Adolescendo de novo!!


Gente, eu sei q eu falo bem pouco aqui da minha pequenina que nem é mais pequenina, mas hj é niver dela e ela precisa sim de uma bela homenagem.
Minha filha hj completa 13 anos de doçura, misturada com uma personalidade forte e um coração imenso, não tem como e nem se deve ignorar.

Tudo passou tão rápido e as lembranças de quando ela chegou ainda são fortes.
Desde o dia em q decidimos, o Ro e eu, termos nosso filho, até o dia de hj, tudo com ela foi perfeito.

Eu SEMPRE sonhei em ser mãe. Algumas vezes foi uma vontade cega que não convém entrar em detalhes, mas eu sempre sonhei.
O Ro sonhava em ter uma família, assim como eu tbm e com 21 anos me vi grávida.
Não foi uma decisão fácil de bancar, só pensamos na parte boa da coisa, ter um bb para cuidar, que se parecesse com a gente e tal. Só a vontade mesmo, mais nada.
Tivemos a ajuda de muita gente e graças a Deus, nossa pequena veio ao mundo com tudo o q merecia: status de princesa.
Tive uma gravidez perfeita, engordei pouco, era magrinha e grávida de 9 meses pesava apenas 60kg.
39 semanas e 5 dias de gestação, parto normal e uma meninona vermelhinha, pesando 'tão somente' 3.600kg e com 46 cm.
 Cabeluta, bochechuda, do jeito q eu nunca, por ser muito magrela, esperei q minha filha fosse.
Menina saudável, fofa, chorona, mas linda.

Confesso q eu tinha um jeito diferente de ser mãe. Afinal, qdo ela nasceu eu tinha praticamente 22 anos, nenhuma formação e uma filha para ajudar a manter, então, qdo ela tinha 26 dias eu já estava trabalhando, apenas finais de semana, mas ia. Era importante.
Ainda assim, eu consegui amamentar, não exclusivamente, mas minha pequena mamou até 8 meses e cresceu bem.
Ela sempre foi uma fofa, meiga, menina mesmo e eu aquela mãe babona, q poe roupinha rosa, lacinho e tantas outras coisas q hj jamais usaria hahaha.
Desde pequenina a gente a acostumou com livros. Ela ia dormir na casa da minha mãe e minha mãe dava revistas para ela "ler" antes de dormir.
Com 4 anos ela teve seu primeiro dia de aula. Eu estava nervosíssima, fui buscá-la, cheia de saudades e euforia, perguntei como foi o seu primeiro dia de aula e ela, na espontaneidade dos seus 4 anos me respondeu:
— Não quero falar sobre isso!!
E mesmo perguntando para a professora como foi, fiquei preocuada (coisa de mãe boba mesmo).
O q eu não imaginava era q a Laura sempre seria assim: uma menina fechada.
A gente a criou meio q com coisas de exército: Vá lá. Não faça isso, não faça aquilo!! Vou contar até três para vc fazer!! Eu não a deixava se sujar, ela só era feliz assim na casa da minha mãe e às vezes fico triste por ter sido assim, mas convenhamos, eu tinha q trabalhar muito, tinha pouco tempo para me dedicar a ela como gostaria e qdo podia, estava cansada, tinha mil coisas para resolver, sei lá, frustrante pensar nisso.
Minha pequena foi crescendo velozmente, sempre muito inteligente, muito educada.
Com 6 anos fui surpreendida pela seguinte pergunta:
— Mãe, o q é dinâmica?
E eu respondi como podia, eu não tinha o Dr. Google disponível, então eu disse q era algo inovador, rápido e simples ao mesmo tempo.
Então, dias depois, ao receber um elogio da avó ela simplesmente diz:
— É que eu sou muito DINÂMICA, vovó!!
E eu fui descobrindo q ela era ávida de respostas pq ela queria não somente saber, mas colocar em prática tudo o q ela aprendia.
E assim foi, todos os lugares que ela ia, as pessoas brincavam q ela não era uma criança e sim um anão disfarçado.
Minha filha acabou perdendo um pouco de sua infância pq não teve crianças para brincar. Cresceu no meio de adultos, então, tinha q saber coisas para conversar com adultos e era assim mesmo. 
Falava de política, religião, futebol, claro q no entendimento de uma criança, mas a sabidinha sempre procurava conteúdo.
Eu dizia: — Ana Laura, vá dormir, é tarde!!
E ela me dizia:  — Não mãe, vou assistir ao Programa do Jô!!
Lembro-me dela estar comigo no carro do trabalho e ao passarmos por algumas árvores ela gritar:
— Olha, uma bromélia!! — e sair proferindo todas as informações q ela tinha sobre a tal planta e o motorista do carro sequer sabia o q era uma bromélia. Pano pra manga pra ela falar ainda mais tudo o q sabia.
E sempre foi e é assim.
Mas aquela menina dos cachinhos loirinhos e pele dourada foi crescendo.


