ANDANDOOOOOOO!!!


Olha só, eu estou hiper, mega, ultra, master feliz!!!!!

Sabe pq???
Pq tem mais ou menos duas semanas q Arturzinho tem ensaiado suas andadas.
Mas agoraaaaaaaaa......................MEU FILHO ANDA DE VERDADE,  PULA, É UM FOGUETE!!!!!!!!!!!

Acho q todo mundo q falou comigo ao menos uma vez na vida sabe q essa era a minha maior angústia até então.
Q alegria, pouco mais de um mês de fisioterapia e meu filho anda.
Quanta emoção isso me trouxe, isso me traz.
Agora eu tenho vontade de sair com ele pra ele brincar na calçada, sem os vizinhos ficarem me falando q meu filhote tem problemas [grande merda, até parece q ninguém tem problemas nessa vida ¬¬].
Confesso q eu me desestimulava demais, tinha dias q eu tava com todo o gás pra ajudá-lo, mas na verdade, ele resolveu isso sozinho, eu tinha certeza de q precisava do "estalo", assim como é pra ler e escrever, faltava isso e até q veio.

Sabe qdo vc dorme e acorda pensando naquilo, qdo uma coisa tão corriqueira pode fazer tanta diferença na vida de alguém qdo falta????

Não sei, só sei q é linda a alegria de viver q eu vejo nos olhos de meu filho.
É linda a felicidade q ele transmite pra mim, pra nós.
Ele chora menos, vai atrás do q quer, faz muito mais artes, coisa q eu amoooooo!!!
Tenho tudo fotografado, guardado com paixão no meu coração.

O q tem me deixado muito triste tbm é o meu relacionamento com a Laura.
Ele anda um fiasco. Por conta dos problemas todos, das dificuldades q passamos, eu não tenho tido a paciência q ela merece.
Ela está numa idade complicada, o ano q tivemos foi atípico e complicado para qualquer menina da idade dela, sei q contribuí para as piores lembranças de sua vida, sinto-me mal por isso, mas o q tem me chateado é a rebeldia dela. Ela está malcriada, sem pensar nas pessoas, no q o q ela diz pode fazer às pessoas. Todos os piores erros e falhas e eu tinha e tenho comigo, eu tenho visto na minha filha e ver meus defeitos refletidos nela me assusta muito.
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A Neuropediatra


Coração de mãe é uma figura não??? Nunca pensei q eu pudesse saber tanta coisa só de ouvi-lo.Mesmo eu tendo ficado chateada com a ausência da médica naquela consulta, meu coração disse para eu insistir. Liguei lá e remarquei a consulta. Dia 26 foi o dia tão esperado. Lá fomos nós 3, papai, mamãe e Tutis à neuropediatra, com a listinha do histórico do Artur embaixo do braço.Felizmente chegamos lá e ela já estava atendendo. Foi uma consulta demorada, claro, começou desde a gravidez, até os dias de hj. Ela foi muito atenciosa conosco, nos sentimos muito seguros e á vontade para falar de todos nossos medos e preocupações. Falamos sobre terem sugerido para nós q ele pudesse ter autismo ou espectro de autismo, nome para quem tem os sintomas, mas não podem ser definido como autismo declarado. Nós nos mostramos abertos a esse diagnóstico e penso q a conversa tenha fluído melhor por conta disso tbm. Ela nos disse q atualmente existem diversos tipos de autismo, mais leves até. Não foi descartado a hipótese não, mas ela se preocupou mais com as articulações do Artur. Disse q estão muito flexíveis para a idade dele, q deveriam estar mais durinhas. Pediu exames para verificar se trata-se de um problema muscular, de nervo ou neurológico. certo, Pediu tbm uma avaliação psicológica com uma psicóloga q eu já encontrei uma, espero q dêpq essa cabe no meu bolso, ela era minha psicóloga e sei q ela trabalha com crianças. A médica pediu uma tomografia do crânio tbm. Saímos de lá satisfeitos, mais esclarecidos e seguros com a maneira q a médica conduziu o nosso caso. Agora é partir para a correria, a maratona de exames q temos para fazer e penso q só voltaremos à medica ano q vem, afinal a tomografia precisa de autorização do plano e nem sei qto tempo isso leva. Artur está de dieta alimentar, sua diarreia voltou, a pediatra pediu alguns exames para ver o q pode ser, a dieta dele é pobrezinha de tudo, mas a diarreia cedeu felizmente. Não estamos satisfeitos com a pediatra, sei lá, ela é fechada conosco, não explica direito as coisas, sem falar q tem horas q ela até é meio grossa conosco, irônica até. Meu marido não quer ir mais lá e lá vamos nós para a 5ª pediatra desde q ele nasceu.AFFFFF Mas médico é assim, tem q ser igual casamento, se não tem confiança, não rola.Bem, acho q é isso, preciso deixar tudo anotadinho aqui para eu nunca me esquecer. Vai dar tudo certo, estou feliz, esperançosa e nem ligo para o q ele possa ter, desde q não seja nada q faça mal à sua saúde e q não o impeça de ser feliz.
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MEU filho de volta


