Um adendo do post anterior


E para quem disse q deixar um filho na creche e ir trabalhar era fácil, digo q é mais difícil deixar o filho na creche e ficar em casa.
De tão mal q eu estou da gripe, ontem e hj não fui trabalhar. Tô mal de verdade.
Só não estou deitada pq meu corpo tá doendo demais na cama e sentada tá doendo menos.
Então ontem Artur era a única pessoa da casa q estava bem. Resolvemos q seria mais saudável para ele ir para a creche. Mas enquanto eu ardia em febre na cama, em alguns momentos pensava no Artur. Sentia a ausência da voz dele pela casa.
Do barulho dele jogando tudo pelo chão e das broncas q ele leva para descer dos móveis q escala. Ausência dos Backyardingans na TV e dos gritinhos de alegria dele.
Senti muito aperto no coração e uma mãe bem má, ao estar em casa e tê-lo mandado para lá.
Sei q é besteira, Mas se uma mãe tem o costume de querer proteger o filho, qdo ele é deficiente, não sei nem em qual potência eu teria q elevar a minha para explicar para vcs.
Já pensei até em procurar terapia para melhorar essa minha dependência de querer ele por perto o tempo todo.
Para acentuar toda a minha culpa descabida e absurda, Artur chegou da creche com febre, a tia disse q ele não se alimentou bem e ele tbm tinha os olhos vermelhos e com secreção. Logo suspeitei de conjuntivite. OWWWWWWWW raiva q deu.
É muito difícil mandar um filho pra creche achando q não é necessário.
Semana passada ligaram no meu celular:
- É a mãe do Artur?
- Sim.
- Artur tá chorando há um bom tempo, está inconsolável. Não quis almoçar tbm. Não sabemos mais o q fazer.
- O q me sugerem?
- Vc pode vir buscá-lo?
- Ok! Papai está indo!

 Agora pensem comigo?
Se eu precisasse q Artur ficasse na creche, o q eu diria a meu chefe??
-Olha chefe, ligaram da creche dizendo q meu filho só chora, preciso ir buscá-lo, tudo bem?
- Ele está doente? Vai trazer atestado?
O q eu respondo??

Só queria q a sensação de 'mandei meu filho pra creche só para ficar doente' se fosse para sempre e eu pudesse colher somente os bons frutos disso tudo.
Fase amarga e duradoura essa, viu!!
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A mãe que trabalha fora


(Tô numa gripe, uma mal estar q mal consigo ficar sentada aqui.)




Não desmereço as mães que não trabalham, que ficam em casa apenas cuidando da casa e dos filhos, aliás, atualmente eu as invejo rsrsrs
Mas eu tenho duas amiguinhas bem especiais e estão prestes a deixar a licença maternidade (Anninha e Soraia) e encarar a vida real, o trabalho, a família e agora o filho.
Hj eu vejo q deixar um filho numa creche, numa escolinha, com babá seja como a amamentação: muito mais dolorido para a mãe do que para a criança.

Eu levei qse 10 anos para engravidar de novo, pq eu era contra deixar filhos na creche, não gostava, não confiava, morria de medo [ironias à parte, hj eu sou obrigada por outras maneiras a deixá-lo lá].
Mas voltando, eu não queria outro filho, do nada decidir tê-lo. Olhei para a minha vida e ela tava à beira de um caos, minha vida profissional, apesar de qse extinta, tinha a estabilidade que uma mãe precisa ter e qdo engravidei, tinha licenças significativas disponíveis para ficar com meu filho até q ele completasse qse nove meses.
Foi maravilhoso, em termos, não sou hipócrita. Amamentar exclusivamente, acompanhar tudo, ter um high need Baby em casa.
Até q chegou o grande dia. Quer dizer, a mãe não deixa para pensar nisso no dia, mentira, né?
A mãe fica sofrendo uns dois meses antes, pensando no que fazer, em como fazer, se o bb vai ficar bem.
Então, eu tinha q dar mamadeira para o Artur. Não queria não, mas quem ficaria com o Artur seria o pai, não sei se ele conseguiria dar leite na colherzinha para ele e muito menos se eu conseguiria ter disposição para tirar o leite e deixar para ele.
Encarei a minha realidade e comprei uma lata de NAN.
Foram duas semanas tentando e nada. Artur não aceitava a mamadeira, eu ia dando na colherzinha.
Só q eu não queria na colherzinha, temia q desse tudo errado.
E um dia, numas idas e vindas na internet, encontrei meu melhor amigo: O copo de transição e assim formamos um triângulo amoroso perfeito: Artur, o copo e eu.
Planejamos tudo para q Artur não precisasse ficar com ninguém além de mim e do pai. Organizamos nossa escala de trabalho e eu trabalhava um dia sim, outro não e o Ro no mesmo esquema à noite. Assim, não teríamos problemas.
Só q meu trabalho durava 12 horas, eu não estava afim do desmame.
Não foi fácil, colocar aquela farda q eu detesto, mas q paga as minhas contas, aturar pessoas q eu não gosto, um trabalho triste, estressante e sentir o peito cheio de leite.
Na hora do almoço, eu corria pra casa, tirava a camisa e enchiaaaaa Artur do meu leitinho.
Mas tinha o papai em casa com ele, né?
Como foi isso??
Ah, eu deixava uma listinha da rotina dele na geladeira, a papinha pronta, as roupinhas no jeito e apesar de tantas trapalhadas, deu tudo certo sempre.
Não canso de falar na perfeição que o Ro exerce a paternidade. Mesmo eu sendo exigente ao extremo com ele, ele tá sempre procurando melhorar e com a 'prática' ambos se deram muito bem sozinhos em casa.
Artur já estava de barriguinha cheia qdo eu chegava, mamava gostoso nos 'peitones' da mamãe e dormia gostoso.
Acho q era a pior hora de ir. Tirar meu pequeno do meu peito, vestir a roupa e voltar ao trabalho.
No trabalho, todo bebezinho que eu via, eu chorava querendo o meu.
Não perdia um sorriso e me lembrava a todo momento do meu pequeno, da sua alergia e sentia um aperto no peito por dois motivos: um deles era a tristeza e o outro era pq o peito estava sempre cheio de leite rsrs.
Acho que o pior dia foi quando eu fui levar dois bebes recém nascidos para o abrigo. As mães sequer quiseram olhar para o rostinho dos filhos e eu só chorava.
Uma criança mais linda q a outra, com um futuro incerto, uma tragetória de dificuldades imensa pela frente.
Crescer sem saber se vai ter uma mãe que o ame, q se preocupou em amamentá-lo exclusivamente, que vai pegá-lo no colo qdo ele chorar e fazer Remoção Gentil à noite.
Chorei muito, sofri muito esse dia, queria fazer algo, dar algo para eles que eles nunca tiveram ou teriam, e, contrariando tudo e todos, regras e normas, amamentei os anjinhos no caminho. Bem escondinho. Acho q eles mereciam aquele amor q eu sentia naquele momento.
E foi assim, a cada dia de trabalho que eu fui vendo o meu lado MÃE falar mais alto.
A cada febre inesperada, a cada choro mais intenso, meu coração doía, apertava e eu corria para casa.
Mas deu tudo certo. Artur é um meninão forte apesar das alergias, apesar das estereotipias, apesar de ser autista.
E me fez crescer junto com ele, me mostrou como ser independente, sendo independente de mim, ficando bem com o papai, me deixando com inveja, ciúme pelo papai saber tudo sobre o pequeno e eu perder muitas coisas.
Todos os dias agradeço a Deus por ter podido deixar Artur com o pai, estreitando esse laço de ambos e vendo-os crescer felizes.
Hj não é mais assim, Artur vai para a creche pq segundo à psicóloga, ficando com outras crianças da idade, q falam, ele vai ser estimulado.
Eu não queria, vcs aqui sabem disso, mas hj eu começo a dar razão para elas.
Nos primeiros dias foi sufocante imaginar alguém o mordendo e tirando sangue do seu rostinho, pensar que dariam leite de vaca para ele, danone, queijo e, principalmente, que iriam deixá-lo chorar.
Pq eu não deixo meu filho chorar, claro q qdo é birra eu até aprendi, mas qdo o ouço chorando, saio correndo pq Artur não chora à toa, por bobeiras e meu medo era esse.
Mas nós q temos filhos e precisamos trabalhar não temos alternativa a não ser acordar orando paciência para aturar as pessoas do trabalho e para a pessoa q vai olhar nosso filho.