E dando lugar a uma mocinha, linda e tão inteligente qto o 'meu bb", aliás, eu a chamo assim ainda hj rsrsrs
Seu corpo fui mudando, ela passou a se isolar mais da gente e ainda hj eu me pergunto se é normal da adolescencia ou ñ.
Sabe, não tem como ver uma menina crescer, adolescer em sua casa e não se lembrar de como foi adolescer para mim.
Eu ficava sempre trancada no meu quarto, lendo, escrevendo, pensando em como queria q fosse a minha vida qdo 'eu crescesse' e é nisso q eu me baseio qdo tenho vontade de arrancá-la do dela.
Ah, lembra das leituras de revistas antes de dormir na casa da vovó?
Pois é, a Laura nunca mais deixou de "ler" e quando aprendeu a ler de verdade, tudo ficou mais divino.
Com 8 anos, lia livros com 300 a 400 páginas, com 10 anos, livros de 500 págs e hj ama ler mais do que qualquer outra coisa.
Criei uma moça linda, inteligente, educada e com um coração enorme, tão enorme, tão especial que ao saber q tinha um irmão especial, sem esforço algum fez com q  isso não mudasse em nada o tratamento q ela já tinha com ele.
Eu engravidei novamente uns 70% de tanto ela pedir um irmão. Ela insistiu nisso por 4 anos até q cedemos e desde que Artur nasceu ela se revelou uma irmã perfeita, uma filha perfeita.
Claro q ela sente q a criação dela e o Artur são diferentes, claro q ela sofre com isso, mas o jeito q ela age, a maneira como ela vive demonstram q ela tbm compreende os motivos.
Agora, tenho uma adolescente em casa, espero q ela possa aproveitar muito essa nova fase de sua vida. No q depender de mim, ela será muito feliz.
Mas admito q só de pensar q logo ela estará agarrada num travesseiro, comendo uma caixa de bombom e chorando por causa de uma desilusão amorosa enche meus olhos de lágrimas.
Mas eu aceito isso, minha função é deixar meus filhos crescerem, serem independentes e felizes assim e q Deus nos ajude nisso.
Ver minha filha adolescer, é adolescer novamente, é uma lição de vida pq eu vou entender ainda mais o q eu sentia e o q a minha mãe sentia ao me ver crescer.
Espero q eu seja uma boa mãe e q minha filha não precise sofrer tanto na sua adolescencia como eu sofri para crescer, q ela seja apenas feliz, a seu modo, do jeito que tem q ser....

Beijos!!




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Fim de férias!!!


Este foi o último final de semana de minhas férias e não poderia ser mais perfeito.
Passeamos bastante, o Artur demonstrou de diversas maneiras o quanto foi bom permanecer totalmente dedicada a ele sem estar cansada, estressada com os problemas do trabalho ou a carga horária exagerada.
Vi meu rei falar 'papaiiii', 'mamaiii' e algumas outras coisas.
Tudo bem q não foi na hora certa, q ele não chama qdo pedimos, mas ver meu filho falar, mesmo q fosse um palavrão horrível, sempre foi nosso sonho e, de repente ele ensaiar um papai e mamãe foi a concretização desse sonho perfeito.
Arrisco a dizer q foi a melhor férias da minha vida.
Não viajei, não fiz nada de relevante q uma pessoa de férias faz, apenas fui mãe, mulher, esposa, filha e eu mesma. Sem culpa, sem compromissos, apenas fui FELIZ.
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Presente, pra mim??


Genteeeeeeeeeeeee!!!
Meu rei fez 3 aninhos, mas quem ganhou o presente foi eu.
Desde julho de 2009 estava complicadíssimo de se pedir um sorriso para o Artur.
A gente brincava, pedia e não rolava.
Tirar fotos desse sorriso tornou-se uma luta diária e para cada sorriso q eu tenho meu orkut, pode ter certeza de que eu tirei pelo menos 10 fotos para conseguir.
Mas hj, dia 20 de março de 2011, 1 ano e 9 meses depois, Artur e Deus me presentearam com esse sorriso.
Ele tbm está ficando safadinho.
Está descobrindo a diferença entre o carinho e bater.
Qdo resolve dar tapas no rosto de alguém, leva bronca, é chamado a atenção, então, ele resolve encher a pessoa de beijos, bater palmas, fazer qualquer gracinha para cessar a bronca.

Ai ai, agora é parar de babar e educar meu pequeno q está cada dia mais safadinho e lindo.

Obrigada meu Deus, obrigada Artur.
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Os 3 anos do meu Rei


Dia 18 de março faz 3 anos que meu reizinho nasceu.
Hj eu não sei o q certo o q dizer, o q pensar, apenas q eu achava que era uma dor superada, q eu estava no caminho certo, mas agora, olhando para o aniversário dele se aproximando, eu vejo q estou perdida.
Não planejei nenhuma festinha, não me organizei financeiramente para isso e hj penso q pode ter sido uma fuga. Fiquei pensando: mas ele não pode comer o que tem nas festas, não tenho quem chamar, não tenho dinheiro.