Ele está feliz à olhos vistos, não canso de admirar, não canso de falar, temos outra criança em casa. Felizmente, aquele Artur deprimido jogado num canto da sala, só existe numa lembrança terrível e quando nesse cantinho ele está aprontando alguma arte rsrsrs.

Ele está mega beijoqueiro, sorridente, falador, meu Deus, como ele tem falado, pena q não compreendemos nada, só muitos dádádá, tetete e por aí vai.

Ainda não demonstra compreender q queremos ensinar algo a ele, essa parte ele não progrediu muito, mas qse nunca ele desvia o olhar qdo olhamos nos olhos dele. Esses dias estava "se" beijando na frente do espelho.

Como eu disse, foram muitos progressos q, creio q com a ajuda e estímulo certo, farão uma diferença imensa em nossas vidas.
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Bem, voltei para dar notícias.
No dia 20 de outubro fomos à primeira consulta com o fisioterapeuta.
Artur parecia advinhar q seria avaliado, mexeu em tudo, não parou um segundo, ficou falando o tempo todo, mas quem o entende?? O médico disse q ele não aparenta nenhuma dificuldade motora para andar, mas q mesmo assim seria legal q levássemos ele uma vez por semana para uma sessão.

Ele disse tbm para q façamos um teste oftalmológico para verificar algum problema de visão, pois se existir, pode ser esse o medo dele de andar sozinho.
No dia 22 fomos à pediatra do Artur.
Eu confesso q pensei q fosse sair de lá com muitas dúvidas esclarecidas, mas verifiquei q a médica preferiu não se aprofundar muito no assunto, foi breve demais para meu gosto. Não mencionou uma consulta com o neuropediatra, apenas disse q se a creche fez a reclamação, ela deveria no mínimo fazer o relatório sobre o comportamento do Artur na creche. Eu pedi, pedi mais de uma vez, mas até o dia da consulta, não me deram.
Aff, lugarzinho do caramba, viu.

Voltando à pediatra, ela falou q precisamos levá-lo a um psicólogo, q a própria creche poderia encaminhá-lo visto q planos de saúde não atendem consultas com psicólogos [eu podia jurar q essas consultas estavam inclusas na nova lei].
Eu fiquei mais chateada ainda.
Ela disse tbm q a coordenadora da creche deve ter comprado seu diploma, pois onde já se viu não estar preparada para atender às necessidades do Artur, me chamar lá, jogar o problema nas minhas costas q querer q eu resolva sozinha e eu concordo plenamente com ela.

Mesmo assim, meio q se esquivando, ela pediu um audiometria para o Artur, que fizemos e deu tudo normal, mas a médica Fono reforçou o pedido de uma consulta com o oftalmoligista.

