Amor pouco falado


Amigos, queridos, parceiros e pq não amores.
Estou atrasadinha eu sei, mas estava ocupada cuidando dos papais lindos que eu tenho na minha vida.
Mas nunca é tarde para homenageá-los, não é?

Eu poderia falar muitas coisas sobre os papais, mas sabem, acompanho um blog muito fofo e especial e nele vi uma postagem maravilhosa, então, vou fazer um 'empréstimo' da postagem e dividir com vocês.
O Link do blog é esse: Lagarta vira pupa.
E aqui é o texto:

"Eu acredito que o mundo seja injusto com os bons pais. Porque os maus pais são sempre os lembrados. Os que não assumem seus filhos. Os que abandonam um filho com necessidade especial. Os que não ajudam as mulheres em sua dupla jornada, não trocam fraldas, não levantam de madrugada, não dão banho nos filhos. Esse personagem paterno maquiavélico acaba roubando os holofotes na maioria das vezes.
Mas eu estou aqui pra falar de PAIS. Não de fazedores de filhos. Porque, pra mim, esses do primeiro parágrafo não passam disso.
PAIS de verdade amam seus filhos. Esperam ansiosamente pela chegada deles. Ficam extremamente ansiosos no dia do parto…às vezes, até mais que a esposa ou companheira.
Pais de verdade podem até não saber fazer um monte de coisas, mas tentam aprender.
Pais de verdade projetam um futuro brilhante para seus filhos. E sofrem profundamente quando algo acontece nesse percurso. Sofrem, provavelmente, mais que as mães. Porque, pense comigo, homens foram criados – nessa nossa sociedade ainda machista – para serem provedores do material e do imaterial. E crescem entendendo que devem saber consertar TUDO. Absolutamente tudo que está errado na casa, no carro, na família.
Até que, um dia, um médico chega para alguns desses pais de verdade e diz “seu filho não vai ser exatamente como você imaginava. Ele tem algo que vai acompanhá-lo para o resto da vida. E não há como dizermos como ele vai ficar no futuro”.
A mãe, que está junto, vive um luto, sofre profundamente, preocupa-se com o futuro, aceita e, por fim, vai à luta. Esse pai de verdade também passará pelo mesmo processo, mas com uma dificuldade a mais: ele foi treinado a vida inteira para ser o cara que conserta tudo. E agora? Como ele vai encarar a esposa e dizer que não conseguiu resolver a situação? Como ele vai olhar seu filho nos olhos e dizer que não pode ajudá-lo a livrar-se daquele futuro incerto?
Então, ele vai chorar. Porque pais de verdade também choram. Pode parecer que não, simplesmente porque muitos deles ainda foram criados ouvindo aquela máxima de que “homem tem que ser forte sempre e nunca chorar”. Mas eu te garanto que eles choram…escondido, quando acham que ninguém está ouvindo ou percebendo.
Pra esses pais, o que eu queria dizer é isso: nós sabemos que vocês também sofrem! Nós ouvimos vocês chorarem à noite, quando pensam que já dormimos! Nós entendemos o sofrimento adicional que vocês têm por não conseguir consertar isso também! Nós sabemos! Nós entendemos…
E isso só nos faz admirá-los ainda mais.
Um feliz Dia dos Pais pra todos os pais de verdade!"

E eu poderia o que mais acrescentar nesse texto?? Nada, né??
Muitos beijos.
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Pequenas coisas, grandes mudanças


Acreditar no amanhã, no progresso, na vida, na felicidade, viver é isso.

Quando criei meu blog sobre a maternidade, não imaginava que tinha um filho autista, a proposta do blog era mostrar aos meus filhos quando eles crescessem tudo o que vivi como mãe deles.
As coisas na minha vida tomaram outro rumo, esbarrei em tantas coisas e hoje eu continuo a mãe que queria, aliás, ultrapassei minhas expectativas, ainda cheia de inseguranças como todas as outras mães, arrisco a dizer que hoje eu sou a mãe que sempre sonhei em ser.
Minha vida mudou e a proposta dela tbm, imensamente.
Mas porque mais um blog que fala sobre autismo??
Bem, essa não é a minha proposta, mudei a proposta do blog pela dificuldade de encontrar mães que topassem e pudessem dividir nossas dificuldades. Quando o autismo bateu à minha porta, procurei desesperadamente por informações, mas sempre onde ia eram sempre as mesmas coisas: mães desesperadas como eu, mães despreparadas como eu, algumas outras afundadas na sua dor, outras sem tempo mesmo. Aprendi a respeitar todas elas a seu modo com o passar do tempo.
Como eu sou boca aberta, o blog tá aqui.
Artur e sua paixão: livros e revistas

