A CRECHE: PARTE III


Amanhã mais uma vez vamos levar o Artur para creche, mais uma vez vamos fazer a adaptação dele.
Admito que vou levá-lo pela 3ª vez para a creche e só Deus sabe o quanto é contra a minha vontade.
Mas, todos dizem q é importante para meu filho estar com outras crianças. Eu realmente não acho q agora seja importante para ele, no momento eu optaria por um filho saudável, uma mãe acostumada e adaptada às suas alergias, mas, pela pressão, lá vamos nós.

Pq eu odeio creches?
Pq eu fui muito, muito magoada por ela. Pq o q eu vi fazerem comigo e com meu filho. Para quem não sabe o q houve, vou deixar meu post AQUI 
Depois do q houve, a minha busca ficou em torno de cuidar do meu filho.
As pessoas diziam q eu tinha q ir na secretaria de Educação formalizar uma queixa, mas eu não tinha forças, todas as vezes q me lembrava do meu filho PRESO num carrinho pq não interagia com outras crianças eu ficava mal e não podia, naquele momento meu filho precisava de mim ,estávamos vivendo um momento delicado, não dava para parar e me envolver em picuinhas.
Não fui.
Depois de Março, qdo recebemos o possível diagnóstico de espectro autista. Foram dias de adaptação. De luto, de tentar aceitar q nosso filho seria uma criança diferente do q planejamos, como já contei aqui.
Qdo eu consegui sacudir a poeira, fui na Secretaria de Educação, eu queria outra creche, a modelo da cidade. Conversei com um vereador e ele conseguiu uma reunião com uma das secretárias de lá.
Contei para ela o ocorrido, ela ficou horrorizada e preocupada com o q eu ia fazer com o ocorrido.
Eu sou uma trouxa mesmo, eu não consigo prejudicar as pessoas, não consigo me VINGAR das pessoas e falei q não queria fazer mal a ela, afinal, levando-se em consideração o tipo de pessoa q ela é, o q mais de mal ela poderia sofrer, além das consequências disso. Com certeza ela faria de novo, foi isso apenas q eu pedi para não acontecer. Pq eu sou uma mulher forte, uma mãe determinada, instruída e o q eu não sei, tenho como correr atrás, mas e as pessoas humildes?
Como fazem? Rejeitam o filho tbm??
Eles tem a creche como referencia de educação para seus filhos, pelo menos é o q se acredita e de repente, deixar uma criança de lado pq ela é diferente pareça ser o correto a fazer, já q uma instituição se sujeita a isso, pode parecer q é assim q se trata as diferenças, com ignorância e desprezo.
Bem, eu não posso mudar o mundo, mas posso fazer o q eu posso para lutar contra as diferenças.
Para 'calar a minha boca' a secretária me deu uma vaga na creche modelo e eu arrisquei mais uma vez. Todos dizem q é importante para  a criança com espectro autista conviver com outras.
Eu sinceramente não acho mais isso, não agora.
Ele começou a ir, sua adaptação levou 1 mês, até aí tudo bem, foi para respeitar o tempo dele.
Mas daí, dessa vez, esbarramos na intolerância à lactose e nas alergias q ainda não sei ao q são.
Artur ficou muito doente, começo de pneumonia, sinusite, sofreu, tomou soro, antibióticos e acabou q não o levei mais para a creche. Decidimos q não era tempo ainda, q era melhor ele ficar em casa conosco.
Nesse intervalo, a psicóloga da Casa da Esperança onde ele começou o tratamento em Julho, tem insistido demais para q ele frequente a creche.
Mas ele estava desnutrido, estávamos atrás do seu diagnóstico e eu não mandei.
Acontece q na última consulta com o gastro, ele nos disse q estava tudo bem, pedi para q ele escrevesse q o Artur NÃO poderia frequentar a creche e ele contrariando a minha vontade, disse q SIM q ele não só poderia, como deveria, desde q suas restrições alimentares fossem respeitadas. Fomos para a creche novamente e para a nossa surpresa, a diretora nos disse q havíamos perdido a vaga, com o maior desprezo do mundo.
Eu disse: Como assim perdeu? Então eu vou cuidar da saúde ele e ele perde o direito de frequentar a creche?
Ela disse q não poderia fazer nada.
Ela até poderia não fazer nada, mas eu fiz.
Liguei para a Secretária q me ajudou e ela ligou lá, deu a maior bronca na Diretora, disse q eu tenho todos os atestados, receitas de tudo para comprovar a ausência e q ela deveria nos receber novamente.
No outro dia fomos o Ro e eu na creche, a diretora nem nos atendeu, deixou outra pessoa responsável para receber toda a papelada e atestados.
Não é fácil levar o meu filho mais uma vez na creche, muito menos sabendo q novamente uma diretora não o quer lá.
Podem pensar o q quiserem, mas eu não quero meu filho na creche hj.
Estou fazendo isso porque a psicóloga da Casa da Esperança está insistindo muito e tenho medo q ele perca o tratamento por isso.
Mas tbm já disse para mim mesma q para um monte de gente e irei dizer aqui tbm:
Se o Artur adoecer novamente, só vai para a escola, não mandarei para a creche e isso só acontecerá qdo ele tiver 4 anos.
E q Deus abençoes as TIAS q irão cuidar dele, q Ele faça q elas façam seu trabalho com amor. Pq não existe deficiência maior nesse mundo do q a ausência de amor.
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