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A creche


Artur ficou na creche por 2 meses.
Durante todo esse período como eu até escrevi aqui eu fiquei cismada com a maneira em que eles tratavam-me e tentava pensar q o mais importante era como eles tratavam meu filho.
Todas as vezes q eu ia buscá-lo ou levá-lo as tias sequer falavam comigo e davam-me as costas antes mesmo de eu perguntar se estava tudo bem.
Eu não gostava daquilo ainda mais qdo descobri q com o meu marido elas conversavam e diziam como foi o seu dia por lá.
Depois do feriado, nós também decidimos q iríamos falar com a diretora da creche sobre as tantas 'devoluções' do Artur.
Era como se somente nosso filho ficasse doente naquele lugar.
Por fim, quando cheguei na creche descobri q não devia ter ido sozinha pq foi um dos dias mais horríveis da minha vida.
Artur estava com um dos olhos vermelhos, mas tinha ido ao médico e estava tudo bem.
Mas, assim q a tia da creche olhou para ele, ela foi super grossa comigo e disse q ele não poderia ficar.
Notei então, que a primeira coisa q elas faziam era olhar para meu filho e ver um defeito para que ele não ficasse na creche.
E assim, eu tive q ir falar com a diretora ou qualquer outra coisa q aquele mosntro seja.
Bem, ela falou q estavam preocupados com o Artur, com o seu desenvolvimeto, pois ele não estava desenvolvendo como as outas crianças. Q ele não come pedaços de comida, vomita tudo, q estão complementando a comida dele com a comida do berçario I. Q ele nao interage com outras crianças, não participa das brincadeiras. Exigiu q eu levasse um laudo médico sobre a saúde do Artur e orientações sobre como lidar com as dificuldades dele.
Eu falei q eu já tinha médico marcado para o dia 22 e q iria averiguar tudo isso.
Mas também aproveitei a deixa para dizer q eu e meu marido estávamos muito chateados com a creche, pois não estávamos sentindo nosso filho acolhido lá. Afinal, pelo menos uma vez na semana temos q deixar nossos afazeres para buscá-lo na creche.
A última vez foi diarréia, a tia me ligou às 10 da manhã dizendo q ele estava com diarréia, perguntei qtas vezes ele tinha feito cocô, ela teve a cara de pau de me dizer q eram 4 vezes.
Eu fiquei preocupadíssima, caramba!! Em menos de 3 horas 4 vezes?
Por fim, Artur chegou em casa às 10 e meia da manhã e até às 20hs, hora q cheguei em casa, tinha feito cocô 2 vezes e era pastoso, não líquido.
Foram tantas as vezes e nesse dia, meu marido disse q foi assinar um livrro para dizer q estava levando meu filho embora e só viu o nome do Artur.
Eu fiquei chateada com isso tbm e qdo falei a coordenadora ficou um tanto sem graça ecorreu me mostrar tudo o q ela tinha de anotações sobre as outras crianças tbm, mas esse tal livro, o de capa preta q eu tbm já assinei, ela não mostrou. Mostrou tbm um diário q as pajens tem de cada sala e fez questão de me mostrar as "N" vezes q Artur não se comporta como as outras crianças.

Ela resolveu me mostrar a creche toda, não sei pra que, eu já conhecia aquele antro de crianças infelizes e reprimidas e qdo chegamos na sala do Artur, fui surpreendida por uma cena q acabou ainda mais comigo.
Meu filho estava PRESO no carrinho, chorando, aos berros. Perguntei pq e ela me disse q era pq era hora da historinha e como ele não ficava sentado como as outras crianças tinha q ficar lá, já q SOLTO ele jogava a mochila das crianças no chão.
Ora, porra!! Nem na minha casa q tem uma criança as coisas ficam na altura dele, pq numa creche q tem 11 fica? Peguei meu filho e fui embora. Nunca mais voltarei lá.
Tentei não chorar na frente dela, consegui, mas não disfarcei q tive vontade. Não deu certo.
Agora é esperar. Artur tem muitos sintomas de autismo. Rezo a Deus para q não seja, mas se for, só sei q tenho uma luta enorme pela frente e uma garra enorme para lutar pelo meu filho.
Não consigo entrar e melhores detalhes do q estou sentindo agora, deu uma aliviada, mas é comparado a um luto.
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A verdadeira arte do desprendimento.


Depois de tantos dias eu consegui vir aqui de novo.
Não tem sido fácil, são tantas emoções para enfrentar e conciliá-las com a falta de tempo e é claro q meu blog ficou por último.
O meu curso tem sido ótimo, mas doido tbm, é uma correria frenética para não enlouquecer com tanta informação.

Arturzinho tem ido á creche normalmente.
Meu Deus, como eu chorei, como eu sofri, cada vez q eu dei as costas para ele e fui embora, ouvindo seu choro, q diante de tantos outros ainda conseguia ser percebido pelo meu ouvido.
Mas essa semana não. Ele não chora mais, a tia o chama e ele vai e eu? Eu fico, tentando disfarçar um ciúme q tem aparecido em mim como uma má impressão, uma sensação de que ela não gosta de meu filho.
Eu não sei explicar o motivo dessa impressão, mas das três tias q eu vi, somente ela deu-me essa impressão. Eu tenho feito de tudo para parecer q é apenas ciúme, talvez para ver se passa e espero q passe.