E é isso q eu desejo para vcs duas: Anninha e Soraia.
Q as 'tias' que irão cuidar de seus pequenos, seja tão atenciosas qto as do Artur tem sido, apesar dos pesares, apesar a inclusão utópica q lá existe.

Boa sorte queridas e lembrem-se sempre: O que interessa num momento não é a quantidade e sim a qualidade q ele vai representar para seus filhos.

Beijos
  (desculpem, mas a gripe acabou com minha inspiração)
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Querendo um colo


Hj eu só tenho vontade de chorar.
Pode ser q amanhã eu sorria disso tudo, um sorriso de vitória, um sorriso de ver o quanto ter me preocupado com isso foi idiota, mas hj eu quero chorar de novo.

Eu mal consigo ler o q escrevo de tanto chorar, mas eu tô me sentindo tão mal, tão triste, tão nem sei o q dizer.
Um misto de raiva, de revolta. Isso! Estou revoltada, indignada com o mundo, com a vida.
Porra, pq será que as pessoas acham q tudo é fácil pra mim??
Pq será que as pessoas acham q a minha vida é boa o suficiente para quererem atrapalhá-la.
Antigamente eu me incomodava com as pessoas, eu sentia raiva qdo as via fazendo coisas erradas, falava, esbravejava e achava q o meu exemplo valia muito, então, fazia tudo o q eu achava certo e mostrava.
Depois, de tudo o q eu passei e não foi pouca coisa. Eu mudei.

Hj, eu vivo a minha vida, os meus interesses, desde q eles não firam os interesses dos outros. 
Me importo com as pessoas e tento não machucá-las.
Enfim, desde então, eu cuido da minha vida q nem é mais minha.
Vivo para minha família e o q faço longe dela é sempre em prol dela.
Não tenho tempo para mais nada. Como já dizia Lispector: Ser feliz ocupa todo o meu tempo.
Mas... há quem não goste da alegria de viver q existe nas pessoas.
Há pessoas q não gostam de ver as outras bem.
Q não sabem enfrentar os seus problemas e acham q criando problemas para os outros estão resolvendo os seus, ou se escondem deles, arrumando problemas para os outros.
Então, tem uma pessoa assim.
Ela convive comigo toda semana e eu sempre fiz de tudo, mesmo não a suportando, não suportando a maneira com que ela trata a sua filha, mesmo tantas coisas, apenas CONVIVER com ela.
Tornar nosso encontro o mais neutro possível.
Sempre educada, sempre calada, cuidando da minha vida, do meu filho, preocupada com o seu bem estar.
Só q tem mãe q não é assim. Acha sua vida uma droga, que o fato de ter um filho especial é um castigo divino, uma cruz pesada para se carregar. E eu não sou assim. Não mesmo!!
E isso incomoda, pq uma mãe de criança especial tem ser infeliz, tem q ter uma vida de merda, tem q só viver chorando amarguras.
Isso é o q ela pensa sobre a vida dela e eu honestamente gostaria q ela vivesse essa vida de merda q ela acha q tem e deixasse a minha e a do meu filho em paz.
Só q eu incomodo, sempre incomodei.
Conseguir as terapias gratuitas para o Artur não foi difícil.
Em seguida veio o transporte para nos levar.
Eu em momento algum, usei da influência das pessoas com as quais trabalho, das minhas relações de amizade com pessoas influentes para conseguir nada do q consegui.
Tudo oq eu tenho é graças a minha perseverança, a mesma q me moveu a viver, levantar a cada tombo e q eu nunca deixarei de ter.
Mas as pessoas não sabem apenas viver, estão sempre oom inveja umas das outras. Sempre preocupadas com o quintal do vizinho.
E é por causa de uma pessoa assim, que talvez eu e mais outras mães podemos perder o pouco conforto q temos para levar nossos filhos para as terapias.
Não sei dar detalhes, pq ao meu ver até agora é só 'fofoca', conversas em bastidores, mães descabeladas q esperam outras virarem as costas, para destilar o seu mal, sua inveja, sua incapacidade.
Gostaria hj de ter uma varinha mágica.
Transformar essa energia ruim dessas pessoas em trabalho voluntário, em capacidade de lutar pelos seus direitos com intenções boas e verdadeiras e não simplesmente para massagear o seu ego, por uma satisfação pessoal.
E eu, que sei q mesmo Deus sendo perfeito, ele permite injustiças, choro por medo de ver mais uma.
E sinceramente, se conviver com uma injustiça na minha vida, qse me fez morrer, não sei oq esperar se ela acontecer com meu filho.
Então choro, rezando, pedindo, orando a Deus para q ele coloque amor no coração dessa pessoa, q ele a ajude a encontrar prazer na vida dela, q ela apenas ame sua filha e cuide dela.
Q me deixe em paz, q deixe as pessoas q ela não gosta de viver em paz ou q pelos menos, vá para os quintos dos infernos.
Pra longe de mim.
E chegará um dia em q o amor reinará.
E eu poderei voltar a ser uma mãe feliz sem incomodar as pessoas a minha volta.
Mas as coisas não são tão fáceis assim, algumas coisas a gente podem ter, mas nada é para sempre e por meu filho, eu vou lutar, lutar até o meu último minuto de vida, até o meu último suspiro. Pelos direitos do meu filho e é só isso q me interessa.
Não serei um trator derrubando tudo e todos, mas serei uma arma de amor, de perseverança, de respeito e de vitória.
Pq eu quero, pq é essa a minha questão pessoal e ela não tem nada a ver com meu filho e nem vou usá-lo para conseguir isso, pois é Deus quem faz isso em mim.

