Viagem de mãe


Ah.hhhhhhhhh, o meu quartooooo!!!!
Quantos meses morando aqui e eu não aproveito???
Sempre na Internet, sempre sem ficar parada.
Tanto que para ficar parada no quarto eu trouxe tudo: caneta, agenda, livro e meu sono.
A Laura veio junto com o Kit e eu adorei!!
Ela está lendo "Poderosa 5" pela 232434343 vez.
Faz comentários que eu nem faço ideia do que ela fala rsrsrsrs
Ela me fala do seu diário, das coisas que escreve em seu blog e eu não sei se sinto orgulho dela me 'imitar' ou se sinto medo.
A gente não consegue acertar tudo na vida e os pais não sonham que seus filhos errem nada, nem mas mesmas coisas que erramos.
Eu sempre fico me perguntando se eu sou uma boa mãe.
Eu tenho medo, mas uma boa psicóloga diria que estou sendo egoísta pq se eu nao for uma boa mãe e der errado, a culpa é minha, mas se der errado mesmo eu cumprindo meu papel?? Nesse caso, os culpados não servem para nada, são mero coadjuvantes.
Eu quero q a nossa relação dê certo.
Eu quero estar do lado, secar lágrimas, sorrir com ela e ficar com raiva daquele garoto galinha q ela gostou e ele dispensou.
Tem sido tudo tão difícil.
Quando os filhos são pequenos todo mundo tem uma receita, uma regra, uma fórmula mágica. Mas os filhos crescem e ninguém divide mais nada. O que há?? Pq será?
Eu não gosto de proibir, eu gosto de proteger. Eu não quero dizer para a minha filha que ela não pode beijar, gostar. ficar.
Eu quero ensiná-la a respeitar seu tempo, a fazer o que é melhor para ela, mas é tudo tão difícil.
Eles sabem de tudo nessa idade. São independentes, não precisam de nada e nem ninguém.
Nossos papos são ultrapassados. E, por mais que eu tenha visto os anos passarem por mim, eu nunca parei para pensar em como seria ter filhos adolescentes.
Bem, eu tenho muitas perguntas, tantas qto a minha filha vai ter.
E tanto para mim, para ela, as respostas virão com o tempo.....
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Hahaha
O título é louco mesmo, eu sei.
Mas é a mais para verdade.
O meu Primeiro dia das Mães foi tão legal!
A Laura ainda era bebê, tinha dois meses apenas, ganhei presente do meu marido, chorei vendo um monte de comercial de mãe e lambi a minha cria o dia todo.
Foi uma grande mostra de que minha vida nunca mais seria a mesma.

Qdo engravidei do Artur, eu achei q nada iria mudar, talvez para pior.
Eu fiquei todos os meses da gravidez cismada, apreensiva, sempre pensando q a minha vida nunca mais seria a mesma. Eu sentia coisas ruins, eu não conseguia me entregar à maternidade.
E, se na gravidez da Laura eu bordei, fiz enfeites, arrumei o quartinho como eu podia, na do Artur, eu sequer bordei a letra "A" inteira.
A gravidez nunca foi maravilhosa pra mim, a verdade é q eu nunca gostei de estar grávida, as duas vezes foi um porre.
Tem a parte boa, claro q tem, mas a parte ruim me incomodava muito, mais do que qualquer outra mãe, ou talvez eu seja mais cara de pau de admitir isso, sei q para muitas mães e pessoas isso não soa bonito.

Eu era uma grávida q engravidou em depressão, que chorou a gravidez toda achando q o bb ia estragar a sua vida e que teria Depressão Pós-Parto. A verdade é que deve existir Depressão PRÉ- Parto, eu acho q tive rsrsrs.

Mesmo assim, com tantos medos, inexplicáveis, ao menos explicações 'terrenas', eu engravidei, eu era um feto de mãe tbm, eu era gestante de uma mãe tbm.
Assim, engravidei de meu filho, gestei ele e a mim, mesmo que de uma forma confusa e nada convencional.

O Artur nasceu, tem tudo sobre ele aqui no meu blog, tudo mesmo, melhor do que aqui, só entrando em mim mesma. Mas admito que esse blog é uma parte fora do meu corpo, é a minha alma fora do meu corpo.

