Noites sem dormir


Eu já perdi as contas de quantas noites eu não dormi. Fosse por ele dormir demais, fosse por ele dormir de menos ou nem dormir.
Sabe, eu nem me incomodo mais em não dormir, eu durmo em média 6 horas por dia, o q me chateia mesmo são noites com as duas últimas.
É tão triste vc não saber o q seu filho tem, pq ele chora tanto. Expressão de dor, nem o colinho da mamãe acalma. É a única forma q eu consigo entendê-lo.
Ele sente dor, chora e eu não sei o q fazer, a não ser que, mesmo no meu colinho ele não chore, eu não sei o q fazer.
Qdo ele era bb, ele sempre teve problemas com contato fisico. Ele não dormia nem 10 minutos sem estar encostado em alguém e antes q alguém diga q eu q o acostumei, poupe-me, pois não é verdade, ele é assim desde q nasceu e por questão de sobrevivência, eu cedi à cama compartilhada.
Hj é bem mesmo, mas não conseguimos ainda fazer com que ele durma uma noite inteira em sua cama.
Na procura incessante de contato físico, ele cai da cama, se machuca e sai muito mais caro, compensa mais ceder à sua 'necessidade'. Acho q foi a melhor coisa q fizemos, entender q ele precisa dormir com alguém.
Tudo bem q isso nos causa diversos desconfortos, mas não tantos qto fazer ele dormir no seu quarto sozinho na sua cama.
E ainda hj eu me pergunto qdo é q irei dormir uma noite inteira.
A resposta eu até sei, até aceito, mas não deixo de imaginar q eu poderia estar enganada.
E vamos q vamos!!!
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Saudade de ser mãe.


Não se espantem, mas é isso mesmo que eu tenho sentido na minha vida.
A sensação q eu tenho olhando para minha vida hj é a de q eu sou uma mãe tapa-buracos, aquela q só aparece quando a coisa não tem mais jeito, tá pegando fogo, à beira do caos??
Eu sinto tanta vontade de ficar em casa, sabe, acordar pela manhã, arrumar a bagunça, tomar café na frente do computador. Abrir a geladeira, olhar o q vou fazer de almoço pras minhas crianças. Sentir tédio, q a minha vida não tem graça, me sentir inútil como um monte de mãe sente por aí.
Eu queria levar meu filho pra brincar na calçada, tomar banho à tarde para ir ao mercado, reclamar q meu esmalte descascou por causa da água sanitária.
Eu queria ver 'vale a pena ver de novo', namorar as roupas da Angélica no "Vídeo Game" e ficar encantada com a beleza do Reportes Evaristo Costa do Jornal HJ.
Mas sabe, eu quero demais. Não dá. Eu preciso trabalhar. Me matar decorando sequências de documentos, dar conta de todo documento q entra, anotar um a um, depois passar para meu chefe despachar, depois distribui-los para os departamentos responsáveis, é um esforço sem tamanho, saber quem ainda não recebeu, fazer o pedido de materiais, pedidos de compras, tomar conta de tudo.
Daí, todas as minhas coisas são 'mexidas', ninguém entende, mistura tudo e de repente acontece algo errado. Quem é responsável pelos papéis?
Droga, sinto-me sugada, gastando minhas energias. Perdendo tempo e emoções com coisas desnecessárias.
Eu só quero ser mãe, estudar mais sobre autismo, ficar com meus filhos, cuidar da minha filha q é quase uma adolescente e precisa de uma mãe presente, centrada.
Ai ai ai, q saudades de ser mãe......
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Sensação de 10 passos à frente e 1 para trás


Às  vezes eu tenho essa impressão, de que estou  no caminho certo, mas fico observando tudo com atenção, à procura da perfeição e me sinto assim:
Dando 10 passos para frente e 1 para trás.
De uns 2 meses para cá, é evidente o quanto o desenvolvimento do Artur melhorou, ele tem feito coisas, tem tido muitos progressos.
Acreditem ou não, depois q tiramos a lactose de sua vida, meu filho amadureceu, cresceu, aprendeu tudo mais facilmente, mas tudo a seu modo.
Ainda me pego pensando numa dieta sem glútem, caseína e tal, mas sinto q não estou pronta para enfrentar os médicos, já q a minha primeira tentativa ocasionou numa criança desnutrida. 
Ao mesmo tempo q vejo o Artur crescer, vejo o seu Espectro Autista crescer tbm.
Não sei se saberei explicar, mas as estereotipias tem aumentado. Muito Flapping, agora ele tbm deu para bater palmas qdo fica nervoso, qdo fica feliz, qdo fica agitado, algumas vezes bate palmas ouvindo músicas, mas é pq elas o deixam eufórico.
Ele tbm agora está com o hábito de deitar no chão, como se fosse um 'budista' e fica batendo a cabeça no chão. Tbm está com o hábito de dar tapas no seu rosto.
Eu sinceramente não sei o q fazer.
Fomos num psiquiatra na semana passada e foi uma frustração só.
Não, eu não esperava q o psiquiatra fosse dizer q Artur não tinha nada, mas eu achei q além de me dar uma carta dizendo q meu filho tem "autismo infantil", que ele iria me explicar algumas coisas, me orientar no dia-a-dia.
Realmente não sei dizer ou se posso dizer, mas vou dizer : Não sei se eu q esperei demais do médico ou se o médico q era um médico de merda. #prontofalei
A verdade é q estou na estaca zero, o médico não me disse nada do q eu não soubesse, aliás, senti q eu sei mais q ele.
Eu não sei se as estereotipias tem alguma causa, ou se ela apenas acontece.
Queria saber se elas pioram, mas eu realmente não sei.
Só q eu sei q eu tenho sede por respostas, sei q vou encontrá-las e venho aqui dividir com vcs.
Enquanto isso, passo o tempo olhando pro meu filho e me perguntando se ele vai se machucar, o q eu posso fazer para evitar e tento não sofrer, já q esse é um comportamento esperado
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Um ano depois....


