O porquê deste BLOG.


Sei que esse texto deveria ter sido feito no começo, mas nunca é tarde para começar.
Depois da minha última postagem, muita gente chorou comigo, uma delas foi meu padrasto que é uma pessoa muito legal. Minha mãe ao me contar, disse a ele para amenizar que meu blog era depressivo.
Desde então estou a pensar se isso é verdade.
Mas convenhamos, eu sou depressiva, eu só escrevo melhor qdo estou triste, não sei explicar, mas sou assim, sempre fui. Eu sei descrever o q a minha alma sente. Acho q é isso e assim, como muitas pessoas sempre conseguem lembra-se melhor das coisas ruins q lhe aconteceram, eu conto melhor.
Olhando para trás. Não vejo somente postagens ruins ou tristes. Mesmo pq eu tenho um outro blog para q eu possa ser eu mesma nele, aqui, nesse eu tento apenas ser mãe. E, como na vida temos q ser muitas ao longo de nossos dias, pq eu não posso ter um blog para ser mãe e outro para ser eu mesma, não é?
Voltando para o propósito deste blog, eu o criei pq eu queria q meus filhos pudessem lê-lo, onde eu contaria como é ser mãe deles, as alegrias, as angústias e os anseios da maternidade.
Quando eu o criei, meu filho era pequeno ainda, eu sequer imaginava o q é autismo, mas mesmo assim(né?rsrs), eu amava ser mãe, hj ainda mais.
Teve uma época, q eu o desativei, não excluí pq o Blogger não nos dá essa oportunidade, se pudesse, assim teria feito.
Daí, um dia, o Autismo bateu à minha porta.
Então, eu saí pelo orkut desesperada, despreparada. Corri, como uma louca, em busca de respostas. Algumas tão simples, tão banais, mas até mesmo as mães de filhos autistas não conseguiam me responder. Senti falta de aconchego, de compaixão, de solidariedade. Não culpo as mães de autistas por isso, entendo perfeitamente q a gente esquece isso e vai viver o melhor para eles.
Foi aí, q numa dessas comunidades eu encontrei a Fabi.
Moramos em cidades vizinhas, temos filhos praticamente da mesma idade e estávamos vivendo o MESMO MOMENTO: Acabávamos de descobrir q tínhamos um filho autista.
Eu me apeguei a ela de uma maneira tão especial. Saber q ela precisava de força, me dava força, às vezes eu engolia meu choro para secar o dela e sei q ela fazia isso tbm.
Daí veio a necessidade de dividir.
Dividir o que algumas outras mães não podem pelo tempo escasso, ou não sabem tbm.
Dividir a DOR.
Não passar a minha dor para elas nem pra ninguém.
Apenas ter coragem de gritar para o mundo q ser mãe especial é lindo, é sublime, é uma lição de vida, mas tbm DÓI DEMAIS!
Falar disso sem vergonha, sem culpa, sem esconder as lágrimas, os medos, sem esconder a ignorância.
Para mostrar todo o processo dar dor se transformando em força, em luta, em amor maior, em felicidade.
E eu sei que toda mãe q tem um filho com a mínima limitação que seja, ao ler meu blog vai se identificar e foi essa falta, essas ausência de identificação que me fez reativar o blog e voltar a escrever.
Quis tbm dividir o mundo das mães especiais com vc que não tem filhos especiais. Pq o comum é a mãe se fechar na correria, na luta, no amor e não ter tempo de dividir. Dividir uma vida diferente com quem não é diferente.
Incluir, juntar todos em prol do amor.
Não é um canto depressivo, não é o lugar mais alegre do mundo tbm.
Não tenho pretensões de ensinar nada a ninguém, tenho apenas necessidade de dividir coisas q não encontrei praticamente ninguém para dividir comigo.
Mas tudo tem o seu lado bom. Não fosse essa falta, talvez hj eu não estivesse aqui dividindo minha maternidade com vcs, dividindo meus sentimentos com vcs.

Me expor???
Quem sou eu? Não sou ninguém! Sou um rosto, uma mãe, uma mulher, como vc, como sua esposa, como sua mãe, sua irmã.
Eu sou apenas aquela pessoa que vc conhece e gosta, pq encontra um pouco de mim dentro de vc. 
Eu tbm posso ser aquela pessoa q vc não gosta, mas ainda assim, é pq tem um pouco de mim em vc.
E é pra isso q eu escrevo.
Para mim, para vc, para meus filhos qdo crescerem.
Para não sufocar nada dentro de mim.
Para derrubar barreiras, para desmentir que mães especiais não podem chorar, que mães especiais não são felizes e que mães especiais devem apenas ficar caladas e cuidar de seus filhos.
O mundo me pertence, pertence ao meu filho e ao seus tbm.
A inclusão do meu filho no mundo começa aqui e não tem fronteira para terminar.

Beijos
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É preciso chorar às vezes....


Às vezes não tem jeito, a gente precisa chorar.
Às vezes esse choro acontece por um motivo tão bobo.
Às vezes uma coisa tão tola que não faz falta para ninguém.
Às vezes não damos importância para os pequenos gestos e, enquanto uma mãe agarra seu filho evitando um 'tchau', outra mãe como eu chora simplesmente pq seu filho não sabe fazer isso.
Às vezes não tem dor maior do q olhar nos olhos da pessoa q a gente mais ama nessa vida e ver indiferença. Indiferença sem esforço, despretensiosa, apenas indiferente mesmo.
Às vezes a gente chora e nem sabe porque chora, já q não adianta, temos q nos apoiar em outras coisas, em outras vitórias, parar de desejar o q não se tem e alimentar alegrias nas conquistas que já temos.
Muitas vezes as coisas mais banais alegram a vida de uma pessoa, são migalhas de felicidade, digo migalhas pq eu tenho um jeito egoísta de ser, um jeito insatisfeito de ser. Nunca me vi vivendo de migalhas ou me contentando com pouco.
Essa é uma lição nova para mim, penosa às vezes.
Tem dia que o nosso cocô de cada dia não satisfaz, a gente tenta chamar o juízo de volta, se chama de fresca, de mal agradecida, de rebelde também, daí vem uma 'vozinha' láaaaa no fundo e diz: 'Mas poxa, quando é que eu vou poder chorar??'
E tem dias q essa vozinha me comove e eu cedo ao seu desejo, me deixo chorar.
Chorar pq eu queria q ele olhasse para mim e me visse, chorar pq tem dia q as diferenças e indiferenças machucam, pq se doar é difícil. Chorar só pra sentir lágrimas quentes no rosto e simplesmente secá-las dizendo: "Pronto, passou! Agora é hora de voltar a vida real, não podemos ser vítimas das circunstâncias. Devemos seguir em frente, com amor, com força, com vontade de ser feliz."
Mais uma vez me esbarro no confronto de enfrentar a situação com coragem (sem dor) e sem coragem( com dor). Pq hj eu aprendi que a vida é assim.
Fazemos algumas escolhas. Eu não escolhi ter um filho q às vezes não olha para mim, não entende o q eu ensino, mas eu escolhi ser feliz com essas circunstância e tornar isso apenas um detalhe, olhar para isso com nobreza e transformar em sinonimo de felicidade.
E é assim mesmo, tem dias q é preciso chorar. E eu choro agora, pq tem dias q um simples aceno de mão, transformaria minha vida muito mais feliz do que é hj. Pq por mais q eu chore pelo o q eu não tenho, talvez nem tenha, eu sou feliz e agradeço a Deus por tudo isso. Pq eu tô vendo meu filho crescer e cresço junto com ele. Simples assim....
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Decisão! Viajando para novos rumos!