(me desculpem, mas tô sem saco de corrigir erros de ortográfica hj)
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Ai, os médicos!


Depois de tantas emoções aqui, eu acabei não contando em detalhes que fomos a um psiquiatra e depois a uma neurogista. E mais, que foi um fiasco. Mas tudo é aprendizado nessa vida, não fosse a perda de tempo, eu nem me irritaria.
Conseguimos uma consulta pelo SUS, pq não sei se vcs sabem, mas mesmo tendo plano de saúde, dinheiro para pagar, é importante que se tenha um laudo do SUS, não se sabe o dia de amanhã.
Então começamos as peregrinações e nela, uma consulta com o único psiquiatra infantil na nossa Região de inclui cerca de 10 cidades ou mais.
O dia da consulta é bem cansativo, os médicos do SUS chegam quando querem, atendem qdo querem.
O médico era estranho, mas quem não é?
Ele não dizia nada, só ouvia e anotava no computador.
Não entendi o silêncio, mas respeitei.
Ele fez um exame clínico no Artur, sentou-se novamente e voltou a escever algo no computador.
Ele começou a dizer algumas coisas sobre o q o Artur tinha, mas não se referia ao diagnóstico e somente quando o Ro perguntou o q nosso filho tinha, ele disse secamente: Autismo Infantil. Mas colocou o CID 10 F84 sendo q o CID correto seria F84.0, acreditem, mas existe diferença.
Enfim, pelas coisas q ele disse, ele não trata as classes de autismo como Espectro Autista.
Pedi a ele q escrevesse um laudo para q eu levasse à Casa da Esperança e ele escreveu duas linhas com o CID.
Fiquei impressionada com a falta de interesse sobre nós, sobre nosso filho e me fazendo questionamentos: A falta de interesse dele se dava à nossa calma, ao fato de nosso filho já estar encaminhado em terapias ou simplesmente ele não se interessa mesmo?
Depois ele nos perguntou se queríamos q Artur tomasse remédios e eu respondi q não, mas quem deveria saber se era necessário ou não, era ele, o médico.
E ele disse q Artur naõ precisava de remédios e nos dispensou. Perguntei qdo voltaríamos e ele me disse q não era preciso, a não ser se Artur apresentasse alguma piora.
Mas, esperem!! Q piora??? O q é autismo infantil??? As terapias q Artur faz são as indicadas??? Estamos no caminho certo???
Bem, saímos de lá, do mesmo jeito, com um laudo q ao meu ver só serve para a Casa da Esperança e frustrados.
Não sei o q exatamente um psiquiatra deveria fazer num caso como o nosso, mas tenho plena certeza dentro de mim de q não é nada do q ele nos mostrou.
 Na semana passada foi a Neuropediatra. Já que o psiquiatra ao meu ver foi um fiasco, fomos atrás desta especialidade. Aqui quem marca é a central de marcação de consultas do município e achei estranho quando vi uma consulta marcada para a minha cidade, mas, seguindo o protocolo, fomos.
Chegando lá, de cara notei que era uma Neurologista e não uma Neuropediatra.
Daí, tudo se tornou um saco já que agora esperávamos apenas para pegar um encaminhamento para uma neuropediatra em outra cidade [Odioooo!].
Quando entramos na sala, logo explicamos à médica a real situação e ela  disse q realmente não poderia nos ajudar e enquanto preenchia, foi proferindo absurdos q talvez, alguém sem instrução fosse perdoado por tal, mas vindo dela, ficou constrangedor.
"Seu filho não parece autista!" [Com o q o Autista tem q parecer??]
"Os autistas vivem no mundo deles e seu filho participa do nosso mundo." [Alguém já viu autistas na Lua?¬¬]
E eu como não poderia aguentar, proferi a minha indignação por, mesmo q indiretamente, ser chamada de uma mãe deveras preocupada à toa, procurando pelo em ovo:
"Dra, sabia q nesse 1 ano em q estamos de consultório em consultório, dentre pediatras, fisioterapeutas, fonos, neuropediatras, psiquiatras, gatroenterologistas, oftalmologistas, professores, o vizinho e até a internet, a Sra é a 1ª pessoa que diz q meu filho não tem CARA DE AUTISTA??
Os autistas não tem um mundo própio, eles tem dificuldade de se relacionar com as pessoas, tem atraso mental ou não, tem dificuldades na fala.
Uma criança pode ter Espectro Autista e características de autismo, mas não é necessariamente um autista."
Enfim, fiz uma pausa, não queria dar uma aula para ninguém, até pq eu não tenho conhecimento específico de nada. Peguei o meu humilde encaminhamento para a Neuropediatra e voltamos à estaca zero.

SER MÃE ESPECIAL É FAZER TODOS OS DIAS EXERCÍCIOS DE PACIÊNCIA E EU TENHO VISTO QUE NEM SEMPRE A PACIÊNCIA TEM Q SER EXERCITADA COM NOSSOS FILHOS.
ENTÃO, SÓ TENHO A PEDIR MUITA PACIÊNCIA PARA ESSE NOSSO DEUS!
PQ EM CERTAS HORAS, DÁ VONTADE DE MANDAR UM TANTÃO DE GENTE À PQP.
aI aI.......
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O porquê deste BLOG.