É nesse final de semana q completa um ano.
Um ano que Deus resolveu colocar um luz bem forte no meu rosto, luz esta q me impediu um pouco de enxergar as coisas com clareza, luz q doeu, luz q tirou pedaços de mim, luz q apesar de sua intensidade incômoda, fez com que, assim como na 'passagem' para a morte, q eu a seguisse, q eu a enfrentasse e encontrasse o lugar onde estou hj.
Hj faz um ano em que minhas dúvidas foram esclarecidas. Pelo menos aquelas q diziam que havia alguma coisa de errado com meu filho. Um ano q eu tive a certeza dentro do meu coração que eu tinha um filho autista.
É tão complicado reviver certas coisas.
Desde aquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma, a busca por respostas, a busca por entender, uma busca sem fim pelo conhecimento q poucos tem.
Lamentavelmente, em sua maioria, incluindo eu, somente buscando qdo se depara com essa realidade para si mesmo.
Hj faz um ano q eu me transformei, me transformei numa mãe de verdade, numa mãe q ama seu filho, uma mãe q escolheu deixar toda a sua vida de lado, q casou-se com a resignação para buscar qualidade de vida para seu filho.
Hj eu deixei todos os meus sonhos para traz.
Aos poucos me vejo tecendo outros, mais lindos, mais consistentes, mais eu mesma.
Hj eu me tornei uma mãe especial, uma mãe q entende o q realmente é se doar, uma doação acima do normal, uma doação especial.
Uma mãe q vai viver pelo seu filho, para ensiná-lo a ser independente, mas q sabe q vai demorar mais do q os outros filhos.
Sabe, tantos anos de minha vida a minha vida foi só minha. Eu não a dividia com ninguém, só momentos, só o q interessasse para mim até mesmo com meu marido, minha filha.
A minha vida sempre esteve na palma da minha mão e eu sempre dei um jeito de enxotá-la de mim.
Todas as vezes q a minha vida dependeu apenas de mim mesma, todas as vezes que a minha vida pediu algo de mim, eu simplesmente me enchi de coragem e dei as costas a ela.
Sempre me machuquei, sempre fiz escolhas erradas pq eu nunca me permitir não escolher.
Por mais q a minha escolha fosse a pior q fosse, eu a escolhia somente para manter o controle ou achar q eu tinha o controle sobre ela.
Hj, um ano depois, vejo q eu sou um NADA.
Não um nada inexistente, não um nada vazio.
Eu sei q hj eu sou um nada nas minhas escolhas, hj eu não dependo mais delas. Eu tenho tentando me dar uma chance, eu tenho me dado o direito de sentar, colocar a mão no rosto e me desesperar.
Não por ter feito uma escolha errada, mas por simplesmente me dar o direito de pensar q eu não sei q escolha fazer.
O começo foi muito difícil, enquanto meu corpo estava quente, enquanto eu tinha sede pelas respostas, eu corri, eu lutei, foram meses esperando consultas, meses acordando de madrugada, meses esperando q algum médico fosse confirmar a certeza que eu já tinha dentro de mim.
O que mais me intriga nisso tudo é que eu NUNCA, NUNCA MESMO levei meu filho a um médico acreditando q ele fosse olhar para mim e dizer: Mãe, seu filho NÃO é autista.
Muitas noites me senti pessimista por isso, sem esperanças, até algumas vezes senti uma coisa tão ruim q os meus julgamentos internos fizeram eu acreditar q pareciam desejosos, mas não era isso.
Eu simplesmente tinha certeza e pronto.
Apesar da dor q eu senti, da dor q eu ainda sinto às vezes, acho q a melhor coisa q eu fiz desde então, foi zerar minha vida.
Um belo dia eu vim aqui nesse blog e disse: De hj em diante minha vida está no stand by.
E assim eu fiz.
Fiz uma faxina interna dentro de mim, como mãe, esposa, profissional, como mulher.
Matei todas elas. Uma a uma. E eu podia sentir no começo cada golpe q eu dava em mim mesma e eles doíam, doíam como nunca nenhum corte q já fiz em minha pele já doeu.
Eu fui brusca, ríspida comigo mesma, mas eu precisava ser assim, não sei funcionar diferente.
Matei a mãe, matei a esposa, matei a profissional e matei aquele farrapo de mulher q eu havia me transformado após anos de depressão. Matei tbm todos os sonhos de todas elas.
O luto da mãe foi o mais doloroso. Além de matar a mãe tive q matar um filho dentro de mim e foi como ter feito um aborto. Eu queria aquele filho, eu desejei aquele filho, mas as circunstâncias me impediram mais uma vez de tê-lo.
Decidi q essa mãe não deveria mais existir, mas não nego q chorei noites a fio, como qdo adolescente pedindo a Deus meu filho de volta.
Senti-me crescer a cada dia, centímetro por centímetro, dor a dor, sorriso a sorriso.
Mas Deus é tão perfeito q dessa vez, tirou um filho de mim e mostrou-me q eu ainda poderia ser mãe, deu-me o seu melhor conteúdo e o melhor presente q eu poderia ter.
Ele me deu um filho especial, um filho q a princípio sim me assustou bastante, mas q eu sempre me senti pronta para cuidar.
Eu sempre odiei diferenças, sempre gostei de pessoas especiais, sempre enxerguei o amor acima de tudo, era como se há muito tempo eu já sentisse q esse dia iria chegar e algumas muitas vezes tivesse fugido dele.
Deus mostrou-me o verdadeiro significado do amor.
Fico IMPRESSIONADA no milagre em q a minha vida se transformou.
Eu era um depósito de amarguras, de aflições e hj eu sou um recipiente de amor.
Eu sou doce, dentro das minhas limitações, claro, mas eu hj só tenho amor dentro de mim e qualquer outro sentimento q me ronde, é escorraçado com o sorriso do meu filho.
Eu tenho muito, muito orgulho de mim. De verdade, pq eu não deixei q nada de ruim me deixasse ruim.
Eu sofri tudo, com intensidade é verdade, mas eu nunca deixei de melhorar por nada de ruim q me aconteceu.
E, como já era previsto, um ano depois, venho aqui dizer q eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida.
Que eu nunca ia querer uma outra vida, um outro filho q não fosse como é o Artur.
Pq o Artur é o filho q eu precisava, o Artur é a vida q eu precisava, o Artur é quem veio ao mundo para aprender comigo e me ensinar o verdadeiro significado do amor..... e eu amo meu filho, amo minha família e me amo demais pq tudo isso q eu vivi, q tenho vivido, pq só me fez bem, até mesmo quando me fez tão mal.
Obrigada meu Deus! Por eu ter me transformado numa pessoa boa, por eu ter conseguido ultrapassar tantas barreiras e por estar vencendo, dia a dia, a verdadeira guerra q eu transformei minha vida, quando eu simplesmente só precisava viver e não quis. Obrigada por eu estar deixando esses dogmas para trás e por eu ser assim, do jeitinho q eu sou.