Esse ano será o meu segundo primeiro dia das mães!!
Pq??
Pq simplesmente eu não sou mais aquela mãe, aquela q nasceu com a Laura, que nasceu com o Artur, nem aquela mãe do ano passado.
Hj eu sou outra pessoa, eu morri uma boa parte de mim qdo tentei me matar e morri a mãe que existia dentro de mim quando descobri q tinha um filho especial.
Ser mãe especial é ser mãe ao quadrado.
Não é desmerecendo outras mães, aliás, eu nem me considero tão especial assim, meu filho é tão saudável, tão feliz hj q eu não sinto deficiencia em nada na nossa vida.
Só invisto e insisto pq sei q um filho precisa do melhor, acredito e corro atrás do melhor, seja para mim, seja para as pessoas que eu amo.

Ser mãe especial é divino. É saber aproveitar tudo, ou até mesmo o nada que temos.
Se ontem eu ficava bravo com a sujeira que um filho fazia para comer, hj, eu rezo, oro, peço todos os dias para q meu filho tenha interesse de pegar numa colher e coloque ela na boca.
Se ontem eu me estressava com a voz da Laurinha falando, com os choros de birra e vontades de qualquer criança, hj, qdo vejo uma fazendo isso em qualquer lugar, eu choro junto, eu quero pegar no colo, eu quero atendê-la como se fosse meu filho. Ser mãe especial é ser mãe de todo mundo, é ser mãe de uma vida q nunca será sua realmente, é ser mãe da incerteza, mãe de possibilidades, mãe de talvez, até mesmo de um NUNCA. Ser mãe especial foi a melhor coisa que me aconteceu que aconteceu ao meu filho tbm, pq sei que se ele nasceu assim, é pque precisa aprender, precisa colher frutos e eu estarei aqui, do seu lado, segurando a cesta, erguendo ele qdo precisar, até q não tenha mais nada na árvore da vida.......


Feliz dia das mães para todas nós!!!
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Ainda dói


Ontem eu estava no ponto de ônibus indo para casa.
Chegou uma senhora com uma menininha muito fofa que havia acabado de sair da escola.
Ela estava de Maria-chiquinha, era serelepe e a avó só gritava:
- Ana!!! Pára, sai daí, vem aqui, olha o rato, olha, aí tem um rato!!!

E a tal da Aninha nem aí.

Sempre alegre e serelepe, pulando, brincando e conversando uma conversa enrolada que eu nem entendia nada.
Eis q a tal senhora veio conversar comigo.
Na conversa ela me contou q tem 11 cachorros em sua casa e que Ana Carolinha quando chega da escola, cumprimenta a todos, sem exceção.
Tbm tem um preá da índia e ela vai falar com o preá da índia, com os passarinhos da casa, meu Deus, pensei: - É uma casa ou uma reserva do Ibama??

A verdade é que toda hora ela reclamava da Ana Carolina e eu já estava era com vontade de levá-la para a minha casa.
E a senhorinha dizia: - Ela fala o dia todo, é uma tagarela.
E ela falava com Ana Carolina e Ana Carolina a compreendia e a obedecia, não entendi qual era o problema de Ana Carolina até agora.
Enquanto ela falava, eu pensava: - Deus! O dia em que meu filho disser algo, dando a entender que ele realmente entende o que está falando, será o dia mais feliz da minha vida.

Senti meus olhos se enxerem de lágrimas, como agora estão e fico afirmando para mim mesma que ser mãe de uma criança especial é divino, a gente aprende a amar tudo numa criança, a gente aprende a amar tudo o que eles podem e sonha com o que não podem.
E eu continuo a sonhar com o dia em que Artur vai me chamar de mamãe.
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Ser mãe da Ana Laura


É totalmente o inverso de tudo.
É totalmente organizado e bagunçado.
às vezes eu fico me perguntando se eu fiz tudo certo, se esperar tantos anos para ter outro filho foi uma boa opção.
Eu tenho q lidar com uma criança pequenina que exige cuidados diferentes, mas se formos analisar, é muito mais fácil.
A Laura está com 12 anos.
E os 12 anos dela são tão diferentes dos meus 12 anos.
Difícil, eu tenho passado boa parte do tempo me preocupando em como ser, em que tipo de mãe eu tenho q ser para ela.
Desde anteontem temos conversado.
Ela me disse q está apaixonada.
E ao q tudo indica é correspondido.
Disse q todos na escola comentam q são namorados, q ele gosta dela.
Ele pega na mão dela.
Eu contei para ela que fico imaginando o primeiro beijo dela, ela me contando e a gente abraçadinha juntas pulando de alegria.
Mas a verdade é que eu fico me perguntando se estou certa, se estou sendo permissiva demais.
Só q o q eu posso fazer?
Se o coração dela bate acelerado para alguém, acredito q seja pq ele está pronto para isso, o q eu farei, vou proibir o coração dela de bater??
Ser mãe da Ana Laura é muito bom.
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Ser mãe do Artur


