Querendo um colo


Hj eu só tenho vontade de chorar.
Pode ser q amanhã eu sorria disso tudo, um sorriso de vitória, um sorriso de ver o quanto ter me preocupado com isso foi idiota, mas hj eu quero chorar de novo.

Eu mal consigo ler o q escrevo de tanto chorar, mas eu tô me sentindo tão mal, tão triste, tão nem sei o q dizer.
Um misto de raiva, de revolta. Isso! Estou revoltada, indignada com o mundo, com a vida.
Porra, pq será que as pessoas acham q tudo é fácil pra mim??
Pq será que as pessoas acham q a minha vida é boa o suficiente para quererem atrapalhá-la.
Antigamente eu me incomodava com as pessoas, eu sentia raiva qdo as via fazendo coisas erradas, falava, esbravejava e achava q o meu exemplo valia muito, então, fazia tudo o q eu achava certo e mostrava.
Depois, de tudo o q eu passei e não foi pouca coisa. Eu mudei.

Hj, eu vivo a minha vida, os meus interesses, desde q eles não firam os interesses dos outros. 
Me importo com as pessoas e tento não machucá-las.
Enfim, desde então, eu cuido da minha vida q nem é mais minha.
Vivo para minha família e o q faço longe dela é sempre em prol dela.
Não tenho tempo para mais nada. Como já dizia Lispector: Ser feliz ocupa todo o meu tempo.
Mas... há quem não goste da alegria de viver q existe nas pessoas.
Há pessoas q não gostam de ver as outras bem.
Q não sabem enfrentar os seus problemas e acham q criando problemas para os outros estão resolvendo os seus, ou se escondem deles, arrumando problemas para os outros.
Então, tem uma pessoa assim.
Ela convive comigo toda semana e eu sempre fiz de tudo, mesmo não a suportando, não suportando a maneira com que ela trata a sua filha, mesmo tantas coisas, apenas CONVIVER com ela.
Tornar nosso encontro o mais neutro possível.
Sempre educada, sempre calada, cuidando da minha vida, do meu filho, preocupada com o seu bem estar.
Só q tem mãe q não é assim. Acha sua vida uma droga, que o fato de ter um filho especial é um castigo divino, uma cruz pesada para se carregar. E eu não sou assim. Não mesmo!!
E isso incomoda, pq uma mãe de criança especial tem ser infeliz, tem q ter uma vida de merda, tem q só viver chorando amarguras.
Isso é o q ela pensa sobre a vida dela e eu honestamente gostaria q ela vivesse essa vida de merda q ela acha q tem e deixasse a minha e a do meu filho em paz.
Só q eu incomodo, sempre incomodei.
Conseguir as terapias gratuitas para o Artur não foi difícil.
Em seguida veio o transporte para nos levar.
Eu em momento algum, usei da influência das pessoas com as quais trabalho, das minhas relações de amizade com pessoas influentes para conseguir nada do q consegui.
Tudo oq eu tenho é graças a minha perseverança, a mesma q me moveu a viver, levantar a cada tombo e q eu nunca deixarei de ter.
Mas as pessoas não sabem apenas viver, estão sempre oom inveja umas das outras. Sempre preocupadas com o quintal do vizinho.
E é por causa de uma pessoa assim, que talvez eu e mais outras mães podemos perder o pouco conforto q temos para levar nossos filhos para as terapias.
Não sei dar detalhes, pq ao meu ver até agora é só 'fofoca', conversas em bastidores, mães descabeladas q esperam outras virarem as costas, para destilar o seu mal, sua inveja, sua incapacidade.
Gostaria hj de ter uma varinha mágica.
Transformar essa energia ruim dessas pessoas em trabalho voluntário, em capacidade de lutar pelos seus direitos com intenções boas e verdadeiras e não simplesmente para massagear o seu ego, por uma satisfação pessoal.
E eu, que sei q mesmo Deus sendo perfeito, ele permite injustiças, choro por medo de ver mais uma.
E sinceramente, se conviver com uma injustiça na minha vida, qse me fez morrer, não sei oq esperar se ela acontecer com meu filho.
Então choro, rezando, pedindo, orando a Deus para q ele coloque amor no coração dessa pessoa, q ele a ajude a encontrar prazer na vida dela, q ela apenas ame sua filha e cuide dela.
Q me deixe em paz, q deixe as pessoas q ela não gosta de viver em paz ou q pelos menos, vá para os quintos dos infernos.
Pra longe de mim.
E chegará um dia em q o amor reinará.
E eu poderei voltar a ser uma mãe feliz sem incomodar as pessoas a minha volta.
Mas as coisas não são tão fáceis assim, algumas coisas a gente podem ter, mas nada é para sempre e por meu filho, eu vou lutar, lutar até o meu último minuto de vida, até o meu último suspiro. Pelos direitos do meu filho e é só isso q me interessa.
Não serei um trator derrubando tudo e todos, mas serei uma arma de amor, de perseverança, de respeito e de vitória.
Pq eu quero, pq é essa a minha questão pessoal e ela não tem nada a ver com meu filho e nem vou usá-lo para conseguir isso, pois é Deus quem faz isso em mim.

(me desculpem, mas tô sem saco de corrigir erros de ortográfica hj)
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