Mãe, como foi seu trabalho hj?


Essa foi a primeira pergunta q minha filha fez hj qdo cheguei, cansada e de saco cheio do trabalho.
Eu respondi: Vc quer mesmo saber como foi? Eu vou te contar então:

"Cheguei cedo, sem café da manhã, saio cedo, não dá tempo de tomar. Logo o chefe disse:
-Vc vai 'soltar' o pessoal para a rua!
- Ok!
Logo q comecei a separar os talões, começou a discussão entre eles:
- Fulano não vem hj, eu não venho amanhã.
- Fulano não vem hj? Ahh não! Não vou para a cabine 4, tá fedendo xixi!!

Olhei para aquele pandemônio e disse: Vou me embora para Pasárgada!!
Peguei meu leite em pó, fui para cozinha e fui tomar meu café da manhã.
Nessa hora, o chefe viu o momento de ZONA do local e colocou ordem, viu q era ele mesmo quem deveria 'soltar' o pessoal.
Comecei a minha luta, lutar para fazer as coisas sem ser cobrada.
As contas, as prestações de contas, os uniformes, os computadores, as despesas, o fechamento dos caixas, Nada dava certo.
Meu nome virou doce na boca de uns e outros. Foda.
-Roberta! -Roberta - Robertaaaaaa!!!
-Vc não trabalha??
-Não gosto de fazer jus ao q eu recebo [tolerância zero, eu sei]
Hora do almoço, mesa repleta de pessoas desagradáveis, a mulher q eu não suporto a voz tá usando o mesmo esmalte q eu, já não bastava nascer no mesmo dia q eu? [Signo é mentira! Recuso-me a ter alguma afinidade com aquele ser].
O chefe imbecil falando de relógio de ponto. Sim, vou colocar o dedinho no ponto dele. Fresco!!
Termina a hora do almoço q eu raramente faço, normalmente trabalho pq ninguém fica me chamando.
O chefe diz:
- Solta o pessoal da tarde e fecha o caixa do pessoal da manhã. Confere esse caixa daquele mês q tá dando errado, anota os erros, liga na tecnologia e fala dos computadores.
O Chefão vem na minha mesa e joga uma pilha de papel e diz,: -Assinei!! [se vira agora]
A recepcionista joga mais papéis e nem diz nada. [Ainda bem, não suporto a voz dela].
14:30hs recebo uma ligação:
-Alô, Roberta?
- Sim!
-Meu nome é Gerusa.Eu falei com o diretor e ele disse para procurar vc. É q meu marido teve seu carro apreendido em Janeiro e foi liberado, só q agora ele não consegue licenciar.
- Não senhora, só fica bloqueado para vender, licenciar não.
-Mas tão dizendo lá não sei onde q tá bloqueado. Então, o Diretor pediu para vc fazer a liberação [do corpo? :O].
- Dona Gerusa, vamos fazer assim, eu preciso terminar umas coisas aqui e assim q eu terminar eu ligo para a senhora.
Fui procurar o diretor esse ser nem sabia do q eu falava. Gente, ninguém sabe de nada lá e os arquivos não são mortos, são fantasmas mesmo, não existem. Enfim, ficamos acertados q não era preciso fazer documento algum, o problema era lá 'não sei onde'.
O chefe continuava no meu pé com a conta de Janeiro e o telefone toca.
-Roberta, tem uma FDP querendo falar com vc! [tom de brincadeira] Espero q não seja sua mãe.
Não acredito em certas coisas, juro.
-Alô? [pensamento positivo para não ser minha mãe].
- Alô, Roberta? Meu nome é Gerusa, meu marido teve seu carro apreendido em Janeiro,....
- Ah tah!! Dona Gerusa, conversei com o diretor e ele me disse q aqui está tudo correto, seu marido tem q ir 'lá não se onde' resolver lá,
- Mas tem algo de errado,
- Faz o seguinte Dona Gerusa: liga daqui uma meia hora q a senhora fala diretamente com o diretor e se entendem melhor pq eu não trabalhava aqui nessa época, não sei informar melhor q ele. ok??
Voltemos para as contas de Janeiro....meio hora depois:
- Alô? Meu nome é Gerusa, meu marido teve seu carrooooo........[PQP, será q meu nome é uma variável de Alzaimer??]
- Dona Gerusa, ele não chegou ainda, tenta amanhã pela manhã. ok?
-Ok, obrigada Roberta!!
Já eram 16:47hs qdo ouço o Chefão:
- E aí Gerson!! BLZ?
-Sim, beleza, vim aqui procurar a Roberta.
-Ah é ali, até mais [hora de ir, né?]
Nãoooooooooo
Nem para mim, nem para o chefão.
-Vc que é a Roberta?
-Sim!
- Meu nome é Gerson, eu tive meu carro empreendido em Janeiro ................. [não acreditooooooo!! Faltam dez minutos para eu ir embora!! KCT!]
Meu, como pode uma coisa encher o seu saco o dia todo??
Fiquei com raiva, podia dar a porra da cópia do documento para ele, mas PQP, esse povo
me atazanou a tarde toda.
Não dei, falei q tinha q falar com o diretor primeiro.
Me fudi mais uma vez, o FDP do cara sacou um celular e ligou para o diretor.
Esse abençoado devia estar em casa já, de meias em cima do sofá, tomando coca-cola e vendo Sessão da Tarde e mandou eu imprimir outro documento, dar para o Chefão assinar e entregar para esse cidadão contribuinte e honrador de seus compromissos.
E, eis q  funcionária pública q QUANDO vem trabalhar, tem obrigação de fazer, pq ele simplesmente paga o seu salário."