Tivemos uma consulta médica com a nova pediatra semana passada e ela chamou a minha atenção. Disse q eu tenho atrapalhando o desenvolvimento do Artur quando faço tudo o q ele quer, quando cedo aos choros dele e depois disso, além de sair com um encaminhamento para uma fisioterapia motora, eu tive q repensar todo o meu conceito sobre a maternidade.
E acabei vendo q a médica tinha razão e q eu não estava sendo paciente com meu filho, não nesse sentindo, mas no sentido de fazer de tudo para evitar suas frustrações e isso nem sempre é saudável.

Agora estou aqui. Com um filho desmamado, com um filho praticamente independente [que exagero rs rs] e procurando outra serventia para a minha maternidade [exagero nº2 rs rs]. Mas é assim, dando vazão aos meus primeiros sentimentos, que eu me sinto.

Agora é esperar os dias, me preparar para outras fases, pois sei q muitas estão por vir.

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Ser uma mãe independente.


Desde q eu "sumi" daqui, nossas vidas mudaram muito.
Hj, a mamãe estuda WebDesigner e como o curso é à tarde, a mamãe teve que colocar o Artuzinho na creche. A Laura continua estudando e à tarde ficará com seu tio quando o papai estiver no trabalho.
Eu não trabalho mais, estou afastada e assim permanecerei sem tempo determinado.
Esse último acontecimento foi um dos mais importantes para nós. No começo eu sofri muito, não foi uma decisão minha, nem da minha médica, decidiram por nós, mas hj agradeço a Deus por Ele ter decido isso por mim, mesmo q por mãos inescrupulosas.
Às vezes as pessoas nos fazem mal e não sabem o tamanho do bem q isso gera. Foi isso o q me aconteceu, q aconteceu em minha família.
Bem, deixar o Arturzinho na creche não foi uma coisa muito bem quista por mim, mas eu realmente precisei, pois eu preciso de uma perspectiva nova de vida, preciso ter meu peito cheio de esperanças para manter-me bem e com isso, cuidar da minha família com o primor de sempre.

Hj foi o primeiro dia depois do recesso das aulas q o Artur foi para a creche.
Gente, o q foi aquilo. Foi a primeira vez em nossas duas vidinhas q eu vi meu filho chorando e dei as costas para ele.
Essa é a dor q mais me consome, a dor q consome tantas mães nesse dia.
Enquanto Artur dá um grande passo para sua vida, para seu desenvolvimento, para sua independência, eu dou um grande passo para a minha.
Se um filho não pode crescer dependente de sua mãe, uma mãe pode crescer dependente de um filho???
Não sei, ao meu ver, não existe o crescimento de uma mãe sem a independência e vice-versa.
Foi e está doloroso deixá-lo lá. Sabe q ele vai chorar e não receberá o mesmo carinho q eu dou.
Vou busa-lo loogo, hj ele ficará só metade do dia, mas para mim tem sido uma eternidade e choro mais ainda qdo penso e tenho a certeza de que está sendo mais longo do q ele.
Artur é um bb sensível, ele se magoa fácil e qdo se magoa com alguém ele não quer muito papo com a pessoa. Mas hj, acho q quando ele me vir, esquecerá toda a sua mágoa e voltaremos a ser feliz.

Qdo eu falo sobre independência de mãe, tenho q voltar ao desmame.

Ao nascer, nós mães, por mais feliz q estejamos, por mais jeito q temos, necessitamos de uma dependência com relação ao bb para mantermos-nos fortes e conseguirmos ter forças para prosseguir na amamentação.

Lembro-me até hj das informações q eu recebi, das noites q passei na internet lendo, me informando, enquanto fazia crescer o vinculo entre nós dois.

Foi um romance, uma história de amor onde nós apenas vivemos, passamos e enfrentamos sozinhos, sem a interferência de ninguém, sem medo, sem limites.

Aprendi a compreender cada lágrima, cada sorriso, cada olhar, não importava a hora, sempre estávamos juntos, grudadinhos, pq é assim q o Artur sabia viver e foi assim q eu me adaptei à vida dele.
Deixei todos os meus conceitos, preconceitos, medos e todos os palpites de lado, para viver uma história de amor. E assim vivi, vivemos os melhores momentos de nossas vidas.

Senti-me plena como mãe, ser mãe do Artur, deixou-me mais sensível, mais terna e com isso, o meu relacionamento com a Laura tbm ficou pleno, apaixonado e dependente.