Sei que esse texto deveria ter sido feito no começo, mas nunca é tarde para começar.
Depois da minha última postagem, muita gente chorou comigo, uma delas foi meu padrasto que é uma pessoa muito legal. Minha mãe ao me contar, disse a ele para amenizar que meu blog era depressivo.
Desde então estou a pensar se isso é verdade.
Mas convenhamos, eu sou depressiva, eu só escrevo melhor qdo estou triste, não sei explicar, mas sou assim, sempre fui. Eu sei descrever o q a minha alma sente. Acho q é isso e assim, como muitas pessoas sempre conseguem lembra-se melhor das coisas ruins q lhe aconteceram, eu conto melhor.
Olhando para trás. Não vejo somente postagens ruins ou tristes. Mesmo pq eu tenho um outro blog para q eu possa ser eu mesma nele, aqui, nesse eu tento apenas ser mãe. E, como na vida temos q ser muitas ao longo de nossos dias, pq eu não posso ter um blog para ser mãe e outro para ser eu mesma, não é?
Voltando para o propósito deste blog, eu o criei pq eu queria q meus filhos pudessem lê-lo, onde eu contaria como é ser mãe deles, as alegrias, as angústias e os anseios da maternidade.
Quando eu o criei, meu filho era pequeno ainda, eu sequer imaginava o q é autismo, mas mesmo assim(né?rsrs), eu amava ser mãe, hj ainda mais.
Teve uma época, q eu o desativei, não excluí pq o Blogger não nos dá essa oportunidade, se pudesse, assim teria feito.
Daí, um dia, o Autismo bateu à minha porta.
Então, eu saí pelo orkut desesperada, despreparada. Corri, como uma louca, em busca de respostas. Algumas tão simples, tão banais, mas até mesmo as mães de filhos autistas não conseguiam me responder. Senti falta de aconchego, de compaixão, de solidariedade. Não culpo as mães de autistas por isso, entendo perfeitamente q a gente esquece isso e vai viver o melhor para eles.
Foi aí, q numa dessas comunidades eu encontrei a Fabi.
Moramos em cidades vizinhas, temos filhos praticamente da mesma idade e estávamos vivendo o MESMO MOMENTO: Acabávamos de descobrir q tínhamos um filho autista.
Eu me apeguei a ela de uma maneira tão especial. Saber q ela precisava de força, me dava força, às vezes eu engolia meu choro para secar o dela e sei q ela fazia isso tbm.
Daí veio a necessidade de dividir.
Dividir o que algumas outras mães não podem pelo tempo escasso, ou não sabem tbm.
Dividir a DOR.
Não passar a minha dor para elas nem pra ninguém.
Apenas ter coragem de gritar para o mundo q ser mãe especial é lindo, é sublime, é uma lição de vida, mas tbm DÓI DEMAIS!
Falar disso sem vergonha, sem culpa, sem esconder as lágrimas, os medos, sem esconder a ignorância.
Para mostrar todo o processo dar dor se transformando em força, em luta, em amor maior, em felicidade.
E eu sei que toda mãe q tem um filho com a mínima limitação que seja, ao ler meu blog vai se identificar e foi essa falta, essas ausência de identificação que me fez reativar o blog e voltar a escrever.
Quis tbm dividir o mundo das mães especiais com vc que não tem filhos especiais. Pq o comum é a mãe se fechar na correria, na luta, no amor e não ter tempo de dividir. Dividir uma vida diferente com quem não é diferente.
Incluir, juntar todos em prol do amor.
Não é um canto depressivo, não é o lugar mais alegre do mundo tbm.
Não tenho pretensões de ensinar nada a ninguém, tenho apenas necessidade de dividir coisas q não encontrei praticamente ninguém para dividir comigo.
Mas tudo tem o seu lado bom. Não fosse essa falta, talvez hj eu não estivesse aqui dividindo minha maternidade com vcs, dividindo meus sentimentos com vcs.

Me expor???
Quem sou eu? Não sou ninguém! Sou um rosto, uma mãe, uma mulher, como vc, como sua esposa, como sua mãe, sua irmã.
Eu sou apenas aquela pessoa que vc conhece e gosta, pq encontra um pouco de mim dentro de vc. 
Eu tbm posso ser aquela pessoa q vc não gosta, mas ainda assim, é pq tem um pouco de mim em vc.
E é pra isso q eu escrevo.
Para mim, para vc, para meus filhos qdo crescerem.
Para não sufocar nada dentro de mim.
Para derrubar barreiras, para desmentir que mães especiais não podem chorar, que mães especiais não são felizes e que mães especiais devem apenas ficar caladas e cuidar de seus filhos.
O mundo me pertence, pertence ao meu filho e ao seus tbm.
A inclusão do meu filho no mundo começa aqui e não tem fronteira para terminar.

Beijos
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É preciso chorar às vezes....


Às vezes não tem jeito, a gente precisa chorar.
Às vezes esse choro acontece por um motivo tão bobo.
Às vezes uma coisa tão tola que não faz falta para ninguém.
Às vezes não damos importância para os pequenos gestos e, enquanto uma mãe agarra seu filho evitando um 'tchau', outra mãe como eu chora simplesmente pq seu filho não sabe fazer isso.
Às vezes não tem dor maior do q olhar nos olhos da pessoa q a gente mais ama nessa vida e ver indiferença. Indiferença sem esforço, despretensiosa, apenas indiferente mesmo.
Às vezes a gente chora e nem sabe porque chora, já q não adianta, temos q nos apoiar em outras coisas, em outras vitórias, parar de desejar o q não se tem e alimentar alegrias nas conquistas que já temos.
Muitas vezes as coisas mais banais alegram a vida de uma pessoa, são migalhas de felicidade, digo migalhas pq eu tenho um jeito egoísta de ser, um jeito insatisfeito de ser. Nunca me vi vivendo de migalhas ou me contentando com pouco.
Essa é uma lição nova para mim, penosa às vezes.
Tem dia que o nosso cocô de cada dia não satisfaz, a gente tenta chamar o juízo de volta, se chama de fresca, de mal agradecida, de rebelde também, daí vem uma 'vozinha' láaaaa no fundo e diz: 'Mas poxa, quando é que eu vou poder chorar??'
E tem dias q essa vozinha me comove e eu cedo ao seu desejo, me deixo chorar.
Chorar pq eu queria q ele olhasse para mim e me visse, chorar pq tem dia q as diferenças e indiferenças machucam, pq se doar é difícil. Chorar só pra sentir lágrimas quentes no rosto e simplesmente secá-las dizendo: "Pronto, passou! Agora é hora de voltar a vida real, não podemos ser vítimas das circunstâncias. Devemos seguir em frente, com amor, com força, com vontade de ser feliz."
Mais uma vez me esbarro no confronto de enfrentar a situação com coragem (sem dor) e sem coragem( com dor). Pq hj eu aprendi que a vida é assim.
Fazemos algumas escolhas. Eu não escolhi ter um filho q às vezes não olha para mim, não entende o q eu ensino, mas eu escolhi ser feliz com essas circunstância e tornar isso apenas um detalhe, olhar para isso com nobreza e transformar em sinonimo de felicidade.
E é assim mesmo, tem dias q é preciso chorar. E eu choro agora, pq tem dias q um simples aceno de mão, transformaria minha vida muito mais feliz do que é hj. Pq por mais q eu chore pelo o q eu não tenho, talvez nem tenha, eu sou feliz e agradeço a Deus por tudo isso. Pq eu tô vendo meu filho crescer e cresço junto com ele. Simples assim....
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Decisão! Viajando para novos rumos!


