Como ela pode tanto?


Final de semana passado não foi fácil.
Acho que fazia muito tempo que eu não me sentava no sofá e me entregava ao choro.
Também acredito que seja necessário às vezes.
Chorei porque fiquei 2 horas entre idas e vindas no banheiro esperando que Artur fizesse xixi do nada ele vai no quintal e faz xixi na roupa.
Estava tudo tão simples, tão automático que nem parecia difícil, mas é.
Sabe amores, tem dias que a gente não pensa positivo, tem dias que a gente só vive o momento.
Tem dias que nos atiramos ao chão e choramos.
Nesse dia, era preciso.
Senti pena de mim, senti pena, raiva do meu filho tbm.
Pq no caso dele é nítida sua capacidade e é difícil ligar com um "não quero, não estou a fim".
Nem sempre um sinal de "estou pronto" quer dizer muita coisa.
Tive vontade de enfiar uma fralda nele e desistir, mas o pouco de sanidade que existia em mim naquele dia me disse: " Vc tem q ser a transformação que deseja na vida de seu filho."
Entendi que se eu queria ajuda, se eu queria que todos se empenhassem no desfralde, inclusive Artur, precisava acreditar, investir e ter paciência nisso.
Foi o que eu fiz.
Chorei, esperneei, tive pena de mim sim, muita.
Achei que não merecia que as coisas fossem tão difíceis para mim, afinal, toda a minha vida eu sempre lutei tanto, mas as coisas não acontecem como achamos, não é?
Às vezes as pessoas precisam ñ perder seu senso de realidade, sabe?
Muitas vezes as pessoas veem pessoas especais e famílias especiais como algo sublimes e intocáveis, jamais desprovidas de força e vontade de desistir e as pessoas que às vezes cultivam esse sentimento são totalmente condenadas.
Não gente, eu não odeio o meu filho! Não, não odeio a minha vida!
Mas sinceramente, se eu pudesse escolher, não queria isso para ele.
Eu já vi esse filme, né?
Já tive um irmão com limitações, já sei o sabor do preconceito, já sei que fêdor tem o bulying. Imaginem como é a dor de ver que meu filho tbm passará por isso eu que ao contrário do que eu fazia com as pessoas q judiavam do meu irmão, não poderei encher todos de porrada, terei q ser forte, adulta, madura e seguir em frente.
Esse semana não foi fácil, a lua cheia novamente veio com tudo.
Acredito que não satisfeita em interferir no comportamento do Artur, ela resolveu interferir no comportamento de todos.
Aqui em casa estávamos todos desprovidos de paciência.
Os choros do Artur eram mais 'ardidos', as birras mais intensas e acreditem, em 5 anos, levei um tapa de Artur pq o contrariei.
Essa semana foi como se tivéssemos em meio a um retrocesso. Como se tudo tivesse acabado e perdido.
Não foi fácil para nenhum de nós trabalhar, sorrir e manter a calma com noites mal dormidas, uma guerrilha na hora do almoço ou jantar, fora xixi e cocô pela a casa inteira.
Durante todo o período em q a lua cheia esteve brilhando lá no céu, Artur não vez um xixi, sequer um cocô que não fosse na fralda ou no chão, ou no sofá, cama. Nunca na privada ou penico.
Foi desolador.
Ahhhhhh e tem a escola, né?
Não podia faltar.
Sempre ela.
Artur na quarta-feira chegou da escola com cheiro de xixi.
O Ro ficou muito chateado, foi conversar com a coordenadora que mesmo que de contra gosto lhe deu razão, pediu desculpas e pediu para a moça que cuidou dele fazer um relatório sobre o ocorrido. Veio com a história de que no Pré II o banho foi abolido, mas acredito que nem por isso a criança precise feder, não é? Ainda mais num desfralde.
Ainda não tenho opinião formada sobre o que houve.
Semana que vem temos uma reunião na escola, veremos.
Tenho tentando pensar que tudo é apenas adaptação, mas admito para vocês, não serei tão tolerante como fui nos outros anos.
Esse ano quem pisar no meu calo vai levar um chute e sentir as consequências.
Chega de ombridade e lei do retorno. Minha paciência anda curta demais para isso.
Vamos ver como as coisas irão acontecer.
Não quero me aprofundar para não correr o risco de criar neuras.
A Lua cheia foi embora e eu só me pergunto como ela pode tanto.
Ela interferiu em tudo, atrapalhou tudo e quase fez eu me perder de mim mesma.
Senti um cansaço físico e mental que não sentia há muito tempo.
Senti vontade de sumir, de ir embora, de sentar e espernear a Deus por tudo o que me acontece.
E ontem, somente depois que ela se foi é que me toquei do poder que ela tem.
Tivemos não só um xixi no penico, mas um cocô tbm, uma criança mais centrada, mais calma e mais carinhosa. Menos gritos e mais, muito mais paciência.
Uma criança que dormiu antes das 23hs e não acordou chorando.
Tivemos a sensação de que com a Lua, tudo se foi, nossas dores, nossa insatisfação com a vida, com as vontades Dele.
Com a Lua cheia indo embora, senti minha esperança voltar.
E quem falou que nossas baterias não acabam?
E quem falou que pq eu desejei que tudo NÃO fosse assim eu não amo e aceito meu filho?
Não mesmo, mas as pessoas acham que é assim.
Não é todo dia que sinto raiva, que sinto pena de mim, mas sinto sim.
Mas por mais que tudo isso aconteça não quero q sintam pena de mim, pq pena não alimenta e não faz ninguém crescer.
A minha pena de mim mesma só me estimula numa faxina interior. E limpa posso seguir em frente.
Fevereiro não foi um mês fácil.
Mas Março chegou!!
Não tenho expectativas, nem sonhos, nem grandes projeções, só creio que já que notei que a Lua cheia pode interferir e muito na rotina da minha casa, preciso criar maneiras de estabilizar isso.
E que assim seja.
Tenho 3 semanas para respirar e descansar.

Dicas são bem vindas!!

Beijos

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