Sinceramente, hj acho tudo isso deprimente.
Eu sou a MÃE dele, eu sou a primeira pessoa que tem q lutar para inserí-lo no mundo, no nosso mundo, sou eu quem tem q convidá-lo a participar do nosso mundo e eu falhei.

Às vezes, quando vemos uma mãe especial, a gente a santifica, a gente tem o hábito de olhá-la e ver uma luz em sua volta, de achar q elas são tão iluminadas qto os nossos anjinhos, mas não é verdade. Admito q eu mesma fazia isso antes de descobrir q fazia parte do mundo especial.


Mas é um equívoco, as mães especiais são humanas, elas sofrem, elas por mais q seu filho tenham 50 anos, elas sofrem, elas falham.
E é nisso q estou tentando me apegar, eu quero aprender, eu quero ser melhor.
Nunca serei uma mãe perfeita, mas eu quero ser a mãe q o Artur precisa.

3 anos de vida do meu Rei e ele cresceu tanto, se desenvolveu tanto.
E penso que daqui para frente será ainda mais.
Sinto-me feliz por ele, por mim, por minha vida, por minha família.

Por enquanto, vou tentando me perdoar, me refazer dessa desilusão comigo mesma, tentando aceitar minhas imperfeições pedindo desculpas ao mundo por ter dito que eu seria um exemplo de inclusão, mas que falhei.

Apesar da minha desilusão comigo mesma, deixo a minha homenagem ao meu filho, a todas as crianças que tem a mesma dificuldade que ele.
Não usarei a palavra LIMITAÇÃO pq para um autista, não existe limites, usarei a palavra DIFICULDADE.

E aonde quer que eu vá, minha luta vai comigo.
Esse laço, para quem não sabe, é o Símbolo da Conscientização do Autismo. Eu tatuei ele no meu pulso, um lugar bem visível para que todo mundo veja e todo mundo saiba da nossa luta que é em prol de Desmistificar e Divulgar o Autismo e sua luta.
Talvez eu não saiba fazer as coisas da forma q tudo mundo faz, mas eu tbm tenho o meu e jeito de fazer, a minha forma de lutar.
Claro que eu quero mudar, claro que eu quero crescer, mas no momento é o q eu podia fazer e fiz, faço e farei.

E q Deus e meus filhos me deem força.

Desculpem a tristeza de hj, tenho um filho lindo correndo pela casa, sorridente e beijoqueiro, mas às vezes eu falho e fico triste tbm.

Parabéns filhão, daqui dois dias eu volto, mais alegre e feliz para lhe parabenizar.

Beijos a todos.
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As férias da mamãe


Não existe coisa melhor do que tirar férias.
A coisa pior é passar as férias pensando que elas vão  terminar.
Estou em casa há 11 dias só curtindo e lambendo as crias, mais nada.
Estou muito feliz com isso, ontem e hj nem mandei Artur pra creche, não tenho coragem, mas na semana q vem, ele tem que ir.
Esses últimos dez dias foram tão produtivos para nós.
Artur aprendeu a jogar futebol, ele dá chutes, tapas e até cabeçadas na bola e por enquanto tem sido a realização da minha vida.
Um outra coisa q tem me deixado intrigada é a paixão q ele tem pelos livros, pelas letras em específico. Ele ama revistas, livros, jornais, tudo o q tem letras. Na TV, pode passar qualquer propaganda, mas é só passar um q tem letras que ele sai correndo eufórico pra ver. Eu sempre investi na leitura com a Laura, tanto q hj ela lê livros com 500 páginas e de repente ter um filho com espectro autista apaixonado por letras, é gratificante demais.
Eu passo o dia inteiro olhando para meu filho, para minha filha e sentindo o amor q isso dá. Tudo tão diferente do dia a dia onde eu estou sempre cansada, preocupada com o tempo e hj, o único tempo q me preocupa são os dias em q ainda tenho pra viver tudo isso.
Artur tbm está muito feliz com minha presença. Está o tempo todo perto, o tempo todo beijando, abraçando, querendo sentir o meu corpo.
É impressionante o quanto ele precisa de contato físico.
Chega a ser contraditório dizer que autistas não gostam de contato físico, pq, sim, eles gostam, mas somente quando eles querem, com quem eles querem.
Estou apaixonada, vidrada, encantada pelos meus filhos, não consigo parar de pensar neles um segundo sequer e tem sido maravilhoso.
Queria q esse tempo nunca terminasse, queria q nunca chegasse ao fim.
Queria aproveitar meus filhos assim o resto da minha vida.
Mas ainda não é possível!!

Beijos a todos.
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