Há algumas postagens, eu falei sobre a saudade  de ser mãe.
Bem, há alguns meses, o meu 'sininho' de mãe, o mesmo que me alertou para o autismo, tem tocado novamente. Dessa vez é quanto a minha necessidade de estar perto do Artur, perto de uma maneira mais, ativa.
É claro que eu quero sair do meu trabalho há anos, a bem verdade é que tudo o q eu precisava era de um bom motivo para criar coragem, mas nos últimos meses a minha mente fica me perguntando até que ponto vale a pena trabalhar, me doar, fazer sacrifícios [por mais q não vejam eu faço], me empenhar por algo q eu não amo, que eu não acho q valha a pena.
Claro q atualmente eu gosto do meu trabalho, acreditem se quiser, mesmo tendo ouvido tudo o que eu ouvi, estou no paraíso, quem me conhece há mais de um ano sabe disso, pra quem não conhece, eu conto AQUI.
Então, como eu disse, estou no paraíso.
Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, meu trabalho não está me satisfazendo, eu acabo deixando muitas coisas do Artur de lado para não me ausentar tanto, enquanto poderia investir mais num tratamento dele que tem q ser diário. O papai tbm cuida dele direitinho.
Bem, deixando de enrolar, vim contar aqui que eu decidi q em 2011 não tenho planos para minha vida profissional. 
Vou ficar em casa, cuidar do meu filho, da minha família, da minha alma também, eu quero um pouco de paz, um pouco de descanso. Quero andar de mãos dadas com meu filho, quero q ele me ouça, quero sua presença incessantemente em meu dia inteiro, quero me cansar de ouvir sua voz [impossível] e caminhar um pouco para relaxar.
Quero que saibam que eu não estou tomando uma decisão precipitada e que a minha saída não será definitiva.
Felizmente, ser funcionário público tem suas vantagens e eu posso pegar um afastamento de até 3 anos, claro que sem remuneração.
A parte triste é essa, já que como meu marido e eu temos o mesmo trabalho, nossa renda cairá pela metade.
Esse ano foi muito bom, consegui, na medida do possível, colocar nossa despesas em ordem e a falta da minha renda vai apenas tornar as coisas um tanto justas, mas Deus há de não deixar nos faltar nada.
Como eu disse, tem pelo menos 5 anos que eu tento deixar meu trabalho, mas sempre esbarrei na estabilidade que ele me traz, me acomodava, acreditava na minha capacidade de superação que achava q não era justo com meus filhos deixá-los à mingua.
Mas, se antes eu era uma pessoa forte, hj eu tenho o Artur, hj eu tenho a Laura maior, mais independente e me apoiando sempre. E isso não me faz  ter medo.
Sempre invejei pessoas que conseguiam trabalhar, sem sofrer, eu não conseguia e eu tinha medo, medo de perder meu trabalho.
Tive Síndrome do Pânico por causa do meu trabalho, duas crises depressivas gravíssimas por causa do meu trabalho e sinceramente, ele me traz lembranças ruins toda vez que eu penso nele.
Sinto náuseas novamente.
É por isso que eu não vejo mais motivos para dar prioridade a ele.
E eu não quero mais dar prioridade para meu trabalho. Ele não me traz futuro, ele não me leva a lugar algum além do caminho inverso aos meus filhos. Eu não quero mais mesmo!!
Em 2011, eu vou tentar, vou procurar uma renda alternativa, vejo pessoas que não tem um emprego como o meu passando dificuldades, mas quem falou que eu não passo??
Não será nada louco, nem precipitado, aliás, de precipitado não tem nada, mas eu tenho que conseguir.
Deixar sonhos de consumo para trás?? Acho q sim, não sei se vai dar para pagar o Inglês da Laura no primeiro semestre, mas eu preciso tentar.
Eu preciso me dar essa chance.
Pq ficar e deixar as coisas como estão, vai contra todos os meus princípios, eu nunca fui corajosa, mas nunca deixei de enfrentar meus medos. Eu nunca foi um exemplo de pessoa, mas eu sempre primei para verdade, pelo caminho do bem.
Eu nunca fui boazinha e obediente, mas essa hierarquia exarcebada qse acabou com a minha vida.
Preciso de paz, preciso dos meus filhos, preciso da minha casa. Eu fiquei 1 ano morando na casa da minha mãe, sonhando com o meu sobradinho fofo e hj, me pego tendo preguiça de varrer um chão, por me sentir desestimulada.
Tô aceitando dicas para uma renda extra. Quem tiver, pode me passar, por aqui, ou pelo ORKUT .
Toda boa ideia será muito bem vinda, agradeço desde já todas as pessoas que leem meu blog, mesmo q não comentem nada, mas q dedicam alguns minutos de seu tempo para ler minhas lamurias e a vcs que comentam ainda mais, muitas vezes entrei aqui me sentindo um restinho de gente e vcs me fizeram ver o quanto eu sou importante no mundo, no meu mundo, obrigada
E, vou continuar viajando, mas como piloto da minha vida e não como um passageiro qualquer.