Há algumas postagens, eu falei sobre a saudade  de ser mãe.
Bem, há alguns meses, o meu 'sininho' de mãe, o mesmo que me alertou para o autismo, tem tocado novamente. Dessa vez é quanto a minha necessidade de estar perto do Artur, perto de uma maneira mais, ativa.
É claro que eu quero sair do meu trabalho há anos, a bem verdade é que tudo o q eu precisava era de um bom motivo para criar coragem, mas nos últimos meses a minha mente fica me perguntando até que ponto vale a pena trabalhar, me doar, fazer sacrifícios [por mais q não vejam eu faço], me empenhar por algo q eu não amo, que eu não acho q valha a pena.
Claro q atualmente eu gosto do meu trabalho, acreditem se quiser, mesmo tendo ouvido tudo o que eu ouvi, estou no paraíso, quem me conhece há mais de um ano sabe disso, pra quem não conhece, eu conto AQUI.
Então, como eu disse, estou no paraíso.
Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, meu trabalho não está me satisfazendo, eu acabo deixando muitas coisas do Artur de lado para não me ausentar tanto, enquanto poderia investir mais num tratamento dele que tem q ser diário. O papai tbm cuida dele direitinho.
Bem, deixando de enrolar, vim contar aqui que eu decidi q em 2011 não tenho planos para minha vida profissional. 
Vou ficar em casa, cuidar do meu filho, da minha família, da minha alma também, eu quero um pouco de paz, um pouco de descanso. Quero andar de mãos dadas com meu filho, quero q ele me ouça, quero sua presença incessantemente em meu dia inteiro, quero me cansar de ouvir sua voz [impossível] e caminhar um pouco para relaxar.
Quero que saibam que eu não estou tomando uma decisão precipitada e que a minha saída não será definitiva.
Felizmente, ser funcionário público tem suas vantagens e eu posso pegar um afastamento de até 3 anos, claro que sem remuneração.
A parte triste é essa, já que como meu marido e eu temos o mesmo trabalho, nossa renda cairá pela metade.
Esse ano foi muito bom, consegui, na medida do possível, colocar nossa despesas em ordem e a falta da minha renda vai apenas tornar as coisas um tanto justas, mas Deus há de não deixar nos faltar nada.
Como eu disse, tem pelo menos 5 anos que eu tento deixar meu trabalho, mas sempre esbarrei na estabilidade que ele me traz, me acomodava, acreditava na minha capacidade de superação que achava q não era justo com meus filhos deixá-los à mingua.
Mas, se antes eu era uma pessoa forte, hj eu tenho o Artur, hj eu tenho a Laura maior, mais independente e me apoiando sempre. E isso não me faz  ter medo.
Sempre invejei pessoas que conseguiam trabalhar, sem sofrer, eu não conseguia e eu tinha medo, medo de perder meu trabalho.
Tive Síndrome do Pânico por causa do meu trabalho, duas crises depressivas gravíssimas por causa do meu trabalho e sinceramente, ele me traz lembranças ruins toda vez que eu penso nele.
Sinto náuseas novamente.
É por isso que eu não vejo mais motivos para dar prioridade a ele.
E eu não quero mais dar prioridade para meu trabalho. Ele não me traz futuro, ele não me leva a lugar algum além do caminho inverso aos meus filhos. Eu não quero mais mesmo!!
Em 2011, eu vou tentar, vou procurar uma renda alternativa, vejo pessoas que não tem um emprego como o meu passando dificuldades, mas quem falou que eu não passo??
Não será nada louco, nem precipitado, aliás, de precipitado não tem nada, mas eu tenho que conseguir.
Deixar sonhos de consumo para trás?? Acho q sim, não sei se vai dar para pagar o Inglês da Laura no primeiro semestre, mas eu preciso tentar.
Eu preciso me dar essa chance.
Pq ficar e deixar as coisas como estão, vai contra todos os meus princípios, eu nunca fui corajosa, mas nunca deixei de enfrentar meus medos. Eu nunca foi um exemplo de pessoa, mas eu sempre primei para verdade, pelo caminho do bem.
Eu nunca fui boazinha e obediente, mas essa hierarquia exarcebada qse acabou com a minha vida.
Preciso de paz, preciso dos meus filhos, preciso da minha casa. Eu fiquei 1 ano morando na casa da minha mãe, sonhando com o meu sobradinho fofo e hj, me pego tendo preguiça de varrer um chão, por me sentir desestimulada.
Tô aceitando dicas para uma renda extra. Quem tiver, pode me passar, por aqui, ou pelo ORKUT .
Toda boa ideia será muito bem vinda, agradeço desde já todas as pessoas que leem meu blog, mesmo q não comentem nada, mas q dedicam alguns minutos de seu tempo para ler minhas lamurias e a vcs que comentam ainda mais, muitas vezes entrei aqui me sentindo um restinho de gente e vcs me fizeram ver o quanto eu sou importante no mundo, no meu mundo, obrigada
E, vou continuar viajando, mas como piloto da minha vida e não como um passageiro qualquer.

*Ai ai chorando tanto agora.... *

Beijos
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A vida tira sarro de mim


Pessoas, tô indo ali me benzer, volto logo!!
Antes eu vou falar do quanto viver é foda!!!
Logo cedo eu estava lendo o blog da Patrícia, aliás, sei q é fora do tema, mas recomendo: Te amo, porra!!
E ele falava sobre pessoas q tem o seu 'Dia de fúria', que cansadas de tomar tanta porrada, explodem do nada, por algum motivo banal. 
Olha gente, meu dia de fúria vai chegar, eu sei, mas eu quero q seja diferente das outras vezes, não vou mais 'dar tiro no meu próprio pé'.
Bem, o Ro levou o Artur para a Casa da Esperança hj. O motorista mudou, desde semana passada, ele tem tratado quem não é da panelinha dele diferente, mas até então, ele não é obrigado a ficar puxando saco das pessoas q transporta.
Até aí, tudo bem, né?
Só que hj, Artur passou mal e vomitou, tudo em cima do Ro, na Kombi, no mundo.
E além de ficar todo vomitado, o Ro teve q ficar ouvindo o motorista reclamar e dizer q nós damos comida para as crianças de propósito para q elas vomitem na viagem. [ :O ainda não aprendi colocar emoticon aqui, mas......................................................


