sorrindo, lutando....engolia minha dor.
Eu também fui muito forte, forte o quanto pude.
Olho para meu filho e vejo tudo o que ele diz. O quanto crescemos.
Hoje ele sabe que não precisa mais passar fome, porque aprendeu a pedir comida.
Hoje ele pode ir ao banheiro sem ninguém chamar porque sabe ir.
Hoje ele sabe o que quer e como conseguir.
E com ele, vou aprendendo o que o sliêncio é capaz de ensinar.
Muitos me ajudaram nesses anos todos, mas esse silêncio foi o principal.
Falar com os olhos, ler olhos, sorrir com os olhos., chorar com os olhos, claro
Aprendi que a alma fala através deles e aprendi o quanto pode ser lindo ler a alma de alguém assim.
Hoje minhas dores são outras. As esperanças também.
Continuo sem expectativas, não gosto delas. Elas machucam. Não somos companheiras de caminhada, nunca fomos desde que trilho por esse caminho.
De repente, sem dizer uma palavra, sem escrever uma letra, sem emitir um som compreenssível aos ouvidos de mtos, Artur diz tudo: Ele veio para nos trazer outro significado do amor.
E se hoje eu fosse buscar uma palavra que nos resume, eu diria : maturidade.
E o mais legal é que ela me faz pensar que daqui um ano, dois, vou ler isso e rir de mim mesma porque eu vou pra frente sempre e que a gente não para de crescer.
Não fazer nada é algo muito difícil;Não é um fazer nada de abandono. E a gente muitas vezes só conhece esse "não fazer nada", o do abandono.Mas com ele eu descobri o fazer nada de esperar. De não ansiar pelo controle das coisas.Meu filho falou muito mais do que eu poderia ouvir se ele tivesse usado palavras.Ele me mostrou o verdadeiro significado da vida.Ele pegou na minha mão e com seu silêncio me conduziu por caminhos que eu desconhecia.Eu tive muita sorte com meus filhos.MInha filha sempre muito madura. Muitos diziam que ela não era uma criança, que era uma anã disfarçada de criança e vejo que é verdade, minha parceira eescudeira incansável.Cometi muitos erros durante essa viagem de mãe.Pequei por não saber lidar com a minha própria dor enquanto meus filhos me mostravam com maestria como é viver com ela.Muitas vezes meu exemplo para força era pensar da seguinte forma: Eu posso reclamar, esbravejar, escrever, xingar, por mais que não aceitem, vão entender. Artur não consegue e veja, vive sorrindo, lutando....engolia minha dor.Eu também fui muito forte, forte o quanto pude.Olho para meu filho e vejo tudo o que ele diz. O quanto crescemos.Hoje ele sabe que não precisa mais passar fome, porque aprendeu a pedir comida.Hoje ele pode ir ao banheiro sem ninguém chamar porque sabe ir. Hoje ele sabe o que quer e como conseguir.E com ele, vou aprendendo o que o sliêncio é capaz de ensinar.Muitos me ajudaram nesses anos todos, mas esse silêncio foi o principal.Falar com os olhos, ler olhos, sorrir com os olhos., chorar com os olhos, claroAprendi que a alma fala através deles e aprendi o quanto pode ser lindo