*Ai ai chorando tanto agora.... *

Beijos
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A vida tira sarro de mim


Pessoas, tô indo ali me benzer, volto logo!!
Antes eu vou falar do quanto viver é foda!!!
Logo cedo eu estava lendo o blog da Patrícia, aliás, sei q é fora do tema, mas recomendo: Te amo, porra!!
E ele falava sobre pessoas q tem o seu 'Dia de fúria', que cansadas de tomar tanta porrada, explodem do nada, por algum motivo banal. 
Olha gente, meu dia de fúria vai chegar, eu sei, mas eu quero q seja diferente das outras vezes, não vou mais 'dar tiro no meu próprio pé'.
Bem, o Ro levou o Artur para a Casa da Esperança hj. O motorista mudou, desde semana passada, ele tem tratado quem não é da panelinha dele diferente, mas até então, ele não é obrigado a ficar puxando saco das pessoas q transporta.
Até aí, tudo bem, né?
Só que hj, Artur passou mal e vomitou, tudo em cima do Ro, na Kombi, no mundo.
E além de ficar todo vomitado, o Ro teve q ficar ouvindo o motorista reclamar e dizer q nós damos comida para as crianças de propósito para q elas vomitem na viagem. [ :O ainda não aprendi colocar emoticon aqui, mas......................................................


Para tudoooooooooooo!!!!!! Como assim?? Eu dou comida pro meu filho só pra sujar a kombi dele?? E eu não tenho nada mais na minha vida pra fazer além de me preocupar com ele??
Vá para o inferno!!!!
Ele acha q eu sou o que? Ignorante, chucra o suficiente para aguentar esse tipo de coisa? E q meu marido é um bundão??
Não, ele errou tudo isso, meu marido não esmurrou a cara dele pq ele estava longe, não esmurrou depois pq EU PEDI a ele pra ter calma qdo saiu. E eu não sou estúpida, ele vai se ver comigo.
Comigo não tem papo, não tem barraco, oras, se eu uso um blog para desabafar, acha q eu gosto de papo?? De conversa ao vento??
Não!! Comigo é tudo registrado, é tudo no papel.
Cheguei no trabalho e fui direto na net pesquisar sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Fiz uma reclamação impecável [pelo menos acho] e vou entregar na teça-feira na empresa que paga esse merda para nos levar à Casa da Esperança.
Não fosse isso, marido tá um saco. Disse um monte de palavra doce aqui no comentário, mas em casa não se pode falar nada q ele sai batendo o pé, reclamando e me deixando no vácuo [azar o dele ò.ó]
E lá vai a pessoa q vos fala aqui, ter calma, esfriar a cabeça, abrir uma porcaria de uma cerveja e tentar acreditar q a lei vai acontecer e q esse cara vai pagar por sua atitude imbecil.
Cheguei do trabalho, claro q marido já brigou de novo comigo então fui ao mercado. Lá, a conta deu R$17,08 e para facilitar o troco dei R$ 22,00.
Ela me pediu R$0,10 e eu não tinha, então, ela ME DEVOLVEU os R$2,00 e me deu de troco R$2,90.
Eu falei pra ela: - Nossa, vc é muito mão-de-vaca, vai me dizer q não sobra R$0,08 do seu caixa nunca??? E conversando com a minha mãe falei:
- Já ouviu falar q as pessoas tem seu dia de fúria? Pois é, elas vão aguentando, aguentando as porradas da vida, chega um dia, elas quebram tudo, por qualquer bobagem q seja, até mesmo por um desconto de R$0,08.
Olhei para a caixa e disse: - Prometo tentar não vir ao mercado nesse dia, ok??


Tô me enchendo com a vida tirando sarro de mim, as pessoas não me levam à sério e a vida ri de mim por isso.
Estou me tornando uma bomba e quando eu explodir, espero q só quem merece esteja por perto. 

Affaoooooo hj é sexta, véspera de feriado prolongado, marido com cara de bunda, no trabalho, trabalho amanhã, sem grana.
Mas........... tenho meus filhotes lindos q tanto amo. Amém!!!

Podem rir de mim, eu deixo, tbm ri.
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O dia seguinte....


Ontem mesmo, na primeira oportunidade q tive, fui falar com o Secretário [Todo poderoso].
Disse q não queria mais trabalhar com ele, não por ele, mas pq o Assessor dele não estava mais satisfeito com meu trabalho, repeti tudo o q ele me disse e disse q não estava afim de ficar sendo ofendida e tratada como um fardo e q NÃO ADMITIRIA ninguém tratar meu filho como um fardo.
Esse Secretário é uma pessoa q eu gosto muito. Ele foi a única pessoa que me ajudou quando o mundo inteiro me deu as costas e q minha vida profissional hj, juro, já foi pior acreditem, estava uma merda.  Foi ele quem ajudou a trazer a dignidade de volta a minha vida. estava mais acabada do que é
O q eu mais admiro nele é a forma q ele ajuda as pessoas: ele ajuda e NÃO COBRA. Não fica falando para todo mundo o quanto ele ajuda. Ele ajuda, vc agradece, ele sorri e acaba aí.
Ele me ajudou demais tbm com o Artur, sempre disponibilizando carro e motorista para minhas viagens nas peregrinações atrás das coisas do Artur.
E sinceramente, é a opinião dele q me importa nisso tudo.
Então, eu reclamando para ele, ele sorriu pra mim e disse: Jack [afff odeio esse meu nome], isso é um estresse de momento, pra eu deixar para lá.
Olha, é foda, viu!! Não é fácil deixar as ofensas e humilhações de lado, mas meu orgulho nunca me ajudou a conquistar nada de bom nessa vida mesmo.
Fiquei no outro setor repondo uma ausência NÃO JUSTIFICADA e quieta.
O Assessor foi falar com o secretário, vi qdo ele entrou e saiu com uma cara pior do q a q entrou.
 Nem liguei.
Hj, imaginei q eu fosse entrar na sala e q ele já ia me mudar de lugar, me colocar em outra sala, me deixar de escanteio [pra mim pouco importa tbm, o salário é o mesmo], mas não, ele falou comigo somente o necessário, tinha um bilhete com um pedido dele na minha mesa q eu atendi prontamente. Não toquei no assunto, não fiz brincadeiras, nem ele comigo, mas não quer dizer q o dia não nos fez sorrir com algum acontecimento, então, não ficou um clima pesado.
A vantagem dessa pessoa é q ela apesar de ser egoísta, ela não tem aquela ruindade de ficar esperando vc errar pra cair matando, não tem perversidade, apenas é machista e egoísta, nada mais.
Fiz o meu trabalho, tentei não chamar a atenção dele, mas ironia do destino, eu tinha uma consulta marcada hj pela manhã. Sabe o q eu fiz??? 
Peguei minha bolsa, meus exames e fui, voltei com minha declaração de comparecimento, coloquei na pasta e nada mais.
E assim foi meu dia, o dia seguinte, ele teve q me engolir e eu acho isso bem legal. Pq ele foi muito injusto comigo ontem.
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Um fardo.


