A verdadeira arte do desprendimento.


Depois de tantos dias eu consegui vir aqui de novo.
Não tem sido fácil, são tantas emoções para enfrentar e conciliá-las com a falta de tempo e é claro q meu blog ficou por último.
O meu curso tem sido ótimo, mas doido tbm, é uma correria frenética para não enlouquecer com tanta informação.

Arturzinho tem ido á creche normalmente.
Meu Deus, como eu chorei, como eu sofri, cada vez q eu dei as costas para ele e fui embora, ouvindo seu choro, q diante de tantos outros ainda conseguia ser percebido pelo meu ouvido.
Mas essa semana não. Ele não chora mais, a tia o chama e ele vai e eu? Eu fico, tentando disfarçar um ciúme q tem aparecido em mim como uma má impressão, uma sensação de que ela não gosta de meu filho.
Eu não sei explicar o motivo dessa impressão, mas das três tias q eu vi, somente ela deu-me essa impressão. Eu tenho feito de tudo para parecer q é apenas ciúme, talvez para ver se passa e espero q passe.

Tivemos uma consulta médica com a nova pediatra semana passada e ela chamou a minha atenção. Disse q eu tenho atrapalhando o desenvolvimento do Artur quando faço tudo o q ele quer, quando cedo aos choros dele e depois disso, além de sair com um encaminhamento para uma fisioterapia motora, eu tive q repensar todo o meu conceito sobre a maternidade.
E acabei vendo q a médica tinha razão e q eu não estava sendo paciente com meu filho, não nesse sentindo, mas no sentido de fazer de tudo para evitar suas frustrações e isso nem sempre é saudável.

Agora estou aqui. Com um filho desmamado, com um filho praticamente independente [que exagero rs rs] e procurando outra serventia para a minha maternidade [exagero nº2 rs rs]. Mas é assim, dando vazão aos meus primeiros sentimentos, que eu me sinto.

Agora é esperar os dias, me preparar para outras fases, pois sei q muitas estão por vir.

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Ser uma mãe independente.


Desde q eu "sumi" daqui, nossas vidas mudaram muito.
Hj, a mamãe estuda WebDesigner e como o curso é à tarde, a mamãe teve que colocar o Artuzinho na creche. A Laura continua estudando e à tarde ficará com seu tio quando o papai estiver no trabalho.
Eu não trabalho mais, estou afastada e assim permanecerei sem tempo determinado.
Esse último acontecimento foi um dos mais importantes para nós. No começo eu sofri muito, não foi uma decisão minha, nem da minha médica, decidiram por nós, mas hj agradeço a Deus por Ele ter decido isso por mim, mesmo q por mãos inescrupulosas.
Às vezes as pessoas nos fazem mal e não sabem o tamanho do bem q isso gera. Foi isso o q me aconteceu, q aconteceu em minha família.
Bem, deixar o Arturzinho na creche não foi uma coisa muito bem quista por mim, mas eu realmente precisei, pois eu preciso de uma perspectiva nova de vida, preciso ter meu peito cheio de esperanças para manter-me bem e com isso, cuidar da minha família com o primor de sempre.

Hj foi o primeiro dia depois do recesso das aulas q o Artur foi para a creche.
Gente, o q foi aquilo. Foi a primeira vez em nossas duas vidinhas q eu vi meu filho chorando e dei as costas para ele.
Essa é a dor q mais me consome, a dor q consome tantas mães nesse dia.
Enquanto Artur dá um grande passo para sua vida, para seu desenvolvimento, para sua independência, eu dou um grande passo para a minha.
Se um filho não pode crescer dependente de sua mãe, uma mãe pode crescer dependente de um filho???
Não sei, ao meu ver, não existe o crescimento de uma mãe sem a independência e vice-versa.
Foi e está doloroso deixá-lo lá. Sabe q ele vai chorar e não receberá o mesmo carinho q eu dou.
Vou busa-lo loogo, hj ele ficará só metade do dia, mas para mim tem sido uma eternidade e choro mais ainda qdo penso e tenho a certeza de que está sendo mais longo do q ele.
Artur é um bb sensível, ele se magoa fácil e qdo se magoa com alguém ele não quer muito papo com a pessoa. Mas hj, acho q quando ele me vir, esquecerá toda a sua mágoa e voltaremos a ser feliz.

Qdo eu falo sobre independência de mãe, tenho q voltar ao desmame.

Ao nascer, nós mães, por mais feliz q estejamos, por mais jeito q temos, necessitamos de uma dependência com relação ao bb para mantermos-nos fortes e conseguirmos ter forças para prosseguir na amamentação.