Um dia, chegou a hora em que toda essa história de amor precisava de um novo capítulo, onde a amamentação não mais cabia nele.

Mas esse capítulo eu conto mais tarde pq, finalmente a hora passou e é hora de ir buscar meu anjo na creche.
Estamos em adaptação e hj ele sai cedo.
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O primeiro passo


Poxa vida, tem tanto tempo q não venho aqui.
A parte boa disso tudo é q minha ausência se deve em grande parte por eu estar cuidando de minha saúde e a outra por estar exercendo maravilhosamente a maternidade.
O tempo passa, para uns demora muito, outros nem tanto, pra mim, eu nem vi passar.
É isso q eu penso quando olho para o Artur com seus 1 ano e 5 meses de idade.
Ele ainda não anda. Faz mil e uma peripécias, obras de arte, mas ainda não se sente seguro para caminhar.
Uns acham tarde, outros como eu nem percebem. Mas aqui o q a gente mais tem é tempo, principalmente Artur e eu rs rs
Dias atrás, mais precisamente dia 15 de madrugada, sim, de madrugada, Artur estava brincando com a gente no quarto qdo acho q aquele momento seria propício para soltar as mãos e dar seu primeiro passo.
Eu senti meu coração se encher de ar, mas não consegui soltar, o coração disparou e naquele momento parecia q suas pernas estavam totalmente conectadas em meus olhos e eu segui cada movimento dele como se fosse meu.
Tudo durou um segundo eu acho, mas em mim ficou eternizado e eu sei q nunca irei me esquecer assim como numa me esqueci da primeira vez q vi a Laura andar.
Tudo foi um sonho.
A Laura tbm andou "tarde". Eu prefiro pensar q ela andou na hora certa, assim como o Artur tbm andará.
Eu fico impressionada com a minha calma.
Algumas vezes nem parece sou, algumas atitudes minhas poderiam receber o nome de instinto, mas, ao mesmo tempo são bem mais sublimes q isso.
Eu não o pressiono, eu respeito seu tempo, seu espaço e só faço questão de mostrar a ele q sempre estou ao seu lado.

Recompensa??
Tem, tem sim!!
A cada nova descoberta, a cada dificuldade, a cada choro, vejo ele vindo em minha direção, pedindo ajudo e mostrando com sinais tudo o que ele quer de mim ou da vida.
É totalmente compensador e maravilhoso ver q alguém confia em vc tanto assim e ao meu ver é a melhor forma q um bb pode demonstrar seu amor pela mãe.
Infelizmente muitas não percebem isso.

Artur sempre foi um bb de altas necessidades.
Ainda não dorme sem o contato físico, mas até ontem não dormia sem mamar no peito da mamãe e hj já dorme, sendo assim, longe tbm não precisará desse contato e será independente.

Hj eu vejo o quanto é importante eu passar cada momento com ele, cada fase para trabalhar os meus sentimentos tbm e cultivar não só a dele, mas a minha independência tbm.
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Os primeiros passos.


Eis q hj, de madrugada Arturzinho deu seus primeiros passos.
Nos seus 17 meses de idade, somente agora q ele sentiu-se seguro para soltar as mãos de onde segurava e dar UM, somente um passo para a felicidade coletiva da casa.

Os dias de maternidade aqui são sempre de amor, de carinho, de aconchego e paz.
Quer dizer, aquela paz de dormir ás duas da manhã com um bb q entrou embaixo da cama, atrás da mesa do pc, descascou e pisou uma banana, jogou tudo o q tinha na fruteira no chão, engatinhou, caiu, chorou, sorriu e sujou muitas e muitas fraldas.
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Laços Eternos