Para tudoooooooooooo!!!!!! Como assim?? Eu dou comida pro meu filho só pra sujar a kombi dele?? E eu não tenho nada mais na minha vida pra fazer além de me preocupar com ele??
Vá para o inferno!!!!
Ele acha q eu sou o que? Ignorante, chucra o suficiente para aguentar esse tipo de coisa? E q meu marido é um bundão??
Não, ele errou tudo isso, meu marido não esmurrou a cara dele pq ele estava longe, não esmurrou depois pq EU PEDI a ele pra ter calma qdo saiu. E eu não sou estúpida, ele vai se ver comigo.
Comigo não tem papo, não tem barraco, oras, se eu uso um blog para desabafar, acha q eu gosto de papo?? De conversa ao vento??
Não!! Comigo é tudo registrado, é tudo no papel.
Cheguei no trabalho e fui direto na net pesquisar sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Fiz uma reclamação impecável [pelo menos acho] e vou entregar na teça-feira na empresa que paga esse merda para nos levar à Casa da Esperança.
Não fosse isso, marido tá um saco. Disse um monte de palavra doce aqui no comentário, mas em casa não se pode falar nada q ele sai batendo o pé, reclamando e me deixando no vácuo [azar o dele ò.ó]
E lá vai a pessoa q vos fala aqui, ter calma, esfriar a cabeça, abrir uma porcaria de uma cerveja e tentar acreditar q a lei vai acontecer e q esse cara vai pagar por sua atitude imbecil.
Cheguei do trabalho, claro q marido já brigou de novo comigo então fui ao mercado. Lá, a conta deu R$17,08 e para facilitar o troco dei R$ 22,00.
Ela me pediu R$0,10 e eu não tinha, então, ela ME DEVOLVEU os R$2,00 e me deu de troco R$2,90.
Eu falei pra ela: - Nossa, vc é muito mão-de-vaca, vai me dizer q não sobra R$0,08 do seu caixa nunca??? E conversando com a minha mãe falei:
- Já ouviu falar q as pessoas tem seu dia de fúria? Pois é, elas vão aguentando, aguentando as porradas da vida, chega um dia, elas quebram tudo, por qualquer bobagem q seja, até mesmo por um desconto de R$0,08.
Olhei para a caixa e disse: - Prometo tentar não vir ao mercado nesse dia, ok??


Tô me enchendo com a vida tirando sarro de mim, as pessoas não me levam à sério e a vida ri de mim por isso.
Estou me tornando uma bomba e quando eu explodir, espero q só quem merece esteja por perto. 

Affaoooooo hj é sexta, véspera de feriado prolongado, marido com cara de bunda, no trabalho, trabalho amanhã, sem grana.
Mas........... tenho meus filhotes lindos q tanto amo. Amém!!!

Podem rir de mim, eu deixo, tbm ri.
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O dia seguinte....


Ontem mesmo, na primeira oportunidade q tive, fui falar com o Secretário [Todo poderoso].
Disse q não queria mais trabalhar com ele, não por ele, mas pq o Assessor dele não estava mais satisfeito com meu trabalho, repeti tudo o q ele me disse e disse q não estava afim de ficar sendo ofendida e tratada como um fardo e q NÃO ADMITIRIA ninguém tratar meu filho como um fardo.
Esse Secretário é uma pessoa q eu gosto muito. Ele foi a única pessoa que me ajudou quando o mundo inteiro me deu as costas e q minha vida profissional hj, juro, já foi pior acreditem, estava uma merda.  Foi ele quem ajudou a trazer a dignidade de volta a minha vida. estava mais acabada do que é
O q eu mais admiro nele é a forma q ele ajuda as pessoas: ele ajuda e NÃO COBRA. Não fica falando para todo mundo o quanto ele ajuda. Ele ajuda, vc agradece, ele sorri e acaba aí.
Ele me ajudou demais tbm com o Artur, sempre disponibilizando carro e motorista para minhas viagens nas peregrinações atrás das coisas do Artur.
E sinceramente, é a opinião dele q me importa nisso tudo.
Então, eu reclamando para ele, ele sorriu pra mim e disse: Jack [afff odeio esse meu nome], isso é um estresse de momento, pra eu deixar para lá.
Olha, é foda, viu!! Não é fácil deixar as ofensas e humilhações de lado, mas meu orgulho nunca me ajudou a conquistar nada de bom nessa vida mesmo.
Fiquei no outro setor repondo uma ausência NÃO JUSTIFICADA e quieta.
O Assessor foi falar com o secretário, vi qdo ele entrou e saiu com uma cara pior do q a q entrou.
 Nem liguei.
Hj, imaginei q eu fosse entrar na sala e q ele já ia me mudar de lugar, me colocar em outra sala, me deixar de escanteio [pra mim pouco importa tbm, o salário é o mesmo], mas não, ele falou comigo somente o necessário, tinha um bilhete com um pedido dele na minha mesa q eu atendi prontamente. Não toquei no assunto, não fiz brincadeiras, nem ele comigo, mas não quer dizer q o dia não nos fez sorrir com algum acontecimento, então, não ficou um clima pesado.
A vantagem dessa pessoa é q ela apesar de ser egoísta, ela não tem aquela ruindade de ficar esperando vc errar pra cair matando, não tem perversidade, apenas é machista e egoísta, nada mais.
Fiz o meu trabalho, tentei não chamar a atenção dele, mas ironia do destino, eu tinha uma consulta marcada hj pela manhã. Sabe o q eu fiz??? 
Peguei minha bolsa, meus exames e fui, voltei com minha declaração de comparecimento, coloquei na pasta e nada mais.
E assim foi meu dia, o dia seguinte, ele teve q me engolir e eu acho isso bem legal. Pq ele foi muito injusto comigo ontem.
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Um fardo.


Cheguei hj à conclusão de que Artur e eu somos um fardo no mundo.
Não que isso me surpreenda, eu não esperava que fosse diferente, mas eu não sabia que ia doer tanto.
Hj numa discussão acalorada com meu chefe, ele me disse tudo o q ele pensa de verdade sobre a minha vida.
Disse q eu só vou ao médico, que me ausento demais.
Eu respondi q não poderia fazer nada, q precisava me cuidar e cuidar do meu filho, que estava no meu direito e que já mais abriria mão disso por causa de trabalho, já fiz, não faço NUNCA mais.
Fui chamada de desinteressada, de displicente, de que pelo fato de ser concursada não estou nem aí. Que não tenho espírito de equipe, q não cedo nada pelo bem do serviço.

Bem, cada um tem o direito de falar o que quiser, a verdade é que ninguém pode provar.
Depois do tanto q eu sofri, do tanto que eu apanhei, seria imbecil demais eu achar q lá era a casa da mãe Joana e fazer o que eu quisesse. Então, só faço o q está dentro da lei.
Mas ainda assim, isso incomoda as pessoas.
Eu sabia q seria assim, mas como disse, não sabia q doeria tanto.
Tanto esforço, tanto cuidado, tanto tanto tanto para ouvir o q eu ouvi.
Acusada, julgada e condenada por ter problemas de saúde e um filho que tem problemas de saúde. ÓOOO mundo cruel, posso me matar agora?
Tudo pq eu não posso ficar com meus filhos, tudo pq o mundo é movido à dinheiro e eu tbm preciso.
Felizmente, graças a Deus, eu sou concursada.
Queria chorar, desabafar, mas tá entalado. Não foi tão simples assim como contei.
Acho q é a primeira vez q eu não consigo descrever minha tristeza em palavras, justo eu q sempre fui boa nisso.
Dá medo. Ninguém tem q ter pena de mim, mas o ser humano poderia tentar se colocar no lugar uns dos outros às vezes.
Queria q todos os problemas da minha vida fossem uma pilha de papéis e a roupa q eu vou usar no final de semana.......