ler a alma de alguém assim.Hoje minhas dores são outras. As esperanças também.Continuo sem expectativas, não gosto delas. Elas machucam. Não somos companheiras de caminhada, nunca fomos desde que trilho por esse caminho.De repente, sem dizer uma palavra, sem escrever uma letra, sem emitir um som compreenssível aos ouvidos de mtos, Artur diz tudo: Ele veio para nos trazer outro significado do amor.E se hoje eu fosse buscar uma palavra que nos resume, eu diria : maturidade.E o mais legal é que ela me faz pensar que daqui um ano, dois, vou ler isso e rir de mim mesma porque eu vou pra frente sempre e que a gente não para de crescer.
Não fazer nada é algo muito difícil;Não é um fazer nada de abandono. E a gente muitas vezes só conhece esse "não fazer nada", o do abandono.Mas com ele eu descobri o fazer nada de esperar. De não ansiar pelo controle das coisas.Meu filho falou muito mais do que eu poderia ouvir se ele tivesse usado palavras.Ele me mostrou o verdadeiro significado da vida.Ele pegou na minha mão e com seu silêncio me conduziu por caminhos que eu desconhecia.Eu tive muita sorte com meus filhos.MInha filha sempre muito madura. Muitos diziam que ela não era uma criança, que era uma anã disfarçada de criança e vejo que é verdade, minha parceira eescudeira incansável.Cometi muitos erros durante essa viagem de mãe.Pequei por não saber lidar com a minha própria dor enquanto meus filhos me mostravam com maestria como é viver com ela.Muitas vezes meu exemplo para força era pensar da seguinte forma: Eu posso reclamar, esbravejar, escrever, xingar, por mais que não aceitem, vão entender. Artur não consegue e veja, vive sorrindo, lutando....engolia minha dor.Eu também fui muito forte, forte o quanto pude.Olho para meu filho e vejo tudo o que ele diz. O quanto crescemos.Hoje ele sabe que não precisa mais passar fome, porque aprendeu a pedir comida.Hoje ele pode ir ao banheiro sem ninguém chamar porque sabe ir. Hoje ele sabe o que quer e como conseguir.E com ele, vou aprendendo o que o sliêncio é capaz de ensinar.Muitos me ajudaram nesses anos todos, mas esse silêncio foi o principal.Falar com os olhos, ler olhos, sorrir com os olhos., chorar com os olhos, claroAprendi que a alma fala através deles e aprendi o quanto pode ser lindo ler a alma de alguém assim.Hoje minhas dores são outras. As esperanças também.Continuo sem expectativas, não gosto delas. Elas machucam. Não somos companheiras de caminhada, nunca fomos desde que trilho por esse caminho.De repente, sem dizer uma palavra, sem escrever uma letra, sem emitir um som compreenssível aos ouvidos de mtos, Artur diz tudo: Ele veio para nos trazer outro significado do amor.E se hoje eu fosse buscar uma palavra que nos resume, eu diria : maturidade.E o mais legal é que ela me faz pensar que daqui um ano, dois, vou ler isso e rir de mim mesma porque eu vou pra frente sempre e que a gente não para de crescer.