Eu tenho muitas amigas e amigos na Internet e não posso reclamar.
Amigos que estão ao meu lado até por dois anos, alguns, pouco mais.
Isso sempre fez bem pra mim, na verdade, iluminou a minha vida,
eu cresci na frente desse computador, coisa que, sem o contato com
tantas pessoas, talvez levasse anos.
Uma dessas pessoas é a Leila.
Nos conhecemos numa comunidade de ajuda mútua. Eu queria ajuda e ela oferecia ajuda. Foi simpatia à primeira teclada.
Eu estava triste, muito triste, as coisas não davam certo e, todas as noites eu tinha sua companhia e seus olhos para me compreender.
Rolou uma simpatia gostosa, tomei a liberdade de chamá-la de mamis e ela nunca reclamou, mesmo sabendo q sou uma marmanja hehehehe
Eu andava meio carente de mãe e ela caiu do céu, naquele ano, na minha vida.
A gente ainda se fala muito, não mais todas as noites, pois hj eu me vejo mais atarefada, estou muito mais recuperada e não, nunca poderei negar que o ombro amigo dela, foi um grande antídoto para minha recuperação.
Nós mesmas notamos o quanto crescemos e mudamos nesses anos e é gostoso demais, compartilhar isso.
Hj, eu lembrei-me muito dela. Muito mesmo.
Qdo eu não estava bem, ela perguntou-me da Laura, eu disse q há dias não conversávamos direito, que eu estava muito triste e ela me disse: — Sua filha está crescendo, é hora de estreitar os laços, conquistar a confiança de sua filha, para amanhã. Precisam ser amigas, ela precisa confiar em vc.
Daquele dia em diante, lembro-me como se fosse hj e é assim até hj, que me aproximei mais de minha filha.
Lutei muito por esse laço, por esse apego que é diferente de um simples beijo e um eu te amo.
Ela me conta tudo, conversamos sobre tudo, ela me mostra tudo, eu olho pra ela e vejo que ela não tá bem, eu pergunto, a gente conversa e eu amo tudo isso.
Eu crio minha filha e me crio de uma maneira sadia, sabendo q eu não posso evitar dela sofrer suas dores, ter suas perdas, mas eu a crio, deixando bem claro q ela pode sempre, sempre mesmo, nesses momentos de crises, de perdas e dores, contar com meu amor, meu carinho e minha compreensão.
Hj, ela veio, pediu pra ficar coladinha, nos agarramos na cama.
Ela viu uma propaganda e começou a chorar.
Eu e o papai, notamos q havia algo de errado e perguntamos.
Nossa, foi tão bom, ela apenas disse q está apaixonada.
Não vou entrar em detalhes, é uma particularidade dela e eu quero respeitar,
pq na verdade o q me deixou feliz foi ela vir até nós, mostrar q está de certo modo sofrendo e nós, não nos sentimos impotentes. Nós dividimos nossas experiências com ela, sim, o papai e a mamãe.
Hj eu achei que estou agindo correto com minha filha.
Minha amiga Leila, acha q seus filhos não são como ela gostaria.
Hj, nos dois casos, eu sei q isso não quer dizer muita coisa.
Amanhã, minha filha pode se afastar de mim, não gostar do q eu diga, não dividir mais nada comigo, mas eu nunca deixarei de somar.
HJ, minha amiga Leila, acha q seus filhos não a ouvem.
Amanhã, seus filhos terão filhos, terão experiências para adquirir e tenho certeza de que, mesmo hj não concordando, sua mãe, será uma excelente referência para a criação de seus netos.
Isso é o q penso para mim, isso é o q penso pra vc. Obrigada Leila.


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Vc pode viver tudo num dia só




Quanto eu criei esse blog, foi pq eu pensava num futuro, talvez não muito distante, eu pensava em deixar para meus filhos ler. Ocorre que, nem todos os dias as mães estão bem, alegres, felizes e dispostas. Mães ficam cansadas, mães choram, mães trabalham e brigam com o chefe, mães podem fazer tudo num dia só. Mas, nada, nada fica, tudo se apaga quando vemos nossos filhos conosco. Sim, filhos, estou em depressão novamente, mas prometo fazer de tudo para q vcs não sofram com isso. E vim aqui contam q, mesmo tristinha, mesmo não sabendo explicar pq a mamãe fica assim, que eu sorri muito hj com vcs. Ver o Artur em pé dançando, viciado em TV, beijando e fazendo carinho nas pessoas, é um antídoto para minha dor. Ver o quanto minha filha é linda e inteligente. Q, mesmo aos 11 anos ela acredita em fada do dente e q, sabe que, mesmo q ela não venha, que ela tem papai e mamãe para garantir seus dois reais embaixo do travesseiro [é, a taxa aumentou, ela disse q com a crise, precisa de dois reais e não um, fico feliz pq agora faltam poucos dentes, senão, estaria arrasada e falida rs rsrss]. Ser mãe me completa, torna minha vida uma razão de ser. na minha Ser mãe de vcs dois é tudo que eu sempre sonhei, vejo a cada dia, tudo o q eu imaginava com vcsbarriguinha acontecer e sinto que nem mereço tanto. Obrigada por existirem em minha vida, obrigada mesmo. Eu amo vcs, eu amo a vida pq tenho vcs nela.
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Mãe fica doente???


