O outro dia


Esses dias depois do q houve foram tão piores qto o momento q presenciei o desprezo com que meu filho foi tratado.
Quando vemos uma reportagem na Tv de uma criança que foi jogada fora pela mãe, por um pai e estuprou  o filho, ou coisas do gênero a gente se pergunta com horror como é que uma pessoa pode tratar uma criança dessa forma.
Eles são doces, meigos, cheios de alegria de viver, nos ensinam tanta coisa.
Não falo de crianças de comercial de fralda, eu falo de qualquer criança, eles são tudo em nossas vidas.
Agora imaginem vcs verem uma criança como o Artur, que não fala, não entende mta coisa, que tem limitações, mas que é doce, carinhoso, beijoqueiro e trata qualquer pessoa com carinho e amor, pq ele não conhece outro tipo de sentimento além desse na casa dele, ser tratada com DESPREZO.
Talvez eu possa estar exagerando na forma de me expressar, mas acredito que eu necessite colocar essa dor horrorosa q me consome nesse momento.
Ver que por mais q ele estivesse sendo olhado, no colo, mas não ter a atenção de ninguém tem sido massacrante pra mim. Ele e um saco de batatas eram a mesma coisa, aliás, sacos de batatas não sujam fraldas.
Mas eu acho q a coisa mais horrível para mim, foi depois de ver tudo o q eu vi, de não chorar, apesar de ter o apoio e o carinho de todos vcs foi ACORDAR no outro dia.
Ver q a vida é cruel com a gente, que as pessoas não amam o q vc ama e que sim, seu filho tão amado, a maior riqueza de sua vida, a sua grande prioridade não passar de um problema pra outros.
Que se eu trabalhasse com crianças como Artur ou qualquer outra limitações, aprenderia a amá-las, procuraria dar o melhor de mim a elas, como profissional e como ser humano, mas que as pessoas não são como eu.
Mas ter q acordar e mandar seu filho para junto de pessoas q não compartilham dessa ideia com vc é como enfiar uma faca no próprio peito.
E foi o que eu fiz. 
Claro que eu preciso acreditar que as coisas vão mudar.
Claro que eu tenho q mandar meu filho pra escola para ele crescer e se desenvolver.
Mas ontem foi FODA!!!
E hj tbm foi.
E amanhã não, mas só pq é sãbado.
Alguma coisa dentro de mim grita de desespero dizendo q não vai passar.
Pode ser trauma da outra vez na outra escola, pode ser q seja pressentimento de mãe.
No momento estou perdida, sem ter o q fazer.
É só um desespero, uma dor, uma luta para não ficar pensando no que meu filho está fazendo, se dão comida direito para ele, afinal, ele leva 45 minutos para comer às vezes.
Fico pensando mil coisase só sinto dor, desespero.
Tem a decepção tbm, eu realmente acreditava que meu filho era tratado com amor naquela escola, achava improvável alguém não tratar meu filho com amor, já q ele emana tanto amor.
Tenho pensado coisas, pensado em mudar coisas, mas por hora são só possibilidades e tem mta água para passar por debaixo dessa ponte.
Aliás, nesse momento, sinto-me sem a ponte. Uma inundação de tristeza a derrubou, estou ilhada, sem chão, sem ponte, sem tento, sem esperanças, a água no pescoço e sentindo uma bigorna amarrada na minha perna.
Drama? Talvez, mas por favor, eu preciso!!
Deixe pelo menos por enquanto eu ser vítima da minha dor, sentir medo da minha luta. Isso não quer dizer q eu vá me esconder dela, não mesmo.
Eu só preciso sofrer, sou assim.



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4 comentários:

Alê Figueiredo on 29 de junho de 2012 12:48 disse...

Força Ro!

Uma mãe que viaja on 29 de junho de 2012 12:52 disse...

TÔ tentando, tentando mto, Ale!!

Juliane Aguiar on 30 de junho de 2012 08:55 disse...

Tenso... aproveita o sabadão, esqueça tudo e fique bem, bem abraçadinha com o seu tesouro... Tenso... Um upa bem apertado!

A Mãe do Autista on 2 de julho de 2012 09:39 disse...

Ai linda...doi né...mas não podemos baixar a cabeça, sim curta seu drama ele faz parte do processo...mas depois qdo atingir o fundo do poço de o impulso pra subir!
Beijos com carinho!

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