1º Natal autista


Bem gente, em primeiro lugar mesmooooo.
Quero lhes desejar um Feliz Natal.
Q o de vcs tenha sido tão bom e especial qto o meu.

E convenhamos, o natal de uma mãe especial é muito mais especial q o de muitas mães por aí.

Esse ano foi o meu primeiro Natal "especial", meu primeiro Natal autista.
E eu vim aqui contabilizar para vcs como foi:

Ele foi............ o q podemos dizer??

ESPECIAL!!

Eu tive um natal maravilhoso.
Diferente.
Sem grandes pedidos para o Papai Noel.
Fazendo uma análise diferente sobre a vida.
Esperando coisas especiais e diferentes tbm.

Não é do q eu vi ou presenciei na noite de natal só q falo.
Mas tbm o q eu senti.
Eu senti tanta felicidade, tanta plenitude, tanta alegria de viver.

Eu não sei hj organizar as minhas ideias para escrever.
Mas quero deixar meu primeiro Natal como uma mãe especial registrado.

Meu primeiro natal autista foi especial.
Não pq meu filho é diferente, mas pq EU sou diferente hj.
Pq eu não sou mais aquela Roberta do ano passado, pq eu nunca mais serei a mesma Roberta a cada Natal q passar.
Pq eu cresço todos os dias, pq eu amo muito mais a cada dia e sou feliz a cada dia.
Vivendo um dia de cada vez, vivendo as pequenas coisas, coisas estas q nem todo ser humano tem oportunidade de viver.

Eu poderia recomendar q todo ser humano deveria ter uma pessoa especial ao seu lado, mas soaria estranho, então,
Nesse natal, eu desejo q todos vcs possam experimentar a felicidade q eu senti.
Q vcs sintam a importância q eu dei para a minha vida hj.
Q vcs possam valorizar o q eu valorizei.
Não, não me acho melhor do q vc.
Eu só me sinto maior, só me sinto mais preenchida e levando-se em consideração os anos q me senti VAZIA, tenho grandes motivos para comemorar.
Desejo q vc possa um dia comemorar as pequenas coisas, admirar o diferente, respeitar as barreiras alheias e ser feliz, muito feliz como eu sou hj.

Obrigada por me acompanhar, obrigada por me ler sempre.
Obrigada por estar ao meu lado, me amparando a cada tropeço.
Pq sim!! Eu tropeço, eu caio, mas nunca deixo de recomeçar e é isso q eu quero deixar para meus filhos de herança: a minha vontade de renascer sempre.

beijos

Feliz Natal!!
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A vida não quer o q eu quero


Eu nunca fui uma pessoa religiosa.
Mas há pouco mais de um ano, eu tenho aprendido a ter fé.
Fé essa que fez eu tomar muitas decisões legais, que me fez mudar, q me fez crescer tanto seja como mãe, como mulher, profissional, esposa, filha e tudo mais.
Quantas vezes na vida a gente faz planos, planos e mais planos e de repente, nada do q planejamos acontece??