Louca, inconsequente, irresponsável, mas apaixonada......
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Eu slinguei. E vc??


Quando engravidei do Artur descobri um mundo inimaginável na internet.
Tanta coisa boa, tanta coisa ruim sobre em como ser mãe, sobre como cuidar de nossos filhos, sobre como cuidar de uma gravidez.
Eu adorei muitas ideias.
Mas, somente depois que o Artur nasceu é que eu fui descobrir o sling.
O q é um sling??
descrição:
Slings são faixas de tecido, ajustadas ao corpo da mãe através de duas argolas. Uma vez ajustadas ao corpo, permitem levar junto ao corpo uma criança de 0 a 4 anos.
Sua origem é desconhecida, mas os índios e orientais o praticam com determinação até hoje. Um "colo ambulante" e tanto, carinho, conforto e liberdade para você e seu bebê.

Eu realmente me interessei por isso. Além de prático, li muita gente falando de seus benefícios. Foi aí que eu comprei o meu.
Lembro-me de ter comprado um ser argolas pq sabia q o papai ia querer usar e temia q ele não soubesse usar direito e meu pequeno fosse ao chão.
Então compramos um que déssemos apenas um nó.
Assim que chegou eu fui usá-lo, claro q não sabia direito, mas a pessoa que me vendeu deu uma ótima assessoria e logo estávamos slingando.
Eu passava horas com ele no meu colo, dormindo, mamando, grudadinho em mim.
E posso dizer q foi a parte mais deliciosa de ser mãe.
Os braços não doíam, ele ficava calmo, dormíamos juntos.
As cólicas se foram e tudo ficou melhor desde então.
As pessoas da minha cidade estranhavam, outras pessoas diziam q eu ia estragar a coluna do meu filho, mas eu erguia a cabeça, olhava a carinha de prazer do meu filho ali e seguia em frente.
Eu podia carregá-lo, carregar uma bolsa, um guarda-chuva e outras vezes dar a mão para a minha filha
Eu amei slingar, se o Artur gostasse, faria até hj.
Toda mãe deveria slingar, todo bb deveria experimentar essa sensação de ter a mãe por perto, grudada nele. 
Todo mundo deveria perder o medo de demonstrar afeto. Eu não tenho mais.Vc tbm não deveria ter
Hj eu vejo o quão foi importante para o Artur o sling. Por causa o autismo, a sua integração sensorial é delicada, em certas ocasiões o toque tem q ser mais intenso, o contato físico tbm. E isso hj eu me orgulho em dizer q eu dei e dou de sobra.
Agradeço pela oportunidade de conhecer o sling e aproveito meu blog para mostrar para quem não conhece, como é bom slingar.

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Não à "INCLUSÃO"!!


Gente, hj eu quero falar sobre a inclusão de crianças especiais em escolas comuns.
Sabe-se q a ideia é maravilhosa se eles realmente a tirassem do papel.
Mas não é assim que funciona na realidade.
Quem tem filho especial sabe que nem a escola, nem os profissionais estão prontos para lidar com essas diferenças e mais, com salas lotadas, sequer tem tempo e podem dedica-se à criança q precisa de mais ajuda para aprender.
Prova disso é o grande número de crianças não alfabetizadas que continuam passando de ano
Mas essa é outra história, a aprovação automática, que me revolta tbm.
Se eu tivesse onde, com certeza optaria por uma escola especial para meu filho. Onde as pessoas além de gostarem do q fazem, teriam q se comprometer com uma capacitação para saber educar crianças especiais. O mesmo não aconteceu com as escolas comuns.

Não estou aqui para falar mal dos profissionais da educação.
Claro q encontrei alguns ao longo de minha vida que não mereciam sequer varrer ruas, mas o problema começa muito além de olhar para alguém em particular.
Nossos governantes estão acabando com a única coisa q pode ajudar nossos filhos.
Eles não estão os incluindo, estão os empurrando 'goela abaixo' da sociedade.
Seria ótimo se todos soubessem aceitar e respeitar os deficientes, mas a coisa não é assim e mais, os deficientes tem DEFICIÊNCIAS, muitos deles são deficientes mentais e esses, tem suas dificuldades intelectuais. Não vão conseguir acompanhar o rítimo de uma escola comum e com salas superlotadas e professores despreparados para acolhê-los, presenciaremos uma EXCLUSÃO velada. Às escondidas.
Q lindo é ver propagandas na TV! Q lindo é ver políticos tentando acabar com a pouca qualidade de vida q pessoas especiais podem ter e dizendo q isso é maravilhoso.

Eis aqui o meu protesto!! Precisamos da ajuda de vcs.
Meu blog tbm está aberto para quem discorda e se for preciso, criaremos enquete, debates, eu posto tudo aqui, sem problemas.

Deixo aqui tbm o meu apelo:
ABAIXO ASSINADO IMPORTANTE!!!
 Adriana Monteiro da Comunidade do Orkut chamada Síndrome de Aspeger, mãe da Ana Luisa de 9 anos de Brasília está coordenando um movimento pela PEC 347/2009.
Segundo a Adriana Monteiro, "os Centros de Ensino Especial serão extintos em breve. Doze estados já os extinguiram. A intenção é que todas as crianças passem a estudar no ensino regular, entretanto, sabemos que grande parte delas não tem condições de acompanhar o currículo formal das escolas e que ainda que haja um currículo adaptado para elas, fica muito complicado trabalhar a parte pedagógica destas crianças numa sala com 5 ou 6 alunos, ou ainda, com 20/30 como é feito em muitos lugares. A prática hoje é a seguinte: quem não "inclui", é excluído...." "...Mais grave ainda é a situação dos deficientes mentais que chegam a idade de 18 anos. O que acontece é que eles são mandados para casa, sem qualquer mais outra oportunidade, pois não conseguem acompanhar o Ensino de Jovens e Adultos e nem as Oficinas de Profissionalização.
Nós temos filhos com angelman, mas existem crianças ainda mais comprometidas e que precisam dos Centros.
Desta forma, estou pedindo o apoio de vocês. É preciso acabar com essa política de EXCLUSÃO.
Nosso movimento propõe uma Emenda Constitucional que garanta por tempo indeterminado o direito à educação de nossos filhos."
Eu acredito que temos que ter a opção de escolha pela educação de nossos filhos e não sermos obrigados a mantê-los, mesmo sem condições mínimas, em salas regulares.
O link para o abaixo assinado é esse
: Clique aqui e nos ajude!!
Vamos divulgar pessoal é importante! 

se for divulgar o site, é esse: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6762
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Estereotipias. Vc sabe o que é isso??