A pergunta não está correta, talvez seria mais correto perguntar: Mães podem se dar ao luxo de ficar doentes???
Não sei responder a segunda, só sei q hj eu estou mal, com uma gripe ruim, o corpo dolorido, mas não queria deixar de passar por aqui.
É uma luta, troca uma fralda, assoa o nariz, deita e o bebê não quer dormir, mas mãe tem uma vacina, a vacina do amor. Onde a gente só sente dor quando pode, quando os filhos estão alimentados, trocados e de banho tomado.
Essa é a sabedoria divina. Quando ele idealizou a mãe e deu-lhe esse amor, ele mostrou o
a proporção de sua perfeição.
Mesmo doente, eu amo ser mãe, eu tento ser mãe.
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Mãe # Progenitora


"Hj no trabalho, mais uma ocorrência de apoio ao Conselho Tutelar. Fui preparada. Ocorrência no Pronto Socorro, denúncia de maus tratos. Vi um mini flashback passar em minha mente, quando em, anos atrás, chorei muito, o dia todo. Ouvir no rádio o chamado de q existe uma ocorrência desse tipo soa mal para meu coração q teima em ouvir esses chamados.
Sou responsável pelo plantão todo, poderia ter mandado outra viatura, mas não sei o q me deu, eu fui. Comentei com a Nova Conselheira de Tutelar q estava de plantão, da ocorrência de anos atrás.
Cheguei, eu não precisava entrar, estava apenas apoiando, na verdade, conduzindo a conselheira até o local, mas eu entrei.
Fui até os fundos e ouvi quando o médico disse que a criança estava desidratada, que não tinha nem lágrimas para chorar a sua dor e ouvi a palavra "infestado". Gelei!!!
Não poderia ser, outra crianças com piolho, que virou ferida, que a mãe não cuidou, que a mosca botou ovos e a cabeça se "infestou" de bernes.
Não !!!! Impossível existir mais de uma mãe assim!!
Eu me enganei, vc tbm!!!
Entrei no quarto.
Deparei-me com um ponhadinho de cabelos louros, amarradinhos, uma camisetinha e calça cor-de-rosa. Ela era grandona. Resolvi Registrar a Ocorrência, estava com tudo nas mãos, teria q fazer mesmo, resolvi colher os detalhes daquilo.
Lá estava a pequena, nascida em Dezembro de 2007, qse a idade do Artur, olhei para ela, chorando, sorinho numa mão e na outra agarrada à mão da tia.
Maldita seja a progenitora dessa menina, que pari como quem profere os palavrões que eu disse agora.
Deixar de tratar de um furúnculo, deixar inflamar, deixar virar ferida, deixar de dar antibióticos, não deixar que outras pessoas tratem, deixar a ferida aberta até q uma mosca, tão escrota quanto ela, venha pôr ovos ali e deixar os bernes se proliferarem.
Ouvi da enfermeira q a tia diz q a ferida existe mais ou menos há duas semanas, ouvia a enfermeira dizer que os bernes no estado em q estavam, tinham mais q três semanas de vida. Ouvi que eles tiraram 15 e que iriam hidratá-la para tirar mais, muito mais.
Saí de lá confusa, queria chorar, chorar muito, mas o quarto estava cheio. Guardas Municipais, uniformizados não choram. Mentira, eu olhei para ela e vi o rosto do meu filho. Chorei.
Engraçado q, na minha cidade, para ser Conselheiro Tutelar, não precisa muita coisa. Basta se eleger e pronto. A Conselheira me disse: - Vou levá-la para o abrigo! Com a mãe ela não fica!!
Eu olhei para aquele ser, indefeso, segurando ainda a mão carinhosa da tia de segundo grau, os olhos marejados de lágrimas da tia e falei: - Não!!!! Ela não vai! Olha o estado desse bb, ela precisa de cuidados, de higiene, de carinho, afeto, um olhar meigo e doce quando forem "machucá-la" novamente de um colo que lhe acalme e isso tá aqui na nossa frente. Hj é vc [conselheira] quem decide a vida dessa criança e das outras duas q essa miserável conseguiu ter.
Se vc levá-los para o abrigo e amanhã tiver algum juiz acomodado no Fórum [infelizmente aqui às vezes aparece um desses] e as crianças vão mofar lá. Deixe-as com a tia, ela quer, ela cuida, ela já é quem sustenta, amanhã, na frente do juiz, ficará mais fácil ele dar a guarda provisória para ela.
Não sei o q houve naquele momento, Deus, só pode ser Ele, mas Ele e a conselheira tutelar me ouviram.
Ouvi um SIM como resposta, mesmo pq, para a própria Conselheira seria menos trabalhoso.
Saí de lá, chorando, chorei, ouvi ao telefone q o Corinthians havia feito seu primeiro gol e nem isso me alegrou.
Eu morri por dentro, só pensava naquela menina, no meu filho, no quanto eu aprendi as coisas e cheguei a pensar: É e elas ainda debatem que não existe menas mãe e o que é essa mulher que tem 4 filhos, uma deficiente, duas jogadas e a outra no estado que eu vi????
Não, ela não é menas mãe, ela apenas foi a progenitora daquele lindo ser q eu vi, quando voltei,
com os olhos mais brilhantes, sentadinha, mastigando uma sopinha deliciosa que a titia querida estava a lhe dar. Ela pegou na minha mão e eu disse oi.
Mas, como sou pessimista às vezes, pensei: Logo esse sorriso vai sumir, melhor eu sumir tbm.
Falei, falei e falei mais mil vezes coisas para a Conselheira para ter a certeza de que a princesinha loira ficaria com a titia e ela prometeu-me que sim e q ia dar notícias.