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!
Eu sempre esperneei demais com isso.
Já me rendeu algumas crises depressivas, já me rendeu algumas inimizades, já não me rendeu nada tbm.
Um belo dia eu vim aqui e decidi q eu não queria mais, q não faria mais, q não seria mais. Que teria uma vida profissional alternativa.
Talvez nesse blog eu não tenha falado muito sobre mim.
Apenas sobre como eu sou mãe.
Mas acho interessante eu falar um pouco sobre mim, para que vcs possam entender pq minha vida está de pernas para o ar.
Sou funcionária pública há 9 anos, aliás, completo hj.
E, a parte mais triste disso, é que faz muitos anos q isso não é motivo para comemorar.
Eu nunca me adaptei à função q exerço, mas nunca dei o braço a torcer, fiz até onde eu pude, sofri horrores entre assédio moral e tantas outras coisas.
Caí numa crise depressiva ferrenha q foi onde fui diagnosticada como portadora de Transtorno Bipolar do Humor.
Aliás, na mesma semana q recebi o diagnóstico, recebi a notícia de q seria mão novamente.
Nascia ali, uma nova Roberta.
É nítido nesse blog o quanto a maternidade me faz bem. O quanto ser mãe do Artur me fez uma pessoa melhor, inclusive para a Laura. Amo ser mãe desses dois anjos q Deus me contemplou.
Mas nem tudo são flores, não é?
E 2009 foi o pior ano da minha vida.
Fiquei 'sem minha casa' [pq estava em obras], fiquei sem meu trabalho de uma maneira suja e cruel, tive uma crise depressiva horrível e fui surpreendida com a notícia do autismo de Artur.
Não perderei meu tempo descrevendo os detalhes desse ano infernal.
Não vale a pena, o q importa é q ele passou e eu SOBREVIVI a ele. Pq teve dias q eu pensei q não fosse sobreviver.
Mas uma das coisas mais importantes q me aconteceu nesse ano, foi o afastamento do trabalho.
Eu fui afastada sem estar doente. Eu só precisava ser afastada do trabalho com o público, mas uma pessoa BEM DO BEM resolveu q eu não deveria trabalhar e eu recebi um atestado de q estava em uma crise depressiva [mentira horrenda].
Foi muito, muito difícil engolir isso. Eu não estava doente e fui afastada por estar doente. Foi muito difícil conviver com essa injustiça e eu não aguentei, arreei as 4 rodas. Adoeci de verdade.
Não preciso nem dizer q a minha credibilidade com os colegas de trabalho não é a das melhores, mas hj posso dizer q é recíproca. Não gosto deles tbm.
Fui tratada como um verme, recebi 3 pessoas na minha casa para me visitar enquanto estava de cama. No More.
Cheguei ao fundo do poço e tive q me reerguer.
Até hj não sei explicar essa capacidade em mim.
Um belo dia eu acordo e decido q não vai mais ser assim, recolho os pedaços e começo a construir outra coisa.
Eu gostaria apenas de aprender a não despedaçar mais nada.
Minha vida profissional foi para o Lixo. Hj existe um processo administrativo com meu nome, dizendo as restrições q tenho, todos os atestados mentirosos a meu respeito. E, se um dia eu resolver sair de lá, quem me contrata com um currículo desses.
Não foi fácil admitir q ou eu morro lá sendo o q eu sou ou eu trabalho por conta própria.
Eu realmente estava decidida a deixar tudo e vender pastel na feira se fosse preciso.
Mas isso poderia deixar faltar muitas coisas para meus filhos, mesmo assim, eu desejei isso.
Passei semanas rezando, pedindo a Deus uma luz, um caminho, pedindo para q eu tomasse a melhor decisão.
Se fosse para sair, q aparecesse algo surpreendentemente bom para se fazer, se fosse para ficar, q eu recebesse esse sinal tbm.
Eis q há dez dias minha vida mudou completamente.
Houve uma manobra política onde eu trabalho, mudou muita coisa no Secretariado, inclusive o chefe q 'me protegia' e q me ajudou a voltar a trabalhar,
pq nem isso eu conseguia. Fiquei 8 meses afastada injustamente e perdi muitos, muitos benefícios por isso.
Falar dessa pessoa q me ajudou, enche meus olhos de lágrimas.
Ele me devolveu a dignidade. Sim, pq todas as vezes q eu chorei, q eu sofri e morri por dentro foi por sentir q eu não tinha mais dignidade.
O meu 'chefe" = amigo, me devolveu isso.
Não consigo não chorar de falar disso.
Melhor ainda, ele me convidou para ajudá-lo, fazer um trabalho muito legal, q me ensinou muitas coisas e me fez crescer, como ser humano, como profissional tbm.
E se hj, eu recebi a proposta de trabalho q recebi, devo tudo à oportunidade q ele me ofereceu e q graças a Deus, eu tive maturidade para aproveitar.
Então é isso.
O novo chefe me convidou para secretariá-lo, não posso afirmar q vou ganhar mais financeiramente, não agora. Mas posso dizer q fazer o q irei fazer poderá abrir muitas, inúmeras portas para mim.
Terei mais responsabilidades, terei menos tempo em casa com meus filhos, mas não é nada definitivo, é política, hj tem-se tudo, amanhã nada.
E, como foi uma resposta tão nítida aos meus anseios, eu aceitei.
Já sabia q Artur continuaria na creche, sendo assim, eu não passaria todos os dias ao lado dele. Me preocupo com a Laura, mas espero conseguir dar uma boa educação a ela, inclusive com meus exemplos.