E a vida continua.... pelo menos tem q continuar.... mesmo q embaçada pelas lágrimas e pedras do caminho.
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Casos menos severos de autismo são preocupantes


João, com 12 anos, estava sempre alheado nas aulas, nunca olhava os professores nos olhos, mostrava-se indiferente às ordens que estes lhe davam e até os empurrava, caso eles se interpusessem entre si e algo que quisesse ver. Na escola foi classificado como "perigoso" e aos processos disciplinares seguiu-se a proposta de suspensão. Mas, se ela se tivesse concretizado, não serviria de nada, porque ele não entenderia o castigo. João era - e é - autista e uma entre muitas crianças que tardam a ser diagnosticadas e que, em vez de apoiadas e protegidas, são apontadas como mal-educadas e rejeitadas em sociedade.



O nome é falso, mas o caso é real e ilustra uma das preocupações que os especialistas consideram que têm de ser realçadas hoje, Dia Mundial da Consciencialização do Autismo. "Nos casos graves, o diagnóstico é precoce e os doentes são protegidos e apoiados. São as crianças com perturbações menos severas do espectro do autismo que, tal como as famílias, passam por situações mais complicadas. Todos exigem à criança um comportamento normal, quando ela não o pode ter - apesar de o diagnóstico não estar feito, ela não é mal-educada, é autista, nunca será como as outras", alerta Guiomar Oliveira, pediatra.


Coordenadora do único estudo de âmbito nacional sobre a prevalência do autismo - que envolveu 300 mil crianças com idades entre os 7 e os 9 anos -, Guiomar Oliveira baseia-se na sua experiência, mas também nos dados obtidos durante a investigação. O estudo, feito entre 1999 e 2000, permitiu concluir que uma em cada mil crianças tinha alguma perturbação do espectro do autismo; e ainda que, destas, apenas um terço tinha sido objecto de um diagnóstico correcto, apesar de quase todas estarem a ser acompanhas por problemas de comportamento e de aprendizagem, entre outros.


A dificuldade de diagnóstico é facilmente explicável: não há traços físicos associados à patologia e o grau de severidade (no que respeita aos défices na comunicação, na relação com os outros e na capacidade de imaginação) é muito variável.


Crianças com autismo num grau muito severo podem nunca chegar a falar e ficar indiferentes aos esforços de terceiros no sentido de estabelecerem com elas uma relação; crianças com a síndrome de Asperger, por exemplo, podem ter uma capacidade cognitiva e uma linguagem normais, que disfarçam outros sintomas da perturbação, como a incapacidade de perceber uma metáfora ou uma ironia e de expressarem emoções ou de entenderem as dos outros.


Há outra característica da doença que é especialmente cruel para os pais: um autista não entende as regras sociais e não tem mecanismos de autocensura - diz e faz o que lhe passa pela cabeça, no momento. E não é raro que, perante um comentário desagradável ou uma birra da criança, os pais sejam criticados por, supostamente, não a saberem educar.

Há quem pense que os casos de autismo têm aumentado. Guiomar Oliveira não concorda. Acredita que aumentou, sim, a quantidade de casos diagnosticados, muito graças ao progresso feito nos últimos anos no que respeita à sensibilização de educadores e de professores e à formação de médicos. "Chegam-nos, para estudo e diagnóstico, muitas crianças com 18 meses e dois anos; mas também muitos jovens com, 12, 13, 14 anos..."
Apesar desse aumento, quantos autistas andarão, desprotegidos, entre nós? É o que preocupa os especialistas. Isabel Cottinelli, presidente da Federação Portuguesa de Autismo (FPA), anuncia a aposta, ainda este ano, numa grande acção de divulgação dos sinais de alerta, dirigida às famílias (http://www.appda-norte.org.pt). Rita Soares, psicóloga daquela organização, não teme alarmismos: "Mesmo em caso de erro de diagnóstico, a uma criança com outra perturbação menos grave não faz mal ser integrada num programa de estimulação e de reforço de competências sociais; já para um autista, crescer sem "armas" para sobreviver em sociedade é muito complicado", frisa.


As armas, neste caso, são regras sociais. "João", cujo diagnóstico foi feito aos 13 anos, está a aprender, por exemplo, a ir ao supermercado - a aprender a pegar no produto, a esperar na fila, a entregar o dinheiro, a aguardar pelo troco e, entre outras coisas, a não comentar a obesidade ou os sinais de velhice da senhora que o está a atender.

À sociedade, alerta Guiomar Oliveira, cabe apoiar e proteger a criança. Mais propriamente, se o "João" tem de aprender a não empurrar os professores para chegar onde quer; aqueles também têm de agir tendo em conta que aquela é uma criança especial. O que significa, diz a pediatra, evitar situações de conflito: "Às vezes depende de muito pouco: se puderem evitar colocar-se entre a criança autista e um objecto que ela está a observar atentamente, o que custa fazê-lo?"

Reportagem retirada de: http://inclusaoaquilino.blogspot.com/2010/04/casos-menos-severos-de-autismo-sao.html#links
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Olhar atento de mãe