Mas não é disso que eu quero falar.
Eu quero falar de como coisas simples e aparentemente tolas podem mudar nossas vidas.
Muitas vezes nos reservamos em nossa dor, em nossos afazeres e não temos a oportunidade de DIVIDIR, em vários momentos dividir, ou melhor dizendo, somar, ou na mais perfeita expressão: COMPARTILHAR.
Esses dias li na internet dicas de como estimular nossos filhos a ser independentes.
Uma das dicas falava sobre ensinar nossos filhos a se vestirem sozinhos.
Gente, quando li aquilo fiquei imaginando que Artur demoraria séculos para atingir aquele estágio.
Quando digo que sou uma mãe que zerou expectativas, creio que algumas vezes esteja enganada. Aquela informação ficou em minha mente por mais de um dia e à noite, na hora de vestir Artur, fiz o teste.
Segui a dica e fiquei muito surpresa com o resultado, foi impressionante.
Como ele já nos ajuda colocando os braços nas mangas da camisa, eu só não abaixei ela depois que vesti. deixei na metade da barriga e para a minha surpresa, ele baixou a camisa e arrumou (lindo), fiquei tão emocionada, meus olhos se encheram de lágrimas e continuei. Cada dia eu tento uma parte, ontem foi a calça, eu o deixei em pé e coloquei a calça até a metade das coxas, para minha surpresa, desajeitadamente, Artur subiu sua calça. Nós fizemos a maior festa, aplaudimos e ele ficou todo feliz. Como  deu tão certo, resolvi arriscar, mas sabia que poderia não dar certo. Hoje eu fiz com as meias coloquei sem jeito até uma parte do calcanhar, não encaixou, mas tbm ficou simples, era só puxar e para a minha surpresa ele ajeitou as meias, fiquei tão feliz, tão emocionada e a primeira coisa que pensei foi nessa pessoa de coração nobre que optou em compartilhar isso comigo, com todos.
Agradeci a Deus por ter acesso tbm.
E é assim, vamos dividindo, compartilhando, amando e lutando. Porque eu realmente acredito que quando eu luto por mim, indiretamente estou lutando por você.
Artur no restaurante almoçando, quem poderia acreditar que ele faria isso?



Peço que orem por uma amiga querida, ela está passando pelos momentos mais difíceis do autismo: a dúvida.
Esperar por um diagnóstico para arregaçar as mangas e lutar é algo torturador. Vamos rezar para que ela tenha a mesma sorte que eu ou não rsrs.
Que se o autismo for bater à sua porta, que entre o mais breve possível em suas vidas e que ela possa provar todas as dádivas que ele traz, porque sim, existem muito mais dádivas do que dor.

Beijos a todos!!!
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Mais presente