Cheguei hj à conclusão de que Artur e eu somos um fardo no mundo.
Não que isso me surpreenda, eu não esperava que fosse diferente, mas eu não sabia que ia doer tanto.
Hj numa discussão acalorada com meu chefe, ele me disse tudo o q ele pensa de verdade sobre a minha vida.
Disse q eu só vou ao médico, que me ausento demais.
Eu respondi q não poderia fazer nada, q precisava me cuidar e cuidar do meu filho, que estava no meu direito e que já mais abriria mão disso por causa de trabalho, já fiz, não faço NUNCA mais.
Fui chamada de desinteressada, de displicente, de que pelo fato de ser concursada não estou nem aí. Que não tenho espírito de equipe, q não cedo nada pelo bem do serviço.

Bem, cada um tem o direito de falar o que quiser, a verdade é que ninguém pode provar.
Depois do tanto q eu sofri, do tanto que eu apanhei, seria imbecil demais eu achar q lá era a casa da mãe Joana e fazer o que eu quisesse. Então, só faço o q está dentro da lei.
Mas ainda assim, isso incomoda as pessoas.
Eu sabia q seria assim, mas como disse, não sabia q doeria tanto.
Tanto esforço, tanto cuidado, tanto tanto tanto para ouvir o q eu ouvi.
Acusada, julgada e condenada por ter problemas de saúde e um filho que tem problemas de saúde. ÓOOO mundo cruel, posso me matar agora?
Tudo pq eu não posso ficar com meus filhos, tudo pq o mundo é movido à dinheiro e eu tbm preciso.
Felizmente, graças a Deus, eu sou concursada.
Queria chorar, desabafar, mas tá entalado. Não foi tão simples assim como contei.
Acho q é a primeira vez q eu não consigo descrever minha tristeza em palavras, justo eu q sempre fui boa nisso.
Dá medo. Ninguém tem q ter pena de mim, mas o ser humano poderia tentar se colocar no lugar uns dos outros às vezes.
Queria q todos os problemas da minha vida fossem uma pilha de papéis e a roupa q eu vou usar no final de semana.......


E a vida continua.... pelo menos tem q continuar.... mesmo q embaçada pelas lágrimas e pedras do caminho.
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Casos menos severos de autismo são preocupantes


João, com 12 anos, estava sempre alheado nas aulas, nunca olhava os professores nos olhos, mostrava-se indiferente às ordens que estes lhe davam e até os empurrava, caso eles se interpusessem entre si e algo que quisesse ver. Na escola foi classificado como "perigoso" e aos processos disciplinares seguiu-se a proposta de suspensão. Mas, se ela se tivesse concretizado, não serviria de nada, porque ele não entenderia o castigo. João era - e é - autista e uma entre muitas crianças que tardam a ser diagnosticadas e que, em vez de apoiadas e protegidas, são apontadas como mal-educadas e rejeitadas em sociedade.



O nome é falso, mas o caso é real e ilustra uma das preocupações que os especialistas consideram que têm de ser realçadas hoje, Dia Mundial da Consciencialização do Autismo. "Nos casos graves, o diagnóstico é precoce e os doentes são protegidos e apoiados. São as crianças com perturbações menos severas do espectro do autismo que, tal como as famílias, passam por situações mais complicadas. Todos exigem à criança um comportamento normal, quando ela não o pode ter - apesar de o diagnóstico não estar feito, ela não é mal-educada, é autista, nunca será como as outras", alerta Guiomar Oliveira, pediatra.


Coordenadora do único estudo de âmbito nacional sobre a prevalência do autismo - que envolveu 300 mil crianças com idades entre os 7 e os 9 anos -, Guiomar Oliveira baseia-se na sua experiência, mas também nos dados obtidos durante a investigação. O estudo, feito entre 1999 e 2000, permitiu concluir que uma em cada mil crianças tinha alguma perturbação do espectro do autismo; e ainda que, destas, apenas um terço tinha sido objecto de um diagnóstico correcto, apesar de quase todas estarem a ser acompanhas por problemas de comportamento e de aprendizagem, entre outros.


A dificuldade de diagnóstico é facilmente explicável: não há traços físicos associados à patologia e o grau de severidade (no que respeita aos défices na comunicação, na relação com os outros e na capacidade de imaginação) é muito variável.


Crianças com autismo num grau muito severo podem nunca chegar a falar e ficar indiferentes aos esforços de terceiros no sentido de estabelecerem com elas uma relação; crianças com a síndrome de Asperger, por exemplo, podem ter uma capacidade cognitiva e uma linguagem normais, que disfarçam outros sintomas da perturbação, como a incapacidade de perceber uma metáfora ou uma ironia e de expressarem emoções ou de entenderem as dos outros.


Há outra característica da doença que é especialmente cruel para os pais: um autista não entende as regras sociais e não tem mecanismos de autocensura - diz e faz o que lhe passa pela cabeça, no momento. E não é raro que, perante um comentário desagradável ou uma birra da criança, os pais sejam criticados por, supostamente, não a saberem educar.

Há quem pense que os casos de autismo têm aumentado. Guiomar Oliveira não concorda. Acredita que aumentou, sim, a quantidade de casos diagnosticados, muito graças ao progresso feito nos últimos anos no que respeita à sensibilização de educadores e de professores e à formação de médicos. "Chegam-nos, para estudo e diagnóstico, muitas crianças com 18 meses e dois anos; mas também muitos jovens com, 12, 13, 14 anos..."
Apesar desse aumento, quantos autistas andarão, desprotegidos, entre nós? É o que preocupa os especialistas. Isabel Cottinelli, presidente da Federação Portuguesa de Autismo (FPA), anuncia a aposta, ainda este ano, numa grande acção de divulgação dos sinais de alerta, dirigida às famílias (http://www.appda-norte.org.pt). Rita Soares, psicóloga daquela organização, não teme alarmismos: "Mesmo em caso de erro de diagnóstico, a uma criança com outra perturbação menos grave não faz mal ser integrada num programa de estimulação e de reforço de competências sociais; já para um autista, crescer sem "armas" para sobreviver em sociedade é muito complicado", frisa.


As armas, neste caso, são regras sociais. "João", cujo diagnóstico foi feito aos 13 anos, está a aprender, por exemplo, a ir ao supermercado - a aprender a pegar no produto, a esperar na fila, a entregar o dinheiro, a aguardar pelo troco e, entre outras coisas, a não comentar a obesidade ou os sinais de velhice da senhora que o está a atender.