Alguém sabe o que é isso??
Um vídeo para exemplificar:




Se vc tem algum conhecido q tem autismo ou espectro autista, com certeza vc sabe.

"O estereótipo mais comum, chama-se 'flapping de mãos' , em que o autista permanece abanando as mãos na altura dos ombros. Muitas vezes ele fica girando em torno de si mesmo, rodando objetos ou passando a mão sobre uma determinada textura o dia todo. 'Todos os comportamentos que os autistas possuem, nós também temos. A diferença é em grau: nós conseguimos parar quando quereremos e não o temos de forma constante o q merece atenção é a persistência dessa estereotipia'. Diz o neuropediatra Dr. José Salomão Schwartzman."

Fonte: http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp?titulo=O+dif%EDcil+problema+do+autismo




Bem, agora q vc já sabe o q é estereotipia, eu posso falar que as do Artur tem aumentado demais.
Ele balança as mãozinhas toda hora que fica eufórico com suas brincadeiras, com os DVDs q ele ama, com a gente tbm, quando ele anda, ele tbm balança as mãozinhas todo alegre.
De verdade, eu acho fofinho rsrs.
Só q ele tem feito muito. Uma coisa q ele tem feito demais, inclusive para dormir é ficar passando o dedo dele num zipper.
Admito q foi sem querer q eu descobri q isso era uma estereotipia. Eu achava normal, até é, como disse o neuropediatra, mas realmente Artur dá uma volta e procura os dentinhos do zíper para passar o dedinho.
Ele tbm gosta de qualquer textura com mais relevo.
Ele parou um pouco de balançar a cabeça de um lado para o outro, mas agora ele tbm tem girado em torno dele mesmo, fica andando de costas e quando vem nos abraçar, vem de olhos fechados. Isso já lhe custou algumas pancadas no rosto, tadinhooooo!
Algumas vezes eu fico perdida com isso, não sei se uma estereotipia faz mal, se é sinal de q algo está errado com meu filho, além do fato dele ser diferente.
Mas estamos nos curtindo, aprendendo juntos sobre essa viagem onde eu me sinto passageira de primeira classe.
Onde Deus, fez de tudo para me oferecer o melhor percurso, o melhor destino e a melhor experiência da minha vida.
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Ganhei um selooooo!!


Olha q emoção!!

A Fabi (Bla Bla Blas de uma gravidez) foi quem me deu!
Obrigada amiga!!
Bem, a corrente do selo diz q eu preciso dizer 9 coisas a meu respeito e depois
indicar 9 blogs para fazer o mesmo.
Então vamos lá::

1 - Eu amo escrever.
2 - Eu amo ler
3 - Eu amo computadores (se estiverem conectados à internet, melhor rsrs).
4 - Eu sou dramática hahaha
5 - Eu sou apaixonada por canetas.
6 - Eu odeio obedecer
7 - Eu amo ajudar, amo tanto que às vezes atrapalho.
8 - Eu choro por qualquer coisa (dá para perceber?)
9 - Eu aprendi q nessa vida a gente pode até querer desistir de tudo, pode desanimar, pode sentir pena de si mesmo, mas o q a gente não pode fazer é parar enquanto faz isso.
Eu sou assim, desisto, desanimo, sinto pena de mim mesma, mas eu ando, caminho, me arrasto e não vou para nunca, não por isso.

Os Blogs:




Post scriptum   (blog da minha filhota linda)






Bem, é isso!!
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AMOR DE PAI


Quando eu pensava em ter filhos, eu não construía um pai na minha mente para meus filhos.
Talvez seja pq simplesmente eu não veja muita diferença, além das físicas entre a função de um pai e de uma mãe.
Para mim, é tudo a mesma coisa, não vejo diferença até hj.
Nunca permiti q na minha casa houvesse distinção ou machismo, acho q algumas vezes eu fui feminista até demais.
O Ro  sempre foi bem atrapalhado para tudo, mas como pai, sempre foi uma gracinha.
Teve uma época em que ficamos separados, ele vinha buscar a Laura para levar para passear, iam à praia e tinha q ver.
A bolsa tinha protetor solar, roupas, toalha, suquinho de laranja, guarda-sol, tudo perfeitinho.
Lá na praia? Dedicação total, a cidade aqui é pequena e sempre vinha alguém me elogiar o pai q a Ana Laura tinha.
Por essas e outras é q não estamos mais separados rsrs.
Hj eu estava no trabalho, fui surpreendida pela visita dos dois homens da minha vida.
Artur ia tirar foto 3X4. Vieram me convidar para presenciar o momento. Tão fofo esse papai.
Fomos tirar a foto, até q ficou razoável.
Cheguei em casa, vi a bolsa do Artur jogada no sofá.
Eu já ia pensar: "Esse papai, deixa tudo jogado".
Mas fui desmanchar a mala e senti algo tão inexplicável.
A bolsa tinha sido arrumada pelo papai e ele pensou em tudo:
fralda de pano, descartável, o leitinho de soja, uma camiseta, uma bermuda, lenço umedecido, documentos. 
Senti segurança, nada mais....