Esse final de semana eu deixei a Laura ir para a casa da prima em outra cidade.
Elas se curtem muito, pensei q respirando outros ares, conversando com outras pessoas ela se abriria um pouco mais.
Acho q ela gostou muito, minha prima emprestou a ela um livro muito intereassante sobre vampiros e ela está curtindo ele tem 2 dias.
Eu acho q essa viagem fez bem para ela, ela me parece mais disposta, mais leve.
Tenho pena, pq ela só fica em casa, a gente sempre cobrando as coisas dela, estudo, alguns trabalhos domésticos, responsabilidade, mas na hora do prazer, a gente proporciona bem pouco. Muitas vezes por falta de tempo, outras por falta de grana. Mas ela é bem zen com isso, não reclama muito não.
Então, achei q ela ir passear um pouco, ver outras pessoas, ficar um dia longe de nós poderia fazer bem a ela.
Tbm tenho conversado com o Ro para ele conversar mais com ela pq na maioria das vezes ele diz q por ela ser menina, q é interessante conversar comigo, mas eu, qdo tinha a idade dela, ADORAVA ouvir as histórias do meu pai. Como ele conheceu a minha mãe, no q ele trabalhava, coisas da época dele tbm.
Notei q o Ro estava apenas conversando com ela para cobrar e vi q não é legal.
É claro q um adolescente precisa de uma supervisão, mas ela não precisa morar num quartel.
A gente sempre cobrou a Laura, desde muito pequenina e eu não gosto de lembrar disso, até já comentei aqui um vez.
Ontem eu consegui ser mais carinhosa com ela, ela tbm estava mais receptiva, isso me deixou muito mais tranquila e feliz.
Ao mesmo tempo, observo o Artur. Sempre espertinho.
Aprendeu e pegou gosto de brincar de lutinha com o pai. Parece vale-tudo, ele joga o pai no chão, pula em cima, se diverte muito. Algumas vezes ele faz comigo, qdo o papi tá no trabalho.
Ele também entendeu para quer serve um carrinho, sim, pq ele sempre pegava os carrinhos, virava de ponta-cabeça e brincava com as rodinhas.
Ver meu filho empurrando um carrinho, mesmo q à tapas, foi encantador, de encher os olhos de lágrimas. [olha o Nosso cocô de cada dia aí!].
Ele tbm aprendeu a brincar no triciclo. Sobre, desce, anda de ré, já tem se divertido com ele.
Aos poucos a apatia com o mundo está indo embora e isso só nos deixa feliz.
Estar indo ao parquer terapeutico fez muito bem a ele.
Qdo eu cheguei na casa da esperança, me perguntei pq tinha um playground lá e, logo no primeiro dia q o levei lá, q vi as outras crianças com tantas limitações brincando, entendi os motivos.
Lá, as crianças podem ser crianças, podem ter contato com o mundo, com a vida real. Achei lindo, maravilhoso demais. Eu curto aquele lugar. Curto as crianças e muitas mães.
Eu não fico mais olhando as mães, as crianças e pensando o q pensava no começo: q elas sofrem mais que eu, q eu não deveria chorar...
Hj eu olho para elas e me vejo: uma mãe cheia de sonhos para os filhos, que não mede esforços para conseguir qualidade de vida para eles.
Hj eu não sinto mais pena, eu as admiro e tenho crescido, como muitas lá, para ser uma mãe admirável. Não para o mundo, mas para meus dois filhos.
E é assim q vai ser, meus filhos irão crescer sobo o meu olhar atento de mãe.
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Vida de mãe


Em meio às fraldas sujas, às incertezas do autismo, me pego nas incertezas da adolescência.

Ter lembranças claras da minha deveria me fazer ser uma mãe melhor, criar expectativas, mas eu nem sei se eu fui uma boa adolescente.
Eu acho q eu era insegura demais, passional demais. Sempre deixei a razão de lado e segui meus impulsos.
Eu tenho medo de ser mãe de uma adolescente. Não tenho os medos comuns: violência, drogas, furto, vou além. Eu tenho medo de ver minha filha sofrer, tenho medo de tantas coisas. Medo da minha filha não me amar, não se valorizar, ser passional como eu.
Tenho medo de errar com ela, de q ela não me veja como uma boa mãe, medo de magoá-la, medo de não estar dando a devida atenção para ela.
Gostaria de comprar mais roupinhas para ela, ela é mocinha agora.
Ela também é diferente, talvez seja isso q me assusta.
Ela não gosta de Restat, Cine, Justin Bieber, ela gosta de ler, passa o dia lendo e qdo não está lendo, está escrevendo, pensando coisas geniosas e grandiosas tbm.
Nem sei se eu era assim.
Eu tinha muitas amigas, ia na casa delas, elas vinham na minha, eu me apaixonava como quem pega uma gripe e desapaixonava assim tbm.
Eu saía com minhas amigas, ia ao shopping ou nos reuníamos para ver um filme romântico e chorar juntas.
Atualmente ela quer estudar inglês e eu devo isso a ela, pq prometi.
Vou cumprir. Ela tbm quer fazer intercâmbio. Não sei como vai ser. mas acho q seria importante estimulá-la a tudo isso.
É tão difícil ser mãe. A pessoa mais importante do mundo pra vc, não se sente à vontade de dividir seus sonhos, suas tristezas juvenis, suas decepções, suas ânsias. 
Eu tento sabe, tento dar espaço. Não podá-la, mostrar q eu entendo q uma menina na idade dela se apaixona, tem sonhos, tem desejos, conto q eu tinha, mas ela se fecha sempre. como sempre se fechou.
Ela é diferente, é especial e eu não sei se estou pronta para lidar com o especial, com o diferente.
Pq será q o especial, o diferente nos assusta?
Pq será q a gente tem tanto medo de errar?
Pq será q a gente não consegue ver o quão simples são as coisas??
Eu só queria q a minha filha soubesse q eu estou ao lado dela.
Q eu a admiro, q eu a amo demais.
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Palavras ao vento


Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
  

Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será



Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras

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REGRAS E ROTINA


Essas são as duas palavras mais complicadas na minha vida
Há alguns meses eu falei sobre isso aqui. Sobre como eu não gosto de regras.
Eu odeio seguir regras q não sejam impostas por mim mesma, muito menos consigo ter uma rotina como uma pessoa qualquer tem.
Sou do tipo de pessoa q acorda todos os dias sozinha às 8hs da manhã, mas, se alguém chegar para mim e disser: - A partir de amanhã, vc acorda às 8hs!
Pronto! Está feito o desafio, a partir de então, eu perderei a hora todo dia.


Sei lá pq eu sou assim, não gosto muito de obediência, admito.
Eis q a vida às vezes brinca com a gente, Artur apareceu na minha vida.
E, tudo o q um autista precisa é: regra e rotina.
O q eu faço agora?
Eu já nem sei se devo dizer-me atrasada nisso, mas convenhamos que esse ano nem conta, foi um ano difícil de adaptações, não rola dizer q me omiti qto a isso.
Acontece q o Artur tem uma rotina, mas é a rotina dele, que ele fez, por conta de nossas dificuldades diárias.
Nossa família não é uma família convencional, nossos horários são diferentes e não dava para acordar o Artur na hora em q o pai estava chegando do trabalho.
E assim, diante de tantas dificuldades q esbarramos ao longo desse ano, ainda tinha essa.
Enfim, a intolerância à lactose foi descoberta, a Síndrome do Cólon Irritado tbm.
As alergias ainda estão presentes, mas em estudo e a nossa vida começa a tomar um rumo para a normalidade.
É chegada a hora de procurar uma rotina pra tudo isso.
O Gastro havia chegado à conclusão de que realmente, com nossos horários não daria para o Artur fazer outros e até não nos deu tanta bronca.
Mas foi ele tbm quem deu a cartinha para q Artur voltasse à creche.
Q por sinal, eu detestei, já q eu havia pedido justamente o contrário.
Mas, como eu comentei no post anterior, tive q ceder.
E, ainda bem!!
Artur começou a ir para a creche nessa semana q passou.
Ele não chorou horrores, só no começo, depois já começa a brincar.
Ele tem entrado às 7:30hs e saído às 9hs da manhã.
Qdo ele volta, ele volta todo alegre, sorridente, se alimenta bem, brinca o tempo todo, dorme gostoso à tarde e dorme cedo.
Teve até uma noite em que ele dormiu sozinho na caminha dele e a noite TODA.
Apesar dos pesares, sou obrigada a admitir que acordar cedo tem feito muito bem para o meu pequeno.
Claro q não pra mim. Eu ODEIO acordar cedo, ODEIO dormir cedo. Sou uma morcegona, notívaga de verdade. Então, enquanto meu pequeno se delicia com a sua nova rotina, com suas novas regras, eu me acabo de sono e enquanto não bocejo, babo muito olhando o quanto ele está se sentindo bem e saudável com seus horários.
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A CRECHE: PARTE III


Amanhã mais uma vez vamos levar o Artur para creche, mais uma vez vamos fazer a adaptação dele.
Admito que vou levá-lo pela 3ª vez para a creche e só Deus sabe o quanto é contra a minha vontade.
Mas, todos dizem q é importante para meu filho estar com outras crianças. Eu realmente não acho q agora seja importante para ele, no momento eu optaria por um filho saudável, uma mãe acostumada e adaptada às suas alergias, mas, pela pressão, lá vamos nós.