Na semana passada, eu falei aqui sobre estar mais presente na inclusão do Artur na escola. Ah, inclusão para quem não sabe, é uma palavra muito usada por aí, tem um significado lindo nas leis, mas na realidade não é bem assim, às vezes chego a duvidar de sua existência.
Bem, eu fui autorizada a entrar na escola do Artur durante o horário da última refeição para ver ser conseguiríamos resolver o problema dele não querer comer.
Admito que num primeiro momento eu disse para meu marido: Não quero ir!!
Um medo toma conta de mim quando penso na escola, quando me vejo questionando a escola. Eu tenho medo, medo de sofrer, medo de ver o que não gosto, medo de ter q ir até as últimas consequencias para resolver meus problemas lá. Porque se for preciso, assim farei.
Depois, pensei com calma, escrevi aqui sobre eu nunca ter facilitado muito as coisas sobre a inclusão do meu filho com a escola, de eu ter jogado tudo no colo das professoras, coordenadoras e diretoras dando liberdade total para elas agirem como prefererem.
Fui para a escola com o coração na boca, cheguei cedo porque fui de carona, passei uma meia hora do lado de fora da escola, mãos suadas, cólicas de nervoso, tive medo de ter dor de barriga e ter que sair correndo.
Finalmente deu 15H10, toquei a campainha e esperei alguém, me levaram ao refeitório e eu fiquei esperando Artur.
De repente,  o vi entrando, de mãos dadas com a auxiliar, quando ele me viu, saiu correndo abriu os braços, pulou no meu colo, eu me abaixei, ele me puxou para perto, encostou seu narizinho no meu e ficou me olhando, um sorriso delicioso nos lábios. Um momento que durou segundos e ficará guardado comigo pela eternidade. Ali, naquele ambiente estranho, triste para mim, onde meu filho não era meu, meu filho não é meu Artur, ele era meu, ele escolheu a mim.
Eu fiquei toda inflada de orgulho, com aquela cara: Viu?? Ele é meu bebê, ele sabe quem eu sou, ele não é um saco de batatas que não sabe escolher as pessoas que gosta, aqui é assim porque ele não tem escolha. 
Conversei muito com Artur, taí outro momento breve que nunca esquecerei.
Estava tudo bem, até que ele viu o prato de sopa. Digo que o aspecto da sopa não era o mais agradável, tentei de todas as formas dar um pouco para ele provar, inclusiva na marra, já que ele adora aprontar dessas conosco. Nós damos a primeira colherada na marra, ele sente o sabor da comida e como todo o restante sem problemas rs rs.
Mas não houve jeito, ele cuspiu tudo, me sujou toda, acabei provando da sopa sem querer e apesar do aspecto ruim, era gostosa.  Ele não quis, concluí que ele não gosta da sopa e pronto.
Ganhei muitos mais beijos quando levei o prato para longe, abraços aos montes e notei que era hora de ir embora.
Me despedi com o coração em pedaços, ainda era cedo para a saída, eu precisava ir. 
Vê-lo andando, olhando para trás, com aquele olhar de mãe vem comigo foi desolador, aqueles pequenos passos em direção à sala de aula, a distância aumentando e ele virando ainda mais seu corpinho para me olhar foi uma despedida dolorosa. Ele não era mais meu, eu tinha que bloquear meus pensamentos sobre o que ia acontecer lá, a auxiliar disse que ele iria tomar um banho porque estava sujo das brincadeiras no parque. 
Restava eu também me virar e ir embora.
Fui para a sala da diretora resolver como faríamos e ficou acertado que na hora do jantar, ele tomará um leite, afastado das outras crianças para que elas não queiram leite também.
Falei que tudo bem a forma que fariam, desde que meu filho não fiquesse muito tempo sem comer.
Saí de lá, mais calma, mas tenho certeza de que NUNCA, JAMAIS, em momento algum ficarei tranquila de deixar meu filho lá e dar as costas.
Isso me dói, me mata, isso me enjoa, isso me destrói.
Todos os dias eu rogo a Deus para que cuidem bem do meu filho.
O que me deixa realmente mais tranquila é o fato de que Artur hoje sabe o que lhe é bom e mal, ele faz escolhas e se a escola não fosse boa para ele, hoje eu tenho certeza de que ele não ia querer ir.
É o que me consola.
E vamos crescendo, porque é isso que a vida quer de nós, não é?

