Uma mudança imperceptivel


Ontem numa conversa com uma amiga, falávamos sobre sufocar os filhos.
Ela perguntou-me como seria sufocar um filho.
Não sei responder como, mas instantaneamente veio em minha cabeça a criação q deu para a Laura.
Sabe, enquanto eu falava para ela como eu cuidei da Laura, eu sentia muita pena da minha filha.
Foi tão imediato os exemplos que eu dei para ela que até senti vergonha.
Hj, me peguei pensando se a maneira q eu eduquei minha filha acabou trazendo transtornos graves para ela.
Será??
Eu não relaxava.
Laura não podia se sujar, não podia correr pq caía, não podia chorar, não podia ficar brava, não podia lamentar os milhões de "nãos" que dizíamos. Não podia ser ela mesma nunca.
E mesmo assim, sempre sonhei em ter uma filha cheia de opiniões formadas, mas como se eu controlava ate a velocidade de sua respiração?
Uma super-proteção sem tamanho. 
Ao menos eu conseguia deixá-la viajar com minha mãe para alguns lugares pq não achava justo q ela ficasse privada disse por causa do meu trabalho.
Dei palmadas, coloquei pouco de castigo, reprimi demais e nem percebi..
Foi assim que eu dei a dica para ela sobre como é prender demais o filho, não deixá-lo sem poder ter iniciativa.
Hj aprendi q criança tem q se sujar, tem q se rasgar, riscar o chão, a parede, a gente limpa depois.
Claro q eu ensino q não se risca a parede, né? Mas depois q está feito mesmo, só nos resta tirar a foto e colocar no ´álbum.
É legal ser uma mãe livre, é legal a gente se sentir seguro qto a isso.
É legal ser irresponsável às vezes.
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