Pq eu odeio creches?
Pq eu fui muito, muito magoada por ela. Pq o q eu vi fazerem comigo e com meu filho. Para quem não sabe o q houve, vou deixar meu post AQUI 
Depois do q houve, a minha busca ficou em torno de cuidar do meu filho.
As pessoas diziam q eu tinha q ir na secretaria de Educação formalizar uma queixa, mas eu não tinha forças, todas as vezes q me lembrava do meu filho PRESO num carrinho pq não interagia com outras crianças eu ficava mal e não podia, naquele momento meu filho precisava de mim ,estávamos vivendo um momento delicado, não dava para parar e me envolver em picuinhas.
Não fui.
Depois de Março, qdo recebemos o possível diagnóstico de espectro autista. Foram dias de adaptação. De luto, de tentar aceitar q nosso filho seria uma criança diferente do q planejamos, como já contei aqui.
Qdo eu consegui sacudir a poeira, fui na Secretaria de Educação, eu queria outra creche, a modelo da cidade. Conversei com um vereador e ele conseguiu uma reunião com uma das secretárias de lá.
Contei para ela o ocorrido, ela ficou horrorizada e preocupada com o q eu ia fazer com o ocorrido.
Eu sou uma trouxa mesmo, eu não consigo prejudicar as pessoas, não consigo me VINGAR das pessoas e falei q não queria fazer mal a ela, afinal, levando-se em consideração o tipo de pessoa q ela é, o q mais de mal ela poderia sofrer, além das consequências disso. Com certeza ela faria de novo, foi isso apenas q eu pedi para não acontecer. Pq eu sou uma mulher forte, uma mãe determinada, instruída e o q eu não sei, tenho como correr atrás, mas e as pessoas humildes?
Como fazem? Rejeitam o filho tbm??
Eles tem a creche como referencia de educação para seus filhos, pelo menos é o q se acredita e de repente, deixar uma criança de lado pq ela é diferente pareça ser o correto a fazer, já q uma instituição se sujeita a isso, pode parecer q é assim q se trata as diferenças, com ignorância e desprezo.
Bem, eu não posso mudar o mundo, mas posso fazer o q eu posso para lutar contra as diferenças.
Para 'calar a minha boca' a secretária me deu uma vaga na creche modelo e eu arrisquei mais uma vez. Todos dizem q é importante para  a criança com espectro autista conviver com outras.
Eu sinceramente não acho mais isso, não agora.
Ele começou a ir, sua adaptação levou 1 mês, até aí tudo bem, foi para respeitar o tempo dele.
Mas daí, dessa vez, esbarramos na intolerância à lactose e nas alergias q ainda não sei ao q são.
Artur ficou muito doente, começo de pneumonia, sinusite, sofreu, tomou soro, antibióticos e acabou q não o levei mais para a creche. Decidimos q não era tempo ainda, q era melhor ele ficar em casa conosco.
Nesse intervalo, a psicóloga da Casa da Esperança onde ele começou o tratamento em Julho, tem insistido demais para q ele frequente a creche.
Mas ele estava desnutrido, estávamos atrás do seu diagnóstico e eu não mandei.
Acontece q na última consulta com o gastro, ele nos disse q estava tudo bem, pedi para q ele escrevesse q o Artur NÃO poderia frequentar a creche e ele contrariando a minha vontade, disse q SIM q ele não só poderia, como deveria, desde q suas restrições alimentares fossem respeitadas. Fomos para a creche novamente e para a nossa surpresa, a diretora nos disse q havíamos perdido a vaga, com o maior desprezo do mundo.
Eu disse: Como assim perdeu? Então eu vou cuidar da saúde ele e ele perde o direito de frequentar a creche?
Ela disse q não poderia fazer nada.
Ela até poderia não fazer nada, mas eu fiz.
Liguei para a Secretária q me ajudou e ela ligou lá, deu a maior bronca na Diretora, disse q eu tenho todos os atestados, receitas de tudo para comprovar a ausência e q ela deveria nos receber novamente.
No outro dia fomos o Ro e eu na creche, a diretora nem nos atendeu, deixou outra pessoa responsável para receber toda a papelada e atestados.
Não é fácil levar o meu filho mais uma vez na creche, muito menos sabendo q novamente uma diretora não o quer lá.
Podem pensar o q quiserem, mas eu não quero meu filho na creche hj.
Estou fazendo isso porque a psicóloga da Casa da Esperança está insistindo muito e tenho medo q ele perca o tratamento por isso.
Mas tbm já disse para mim mesma q para um monte de gente e irei dizer aqui tbm:
Se o Artur adoecer novamente, só vai para a escola, não mandarei para a creche e isso só acontecerá qdo ele tiver 4 anos.
E q Deus abençoes as TIAS q irão cuidar dele, q Ele faça q elas façam seu trabalho com amor. Pq não existe deficiência maior nesse mundo do q a ausência de amor.
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Noites sem dormir


Eu já perdi as contas de quantas noites eu não dormi. Fosse por ele dormir demais, fosse por ele dormir de menos ou nem dormir.
Sabe, eu nem me incomodo mais em não dormir, eu durmo em média 6 horas por dia, o q me chateia mesmo são noites com as duas últimas.
É tão triste vc não saber o q seu filho tem, pq ele chora tanto. Expressão de dor, nem o colinho da mamãe acalma. É a única forma q eu consigo entendê-lo.
Ele sente dor, chora e eu não sei o q fazer, a não ser que, mesmo no meu colinho ele não chore, eu não sei o q fazer.
Qdo ele era bb, ele sempre teve problemas com contato fisico. Ele não dormia nem 10 minutos sem estar encostado em alguém e antes q alguém diga q eu q o acostumei, poupe-me, pois não é verdade, ele é assim desde q nasceu e por questão de sobrevivência, eu cedi à cama compartilhada.
Hj é bem mesmo, mas não conseguimos ainda fazer com que ele durma uma noite inteira em sua cama.
Na procura incessante de contato físico, ele cai da cama, se machuca e sai muito mais caro, compensa mais ceder à sua 'necessidade'. Acho q foi a melhor coisa q fizemos, entender q ele precisa dormir com alguém.
Tudo bem q isso nos causa diversos desconfortos, mas não tantos qto fazer ele dormir no seu quarto sozinho na sua cama.
E ainda hj eu me pergunto qdo é q irei dormir uma noite inteira.
A resposta eu até sei, até aceito, mas não deixo de imaginar q eu poderia estar enganada.
E vamos q vamos!!!
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Saudade de ser mãe.