Engraçado é q eu tenho dois médicos. Um psiquiatra e um 'médico espiritual' e ambos já haviam me dito q não era bom eu deixar tudo de lado, pq devido ao meu histórico com a bipolaridade, não ter nenhum compromisso 'forte' não seria produtivo para mim.

Diante disso tudo, encarei tudo como uma resposta divina e sigo em frente.
A vontade de estar integralmente ao lado dos meus filhos ainda é forte, choro só de pensar q ainda não dá.
Mas sei q posso transformar essa vontade em momentos de qualidade para nós.
Sei q eu vou crescer mais como ser humano com tudo isso e sei q isso tbm vai ser importante para meus filhos.
Não sei se é a escolha correta, mas sinto q a vida está me levando para ela e dessa vez, como qse nunca eu faço, deixarei a vida me levar. Seguirei o seu curso e não mais empurrarei meus desejos a todo custo goela abaixo da vida.

Espero q possam compreender o q houve. Estou em choque ainda, mas q Deus continue NOS ACOMPANHANDO SEMPRE.
Beijos

FELIZ NATAL!!!
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Os passeios


Ontem eu escrevia uma postagem aqui.
Como tantas outras, ela ficou pela metade rsrsrs
Ossos do ofício materno.
Eu falava sobre sair de casa. Sobre os passeios.
Mas sabe q foi até bom eu ter interrompido aquela postagem??
Pq hj eu tive constatações gostosíssimas sobre o assunto e também li um desabafo de uma amiga numa comunidade no orkut sobre os passeios.
Vcs não sabem como é difícil no começo sair com uma criança especial.
Falarei sobre o meu caso pelo menos.
As crianças autistas são sensíveis, não gostam de locais movimentados, não toleram barulhos altos, não curtem o contato físico e não se comunicam como as outras crianças de sua idade.
Mas, a deficiência delas está no intelecto e não tem demonstrativo algum físico.
Quer dizer, hj, depois de um ano, eu conheço um autista de longe, acredite se quiser rsrs.
As crianças de dois anos, enfrentam o Terrible Twos. E enfrentar isso com o Artur não foi fácil.
As birras dele pareciam maiores, as pessoas pareciam olhar ainda mais e eu não sabia mais o q fazer, só conseguia ter paciência.
Pensava q ser contrariado já grande, entendendo tudo não é fácil, sem a comunicação verbal, só resta mesmo com o corpo, com os gritos e afins.
Qdo a gente recebeu o diagnóstico de autismo (meados de março desde ano) tudo ficou mais difícil ainda.
Era muito complicado entender se ele fazia aquilo pq todas as crianças da idade dele fazem ou se era pq ele tem espectro autista.
Nosso pequeno estava crescendo, aprendendo a mostrar o q queria, o q o contrariava e nós estávamos totalmente perdidos.
Foi então e eu disse ao Ro q precisava de um tempo.
Falei q não queria sair de casa para passeios do tipo: pizzaria, festas, restaurantes, nenhum local público e fechado.
Lembro-me dele não concordar, de me olhar como uma tirana e de questionar muitas coisas.
Eu tbm me questionei se estava com vergonha do meu filho, se estava nos escondendo do mundo, mas não era, eu senti q precisava desse tempo e que durante ele precisava me acostumar com a minha nova vida.
Todo aquele papo de luto.
Eu pedi o meu luto como já disse aqui.
Acreditem ou não, 9 meses depois, agora em dezembro, sinto a Nova Mãe do Artur nascer, sinto tbm o meu novo filho nascendo.
A gente tem saído de casa com mais frequência, até passeios em pizzarias, locais públicos fechados, ônibus, praia.
E, se antes qdo ele fazia suas birras, eu me sentia constrangida pelos olhares, agora eu sequer os vejo.
Não vejo nada, eu só me foco nele, tento mostrar com carinho e aconchego q podemos fazer outras coisas além daquelas q não podem e tudo vai se acalmando.
As pessoas por sua vez, veem a minha calma, a minha segurança e não olham mais como eu antes via, não falam mais nada como antes falavam.
Algumas, raras, perguntam:
- Seu filho tem algum problema??
E eu respondo?
- Q tipo de problema uma criança pode ter? Não, ele é autista, não tem problema algum.