À sociedade, alerta Guiomar Oliveira, cabe apoiar e proteger a criança. Mais propriamente, se o "João" tem de aprender a não empurrar os professores para chegar onde quer; aqueles também têm de agir tendo em conta que aquela é uma criança especial. O que significa, diz a pediatra, evitar situações de conflito: "Às vezes depende de muito pouco: se puderem evitar colocar-se entre a criança autista e um objecto que ela está a observar atentamente, o que custa fazê-lo?"

Reportagem retirada de: http://inclusaoaquilino.blogspot.com/2010/04/casos-menos-severos-de-autismo-sao.html#links
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Olhar atento de mãe


Esse final de semana eu deixei a Laura ir para a casa da prima em outra cidade.
Elas se curtem muito, pensei q respirando outros ares, conversando com outras pessoas ela se abriria um pouco mais.
Acho q ela gostou muito, minha prima emprestou a ela um livro muito intereassante sobre vampiros e ela está curtindo ele tem 2 dias.
Eu acho q essa viagem fez bem para ela, ela me parece mais disposta, mais leve.
Tenho pena, pq ela só fica em casa, a gente sempre cobrando as coisas dela, estudo, alguns trabalhos domésticos, responsabilidade, mas na hora do prazer, a gente proporciona bem pouco. Muitas vezes por falta de tempo, outras por falta de grana. Mas ela é bem zen com isso, não reclama muito não.
Então, achei q ela ir passear um pouco, ver outras pessoas, ficar um dia longe de nós poderia fazer bem a ela.
Tbm tenho conversado com o Ro para ele conversar mais com ela pq na maioria das vezes ele diz q por ela ser menina, q é interessante conversar comigo, mas eu, qdo tinha a idade dela, ADORAVA ouvir as histórias do meu pai. Como ele conheceu a minha mãe, no q ele trabalhava, coisas da época dele tbm.
Notei q o Ro estava apenas conversando com ela para cobrar e vi q não é legal.
É claro q um adolescente precisa de uma supervisão, mas ela não precisa morar num quartel.
A gente sempre cobrou a Laura, desde muito pequenina e eu não gosto de lembrar disso, até já comentei aqui um vez.
Ontem eu consegui ser mais carinhosa com ela, ela tbm estava mais receptiva, isso me deixou muito mais tranquila e feliz.
Ao mesmo tempo, observo o Artur. Sempre espertinho.
Aprendeu e pegou gosto de brincar de lutinha com o pai. Parece vale-tudo, ele joga o pai no chão, pula em cima, se diverte muito. Algumas vezes ele faz comigo, qdo o papi tá no trabalho.
Ele também entendeu para quer serve um carrinho, sim, pq ele sempre pegava os carrinhos, virava de ponta-cabeça e brincava com as rodinhas.
Ver meu filho empurrando um carrinho, mesmo q à tapas, foi encantador, de encher os olhos de lágrimas. [olha o Nosso cocô de cada dia aí!].
Ele tbm aprendeu a brincar no triciclo. Sobre, desce, anda de ré, já tem se divertido com ele.
Aos poucos a apatia com o mundo está indo embora e isso só nos deixa feliz.
Estar indo ao parquer terapeutico fez muito bem a ele.
Qdo eu cheguei na casa da esperança, me perguntei pq tinha um playground lá e, logo no primeiro dia q o levei lá, q vi as outras crianças com tantas limitações brincando, entendi os motivos.
Lá, as crianças podem ser crianças, podem ter contato com o mundo, com a vida real. Achei lindo, maravilhoso demais. Eu curto aquele lugar. Curto as crianças e muitas mães.
Eu não fico mais olhando as mães, as crianças e pensando o q pensava no começo: q elas sofrem mais que eu, q eu não deveria chorar...
Hj eu olho para elas e me vejo: uma mãe cheia de sonhos para os filhos, que não mede esforços para conseguir qualidade de vida para eles.
Hj eu não sinto mais pena, eu as admiro e tenho crescido, como muitas lá, para ser uma mãe admirável. Não para o mundo, mas para meus dois filhos.
E é assim q vai ser, meus filhos irão crescer sobo o meu olhar atento de mãe.
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Vida de mãe


Em meio às fraldas sujas, às incertezas do autismo, me pego nas incertezas da adolescência.

Ter lembranças claras da minha deveria me fazer ser uma mãe melhor, criar expectativas, mas eu nem sei se eu fui uma boa adolescente.
Eu acho q eu era insegura demais, passional demais. Sempre deixei a razão de lado e segui meus impulsos.
Eu tenho medo de ser mãe de uma adolescente. Não tenho os medos comuns: violência, drogas, furto, vou além. Eu tenho medo de ver minha filha sofrer, tenho medo de tantas coisas. Medo da minha filha não me amar, não se valorizar, ser passional como eu.
Tenho medo de errar com ela, de q ela não me veja como uma boa mãe, medo de magoá-la, medo de não estar dando a devida atenção para ela.
Gostaria de comprar mais roupinhas para ela, ela é mocinha agora.
Ela também é diferente, talvez seja isso q me assusta.
Ela não gosta de Restat, Cine, Justin Bieber, ela gosta de ler, passa o dia lendo e qdo não está lendo, está escrevendo, pensando coisas geniosas e grandiosas tbm.
Nem sei se eu era assim.
Eu tinha muitas amigas, ia na casa delas, elas vinham na minha, eu me apaixonava como quem pega uma gripe e desapaixonava assim tbm.
Eu saía com minhas amigas, ia ao shopping ou nos reuníamos para ver um filme romântico e chorar juntas.
Atualmente ela quer estudar inglês e eu devo isso a ela, pq prometi.
Vou cumprir. Ela tbm quer fazer intercâmbio. Não sei como vai ser. mas acho q seria importante estimulá-la a tudo isso.
É tão difícil ser mãe. A pessoa mais importante do mundo pra vc, não se sente à vontade de dividir seus sonhos, suas tristezas juvenis, suas decepções, suas ânsias. 
Eu tento sabe, tento dar espaço. Não podá-la, mostrar q eu entendo q uma menina na idade dela se apaixona, tem sonhos, tem desejos, conto q eu tinha, mas ela se fecha sempre. como sempre se fechou.
Ela é diferente, é especial e eu não sei se estou pronta para lidar com o especial, com o diferente.
Pq será q o especial, o diferente nos assusta?
Pq será q a gente tem tanto medo de errar?
Pq será q a gente não consegue ver o quão simples são as coisas??
Eu só queria q a minha filha soubesse q eu estou ao lado dela.
Q eu a admiro, q eu a amo demais.
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O Meu Melhor

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