Papai, te amo, vc é um sonho!!!
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Duas coisas ao mesmo tempo tbm


É impressionante como o Artur tem feito progressos.
Fico me perguntando tantas coisas.
Sinto-me ansiosa tbm às vezes.
Acho q realmente eu fiz o certo quando zerei todas as minhas expectativas e agora, sinto-me colhendo tantos frutos, estamos felizes, eufóricos com as vitórias dele, são nossas tbm.
Na quarta-feira, minha tia veio em casa com sua netinha linda.
Eu não estava, mas Artur pegou na mão da priminha e a conduziu para o quintal.
Tá, tudo bem q ele a mandou embora rsrs, mas ele TOCOU uma criança. Olha mais um progresso!!
Na sexta-feira, nós fomos para a Casa da Esperança novamente.
Tem sido muito gostoso ir, estou amando de verdade frenquentar aquela casa, apesar de cansativo, eu poderia ir lá para sempre, nem q fosse como voluntária. Gosto das crianças, das mães, dos profissionais.
Nessa sexta o Artur foi pertinho da Sophia e deitou nas perninhas dela.
Ela é bem pequenina, fofa, cadeirante e ele ficou pertinho dela, tocando ela.
Ela não gostou muito, sua mãe disse q ela aprendeu a se defender pq muitas vezes os toques de outras crianças não eram muito amistosos. Mas eu fiquei feliz, de verdade.
Pq antes o Artur ignorava as crianças, ao pouco de ser capaz de pisar nelas e nem sentir.
Eu tinha muito medo disso, medo das crianças maltratarem ele, já q ele deitava no chão e 'desligava' de tudo quando via crianças perto dele.
Foi na sexta-feira tbm que tivemos mais uma vitória, mais algo superado.
Às vezes as vitórias são meio transitórias, o Artur faz uma vez, duas e não mais.
A gente pede, ensina, mas ele sempre faz SE ELE QUISER.
Às vezes dá uma frustração, outras eu já tenho como superado, penso q seja assim mesmo.
Artur não conseguia pegar duas coisas nas mãos ao mesmo tempo.
Se ele tinha um carrinho na mão e quisesse pegar outro, ele jogava o q estava na mão para pegar o outro. Assim era com uma caneta, o qualquer outra coisa.
Na sexta-feira, ele pegou duas embalagens de amaciante. Ele adora aquela embalagem, não pode ver q quer brincar. E nesse dia ele encontrou duas, não aguentou a felicidade e pegou duas ao mesmo tempo.
Eu estava no trabalho, o Ro estava em casa e tirou uma foto para q eu pudesse ver.
Eu fiquei tão emocionada com o gesto dele.
Não sei se eu chorei mais por ver mais uma vitória do meu filho ou por ter uma pessoa tão especial ao meu lado, q lembrou de registrar esse momento para q eu pudesse participar dele.
Eram duas coisas nas mãos do Artur e duas emoções diferentes e maravilhosas em meu coração e mais uma vez só posso agradecer a Deus por tudo isso.
Por ele ter permitido q eu pudesse presenciar essas suas dádivas.
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O primeiro beijo a gente nunca esquece!!!


O q pensar do primeiro beijo??
Ele pode ser como esperamos, como sonhamos, pode ser babado, gelado, vir acompanhado de muito amor, de afeto, de uma mão boba.
O beijo pode ser em alguém q amamos ou até mesmo em alguém q nunca vimos.
Mas o primeiro beijo é inesquecível em qualquer circunstância.

Qdo descobri q meu filho tinha  espectro autista, tbm descobri q nada seria como eu havia sonhado.
Tudo aconteceria a seu tempo, a seu modo, mas ñ menos prazeroso.
Os sonhos foram deixados para trás dando lugar aos pés no chão, a incertezas, medos, frustrações, dúvidas aos montes e às vitórias.
Nossa, nisso eu não posso negar, todo dia temos uma, seja ela mínima, seja ela o famoso cocô de cada dia.
E é sobre isso q eu quero falar hj.
Seu filho nasce, é um menino lindo, cresce normalmente, desenvolve-se perfeitamente e no outro dia vc descobre q as coisas não são bem assim.
Um beijo não vem fácil, um abraço muito menos.
Um olhar então?? Só pertence ao horizonte e assim são os dias das mães especiais.
Dias ensolarados, repletos de amor e comemorações.
Hj eu vi meu filho beijar uma criança.
Vc sabe o q é isso???
Eu sei q vc não sabe.
O nome disso é PROGRESSO!
O nome disso é melhora, é SUPERAÇÃO.
Ter um filho com espectro autista é saber q eles não gostam de contato físico, é saber q eles não vão imitar vc, é saber q muitas vezes eles não irão olhar para vc e nem para ninguém.
Ter um filho com espectro autista é doce, meigo e carinhoso como o beijo q eu vi meu filho dar no rosto de uma criança hj.
Muitos irão dizer: mas ele beijou um menino.
DANE-SE!!
Ele OLHOU para essa criança, ENXERGOU ela como alguém e não como uma coisa.
Abraçou essa criança com a feto e lhe deu muitos,muitos beijos babados.
O mais lindo de tudo??
É q essa criança tem 10 anos, amou o beijo e não se incomodou com o rosto todo babadinho.

Vc sabe o q é isso?
É uma mãe contando isso e chorando, comemorando mais uma vitória de seu filho, mais um passo, presenciando mais uma barreira sendo ultrapassada.

Pq ultrapassar barreiras é maravilhoso, é único é algo q eu posso utilizar mil palavras para descrever, mas só quem sente poderá compreender.

Hj é isso q eu comemoro, ontem foi uma bexiga, hj, o primeiro beijos, amanhã??
O futuro à Deus pertence e é a ELE q eu agradeço .
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Mc dia FELIZ


Ontem nós fomos no Mcdonald's.
Era o Mc Dia Feliz!!
Onde toda a renda da venda do Mc Lanche feliz seria convertida para ajudar instituições que cuidam de crianças com câncer.
O Rotary Club de Santos comprou muitos vales e os doou para os pacientes da casa da esperança. Olha só qtas boas ações, não??
Gente, qto sorriso eu vi. Qta alegria, qto amor, acho q foi um dos dias mais felizes da minha vida. Ontem eu tive a certeza de que eu nasci para estar ali, entre eles, entre pessoas maravilhosas, pessoas q doam, pessoas q recebem, pessoas q precisam de atenção especial.
E a alegria dos meus filhos então???
Onde eu moro não tem um mísero mcdonald's, imagina como a Laura ficou feliz de ir, comer os lanches q gosta à vontade, com direito à brinquedo.
E o Artur então?
Na piscina de bolinha, não me lembro de ter visto meu filho tão feliz como naquele dia.
Cada sorriso, cada gesto, cada olhar.
Ele corria de um lado para outro, pulava, rolava no chão, corria mais um pouco. Uma festa sem fim.
Vi ele interagir com algumas pessoas [nunca crianças]. Vi ele brincar com uma bexiga e senti meus olhos encherem de lágrimas nesse momento. Pq suas brincadeiras sempre são sem nexo, não tem sentido para nós e nesse dia não, ele bateu na bexiga, sorriu com isso, levantava os braços para pegar e só de falar nisso agora, da imagem vir na minha mente de novo, eu choro novamente, choro de emoção, choro pq meu coração zerou qdo tudo aconteceu e a cada descoberta dele, cada progresso é como um sonho realizado, como um sonho distante, bem distante se aproximando de nós.
Chegamos em casa exaustos, mas felizes e eu torcendo para q todos os outros dias sejam assim, só de felicidade e progressos para os meus filhos.