- Pois é filha, esse foi o meu dia.
- Filha?? Do q está rolando de rir?
- Mãe, seu dia foi hilário!!


Socorro!! o q eu perdi???
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Uma mudança imperceptivel


Ontem numa conversa com uma amiga, falávamos sobre sufocar os filhos.
Ela perguntou-me como seria sufocar um filho.
Não sei responder como, mas instantaneamente veio em minha cabeça a criação q deu para a Laura.
Sabe, enquanto eu falava para ela como eu cuidei da Laura, eu sentia muita pena da minha filha.
Foi tão imediato os exemplos que eu dei para ela que até senti vergonha.
Hj, me peguei pensando se a maneira q eu eduquei minha filha acabou trazendo transtornos graves para ela.
Será??
Eu não relaxava.
Laura não podia se sujar, não podia correr pq caía, não podia chorar, não podia ficar brava, não podia lamentar os milhões de "nãos" que dizíamos. Não podia ser ela mesma nunca.
E mesmo assim, sempre sonhei em ter uma filha cheia de opiniões formadas, mas como se eu controlava ate a velocidade de sua respiração?
Uma super-proteção sem tamanho. 
Ao menos eu conseguia deixá-la viajar com minha mãe para alguns lugares pq não achava justo q ela ficasse privada disse por causa do meu trabalho.
Dei palmadas, coloquei pouco de castigo, reprimi demais e nem percebi..
Foi assim que eu dei a dica para ela sobre como é prender demais o filho, não deixá-lo sem poder ter iniciativa.
Hj aprendi q criança tem q se sujar, tem q se rasgar, riscar o chão, a parede, a gente limpa depois.
Claro q eu ensino q não se risca a parede, né? Mas depois q está feito mesmo, só nos resta tirar a foto e colocar no ´álbum.
É legal ser uma mãe livre, é legal a gente se sentir seguro qto a isso.
É legal ser irresponsável às vezes.
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Um dia para não esquecer (15 de julho 2010)



Hj é um dia dos bons!
Sabe aquele dia em que vc acorda e vai dormir cheio de ESPERANÇA??
Pois é, hj é um dia desses para mim e a minha família inteira.
Hj fomos mais uma vez na Casa da Esperança e mais uma vez foi maravilhoso.

Todas as vezes que eu vou lá, eu choro.
Não é de pena das crianças não.
Não é isso, pq elas estão a quilômetros de merecer pena.
É justamente o contrário. 
Eu me emociono demais ao ver uma criança da idade do meu filho, de muletas, aprendendo a andar pelo corredor da casa.
Eu choro de ver uma mãe nanica, carregando um menino grande e pesado no colo, chamando-o de Rei, com um sorriso no rosto, sequer dando importância se ele pode ouví-la ou não.
É isso q me faz chorar, a força dessas pessoas.

Então, hj foi o dia de eu saber q eu posso e sou tão especial quanto aquelas mães.
Aliás, eu sou muito mais especial do que ela, pq eu tenho muito mais a agradecer a Deus, pq lá, meu filho fica perfeito.
Todas as crianças que existem lá são perfeitas, moldadas à vontade de Deus e quando eu digo que meu filho é perfeito, eu quero dizer q as suas dificuldades e deficiências, lá se tornam mínimas.
Estamos muito felizes por ter conseguido a vaga lá, pq não é fácil. Mas Deus quis assim e assim será.
Teremos a oportunidade de ver nosso filho crescer e se desenvolver com mais qualidade de vida.
Estou muito feliz, o lugar é magnífico, não tenho palavras para descrever.
As pessoas q atendem lá são maravilhosas da atendente à faxineira. 
Todos amáveis, carinhosos, educados e com qualquer pessoa.
E imaginar como a casa é mantida?
Doações. O rotary a mantém, mas ela é mantida por doações.
É lindo de ver como as pessoas podem ser especiais e fazer diferença na vida dos outros.
Hj eu estou feliz, radiante e desejando q toda mãe consiga realizar o sonho de dar algo
melhor para seu filho como eu consegui hj.
E todo dia a gente aprende q sozinho não somos nada e que com amor, conquistamos tudo!
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Leite No More