Não fazer nada é algo muito difícil;Não é um fazer nada de abandono. E a gente muitas vezes só conhece esse "não fazer nada", o do abandono.Mas com ele eu descobri o fazer nada de esperar. De não ansiar pelo controle das coisas.Meu filho falou muito mais do que eu poderia ouvir se ele tivesse usado palavras.Ele me mostrou o verdadeiro significado da vida.Ele pegou na minha mão e com seu silêncio me conduziu por caminhos que eu desconhecia.Eu tive muita sorte com meus filhos.MInha filha sempre muito madura. Muitos diziam que ela não era uma criança, que era uma anã disfarçada de criança e vejo que é verdade, minha parceira eescudeira incansável.Cometi muitos erros durante essa viagem de mãe.Pequei por não saber lidar com a minha própria dor enquanto meus filhos me mostravam com maestria como é viver com ela.Muitas vezes meu exemplo para força era pensar da seguinte forma: Eu posso reclamar, esbravejar, escrever, xingar, por mais que não aceitem, vão entender. Artur não consegue e veja, vive sorrindo, lutando....engolia minha dor.Eu também fui muito forte, forte o quanto pude.Olho para meu filho e vejo tudo o que ele diz. O quanto crescemos.Hoje ele sabe que não precisa mais passar fome, porque aprendeu a pedir comida.Hoje ele pode ir ao banheiro sem ninguém chamar porque sabe ir. Hoje ele sabe o que quer e como conseguir.E com ele, vou aprendendo o que o sliêncio é capaz de ensinar.Muitos me ajudaram nesses anos todos, mas esse silêncio foi o principal.Falar com os olhos, ler olhos, sorrir com os olhos., chorar com os olhos, claroAprendi que a alma fala através deles e aprendi o quanto pode ser lindo ler a alma de alguém assim.Hoje minhas dores são outras. As esperanças também.Continuo sem expectativas, não gosto delas. Elas machucam. Não somos companheiras de caminhada, nunca fomos desde que trilho por esse caminho.De repente, sem dizer uma palavra, sem escrever uma letra, sem emitir um som compreenssível aos ouvidos de mtos, Artur diz tudo: Ele veio para nos trazer outro significado do amor.E se hoje eu fosse buscar uma palavra que nos resume, eu diria : maturidade.E o mais legal é que ela me faz pensar que daqui um ano, dois, vou ler isso e rir de mim mesma porque eu vou pra frente sempre e que a gente não para de crescer.Não fazer nada é algo muito difícil;Não é um fazer nada de abandono. E a gente muitas vezes só conhece esse "não fazer nada", o do abandono.Mas com ele eu descobri o fazer nada de esperar. De não ansiar pelo controle das coisas.Meu filho falou muito mais do que eu poderia ouvir se ele tivesse usado palavras.Ele me mostrou o verdadeiro significado da vida.Ele pegou na minha mão e com seu silêncio me conduziu por caminhos que eu desconhecia.Eu tive muita sorte com meus filhos.MInha filha sempre muito madura. Muitos diziam que ela não era uma criança, que era uma anã disfarçada de criança e vejo que é verdade, minha parceira eescudeira incansável.Cometi muitos erros durante essa viagem de mãe.Pequei por não saber lidar com a minha própria dor enquanto meus filhos me mostravam com maestria como é viver com ela.Muitas vezes meu exemplo para força era pensar da seguinte forma: Eu posso reclamar, esbravejar, escrever, xingar, por mais que não aceitem, vão entender. Artur não consegue e veja, vive sorrindo, lutando....engolia minha dor.Eu também fui muito forte, forte o quanto pude.Olho para meu filho e vejo tudo o que ele diz. O quanto crescemos.Hoje ele sabe que não precisa mais passar fome, porque aprendeu a pedir comida.Hoje ele pode ir ao banheiro sem ninguém chamar porque sabe ir. Hoje ele sabe o que quer e como conseguir.E com ele, vou aprendendo o que o sliêncio é capaz de ensinar.Muitos me ajudaram nesses anos todos, mas esse silêncio foi o principal.Falar com os olhos, ler olhos, sorrir com os olhos., chorar com os olhos, claroAprendi que a alma fala através deles e aprendi o quanto pode ser lindo ler a alma de alguém assim.Hoje minhas dores são outras. As esperanças também.Continuo sem expectativas, não gosto delas. Elas machucam. Não somos companheiras de caminhada, nunca fomos desde que trilho por esse caminho.De repente, sem dizer uma palavra, sem escrever uma letra, sem emitir um som compreenssível aos ouvidos de mtos, Artur diz tudo: Ele veio para nos trazer outro significado do amor.E se hoje eu fosse buscar uma palavra que nos resume, eu diria : maturidade.E o mais legal é que ela me faz pensar que daqui um ano, dois, vou ler isso e rir de mim mesma porque eu vou pra frente sempre e que a gente não para de crescer.Não fazer nada é algo muito difícil;Não é um fazer nada de abandono. E a gente muitas vezes só conhece esse "não fazer nada", o do abandono.Mas com ele eu descobri o fazer nada de esperar. 