Lembro-me até hj das informações q eu recebi, das noites q passei na internet lendo, me informando, enquanto fazia crescer o vinculo entre nós dois.

Foi um romance, uma história de amor onde nós apenas vivemos, passamos e enfrentamos sozinhos, sem a interferência de ninguém, sem medo, sem limites.

Aprendi a compreender cada lágrima, cada sorriso, cada olhar, não importava a hora, sempre estávamos juntos, grudadinhos, pq é assim q o Artur sabia viver e foi assim q eu me adaptei à vida dele.
Deixei todos os meus conceitos, preconceitos, medos e todos os palpites de lado, para viver uma história de amor. E assim vivi, vivemos os melhores momentos de nossas vidas.

Senti-me plena como mãe, ser mãe do Artur, deixou-me mais sensível, mais terna e com isso, o meu relacionamento com a Laura tbm ficou pleno, apaixonado e dependente.

Um dia, chegou a hora em que toda essa história de amor precisava de um novo capítulo, onde a amamentação não mais cabia nele.

Mas esse capítulo eu conto mais tarde pq, finalmente a hora passou e é hora de ir buscar meu anjo na creche.
Estamos em adaptação e hj ele sai cedo.
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O primeiro passo


Poxa vida, tem tanto tempo q não venho aqui.
A parte boa disso tudo é q minha ausência se deve em grande parte por eu estar cuidando de minha saúde e a outra por estar exercendo maravilhosamente a maternidade.
O tempo passa, para uns demora muito, outros nem tanto, pra mim, eu nem vi passar.
É isso q eu penso quando olho para o Artur com seus 1 ano e 5 meses de idade.
Ele ainda não anda. Faz mil e uma peripécias, obras de arte, mas ainda não se sente seguro para caminhar.
Uns acham tarde, outros como eu nem percebem. Mas aqui o q a gente mais tem é tempo, principalmente Artur e eu rs rs
Dias atrás, mais precisamente dia 15 de madrugada, sim, de madrugada, Artur estava brincando com a gente no quarto qdo acho q aquele momento seria propício para soltar as mãos e dar seu primeiro passo.
Eu senti meu coração se encher de ar, mas não consegui soltar, o coração disparou e naquele momento parecia q suas pernas estavam totalmente conectadas em meus olhos e eu segui cada movimento dele como se fosse meu.
Tudo durou um segundo eu acho, mas em mim ficou eternizado e eu sei q nunca irei me esquecer assim como numa me esqueci da primeira vez q vi a Laura andar.
Tudo foi um sonho.
A Laura tbm andou "tarde". Eu prefiro pensar q ela andou na hora certa, assim como o Artur tbm andará.
Eu fico impressionada com a minha calma.
Algumas vezes nem parece sou, algumas atitudes minhas poderiam receber o nome de instinto, mas, ao mesmo tempo são bem mais sublimes q isso.
Eu não o pressiono, eu respeito seu tempo, seu espaço e só faço questão de mostrar a ele q sempre estou ao seu lado.

Recompensa??
Tem, tem sim!!
A cada nova descoberta, a cada dificuldade, a cada choro, vejo ele vindo em minha direção, pedindo ajudo e mostrando com sinais tudo o que ele quer de mim ou da vida.
É totalmente compensador e maravilhoso ver q alguém confia em vc tanto assim e ao meu ver é a melhor forma q um bb pode demonstrar seu amor pela mãe.
Infelizmente muitas não percebem isso.

Artur sempre foi um bb de altas necessidades.
Ainda não dorme sem o contato físico, mas até ontem não dormia sem mamar no peito da mamãe e hj já dorme, sendo assim, longe tbm não precisará desse contato e será independente.

Hj eu vejo o quanto é importante eu passar cada momento com ele, cada fase para trabalhar os meus sentimentos tbm e cultivar não só a dele, mas a minha independência tbm.
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Os primeiros passos.


Eis q hj, de madrugada Arturzinho deu seus primeiros passos.
Nos seus 17 meses de idade, somente agora q ele sentiu-se seguro para soltar as mãos de onde segurava e dar UM, somente um passo para a felicidade coletiva da casa.

Os dias de maternidade aqui são sempre de amor, de carinho, de aconchego e paz.
Quer dizer, aquela paz de dormir ás duas da manhã com um bb q entrou embaixo da cama, atrás da mesa do pc, descascou e pisou uma banana, jogou tudo o q tinha na fruteira no chão, engatinhou, caiu, chorou, sorriu e sujou muitas e muitas fraldas.
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