Pois é, aqui em casa, leite não 'funfa' mais.
Artur desenvolveu mesmo alergia.
Agora nos resta ir ao médico novamente e fazer outros exames para saber pq.
Foram mais de duas semanas lutando por um cocozinho durinho e ele chegou, mais resolvemos fazer um teste, demos leite e o cocozinho desandou novamente.
Mesmo estando tão desconfiada há dias q esse dia  chegar, ter certeza de que ele chegou me deixou muito triste. Afinal, mais uma restrição, mais um 'problema'.
Mas a gente segue em frente, não é uma coisa branca cheia de nata que vai acabar com a minha alegria de ser mãe.
Eu sempre gostei de desafios e agora vamos que vamos.
Testar o leite de soja, testar qualquer outro leite q faça bem a ele e procurar uma ótima fonte de cálcio para supri o q o leite iria lhe dar.


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Casa Da Esperança
Essa semana fomos na casa da esperança.
Foi um dia difícil por causa da Van da prefeitura. Aliás, tem sido um tormento.
A parte boa é q a neurologista de lá atendeu o Artur e o encaminhou para todas as terapias possíveis. Agora, essa semana q começa, iremos lá novamente para uma avaliação global com todos os terapeutas dessas terapias para saber qual terapia ele realmente irá fazer e qual será o método utilizado por eles.
Estamos felizes, com muitas expectativas e confiando muito em Deus para que todo esse sacrifício q temos feito dê certo.
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Dois filhos


Eu sempre tive muito medo de ter outro filho.
Parecia que eu não seria capaz de amar outro filho q não fosse a Laura.
Eu tinha medo de não conseguir e realmente nunca me vi mãe de outra criança que não fosse a Laura.
Mas, um dia, olhei para a minha filha e vi que ela não era mais tão criança assim, sua infância estava praticamente no final e vi o quanto é ruim às vezes ser mãe tão precocemente. E olha q nem foi tão precoce assim, eu já tinha 22 anos.
Mas, a minha filha estava então com 9 anos, eu com 31 e tudo estava passando tão rápido, sentimos falta de mais alguém entre nós.
Eu não queria ficar sozinha com meu marido tão cedo [claro q penso e crio minha filha para ir embora daqui um dia].
E foi aí então que tínhamos um novo ser em nossas vidas.
Qdo surge outro membro na família, a gente fica se perguntando como serão as atitudes e como reagirão as pessoas q já fazem parte da família.
Eu tive muito, muito cuidado para a Laura, mesmo já grandinha, não sofresse com a chegada do Artur.
Li muitas coisas, fiquei perto dela o quanto eu pude, passeamos, saímos juntas, dormimos juntas e fomos muito felizes.
Eu fiquei um grude tão gostoso com ela.
Depois q o Artur veio, eu morria de medo dela sofrer, mas ela enfrentou tudo de uma forma tão maravilhosa, tão surpreendente que a gente nem sentiu.
Eu tentei muito não mudar com ela quando o Artur nasceu, mas infelizmente eu me afastei, não teve como pq Artur já exigia demais desde muito cedo.
Não dormia sem contato físico, não ficava um segundo longe de mim e só aceitou ficar pertinho do papai qdo já tinha uns 4 meses qse.
Foi um sufoco.
Felizmente a Laura é um doce de menina, nunca me cobrou, nunca demonstrou sequer q estivesse sofrendo por ter um irmão, pelo contrário, ela ficou muito, muito feliz, tinha ciúme sim, ciúme de quem chegasse perto de seu irmão querido, idolatrado e tão desejado.
Acho q tivemos outro filho muito mais para atender aos pedidos dela do q por desejar tanto.
Claro q desejamos todos os filhos q tivemos, planejamos meio q loucamente, mas planejamos os dois e foi tudo muito lindo.
A Laura é uma irmã tão fofa, tão atenciosa e o q mais me surpreende é que o fato de ter um irmão especial não mudou nada em sua vida, sequer o tratamento que ela tem com ele q é impecável.
Ela nunca se estressa com ele e qdo ele berra demais e ela não aguenta rsrss ela se afasta.
Mas aquela dúvida, aquele medo de lá no comecinho de ter outro filho e achar q não era possível amar dois filho ao mesmo tempo se foi.
Talvez pq eu confundisse os tipos de amor, talvez pq eu tivesse alguma sensação com relação a outras relacões q eu tive contato.
Mas, hj está tudo bem. hj eu amo os meus dois filhotes maravilhosos.