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O quanto crescemos.Hoje ele sabe que não precisa mais passar fome, porque aprendeu a pedir comida.Hoje ele pode ir ao banheiro sem ninguém chamar porque sabe ir. Hoje ele sabe o que quer e como conseguir.E com ele, vou aprendendo o que o sliêncio é capaz de ensinar.Muitos me ajudaram nesses anos todos, mas esse silêncio foi o principal.Falar com os olhos, ler olhos, sorrir com os olhos., chorar com os olhos, claroAprendi que a alma fala através deles e aprendi o quanto pode ser lindo ler a alma de alguém assim.Hoje minhas dores são outras. As esperanças também.Continuo sem expectativas, não gosto delas. Elas machucam. Não somos companheiras de caminhada, nunca fomos desde que trilho por esse caminho.De repente, sem dizer uma palavra, sem escrever uma letra, sem emitir um som compreenssível aos ouvidos de mtos, Artur diz tudo: Ele veio para nos trazer outro significado do amor.E se hoje eu fosse buscar uma palavra que nos resume, eu diria : maturidade.E o mais legal é que ela me faz pensar que daqui um ano, dois, vou ler isso e rir de mim mesma porque eu vou pra frente sempre e que a gente não para de crescer.Não fazer nada é algo muito difícil;Não é um fazer nada de abandono. E a gente muitas vezes só conhece esse "não fazer nada", o do abandono.Mas com ele eu descobri o fazer nada de esperar. De não ansiar pelo controle das coisas.Meu filho falou muito mais do que eu poderia ouvir se ele tivesse usado palavras.Ele me mostrou o verdadeiro significado da vida.Ele pegou na minha mão e com seu silêncio me conduziu por caminhos que eu desconhecia.Eu tive muita sorte com meus filhos.MInha filha sempre muito madura. Muitos diziam que ela não era uma criança, que era uma anã disfarçada de criança e vejo que é verdade, minha parceira eescudeira incansável.Cometi muitos erros durante essa viagem de mãe.Pequei por não saber lidar com a minha própria dor enquanto meus filhos me mostravam com maestria como é viver com ela.Muitas vezes meu exemplo para força era pensar da seguinte forma: Eu posso reclamar, esbravejar, escrever, xingar, por mais que não aceitem, vão entender. Artur não consegue e veja, vive sorrindo, lutando....engolia minha dor.Eu também fui muito forte, forte o quanto pude.Olho para meu filho e vejo tudo o que ele diz. O quanto crescemos.Hoje ele sabe que não precisa mais passar fome, porque aprendeu a pedir comida.Hoje ele pode ir ao banheiro sem ninguém chamar porque sabe ir. Hoje ele sabe o que quer e como conseguir.E com ele, vou aprendendo o que o sliêncio é capaz de ensinar.Muitos me ajudaram nesses anos todos, mas esse silêncio foi o principal.Falar com os olhos, ler olhos, sorrir com os olhos., chorar com os olhos, claroAprendi que a alma fala através deles e aprendi o quanto pode ser lindo ler a alma de alguém assim.Hoje minhas dores são outras. As esperanças também.Continuo sem expectativas, não gosto delas. Elas machucam. Não somos companheiras de caminhada, nunca fomos desde que trilho por esse caminho.De repente, sem dizer uma palavra, sem escrever uma letra, sem emitir um som compreenssível aos ouvidos de mtos, Artur diz tudo: Ele veio para nos trazer outro significado do amor.E se hoje eu fosse buscar uma palavra que nos resume, eu diria : maturidade.E o mais legal é que ela me faz pensar que daqui um ano, dois, vou ler isso e rir de mim mesma porque eu vou pra frente sempre e que a gente não para de crescer.
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Não vou desistir, nem desanimar