Hj eu sinto como se estivesse em trabalho de parto, prestes a parir.
Parir um novo mundo, uma nova mãe, um novo filho e uma nova vida.
E é muito gratificante isso, pois é onde eu vejo q tomei a decisão certa, qdo me dei direito a um STAND BY.
Como 'recompensa', os passeios tem sido mais tranquilos, mais calmos, mais felizes para todos e principalmente para Artur, q tem aprendido a curtir todos esses momentos.

E o q é uma mãe sem a intuição?? Não é??
Aprenda a seguir a sua tbm, recomendo.

Beijos
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O q eu posso dizer???


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Pq tem q ser difícil?


Artur está com broncopneumonia.
Irritadiço, choroso, chora o dia todo.
É muito difícil tudo isso.

Passei muitos dias em casa.
Isso só fez em aumentar a minha vontade em ficar em casa.
Me fez pensar muito, demais até se realente era isso que eu queria.
A verdade é que eu quero muito, mas não tenho certeza de que seria bom pra nós.
Estou com muito receio de não estar tomando a decisão correta.

Esses dias em casa tbm fiquei sentindo as coisas com mais intensidade.
Vi as dificuldades do Artur com maior frequência e isso doeu mais tbm.

Acho q o dia mais doloroso foi o dia da árvore de Natal.
Ano passado não estávamos em casa, estávamos anestesiados ainda com a possibilidade do autismo e totalmente agraciados com Artur andando pela casa.
Resumindo, não senti.
Esse ano não. As coisas estão 'calmas', mais definidas e nem sei nem com que palavras definir a tristeza que senti ao montar a árvore de natal e ver que Artur desconhece qualquer significado dele.
Todo ano que montamos a árvore, vejo os resultados q tive em criar esse hábito desde quando a Laura era um bb.
A gente tinha um presépio, eu sempre contava a história do nascimento do menino Jesus, falávamos sobre o verdadeiro significado do Natal e era e é um momento muito esperado por ela, até hj.
Sempre deixei para montar a árvore de Natal no dia 06 de Dezembro que é o dia de São Nicolau, o verdadeiro Papai Noel, pelo menos para mim.
E passei toda essa coisa para a Laura.
Esse ano foi um pouco diferente, montamos a árvore no dia 03 de Dezembro e eu vi que eu ainda faço planos tolos sobre o entendimento do Artur.
Enquanto para a casa inteira montar a árvore tem um significado especial, para Artur, não era nada.
Nada X Nada de nada.

Deu o que fazer para driblar a dor e pedir a Deus q um dia, nem q seja daqui muitos anos, eu possa contar para ele a história do Menino Jesus, dizer para ele que a gente esconde a estátuazinha do menino Jesus e só põe na manjedoura no dia de Natal.
Talvez um dia dê certo, talvez não.
Eu só queria q não doesse.
Pq isso fica impregnado na alma da gente por dias, sabe.
Daí, tudo o q a gente vê outra criança fazer, nos lembra q nosso filho não faz e dói.
Sinto-me mal agradecida com a vida.
Deus é maravilhoso comigo, me abençoou com um anjo e eu não consigo ser feliz como deveria ao lado dele.
Não quero nunca q meu filho não se sinta amado pq ele não é igual, pq ele não entende o q é Natal, mesmo pq ele entende o q é amor, ele ama de uma maneira tão linda q me faz esquecer tudo isso.
Talvez eu esteja com saudades dele, ele dodóizinho assim não fica tão alegre e sorridente como de costume. Não fica beijoqueiro como sempre e eu devo ter ficado mal acostumada.
Sei q eu deveria vir aqui todos os dias contar as alegrias de ser mãe do Artur.
Contar das artes dele, que acordei hj com ele brincando num balde cheio de água sanitária, que ele adora nadar em poça de água, mas hj não deu.
Mas amanhã é outro dia e eu vou estar refeita disso tudo.
Tudo na vida é aprendizado e eu estou aprendendo a valorizar as pequenas coisas, as pequenas alegrias e é isso q eu vou fazer, sempre, sempre, mesmo tropeçando em dias como o de hj.

Beijos
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