Filhos queridos, eu amo vcs!!!!
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Semaninha daquelas


Poxa vida, eu escrevi tanta coisa aqui, tanta coisa, mas a rede da Internet caiu e eu perdi tudo =/.

Mas, comecemos novamente.



Essa semana foi muito complicada por aqui.
Se na semana passada Artur estava doentinho, com sinusite e os pulmões carregadinhos, essa semana ele teve crise de insônia.
Tínhamos tudo para ter uma noite maravilhosa: domingo, frio, filhotes na cama comigo, tão gostoso e tão quentinho, mas eis q não era assim q o destino queria.
Artur não estava conseguindo pegar no sono, subiu no meu peito e ficou deitadinho, mas nada o deixava quieto, então eu me cansei e desci ele, coloquei na cama.
Foi o suficiente para q ele manifestasse toda a sua contrariedade e eu, achando q ele logo adormeceria com minhas musiquinhas e meu carinho, fui surpreendida por uma hora de choro incessante.
Fiquei muito triste, fiquei me perguntando pq eu não podia dormir, pq ele fazia aquilo comigo, pq as coisas tem que ser tão difíceis.
No outro dia era dia de acordar cedo e ele não me deixava descansar.
Foi qdo às três da manhã, me cansei de seu choro e resolvi ceder ao seu apelo.
Eu sempre ouvi dizer q não é correto atender às exigências pitorescas das crianças, às famosas birras, mas depois q me tornei mãe do Artur, eu passei a admirar as pessoas q fazem isso.
Ora, então o q as pessoas esperam que façamos??
Joguemos pela janela?? Q a gente desça a porrada neles??
É muito fácil falar, criticar, mas só vivendo a situação para tentar saber o q fazer, eu escolhi o amor.
E foi assim que decidi atendê-lo, desci as escadas e fomos para a sala.
Eram 4 da manhã e estávamos assistindo backyardingans.
A brincadeira era uma graça e tinha suas regras, claro.
Eu poderia fazer o q eu quisesse na sala, desde q não ficasse na frente do pc.
Eu podia deixar as luzes da sala apagadas e só deixar a do corredor e eu podia ficar deitada no sofá.
Ele tinha acesso livre na parte de baixo, inclusive podia ir na cozinha jogar as coisas da gaveta no chão.
E assim foi, eu continuava triste pq as coisas não eram como eu gostaria. Fiquei me culpando por tantas coisas e senti raiva de mim por sempre cometer o erro de justificar tudo de ruim q acontece, com o autismo.
É uma ligação perigosa, pois até pode ser justificada essa insônia pelo autismo, mas quem garante q se ele não fosse autista q ele iria estar dormindo?
Na luta para não adormecer, de repente vi Artur correr para o corredor e se esconder atrás da parede, depois, ele pulou na minha frente e disse: AIIIIIIIIIIII.!!!!!!!!!
Eu custei a acreditar, fiquei me perguntando: Será que ele está mesmo brincando de esconde-esconde comigo?
Então, ele se escondeu de novo atrás da parede e veio de novo  e apareceu, só q dessa vez, ele me deu um abraço tão, tão forte q eu desabei em choro.
E engraçado que quanto mais eu chorava, mais ele me apertava no abraço e mais eu chorava.
Fiquei pensando no quanto valeu a pena estar acordada, já eram mais de 5 da manhã e eu estava triste, queria dormir, mas se estivesse dormindo, não iria ver o meu filho crescer e então, pensei q pouco importava a hora q ele queria dormir, que ele resolveu crescer, eu apenas queria ver e pronto.
E assim foi até o dia clarear, brincando, amando, dando e recebendo carinho e eu me levantei do sofá feliz, abastecida pelo combustível mais milagroso do mundo q é o amor.
E assim tbm se foram mais dois dias e uma noite sem dormir, onde ele apesar de insone, demonstrou se desenvolver mais.
Enquanto ele esteve doentinho, nós ficamos muito mais com ele e notamos q ele aprendeu a nos chamar.
Papai = babaiêeee e Mamãe = mamamaiiiiii
E tudo fica mais diferente a cada dia q passa, uma relação fora do convencional e não menos especial.
E a gente vai aprendendo que as diferenças são essenciais, são importantes e gratificantes.
Eu estou aprendendo tudo, aprendendo com a vida e a cada dia q passa, agradeço a Deus por ter me enviado uma anjinho, esperto e único.
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