Foi mesmo um MC DIA FELIZ!!
E, além de sermos presenteados com tantas dádivas, ainda pudemos ajudar outras crianças q precisam.
 Obrigada Deus!!!
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A ficha CAIU. E qdo a dor é inevitável???


Ontem, no meio de uma conversa com meu irmão, eu dizia a ele o que a fonoaudióloga nos disse no primeiro dia de terapia:
- Mãezinha, aqui eu NÃO vou ensinar o seu filho falar. SE ele falar eu vou auxiliá-lo na articulação das palavras, numa melhora para ele iniciar seu diálogo.
Tá, eu sabia disso, sei q muitos autistas não falam, tenho tudo planejado, se ele não falar, ele vai se comunicar do mesmo jeito, eu ensino outras maneira, confio em Deus, confio no destino tbm.
Enfim, eu falava com meu irmão e a Laura e estava presente na conversa e qdo ouviu a possibilidade do Artur não falar, disse q era impossível isso acontecer.
Bem, eu gelei, né??
Disse que infezlimente existia essa possibilidade, como tantas outras boas tbm, mas q a gente não tem q se prender a isso, q temos q investir numa qualidade de vida e aprender a lidar com todas as situações.
Foi aí q ela não aceitou, q demonstrou não entender o que realmente significa o AUTISMO e eu expliquei mais uma vez:

AUTISMO É UMA SÍNDROME ONDE TRÊS LINHAS DE DESENVOLVIMENTO SÃO AFETADAS: A INTERAÇÃO SOCIAL, A FALA E O INTELECTUAL.

Então, filha, PODE SER, q seu irmão apresente um retardo mental, pode ser q ele não consiga falar e pode ser q ele tbm não se dê bem em interagir com as pessoas.
Foi uma explicação tão simples, tão banal, mas a repercussão dela na Laura é q não foi a das melhores.

Meses atrás, nós assistimos ao filme : SEI Q VOU TE AMAR.
Um filme q fala sobre uma família onde o irmão mais velho tem autismo clássico e mostra as dificuldades q o irmão do meio tem em aceitar a condição limitada do irmão.
É um filme lindo, chorei muito, muito mesmo.
Ele nos faz pensar no futuro, a ter medo do futuro.
Sinceramente, cheguei à conclusão de que quem tem um filho especial, não gosta muito de fazer planos para o futuro, não gosta muito de pensar em seu filho crescer, tem q conviver com a possibilidade de não ter um filho independente e saber q não somos eternos. FODA ISSO!!
Daí, a Laura começou a chorar, dizendo q não queria um irmão igual ao do filme q assistimos.
Chorou horas a fio, q iam humilhar o irmão dela, q iam judiar dele e eu perdi meu rumo.
Olhar para a minha filha, foi olhar para mim meses atrás.
Como eu ia dizer para ela não chorar??
Como eu ia dizer para ela q ela tinha q ser forte se eu mesma chorei tantas vezes??
Apenas disse a ela que o irmão dela era lindo, q a amava, mesmo com as limitações, q a beijava, q ele tinha ela, a mim e ao papai para defendê-lo, para ajudá-lo, amá-lo para sempre.
Falamos sobre religião, sobre nossas crenças em outras vidas, sobre as escolhas, sobre os ensinamentos q a vida nos oferece.
Ela chorava, disse q não queria um irmão autista e somente ontem, pelo menos ontem, preferi não entrar no mérito do assunto rejeição.
Sabe pq? Pq eu chorei, não com esse pensamento, mas chorei por ter um filho autista, mas chorei por medo, não por rejeição, mas quem visse, ia achar q sim.Preferi compreender e respeitar a dor da minha filha.
Depois disso, ficamos juntas, conversamos, eu não chorei, mas como foi difícil ser forte, eu queria me descabelar de chorar.
Minha filha  estava sofrendo, chorando, enfrentando decepções e eu NÃO PODIA FAZER NADA.
Simplesmente aceitar q a vida é assim, que tudo é crescimento, tudo é conhecimento, tudo é experiência.
Tentei apenas mostrar para a minha filha q se Deus nos enviou um anjo, essa diferença, é pq é necessário para nós.
Ela perguntou-me se Artur tinha sido mau em outra vida e eu disse q não sabia, mas q tinha certeza de q ele tinha concordado e era muito feliz na condição em q veio morar ao nosso lado.
Q deveríamos fazer o mesmo. Afinal, as dificuldades dele não o impedem de sorrir, de ser feliz, de amar, pq conviver com uma pessoa como ele  seria assim.
Bem, dormi ao lado dela, de mãos dadas, disse q a amava muito, ela se acalmou e se Deus quiser, hj é outro dia, assim como Deus permitiu q essa dor se abrandasse no meu coração, irá abrandar no dela tbm.
Hj, é o pedido q eu faço. É o q desejo, q Deus possa acalmar o coração de minha filha......
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Meu Blog virar um livro??


Vc quer??
Se vc quiser, meu blog vira um livro mesmo!!!

É só votar em mim  CLIQUE AQUI.

Claro q eu sei q existem mil blogs melhores que o meu.
Claro q eu até posso achar q não tenho chance, mas quem garante q não???


Eu SEMPRE sonhei em escrever um livro e q ele fosse publicado, ou pelo menos lido.
Qdo uma amiga contou-me q existiam blogs, lembro-me q qse chorei.
Era o meu livro, a minha história q ia ficar guardada não apenas comigo, mas ia ficar aqui para sempre.
E hj eu tenho 3 blogs, sendo q dois deles são ativos, bem ativos rsrs.

SE vc tbm acredita em mim, na minha história. Vote em mim.

Obrigada!!!

Ops, roubei a idéia de uma amiga minha.
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O nosso cocô de cada dia.