A cena é a seguinte: Natal!
Eu sempre fiz questão de que meus filhos soubessem o que é o natal. Creio que já tenha dito isso AQUI. Nossa casa sempre teve árvore de natal, presépio, ceia, presentes e nunca nos esquecemos do verdadeiro significado dele.
Depois que viemos para nossa casa e o autismo entrou nela conosco, confesso que foi muito difícil comemorar os natais.
Montar a árvore e ver o rostinho de Artur encantado com as luzes e nada mais era estranho, às vezes doía, mas eu fiz.
Nunca desisti de nada, mas também nunca criei expectativas.
No primeiro ano ele colocou um carrinho na árvore e se encantou.
Dezembro de 2012 com 4 anos

A minha emoção foi indescritível.


Dezembro de 2013 com 5 anos.
Em 2013, ainda que aleatoriamente ele tentou participar e colocou o controle remoto.
E a gente nunca desistiu.
Esse ano, 2014, Artur mudou muito.
Assim como disse que em 2009 tive a impressão de que alguém tivesse trocado meu filho e colocado outro no lugar, esse ano a história se repete.
Artur não é mais o mesmo.
Hoje decidi, não faço ideia do porquê, mudar a data de montar a árvore. Sempre montamos dia 6 de dezembro, mas como ultimamente nossa vida é uma loucura incerta, resolvi adiantar.
Cheguei do trabalho e pedi para Ana Laura descer as coisas para montarmos, os 4.
A caixa da árvore ficou no chão e Artur me pediu para tirá-lá da caixa. Achei que era uma curiosidade comum e tirei.
Subi para tomar um banho e deixei os dois na sala.
De repente, Ana Laura me chama meio que apavorada para ver algo, desci correndo assustada e a cena que encontrei foi essa:





Peço que relevem a qualidade do vídeo, fomos pegos de surpresa, Artur sequer está vestido porque hoje fez muito calor, mas eu não podia deixar de dividir com vocês a felicidade que é ver meu filho entender as coisas.
Ele ainda não sabe quem foi Jesus, não conhece o papai noel, mas eu sei e vendo essa cena, sei o quanto merecemos esses acontecimentos.
Sempre choro quando venho aqui, esse é um dos motivos pelos quais decidi não vir mais.
Não quero mais mostrar o mundo do autismo como mundo do choro, quero mostrar o mundo do autismo como o mundo das conquistas, porque eu escolhi conquistar, não chorar.
E que a vida nos contemple com muitas postagens por aqui.


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Vou ali e já volto, ou não!!!



Foram anos bem intensos por aqui.
Teve vezes que eu disse que não viveria sem esse blog.
E não vivo mesmo.
Mas creio que para o momento não dá mais.
A proposta do blog é linda, me ajudou tanto por anos, mas hoje não me ajuda mais.
Talvez você pense que seria egoísmo de minha parte deixar tudo isso de lado, para trás e não ajudar quem precisa.
Mas entenda: o blog está aqui, permanecerá aqui.
Quando eu comecei, tinha pouca gente deixando os dedos gritar sua dor, seus medos, suas tristezas e decepções.
Hoje não, temos excelente fontes para isso.
Mas você deve estar se perguntando porque eu parei de escrever aqui.
Parei simplesmente porque essa dor que eu registrava aqui não tem mais espaço para minha vida.
Eu continuo chorando muitas vezes porque meu filho não é como eu sonhei, eu continuo chorando e sofrendo porque ele não fala, eu continuo sofrendo e chorando por muitas coisas, mas somente por um pequeno período.
Ao longo desses anos todos, que foram 5, aprendi a fazer muitas perguntas e as respostas nunca me deixaram bem.
Há um tempo eu decidi cagar e andar para essas perguntas, justamente porque nunca terei a resposta que quero.
Aprendi esse ano que sem as perguntas muita coisa no mundo não mudaria. Sem dúvidas, sem questionamentos, sem uma guerra dentro de você e com o mundo, as coisas não se transformam e justamente por isso, é que o blog não cabe mais na minha vida hoje.
Eu fiz minhas perguntas, eu travei minhas guerras, eu briguei com o mundo e tive minhas respostas, mas...... elas só mudaram a mim mesma.
Gostaria imensamente de dividir minhas respostas com todos vocês, seria o mais justo, mas algumas vezes nossas verdades são lúcidas apenas para nós.
Se um dia você esbarrar na verdade e estiver pronto para encontrá-la e aceita-lá, não será meu blog que fará a diferença.
A diferença ocorreu em você.
A nossa vida continua. Nossa batalha também.
Chorar, sofrer, passar tristeza, raiva?? Claro!!! Mas bem menos, muito menos.
Eu tomei as rédeas de mim, eu hoje tenho sonhos, planos, estou investindo pesado em projetos, eu não sou mais só a mãe que viaja.
Eu viajo, eu estudo, eu trabalho, eu invisto, eu caio, eu tropeço, eu sou eu.
Os resultados??
Favoráveis sempre.
Aquilo que não nos mata, nos fortalece.
Gostaria de agradecer a todos que sempre nos acompanharam por aqui e em meu perfil pessoal.
Continuo dividindo o que posso sobre nossas conquistas,  mas dentro do que é saudável para nós.
Vou dar um tempo por aqui.
Sinto que o blog ficou pequeno demais para mim e não quero pensar que ele cresceu muito para algo que hoje não é mais eu.
Como não acho justo ir embora sem deixar notícias, deixo aqui meu perfil pessoal do facebook e de outro blog para quem quiser e tiver interesse em saber sobre nós.
Beijos e obrigada!!! Sem vocês, sem os comentários, sem as suas visitas eu com certeza não estaria escrevendo essa postagem de despedida.
Vou ali, talvez eu volte um dia, ou não!!!

