Ao zero novamente?


Então é isso!!
A história se repete sempre!!
Você vai ao médico, se anima, tem um trabalho FILHO DUMA PUTA para conseguir guias, encaixes, exames, deixa seu filho sem comer, ser sedado para..................????
NADA.
Claro que não tem notícia melhor do que saber que os resultados dos exames são excelentes.
Que seu filho não tem nenhuma doença degenerativa, nenhuma síndrome grave ou rara.
Mas dói porque qualquer lugar que eu vá, qualquer palavra que me digam, a qualquer dispensa médica eu sempre "ouço":
"—Você precisa de dinheiro para cuidar de seu filho".
E assim, lá foram mais  de 1 ano desde o pedido, 4 meses de toda essa trabalheira, cansativa, com a cirurgia e recuperação do meu marido no meio, meus problemas de saúde que estavam desagradáveis, perdidos.
Muitas vezes me perguntei e me perguntaram porque meu filho tinha 5 anos, quase 4 anos de diagnóstico e não tinha feito nenhum exame desse tipo.
Muitas vezes senti culpa por isso.
Aliás, vale mencionar que para fazer todos esses exames eu tive que trocar de plano de saúde, batalhar pela compra da carência, esperar alguns meses para que pudesse fazer esses exames e conseguir atendimento com essa médica o que me custou algumas caixas de bombons pela delicadeza das atendentes da clínica.
Tudo isso para ela olhar para mim e dizer:

"- Tá tudo bem com seu filho. Ele está ótimo!! Não vejo necessidade de meu acompanhamento já que ele faz acompanhamento com uma psiquiatra, que pelo que me descreve, é excelente (verdade), ele não tem convulsões, não precisa de medicação, é calmo, assim que tiver os outros exames você deixa eles aqui que eu ligo para você sobre os resultados. Ele precisa de uma psicóloga (pra que? Não explicou), mas creio que pelo plano....hummmmm.... não sei!! Os planos de saúde estipulam quantidade de atendimento, não vai valer a pena (expressão derrotadíssima)."

Assim, lá se foram mais quatro meses.
Nunca achei que a médica resolveria os problemas de minha vida, talvez SER médica resolvesse, ou talvez não.
Além de esbarrar na questão financeira para o tratamento do meu filho, esbarro na questão geográfica. Em minha cidade não tem.

As cobranças vem e as pessoas nem percebem que, às vezes com perguntas mais incisivas, de que quem sabe pouco sobre o assunto, ou até mesmo sobre lutar.
Não me importo de responder NADA sobre autismo, inclusive sobre PORQUE MEU FILHO NÃO TEM TRATAMENTO ADEQUADO MERECIDO E GARANTIDO POR LEI (e deveria ter).
Acontece que muitas vezes as respostas não serão satisfatórias para você, mas pare para pensar: Imagine para mim, a mãe!!!
O que fazer agora?
Claro que eu vou pegar a guia de encaminhamento ao psicólogo e ir atrás de alguma qualidade de vida para meu filho.
Mas é importante saber que abordagem o profissional irá utilizar.
Mais importante: em que cidade ele irá atender meu filho já que é quase certeza de que em minha cidade não tem.
Tudo sempre esbarra na mesma situação!!!
Eu sei que eu que tenho que resolver isso.
Eu sei que eu vou ter trabalho.
Eu sei que estou dando voltas e sempre esbarro na mesma questão.
Eu tenho que criar.
Nesse momento, estou num momento de criação.
Tenho ideias, tenho sonhos, projetos imensos, faltava o essencial, mas parece que consegui.
Não, não vou dizer claramente o que farei, realmente nem sei!!
A vida tem sido generosa comigo.
Desse período todo, somente as pessoas diretamente envolvidas na rotina diária de Artur foram suficientes para colaborar e muito no seu desenvolvimento.
Se com o tratamento 'adequado' e qualificado tudo ficaria melhor???
Não tem como saber, não é??
O autismo é algo muito novo para muita gente, mas não tão importante.
E eu, Roberta Evangelista, apenas pretendo tornar isso diferente.
Tenho sérias pretensões, grandes ideais, uma capacidade de realização incrível, mas, certas coisas a gente só tem certeza tentando, não é?
Então, agora é assim.
Estou tentando.
E o que eu conseguir, assim como tenho feito nesses quatros, dividirei com vocês.


Beijos!!


 
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3 comentários:

Anônimo disse...

Vc resumiu o que tem sido a minha vida com o meu filho.Que triste dizer para uma mae que o filho esta bem, e a gente sabe que não esta, acho que a gente precisa de medico que sabe mais do que a gente, e diga de verdade o que a gente precisa ouvir( eu quero ouvir, faça isso que vai dar certo, e que de mesmo) Meu filho também se chama Arthur, agora to passando ele na psicóloga 1 vez na semana.Na primeira consulta ela me disse que ele não é nem de longe autista, e disse que ele não fala direiro pois a culpa é minha, por não sair muito com ele.A gente como mae, sabe bem q as coisas não são assim.A é, minha culpa? Entao é culpa minha ele não saber lidar com frustração, é culpa minha ele não lembrar de nada que ele aprende, é minha culpa também ele não saber falar direito, é culpa minha ele não entender coisas simples?Eu te pergunto....as vezes vc fica perdida com tanta culpa, e no fundo vc sabe que ta fazendo tudo que pode, e sentir que é ´pouco? Vc sai bastante com ele? Please me conta o que vc faz para driblar a birra.

Roberta, uma mãe que viaja on 10 de agosto de 2013 23:57 disse...

Oi querida, então, quando eu falei sobre psicólogos, eu coloquei entre parênteses por 2 motivos: 1 pq ela não me disse, a médica e outra, pq desde os anos 70 a psicologia é mto cruel com o autismo, a história da mãe geladeira.
Se você der uma lida no meu blog com calma, vai ver que falo mto sobre as birras e sobre sair de casa.
Aqui saímos quando ele se sente confortável para isso, mas ele vai à escola e isso foi muito importante para ele e para nós pais.
Quanto às birras, QUALQUER criança deve ser educada com amor, na base da rotina e repetições, raramente repreensões. Quando meu filho faz birra, eu luto para não ficar nervosa, hoje consigo facilmente. Eu não mudo o tom de voz e vou mostrando como posso que não é possível e desfoco o motivo da birra tbm. Dá mto certo. Quando a birra é fora de casa, manter a calma é mto mais essencial. Beijos. Se quiser me adicionar no face, fique à vontade, beijos

Roberta, uma mãe que viaja on 10 de agosto de 2013 23:59 disse...

Uma postagem recente sobre birras:
http://viagem-de-mae.blogspot.com.br/2013/05/e-eu-fiquei-assim.html

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