Um dia orkutando por aí me deparei com uma mãe.
Maravilhosa por sinal.
Ela tinha um filho q nasceu com uma doença q não sei ao nome. Sei apenas q é uma anomalia genética e q ele não conseguia fazer cocozinho, usava uma bolsa e era por ali q seu cocozinho saia.
Ela sofreu mais de um ano, o filho passou por inúmeras cirurgias e uma luta entre a vida e a morte. Já q essa anomalia costuma ser fatal.
Saber q seu filho estava vivo era um milagre diário. E como o risco de morte havia passado, começaram os sonhos novamente.
Nunca me esqueçi, penso nisso diariamente. Nunca esqueço o dia em q ela entrou na comunidade para comemorara q seu filho havia feito cocô. Um cocô q saiu pelas vias normais e durinho.
Nossa, o q era aquilo? O uma pessoa normal pensaria ao ler uma mãe contar aos sete ventos?: Meu filho fez cocô!!
E foi aí q eu conheci sua historia e foi assim, q todas as vezes q eu vi meu filho crescer, ao seu modo, à sua maneira q eu aprendi a comemorar.
Cada vitória, cada coisa banal, cada birra era vista como um progresso, como um: Olha, meu filho está aqui entre nós e manifestando sua insatisfação.
Ser mãe é isso, comemorar o cocô de cada dia.
Comemorar tudo como se o amanhã não existisse e se o ontem fosse algo ultrapassado, vencido e superado.
Desejo q vcs mães, q tem filhos especiais, q possam e consigam comemorar o cocô de cada dia de seus filhos. e as q não tem q comemorem os seus cocôs tbm, durinhos, sadios, pq isso não tem preço.

E para vc, q vê merda como merda mesmo. Q vc cresça e aprenda q cagar tbm pode ser mágico e sinonimo de muita felicidade.
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O Gastroenterologista Infantil


Adicionar legenda
Nome complicado esse não?
Mas foi tão simples conseguir uma consulta com ele.
Mais simples ainda foi o diagnóstico q ele deu para o Artur.
Primeiramente ele disse q Artur está desnutrido e isso nos deixou arrasados.
Depois disse q a dieta q estamos fazendo com ele ia matá-lo aos poucos. (q horror).
Mas felizmente, ele compreendeu q estamos mais perdidos do que cego em tiroteio e entendeu q com as orientações q nos foi dada, tudo tende a melhorar.
 Também falou sobre a intolerância à lactose e pelo menos nisso, eu estava dando uma dentro, estava dando o leite certo, pena q era há pouco tempo.
O diagnóstico do Artur foi SÍNDROME DO CÓLON IRRITADO.
Q à grosso modo quer dizer q o intestino do Artur não funciona corretamente, que o trânsito é mais rápido, assim, ele não absorve os nutrientes necessários para sua saúde.
Nos recomendou adicionar muitas calorias em sua alimentação e colocar azeite em todo alimento salgado q ele for comer, pq o óleo atrasa do trânsito da digestão e isso só o beneficiaria.
Confesso que eu resisti um pouco, tenho nojo de óleo, não gosto mesmo, uso pouco na comida.
E o Dr. me perguntou: 
- Vc utiliza bastante óleo? 
- Não!
- Pq?
- Pq não acho saudável e tenho nojo.
- De agora em diante vc vai usar e deixar seu nojo no passado.
- Sim senhor!!

O Dr. tbm é pediatra, nos deu ótimas dicas. Disse q o Artur está numa altura ótima e que isso só ajuda para que seja descartado a doença celíaca. Mas, mesmo assim, pediu exames para descartar de vez.
Eu rezo, rezo para q ele não tenha problemas.
Saímos de lá satisfeitos, felizes, confiantes de verdade. Cheios de esperança. Afinal,qdo um intestino não funciona direito, não tem quem consiga viver bem e isso nos dá margem para acreditar que qdo tudo estiver dentro da normalidade, que Artur se desenvolverá melhor.
Então, ficamos assim: Leite de baixa Lactose Elegê e muito azeite na comida. Muita caloria e muitas refeições por dia.
E seja o q Deus quiser.
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Esse luto não passa??


Tem sido cansativo. Exaustivo lamentar a dificuldade de meu filho.
Achei q eu tinha tirado de letra, mas que nada, ainda choro.

Filhos amados:
Não tomem isso como uma rejeição. Pq minhas lágrimas são apenas por temer o mundo, por temer pessoas diferentes de mim, de nós, incapazes de compreender e respeitar as diferenças.
Vai chegar um dia em que eu serei mais forte e conseguirei ensinar ainda mais q as diferenças não existem. Que vcs são autosuficientes para lutar por seus direitos e que, caso não seja, um irá cuidar do outro, pq foi isso q a mamãe sempre mostrou q se faz.
O amor vem acima de tudo. O amor é superior a tudo e eu sei q passarei por isso tbm.

Qto ao tratamento, estamos indo.
Tem sido tão cansativo. A Van da prefeitura nos pega às 4 da manhã e a casa da esperança abre às 7 horas.
O atendimento do Artur é às 10:30hs e a gente fica passeando por lá.
Nas primeiras vezes foi um terror esperar o tempo passar.
 Horas de esperas ansiosas. Horas de aflição, horas olhando o futuro.
Depois vieram os dias dolorosos onde todos perguntavam as mesmas coisas:
Como começou, quando começou, pq começou [se eu soubesse...]
É q foi muito doloroso, acaba que a gente fica se fazendo questionamentos, fica voltando ao passado, mexendo em feridas não cicatrizadas. 
Bem, pelo menos por enquanto terminou.
Passamos a etapa de entrevistas, Artur já é figurinha carimbada na Casa da Esperança e logo logo estaremos craques em como entender e ajudar nosso bem precioso.
Tem sido muito cansativo.
Mas quem disse q é fácil??
Mas quem disse q não pode ser prazeroso tbm??
Estamos na luta e vamos vencer, é óbvio!!


Já estamos aprendendo muitas coisas, em como lidar com ele, como ensinar ele a pedir as coisas, como não deixar a birra tomar conta de tudo.
Tudo isso em dois dias! Olha q maravilha!!


Artur mudou!
Ele agora é uma criança agitada, q dorme pouco, q não para de correr, graças a Deus, que não para de sorrir tbm.
Vejo apenas q sua agitação é diferente de tantas outras q ele teve.
Ele não para de correr, não para de pular, cai se machuca, levanta, corre de novo, joga tudo pelo chão, mas o mais importante ele não faz, que é se concentrar numa coisa só.