Ser mãe do Artur é algo sublime. Mais que ser uma mãe qualquer é ser uma mãe que é bipolar, que tem alterações de humor e consegue ver isso em seu filho tbm. Que trabalha fora, que acorda cedo e dorme tarde por conta de seus próprios distúrbios e neuras. Estranho é ver um pouco de minhas neuras no meu filho.Estranho é ver q ele tem alterações de humor tão incríveis e inexplicáveis como as minhas. Desde terça-feira ele está assim. Irritadiço, estressado, choroso. Mas o choroso dele, o estressado dele é diferente demais. A verdade é que ele está andando pela casa, brincando, de repente, do nada ele começa a chorar, a gritar, fica inconsolável. Nada está bom.
Acho q é pq ele gosta de passear, gosta de andar pelo quintal e infelizmente tem qse uma semana q não dá pra fazer isso. É engraçado como uma mãe pode sentir um filho. Ele não fala, ele não aponta, ele apenas chora e parece que eu sou capaz de sentir tudo o q ele sente. A verdade é essa, eu sinto mesmo. Cansei de colocar ele sobre a minha barriga cheio de cólicas e acabava sentindo as cólicas tbm. Muitas vezes a gente dormia comigo rezando para que as dores dele viessem para mim e meu filho pudesse dormir tranquilo como um anjo iluminado q é o q todos os nossos filhos são e quando eu acordava, dava graças a Deus de ver seu soninho e sentia a dor com prazer. O q será isso, não?? Ser mãe é divino, é sublime e ser mãe do Artur é aprender todos os dias q se pode fazer até o impossível.
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Um sim e dois nãos!!


E assim tem sido os dias.
Desde sexta-feira, para cada um sim que me dão, eu recebo pelo menos dois nãos.
Isso é uma merda, desculpe o desabafo!!!

O pior é que eu tenho sofrido muito com isso, tem sido muito triste
ver o mundo com outros olhos, com olhos q eu nunca pensei ter.

Um mundo q na verdade eu sempre vivi.
E, olhar para ele hj me dá vergonha.

Como eu pude viver num mundo até hj onde não cabem os autistas??
Como eu nunca me perguntei pq eu nunca conheci um??

Talvez pq eles não tenham direito a um lugar ao sol.
Talvez pq só os autistas, parentes de autistas devam conviver com eles.

Talvez pq o mundo é feito de pessoas cretinas, desgraçadas de filhas da puta,
que não reconhecem q qualquer pessoa com qualquer deficiência, merecem viver nesse mesmo mundo.


Depois eu volto, muito puta da vida com o mundo hj.
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15 de março de 2010


As lágrimas estão sempre aqui e eu nunca consigo um momento de me permitir chorar.
Não consegui ainda deitar no chão, chorar, espernear, berrar, gritar e até mesmo blasfemar, contra tudo e todos.
Eu achei q tinha conseguido "MATAR" a mãe do Artur, aquele Artur e aquela mãe que nasceu com a gravidez. Aquela mãe normal, de um filho normal.
Q ia apenas amamentar, acarinhar, ficar sem dormir, sem comer e ser totalmente abduzida pelo mundo materno. E q lindos são os ETzinhos desse mundo, não?
A mãe do Artur não morreu ainda. Talvez esteja em fase terminal, mas ela ainda está aqui, chora, estica os braços, pede para q a belisquem e chora dormindo pedindo a Deus para q tudo não passe de um sonho.

Talvez quem ler isso me ache ingrata, sinceramente eu ainda não desabei meu choro por pensar nas mães com filhos em hospitais, com câncer terminal, doenças q os fazem sofrer, sim, eu devo mesmo ser ingrata.
Meu filho é lindo, maravilhoso, tem uma saúde invejável. Está prestes a fazer 2 anos [18 de março] e só ficou gripado 3 vezes, nada mais.
Ele sorri, aparementente não sente dores, não sofre, mas ainda assim, eu sofro.
Sofro pq ele não é "normal", sofro pq eu descobri q por mais q eu seja umas das pessoas mais despojadas de preconceito q eu conheça, q eu ainda assim tenha preconceito e medo dele.
Q eu ainda queria viver de convenções e de ainda querer q todos olhassem para meu filho e pensassem: Q lindo, q esperto, como se desenvolve.
Ao contrário de como farão: Ele é autista! Coitado!!!