 Roberta Evangelista
Autismo e dieta Paleolítica
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Tudo resolvido???


Sim, aparentemente sim.
As aulas começaram na última sexta-feira para Artur.
A estagiária estava lá e ele pode enfim voltar a sua rotina.
O que eu posso dizer sobre como foi??
Parece que as aulas terminaram na semana passada.
Artur acordou cedo, se arrumou, foi para a escola e lá permaneceu todo o período.
A escola é a mesma, mas a estagiária, a professora, a diretora, o coordenador são novos.
Fui conversar com o coordenador na quinta e ele pareceu-me muito aberto ao diálogo, ouviu-me direitinho sobre as orientações quanto à dieta.
Mostrei as fotos de como fica seu corpo em contato com o glúten e tudo mais.
Como estávamos muito em cima da hora, optamos por eu levar suas refeições de casa. Mas a partir de amanhã não precisa mais.
Creio que se as coisas continuarem se encaixando dessa forma, em mais um mês poderemos falar sobre sua abordagem pedagógica.
A fono e eu temos falado sobre PECs e acho que é um método bem legal para Artur aprender a se comunicar e estudar.
Espero que esse ano eu não tenha nenhum problema com os dirigentes da escola porque sinceramente estou muito, muito cansada de tudo isso.
Cansada de fracassos por conta de vaidades pessoais, cansada de mandar as pessoas irem se foder enquanto na verdade elas apenas deveriam fazer seu trabalho.
Por enquanto quero só curtir o momento e ficar com as boas emoções e agradecer aos envolvidos pela atenção especial com meu filho.