Não se espantem, mas é isso mesmo que eu tenho sentido na minha vida.
A sensação q eu tenho olhando para minha vida hj é a de q eu sou uma mãe tapa-buracos, aquela q só aparece quando a coisa não tem mais jeito, tá pegando fogo, à beira do caos??
Eu sinto tanta vontade de ficar em casa, sabe, acordar pela manhã, arrumar a bagunça, tomar café na frente do computador. Abrir a geladeira, olhar o q vou fazer de almoço pras minhas crianças. Sentir tédio, q a minha vida não tem graça, me sentir inútil como um monte de mãe sente por aí.
Eu queria levar meu filho pra brincar na calçada, tomar banho à tarde para ir ao mercado, reclamar q meu esmalte descascou por causa da água sanitária.
Eu queria ver 'vale a pena ver de novo', namorar as roupas da Angélica no "Vídeo Game" e ficar encantada com a beleza do Reportes Evaristo Costa do Jornal HJ.
Mas sabe, eu quero demais. Não dá. Eu preciso trabalhar. Me matar decorando sequências de documentos, dar conta de todo documento q entra, anotar um a um, depois passar para meu chefe despachar, depois distribui-los para os departamentos responsáveis, é um esforço sem tamanho, saber quem ainda não recebeu, fazer o pedido de materiais, pedidos de compras, tomar conta de tudo.
Daí, todas as minhas coisas são 'mexidas', ninguém entende, mistura tudo e de repente acontece algo errado. Quem é responsável pelos papéis?
Droga, sinto-me sugada, gastando minhas energias. Perdendo tempo e emoções com coisas desnecessárias.
Eu só quero ser mãe, estudar mais sobre autismo, ficar com meus filhos, cuidar da minha filha q é quase uma adolescente e precisa de uma mãe presente, centrada.
Ai ai ai, q saudades de ser mãe......
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Sensação de 10 passos à frente e 1 para trás


Às  vezes eu tenho essa impressão, de que estou  no caminho certo, mas fico observando tudo com atenção, à procura da perfeição e me sinto assim:
Dando 10 passos para frente e 1 para trás.
De uns 2 meses para cá, é evidente o quanto o desenvolvimento do Artur melhorou, ele tem feito coisas, tem tido muitos progressos.
Acreditem ou não, depois q tiramos a lactose de sua vida, meu filho amadureceu, cresceu, aprendeu tudo mais facilmente, mas tudo a seu modo.
Ainda me pego pensando numa dieta sem glútem, caseína e tal, mas sinto q não estou pronta para enfrentar os médicos, já q a minha primeira tentativa ocasionou numa criança desnutrida. 
Ao mesmo tempo q vejo o Artur crescer, vejo o seu Espectro Autista crescer tbm.
Não sei se saberei explicar, mas as estereotipias tem aumentado. Muito Flapping, agora ele tbm deu para bater palmas qdo fica nervoso, qdo fica feliz, qdo fica agitado, algumas vezes bate palmas ouvindo músicas, mas é pq elas o deixam eufórico.
Ele tbm agora está com o hábito de deitar no chão, como se fosse um 'budista' e fica batendo a cabeça no chão. Tbm está com o hábito de dar tapas no seu rosto.
Eu sinceramente não sei o q fazer.
Fomos num psiquiatra na semana passada e foi uma frustração só.
Não, eu não esperava q o psiquiatra fosse dizer q Artur não tinha nada, mas eu achei q além de me dar uma carta dizendo q meu filho tem "autismo infantil", que ele iria me explicar algumas coisas, me orientar no dia-a-dia.
Realmente não sei dizer ou se posso dizer, mas vou dizer : Não sei se eu q esperei demais do médico ou se o médico q era um médico de merda. #prontofalei
A verdade é q estou na estaca zero, o médico não me disse nada do q eu não soubesse, aliás, senti q eu sei mais q ele.
Eu não sei se as estereotipias tem alguma causa, ou se ela apenas acontece.
Queria saber se elas pioram, mas eu realmente não sei.
Só q eu sei q eu tenho sede por respostas, sei q vou encontrá-las e venho aqui dividir com vcs.
Enquanto isso, passo o tempo olhando pro meu filho e me perguntando se ele vai se machucar, o q eu posso fazer para evitar e tento não sofrer, já q esse é um comportamento esperado
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Um ano depois....