Sei tbm q essa visão depende demais da minha.
Eu sinceramente não penso assim do meu filho, mas eu temo o mundo, pois é nele q Artur irá viver e não em mim, não em torno da minha visão.
Vontade de aninhá-lo debaixo da minha asinha e não deixá-lo sair. De pedir a Deus para q me ensine tudo e q eu possa ensiná-lo sem precisar de ninguém. Precisar de pessoas q não precisam.

Talvez eu esteja sendo vaidosa, orgulhosa, mas pra mim eu só estou com medo.

A médica confirmou o autismo. Sim, temos um autista em casa. Somos uma família especial oficialmente.
Além do autismo a médica foi bem clara qto à hipótese de uma hipotonia, quer dizer, ele tem essa hipotonia muscular, mas ela quer saber se não se trata de uma distrofia muscular.
A verdade é q eu nem sei bem como é, mas eu sei q depois disso, senti muitas coisas se juntarem.

É por essa hipotonia q Artur sentou-se direito com 8 meses, engatinhou com 1 ano e andou com 1 ano e 9 meses.
É por essa hipotonia q Artur vive meio q cambaleando para andar, não coloca as pontas dos dedos no chão, vive caindo, não sobre escadas, não levanta as pernas, não consegue pular tbm.
Eu nunca, nunca imaginei q ele pudesse ter algum problema motor, muscular, sei lá.
Para mim, era apenas um atraso, mas não é.

Ai meu Deus, q dor eu senti, tenho sentido.
Quantas dúvidas me assolam e não encontro respostas.
Quanto medo de meu filho regredir mesmo a médica dizendo q o fato dele andar é um grande progresso.
Quanta angústia tem me perseguido desde então.

Não sei o que fazer, sinto-me perdida, quer dizer, não sei como fazer para conseguir o que é preciso.
Preciso de forças, forças para lutar, pois conseguir ajudar meu filho, precisarei de muitas.
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Definitivamente a cada dia que passa, a cada médico, a cada exame a cada tudo fica evidente que o Artur realmente tem alguma deficiência e que essa deficiência é imensamente parecida com o autismo. Estamos no 6º pediatra. Eu já nem confio mais, fico sempre com o pé atrás e mesmo esse novo tendo sido maravilhoso, carinhoso e atencioso, eu fiquei com medo e um pé atrás, sem motivo algum específico, diga-se de passagem. Talvez seja pelo fato dele ter dito que Artur era um autista. Mãe é besta mesmo, achei de uma tremenda petulância da parte dele. Legal deixar isso registrado aqui, quem sabe mais para frente ele mesmo leia isso e eu confirme o quanto eu sou uma idiota. Levei o menino ao médico, descrevo como ele é, falo q desconfio q meu filho pode ser autista e qdo o médico confirma, eu simplesmente me magoo. Quem entende as mulheres e as mães?? Nem eu sei. Eu chorei muito nesse dia qdo cheguei no trabalho, Uma tristeza, não sei explicar, mas acho q expliquei na hora, senti uma necessidade imensa de escrever na hora, mas não tinha uma porra de um computador na hora para fazer isso e na mão é demorado, sei lá, não flui as ideias. Já pensei em criar um blog sobre isso, mas não dá, não quero, eu quero esse. Não quero informar mãe nenhuma sobre os sintomas do autismo, nada contra quem faz, mas eu quero descrever cada minuto, cada medo, cada dor, cada raiva, cada luta q é se mãe de uma criança que PODE ter autismo [meu, eu sei q ele tem, não me contrarie, me chame de doida o quanto quiser]. Eu sei q desde essa consulta, minha cabeça deu um nó sem tamanho. Eu penso o dia todo em como vai ser, em o que eu vou fazer, em como lutar pelo meu filho e continuo perdida, achando q tudo está indo devagar demais, que não está dando nada certo e q não posso demorar com esse diagnóstico q não virá antes dos 3 anos.
Meu, quer saber, hj eu quero q tudo se dane, estou triste, chateada, com vontade de chorar por conta da cilada da vida q caí, por raiva de mim mesma por ser estúpida, raiva de outras pessoas tbm e raiva de estar triste, por não estar encontrando a resignação necessária para seguir meu caminho.

O que eu faço com o meu filho agoraaaaaaaaa??????????????????????
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