Saí de lá melhor, confortada, mas infelizmente acabou meu plantão, não foi eu quem foi na casa da progenitora daquela belezinha, não foi dessa vez que eu poderia fazer justiça com as minhas mãos. É sempre assim, nunca dá, eu nunca vou, sempre perco a melhor parte. [esse é aquele tipo de pensamento que dá, mas passa, juro, nunca bati em ninguém, ainda, mas já fui segurada].

Cheguei em casa, Corinthians 3X1 Santos, mas eu não tava bem, a gripe me pegou. Eu estava estranha. Marido sabe, me levou pro quarto e me abraçou.
Chorei de novo, compulsivamente, com todas as minhas forças e disse q enquanto eu ouvia tudo aquilo e via, pensava mil coisas, uma delas era pegar aquela menina e sair correndo para casa, dar todo o meu amor, igual dou aos meus filhos.

Ele, como sempre, disse em suas sábias palavras:
- Vc foi extraordinária, vc mudou a vida daquela criança, vc fez a diferença. Tudo o q estava em suas mãos vc fez, o q não estava, vc tomou. Sim, vc pegou aquela criança em seus braços e deu um novo destino a ela. Sinta-se orgulhosa, eu sempre me orgulho de vc! E quem dera um dia essa menina possa saber o q vc fez por ela.

Eu não me senti da forma q ele disse, tipo, eu sou uma heroína, mas eu senti apenas que eu aprendi tudo sobre amor, sobre lutar, sobre olhar para um bb e entender do que ele precisa.
Eu pensei demais em tudo q aprendi com tantas pessoas aqui na internet. Principalmente na PR... coisa que muitas vezes eu disse e pensei ser besteira até mesmo frescura.


Não sei qual o desfecho, mas sei q vai demorar dias para eu fechar meu olhos e ñ vê-la misturada com a imagem de meu filho.
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O recomeço, um legado




Eu tinha realmente desistido desse blog, mas, lendo o outro, decidi q não tenho um legado para meus filhos, tenho apenas imagens.
Engraçado, eu sempre fui tão ótima com palavras, tanto para agradar como para ferir e hj, vejo q vivo de imagens.
Tudo o q eu tenho dos meus filhos são imagens.
Claro, da Laura eu tenho as nossas longas conversas, as coisas engraçadas, os momentos muito bem aproveitados.
É tudo muito bom. Tudo muito pleno, apesar de cansativo.
Não sei ao certo quando apareceu o dentinho do Artur, não sei ao certo quando ele aprendeu a engatinhar, mas tenho tudo registrado.
Da Laura, lembro-me das datas, lembro dos momentos, mas nada anotado, nada retratado. Não foi desleixo, foi falta de condições, mas isso é outra história.
Eu vou colocar aqui o slide do primeiro ano do Artur, acredito q seja mais fácil para dar uma atualizada.
Detesto ficar lembrando das coisas para contar. affffff
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