É nesse final de semana q completa um ano.
Um ano que Deus resolveu colocar um luz bem forte no meu rosto, luz esta q me impediu um pouco de enxergar as coisas com clareza, luz q doeu, luz q tirou pedaços de mim, luz q apesar de sua intensidade incômoda, fez com que, assim como na 'passagem' para a morte, q eu a seguisse, q eu a enfrentasse e encontrasse o lugar onde estou hj.
Hj faz um ano em que minhas dúvidas foram esclarecidas. Pelo menos aquelas q diziam que havia alguma coisa de errado com meu filho. Um ano q eu tive a certeza dentro do meu coração que eu tinha um filho autista.
É tão complicado reviver certas coisas.
Desde aquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma, a busca por respostas, a busca por entender, uma busca sem fim pelo conhecimento q poucos tem.
Lamentavelmente, em sua maioria, incluindo eu, somente buscando qdo se depara com essa realidade para si mesmo.
Hj faz um ano q eu me transformei, me transformei numa mãe de verdade, numa mãe q ama seu filho, uma mãe q escolheu deixar toda a sua vida de lado, q casou-se com a resignação para buscar qualidade de vida para seu filho.
Hj eu deixei todos os meus sonhos para traz.
Aos poucos me vejo tecendo outros, mais lindos, mais consistentes, mais eu mesma.
Hj eu me tornei uma mãe especial, uma mãe q entende o q realmente é se doar, uma doação acima do normal, uma doação especial.
Uma mãe q vai viver pelo seu filho, para ensiná-lo a ser independente, mas q sabe q vai demorar mais do q os outros filhos.
Sabe, tantos anos de minha vida a minha vida foi só minha. Eu não a dividia com ninguém, só momentos, só o q interessasse para mim até mesmo com meu marido, minha filha.
A minha vida sempre esteve na palma da minha mão e eu sempre dei um jeito de enxotá-la de mim.
Todas as vezes q a minha vida dependeu apenas de mim mesma, todas as vezes que a minha vida pediu algo de mim, eu simplesmente me enchi de coragem e dei as costas a ela.
Sempre me machuquei, sempre fiz escolhas erradas pq eu nunca me permitir não escolher.
Por mais q a minha escolha fosse a pior q fosse, eu a escolhia somente para manter o controle ou achar q eu tinha o controle sobre ela.
Hj, um ano depois, vejo q eu sou um NADA.
Não um nada inexistente, não um nada vazio.
Eu sei q hj eu sou um nada nas minhas escolhas, hj eu não dependo mais delas. Eu tenho tentando me dar uma chance, eu tenho me dado o direito de sentar, colocar a mão no rosto e me desesperar.
Não por ter feito uma escolha errada, mas por simplesmente me dar o direito de pensar q eu não sei q escolha fazer.
O começo foi muito difícil, enquanto meu corpo estava quente, enquanto eu tinha sede pelas respostas, eu corri, eu lutei, foram meses esperando consultas, meses acordando de madrugada, meses esperando q algum médico fosse confirmar a certeza que eu já tinha dentro de mim.
O que mais me intriga nisso tudo é que eu NUNCA, NUNCA MESMO levei meu filho a um médico acreditando q ele fosse olhar para mim e dizer: Mãe, seu filho NÃO é autista.
Muitas noites me senti pessimista por isso, sem esperanças, até algumas vezes senti uma coisa tão ruim q os meus julgamentos internos fizeram eu acreditar q pareciam desejosos, mas não era isso.
Eu simplesmente tinha certeza e pronto.
Apesar da dor q eu senti, da dor q eu ainda sinto às vezes, acho q a melhor coisa q eu fiz desde então, foi zerar minha vida.
Um belo dia eu vim aqui nesse blog e disse: De hj em diante minha vida está no stand by.
E assim eu fiz.
Fiz uma faxina interna dentro de mim, como mãe, esposa, profissional, como mulher.
Matei todas elas. Uma a uma. E eu podia sentir no começo cada golpe q eu dava em mim mesma e eles doíam, doíam como nunca nenhum corte q já fiz em minha pele já doeu.
Eu fui brusca, ríspida comigo mesma, mas eu precisava ser assim, não sei funcionar diferente.
Matei a mãe, matei a esposa, matei a profissional e matei aquele farrapo de mulher q eu havia me transformado após anos de depressão. Matei tbm todos os sonhos de todas elas.
O luto da mãe foi o mais doloroso. Além de matar a mãe tive q matar um filho dentro de mim e foi como ter feito um aborto. Eu queria aquele filho, eu desejei aquele filho, mas as circunstâncias me impediram mais uma vez de tê-lo.
Decidi q essa mãe não deveria mais existir, mas não nego q chorei noites a fio, como qdo adolescente pedindo a Deus meu filho de volta.
Senti-me crescer a cada dia, centímetro por centímetro, dor a dor, sorriso a sorriso.
Mas Deus é tão perfeito q dessa vez, tirou um filho de mim e mostrou-me q eu ainda poderia ser mãe, deu-me o seu melhor conteúdo e o melhor presente q eu poderia ter.
Ele me deu um filho especial, um filho q a princípio sim me assustou bastante, mas q eu sempre me senti pronta para cuidar.
Eu sempre odiei diferenças, sempre gostei de pessoas especiais, sempre enxerguei o amor acima de tudo, era como se há muito tempo eu já sentisse q esse dia iria chegar e algumas muitas vezes tivesse fugido dele.
Deus mostrou-me o verdadeiro significado do amor.
Fico IMPRESSIONADA no milagre em q a minha vida se transformou.
Eu era um depósito de amarguras, de aflições e hj eu sou um recipiente de amor.
Eu sou doce, dentro das minhas limitações, claro, mas eu hj só tenho amor dentro de mim e qualquer outro sentimento q me ronde, é escorraçado com o sorriso do meu filho.
Eu tenho muito, muito orgulho de mim. De verdade, pq eu não deixei q nada de ruim me deixasse ruim.
Eu sofri tudo, com intensidade é verdade, mas eu nunca deixei de melhorar por nada de ruim q me aconteceu.
E, como já era previsto, um ano depois, venho aqui dizer q eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida.
Que eu nunca ia querer uma outra vida, um outro filho q não fosse como é o Artur.
Pq o Artur é o filho q eu precisava, o Artur é a vida q eu precisava, o Artur é quem veio ao mundo para aprender comigo e me ensinar o verdadeiro significado do amor..... e eu amo meu filho, amo minha família e me amo demais pq tudo isso q eu vivi, q tenho vivido, pq só me fez bem, até mesmo quando me fez tão mal.
Obrigada meu Deus! Por eu ter me transformado numa pessoa boa, por eu ter conseguido ultrapassar tantas barreiras e por estar vencendo, dia a dia, a verdadeira guerra q eu transformei minha vida, quando eu simplesmente só precisava viver e não quis. Obrigada por eu estar deixando esses dogmas para trás e por eu ser assim, do jeitinho q eu sou.

Louca, inconsequente, irresponsável, mas apaixonada......
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Eu slinguei. E vc??


Quando engravidei do Artur descobri um mundo inimaginável na internet.
Tanta coisa boa, tanta coisa ruim sobre em como ser mãe, sobre como cuidar de nossos filhos, sobre como cuidar de uma gravidez.
Eu adorei muitas ideias.
Mas, somente depois que o Artur nasceu é que eu fui descobrir o sling.
O q é um sling??
descrição:
Slings são faixas de tecido, ajustadas ao corpo da mãe através de duas argolas. Uma vez ajustadas ao corpo, permitem levar junto ao corpo uma criança de 0 a 4 anos.
Sua origem é desconhecida, mas os índios e orientais o praticam com determinação até hoje. Um "colo ambulante" e tanto, carinho, conforto e liberdade para você e seu bebê.

Eu realmente me interessei por isso. Além de prático, li muita gente falando de seus benefícios. Foi aí que eu comprei o meu.
Lembro-me de ter comprado um ser argolas pq sabia q o papai ia querer usar e temia q ele não soubesse usar direito e meu pequeno fosse ao chão.
Então compramos um que déssemos apenas um nó.
Assim que chegou eu fui usá-lo, claro q não sabia direito, mas a pessoa que me vendeu deu uma ótima assessoria e logo estávamos slingando.
Eu passava horas com ele no meu colo, dormindo, mamando, grudadinho em mim.
E posso dizer q foi a parte mais deliciosa de ser mãe.
Os braços não doíam, ele ficava calmo, dormíamos juntos.
As cólicas se foram e tudo ficou melhor desde então.
As pessoas da minha cidade estranhavam, outras pessoas diziam q eu ia estragar a coluna do meu filho, mas eu erguia a cabeça, olhava a carinha de prazer do meu filho ali e seguia em frente.
Eu podia carregá-lo, carregar uma bolsa, um guarda-chuva e outras vezes dar a mão para a minha filha
Eu amei slingar, se o Artur gostasse, faria até hj.
Toda mãe deveria slingar, todo bb deveria experimentar essa sensação de ter a mãe por perto, grudada nele. 
Todo mundo deveria perder o medo de demonstrar afeto. Eu não tenho mais.Vc tbm não deveria ter
Hj eu vejo o quão foi importante para o Artur o sling. Por causa o autismo, a sua integração sensorial é delicada, em certas ocasiões o toque tem q ser mais intenso, o contato físico tbm. E isso hj eu me orgulho em dizer q eu dei e dou de sobra.
Agradeço pela oportunidade de conhecer o sling e aproveito meu blog para mostrar para quem não conhece, como é bom slingar.

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O Meu Melhor


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