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Todos sempre nos rotulam como mães especiais, quem nos conhece sabe que às vezes não dá.
Hoje admito que estou tentando ser.
Acordamos cedo levando sustos, mas estava tudo vem, apesar da revolta, engoli tudo e arrumei Artur para seu primeiro dia de aula.
Ele resmungou um pouco, mas acordou.
Quando eu falei: Vamos para escola, pude ver aquele sorrisão gostoso q ele tem.
Colocou o uniforme, escovou os dentes e ficou feliz.
Quando eu falei: Vamos??
Deu aquele famoso pulo da cama e foi.
Queria ir de bicicleta na cadeirinha como o papai faz e ele adora, mas admito que bicicleta não é um meio de transporte que faça minha cabeça.
Fomos de carro e ele logo parou de reclamar.
Quando o carro parou na porta da escola e chegou a hora de descer, mais um sorrisão.
Entramos e logo fomos abordadas por uma "tia".
Fomos levadas até uma responsável pela escola e enquanto ela foi buscar a lista de estagiárias Artur já queria entrar. Viu uma professora que conversou com ele e ele logo se levantou para ir com ela para a sala, mas Artur agora é um mocinho e a Pré escola já passou.
Enfim, a coordenadora chega e nos informa que ainda NÂO providenciaram uma nova estagiária para ele.
A última vez que reclamei algo referente à escola no meu facebook deu uma confusão tão grande, a professora, diretora, coordenadora ficaram magoadas comigo. Fiz o que eu podia para mostrar que eu havia sim errado, mas q logo em seguida tentei me redimir.
Infelizmente, muitas vezes desculpas não são suficientes, as pessoas querem tripudiar dos acontecimentos e nossa relação ficou seriamente abalada.
Eu não vou falar nada sobre o assunto, mas vou reclamar que se talvez as pessoas tomassem mais conta da vida real e parassem de se preocupar com o que eu posto no facebook, hoje eu não tivesse que tirar meu filho todo triste da escola pq não tinha condições dele assistir seu primeiro dia de aula sem uma estagiária.
Penso muitas coisas, mas vou atrás da vida real, não quero resolver nada pelo facebook, quero olho no olho pq é assim que deve ser, só tô escrevendo aqui para não chorar, pq vontade deu, mta!!
Por outro lado, estou orgulhosa demais de mim.
Eu levei meu filho na escola sozinha, eu fui lá resolver tudo, eu segurei a minha onda, eu acho que finalmente depois de 4 anos serei uma boa mãe para representar a a vida escolar do meu filho com muita dignidade.
E apesar da frustração, estou feliz por ver o quanto meu filho ama a escola e o quanto eu consegui superar muitos traumas e o quanto estou crescendo para resolver as coisas com mais maturidade.

E vamos à luta, pq ela nunca terá fim!!
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Consegui!!!


Eu nunca fui uma pessoa fácil.
Ou talvez eu seja fácil demais e as pessoas não conseguem acreditar nisso por gostarem de acreditar num impossível inalcançável.
Ocorre que eu sou uma pessoa difícil não de entender ou se relacionar, mas de aceitar algumas condições.
Deve ser porque eu tenho um defeito: sou perfeccionista.
A perfeição realmente nunca chega, mas eu sei que todas as vezes que a tive como meta derrubei muitas barreiras.
E assim, eu fui vencendo muitas coisas.
Há alguns meses eu disse que ia dar um tempo daqui.
Falei sobre a minha insatisfação sobre alguns tratamentos que tinha para meu filho, também sobre a ausência de outros.
Entrei com dois pés numa carreira "solo".
Digo solo entre aspas, pois sem a ajuda da minha família, nada teria dado certo.
3 anos de muita luta desde que a soja surgiu em nossas vidas. Alergias?? Somente à poeira. Suspeitas?? Muitas.
Hoje, depois de 3 anos de buscas, depois de tanta luta, depois de 6 meses estudando sozinha (tive ajuda de outras mães autistas, sem médicos) em como salvar literalmente a pele de meu filho posso encher minha boca, estufar meu peito e sacudir muito esses dedinhos para digitar essas letrinhas e mostrar para vocês que eu consegui a cura.
Jamais busquei a cura para o autismo, até porque meu filho não é doente, mas encontrei a cura para muitos de seus desconfortos e hei de conseguir ainda mais.
Por hora, deixo a foto de um "antes e depois" inesquecível, um dos mais lindos que eu já vi. Com ela eu derrubo muitas barreiras para atingir muitas conquistas.



E tenho certeza de que isso é só o começo.
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