Hj eu ia perguntar para o Jean pq é assim.
Jean é o Terapeuta Ocupacional do Artur, mas ele tbm é formando em Neurologia, trabalha com deficientes há pelo menos 10 anos, talvez ele tivesse uma resposta.
Mas nossos horários ainda estão se acertando e hj ainda não deu certo.
Mas a gente espera, por enquanto vamos levando do jeito q dá.

Estou muito feliz com o tratamento do Artur, com o tratamento q tenho recebido lá.
Tem sido uma lição de vida. Todos os dias.
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Mãe, como foi seu trabalho hj?


Essa foi a primeira pergunta q minha filha fez hj qdo cheguei, cansada e de saco cheio do trabalho.
Eu respondi: Vc quer mesmo saber como foi? Eu vou te contar então:

"Cheguei cedo, sem café da manhã, saio cedo, não dá tempo de tomar. Logo o chefe disse:
-Vc vai 'soltar' o pessoal para a rua!
- Ok!
Logo q comecei a separar os talões, começou a discussão entre eles:
- Fulano não vem hj, eu não venho amanhã.
- Fulano não vem hj? Ahh não! Não vou para a cabine 4, tá fedendo xixi!!

Olhei para aquele pandemônio e disse: Vou me embora para Pasárgada!!
Peguei meu leite em pó, fui para cozinha e fui tomar meu café da manhã.
Nessa hora, o chefe viu o momento de ZONA do local e colocou ordem, viu q era ele mesmo quem deveria 'soltar' o pessoal.
Comecei a minha luta, lutar para fazer as coisas sem ser cobrada.
As contas, as prestações de contas, os uniformes, os computadores, as despesas, o fechamento dos caixas, Nada dava certo.
Meu nome virou doce na boca de uns e outros. Foda.
-Roberta! -Roberta - Robertaaaaaa!!!
-Vc não trabalha??
-Não gosto de fazer jus ao q eu recebo [tolerância zero, eu sei]
Hora do almoço, mesa repleta de pessoas desagradáveis, a mulher q eu não suporto a voz tá usando o mesmo esmalte q eu, já não bastava nascer no mesmo dia q eu? [Signo é mentira! Recuso-me a ter alguma afinidade com aquele ser].
O chefe imbecil falando de relógio de ponto. Sim, vou colocar o dedinho no ponto dele. Fresco!!
Termina a hora do almoço q eu raramente faço, normalmente trabalho pq ninguém fica me chamando.
O chefe diz:
- Solta o pessoal da tarde e fecha o caixa do pessoal da manhã. Confere esse caixa daquele mês q tá dando errado, anota os erros, liga na tecnologia e fala dos computadores.
O Chefão vem na minha mesa e joga uma pilha de papel e diz,: -Assinei!! [se vira agora]
A recepcionista joga mais papéis e nem diz nada. [Ainda bem, não suporto a voz dela].
14:30hs recebo uma ligação:
-Alô, Roberta?
- Sim!
-Meu nome é Gerusa.Eu falei com o diretor e ele disse para procurar vc. É q meu marido teve seu carro apreendido em Janeiro e foi liberado, só q agora ele não consegue licenciar.
- Não senhora, só fica bloqueado para vender, licenciar não.
-Mas tão dizendo lá não sei onde q tá bloqueado. Então, o Diretor pediu para vc fazer a liberação [do corpo? :O].
- Dona Gerusa, vamos fazer assim, eu preciso terminar umas coisas aqui e assim q eu terminar eu ligo para a senhora.
Fui procurar o diretor esse ser nem sabia do q eu falava. Gente, ninguém sabe de nada lá e os arquivos não são mortos, são fantasmas mesmo, não existem. Enfim, ficamos acertados q não era preciso fazer documento algum, o problema era lá 'não sei onde'.
O chefe continuava no meu pé com a conta de Janeiro e o telefone toca.
-Roberta, tem uma FDP querendo falar com vc! [tom de brincadeira] Espero q não seja sua mãe.
Não acredito em certas coisas, juro.
-Alô? [pensamento positivo para não ser minha mãe].
- Alô, Roberta? Meu nome é Gerusa, meu marido teve seu carro apreendido em Janeiro,....
- Ah tah!! Dona Gerusa, conversei com o diretor e ele me disse q aqui está tudo correto, seu marido tem q ir 'lá não se onde' resolver lá,
- Mas tem algo de errado,
- Faz o seguinte Dona Gerusa: liga daqui uma meia hora q a senhora fala diretamente com o diretor e se entendem melhor pq eu não trabalhava aqui nessa época, não sei informar melhor q ele. ok??
Voltemos para as contas de Janeiro....meio hora depois:
- Alô? Meu nome é Gerusa, meu marido teve seu carrooooo........[PQP, será q meu nome é uma variável de Alzaimer??]
- Dona Gerusa, ele não chegou ainda, tenta amanhã pela manhã. ok?
-Ok, obrigada Roberta!!
Já eram 16:47hs qdo ouço o Chefão:
- E aí Gerson!! BLZ?
-Sim, beleza, vim aqui procurar a Roberta.
-Ah é ali, até mais [hora de ir, né?]
Nãoooooooooo
Nem para mim, nem para o chefão.
-Vc que é a Roberta?
-Sim!
- Meu nome é Gerson, eu tive meu carro empreendido em Janeiro ................. [não acreditooooooo!! Faltam dez minutos para eu ir embora!! KCT!]
Meu, como pode uma coisa encher o seu saco o dia todo??
Fiquei com raiva, podia dar a porra da cópia do documento para ele, mas PQP, esse povo
me atazanou a tarde toda.
Não dei, falei q tinha q falar com o diretor primeiro.
Me fudi mais uma vez, o FDP do cara sacou um celular e ligou para o diretor.
Esse abençoado devia estar em casa já, de meias em cima do sofá, tomando coca-cola e vendo Sessão da Tarde e mandou eu imprimir outro documento, dar para o Chefão assinar e entregar para esse cidadão contribuinte e honrador de seus compromissos.
E, eis q  funcionária pública q QUANDO vem trabalhar, tem obrigação de fazer, pq ele simplesmente paga o seu salário."

- Pois é filha, esse foi o meu dia.
- Filha?? Do q está rolando de rir?
- Mãe, seu dia foi hilário!!


Socorro!! o q eu perdi???
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