Odeio psicoliogia



Confesso!!
Odeio!!
Não, não se ofendam meus nobres amigos psicólogos, não é nada com vocês, é com a teoria mesmo. Não vai, não funciono, 
não consigo ler, não consigo imaginar alguém lendo rsrsr bloqueio total.
Mas eu estudo direito, amo leis, não sou ninguém para questionar o gosto 'esquisito' das pessoas rsrsrsrsrs
Ano passado foi muito difícil não falar sobre psicologia. Era um dos módulos da faculdade e, ainda que fosse mais específico para a área do direito, eu pensei: Vai ser um porre!!!
Acreditem ou não, foi uma das matérias que fechei com melhor média, vai entender.
Mas, como tudo na vida pode ser uma armação, como já diziam as mães de antigamente: Você vai pagar a língua!!! A psicologia é algo presente em minha vida.
Não sei se muitos sabem, mas tenho uma filha adolescente que completará 17 anos mês que vem. 
Nessa idade um dos assuntos inevitáveis na casa é o Vestibular. Não tem como não pensar, almejar e temê-lo.
Sempre digo ao meu marido que ele tem uma tarefa árdua para este ano: Enfrentar 24 TPMs, uma adolescente em fase de TCC, pré-vestibular, pré ENEM, um autista descobrindo o lado bom da vida e uma esposa estudando Direito.
Haja chocolate!!!
Bem, então para prestar um vestibular o fator primordial é saber que curso queremos fazer, certo??
Certo.
E a primeira coisa que minha filha escolheu foi que deveria estudar numa faculdade Federal.
Foram longas discussões no ano passado sobre como estudar, onde estudar e eu bati o pé que não admitia república.
Não estou pronta ainda, gente, sorry.
Daí falamos sobre o curso.
Nunca notei nada relevante em minha filha que pudesse determinar que ela gostaria ou teria o dom para algo e escolhesse determinada profissão por isso.
Também nunca fui estressada com isso, sou da opinião de que é bom sair do ensino médio sabendo o que deseja, mas que se não sabe, que jamais deva enfiar qualquer curso goela abaixo porque deve estudar.
Então, até ano passado não sabíamos qual o curso minha filha desejava. E, quando finalmente perguntei veio a grande surpresa.
- PSICOLOGIA.
Caramba, lembro de ficar sem ação.
Eu sou péssima para disfarçar reações, consigo até disfarçar sentimentos, raiva, mágoas e tal, mas de surpresa não. Meu rosto diz mais do que mil palavras e assim foi.
Mas, mesmo sabendo disso, disse que quem tem que gostar é ela, não eu e a apoiei e apoio em tudo o que pude e posso.
A relação de Ana com Artur é muito linda. 
Não são eternos grudados, não tem aquela ligação de contato, mas é linda, eles se amam infinitamente, claro,
A maturidade com que Ana lidou e lida com Art sempre me impressionou e comove.
Lembro dela chorar muito quando ao me perguntar  se Art falaria e eu lhe dizer que Art poderia nunca falar.  Lembro da dor de não poder impedir essa dor nela, lembro de tantas coisas lindas que ela nos fez para tirar nosso sorriso, nosso orgulho e mal sabe ela que nem é necessário. Nosso amor, admiração por ela é tao grande, próximo do infinito.
Depois de tanto estresse, depois de tantas conversas, depois de eu trabalhar minha mente e coração para ter uma filha por mais 4 anos estudando o dia todo e longe de casa, depois de ser adulta, eis que resolvi num belo dia fazer a celebre pergunta:
- Por que estudar Psicologia?
Admito que existia um certo tom de surpresa com falta de entendimento em qual seria o sentido do desejo já que, como mãe, nunca percebi.
Então, veio-me uma resposta, sensata, certa, sem grandes vislumbrações, sem sonhos impossíveis, sem intenção nenhuma além daquela que saia de seus lábios.
- Ora mãe, eu quero trabalhar com pessoas deficientes, que tem problemas igual ou não ao de meu irmão.

Mais uma vez, confesso também ( estou confessando tudo hoje rsrs) que não foi a primeira vez que senti meu rosto ruborizar, aquele arrepio de vergonha que sobe pela espinha e também senti meu coração transbordar de amor.
O que mais me fascina nisso tudo é a beleza que existia em seus olhos ao dizer aquilo, havia uma naturalidade tão incrível, tão doce que eu não esperava. Não que não viesse de alguém doce, doçura sempre foi constante em Ana, mas aos meus olhos a missão de Ana era apenas como irmã. Nunca a imaginei multiplicadora.
Ainda falta tanta coisa, estamos só começando e eu já me vejo feliz, realizada, sentindo que não preciso de muita coisa, o melhor a vida já me deu.
Conviver com pessoas como Ana, meu marido, Artur e tantas outras que nossa vida louca nos proporciona é tudo de melhor que eu poderia ter.
Pensar nessas coisas nesse momento que tenho vivido é muito, muito reconfortante e me enche de forças para seguir adiante.
Houve um tempo em que eu era nada, outro eu tinha um grande nada para administrar, outro tempo nada do que eu fazia era suficiente para suprir a falta do tudo, outro tempo eu perdi o nada para entender que o NADA era TUDO o que eu precisava .
Com o NADA entendi verdadeiramente o que é ser feliz e nada do que façam de mal para mim vai deixar eu esquecer que nada é tão perfeito quanto amar e ser amado e constatar que a herança que você está deixando ao mundo é repleta de valores.
Essa é a minha psicologia. Não tem curso, não tem estudo, não é cientificamente comprovada, mas nos faz feliz e completos.
Todo mundo acaba sendo psicólogo uma vez na vida.
Taí mais um conceito a ser revisto.
Continue >>>
Share |

O Meu Melhor

Desde o começo

Blog Archive

 

Viagem de mãe ♣ ♣ ♣ Mamanunes Templates ♣ ♣ ♣ Inspiração: Templates Ipietoon
Ilustração: Gatinhos - tubes by Jazzel (Site desativado)