Beijos e até nossa próxima viagem

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Crescendo todo dia


Quando eu era criança eu já sabia e sentia que Deus tinha planos diferentes para mim.
Eu era diferente de outras crianças, eu era carente demais também.
O que eu levava dentro de mim é que eu nunca seria uma pessoa comum, que eu tinha vindo ao mundo para fazer alguma diferença.
Hoje, se meu psiquiatra lesse isso diria: Bora aumentar a dosagem dos remédios, bipolar sequelada??
Mas eu quero que ele se dane. Ele está certo e errado.
Durante toda a minha vida eu precisei de remédios sim, mas o meu remédio sempre foi as lições que a vida me deu.
Nunca houve um rivotril que mudasse a minha vida, em contra partida não houve uma dor que não me fizesse crescer.
O que me entristece é olhar para mim e ver o quanto eu era e sou pequena, porque o tanto de dores que já vivi, dariam para contar num livro.
Aliás, muita gente ao saber da história da minha vida me pergunta porque eu não encaro o desafio de escrever um e eu sempre respondo que não sou digna, algumas partes da minha vida são recheadas de episódios ruins, vergonhosos. Deixa tudo lá adormecido que é melhor.
Eu tenho um irmão, ele é dóis anos mais novo do que eu e ele sempre foi 'diferente'.
Gente, eu sempre digo: Ser diferente 30 anos atrás era um martírio.
Meu irmão tem o diagnóstico de encefalopatia crônica. Ele sempre teve atraso no desenvolvimento. Até poderia ser um autista, mas não é.
Era tudo tão difícil, as crianças não eram ensinadas a respeitar as diferenças, não existia nenhum trabalho para mostrar que as diferenças existiam e assim que eram notadas, quem as possuía virava motivo de piada.
Quantas, quantas vezes na minha vida me vi socando, metendo porrada, pedrada e paulada em marmanjo que fazia piadinhas com meu irmão.
Então, eu cresci assim, no meio do preconceito, no meio da podridão do ser humano.
Por isso mesmo antes de ter um filho e um outro irmão especial, eu nunca, nunca concordei com a falta de respeito com as diferenças entre as pessoas.
Sempre achei uma pessoa que é capaz de rir de alguém que possui dificuldades muito mais podre do que alguém que tem coragem de beijar uma pessoa do outro sexo, aliás, serei bem honesta, uma comparação dessa para mim nem faz sentido.
Porque para mim, onde existe amor, existe beleza. Onde existe respeito, tem que ser respeitado e pronto, fazer uma comparação como essa, beira o ridículo para mim, mas algumas pessoas fazem, né?
Meu irmão não teve tratamento, meu irmão não teve ajuda de ninguém além dos meus pais.
Sempre critiquei a forma que meus pais mimaram meu irmão. Sempre critiquei a forma que o super protegeram.
Mas sabe, hoje é dia de pedir perdão por julgá-los.
Perdão papai e perdão mamãe.
Hoje, 30 anos depois, a vida é tão linda.
Tem leis protegendo nossos anjos, tem gente em cada canto do mundo defendendo as diferenças, hoje temos tratamentos, hoje temos psicólogos para trabalhar nossa dor e ainda assim, tenho vontade de colocar meu filho em meus braços e não deixá-lo mais sair. Vontade de protegê-lo das pessoas cegas, das pessoas que não sabem lidar com as diferenças, do mundo.
Eu tenho uma forma muito diferente de pensar, de tratar meu filho.
Eu sou uma mulher mais dura, que vive preocupada com o amanhã, então, eu tento criar meu filho para o amanhã.
Em toda minha vida me perguntei porque vocês super protegiam meu irmão. Em toda minha vida achei isso completamente errado.
Muitas vezes brigamos, discutimos, nos magoamos porque simplesmente eu não conseguia entender.
Eu tenho um marido maravilhoso, eu tenho uma filha linda que me ajuda e vive para nós. Eu tenho amigos lindos.Eu tenho um DEUS que nunca me abandona.
O que vocês tiveram???
Vocês não tiveram nada. Vocês apenas tiveram o amor.
Hoje, olhando para meu irmão, tentando ser feliz a seu modo, tentando morar sozinho na rua ao lado, sabendo ler, escrever, fazer contas, passando o dia na frente do notebook, eu só consigo pedir a Deus, que eu consiga que meu filho tenha conquistas assim também.
Sim, eu nunca disse isso, mas hoje vou dizer, eu tenho muito orgulho de vocês.
Sim, hoje eu entendo porque ele era tão querido, porque ele tinha mais atenção do que eu e peço desculpas pelas crises de ciúme.
Olho para minha vida e dou risada, tamanha a ironia que é.
Cá estou eu, com uma filha mais velha que foi filha única por 10 anos e um filho mais novo que tem dificuldades. Faço malabarismos, faço buscas no meu passado, vasculho tudo procurando não cometer coisas que eu julgo erros e tentando acertar no que acertaram.
Talvez, se vocês tivessem feito tantas outras coisas que não fizeram, ele fosse mais do que é, vejo potencial nele para isso, talvez tivesse ido mais longe, mas ao mesmo tempo, vejo o melhor dele, porque vocês deram o melhor de vocês dentro das possibilidades disponíveis.
Comparar como meu irmão foi criado com a forma que meu filho é criado seria tamanha injustiça.
E eu estou crescendo, deixando de ser aquela menina carente e ciumenta, eu estou crescendo aprendendo a ser mãe, a ser uma mulher digna, como vocês sempre disseram que eu deveria ser.
Então hoje, a minha postagem é de pedido de desculpas por ser tão injusta com vocês e para agradecer por nos dar tanto amor e ensinamentos.
 E digo mais, sei que para vocês dois, isso vindo de mim, é algo sublime, porque eu sou casca dura, eu sou aquela pessoa que não dá o braço à torcer, eu sou aquela 'ogra', grossa que vocês sabem que eu sou, mas eu sou quem ama vocês.


Beijos Mamãe e Papai, amo vocês!!!!

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Eu sou uma farsa!!!!


90% das minhas postagens aqui são feitas por impulso.
Sinto-me angustiada, não tenho onde enfiar a dor que sinto e vomito ela aqui.
Mas dessa vez eu pensei muito, há muitos dias eu quero dizer isso, não consigo, fico adiando, mas acho que vocês precisam saber.
Claro q Deus me deu o dom de transformar esse vômito em palavras de força, de determinação, mas hj eu vou dizer toda a verdade sobre as mães que tem filhos especiais.
Tenho certeza que a maioria das mães que tem filhos especiais vão concordar comigo, as que não concordarem, farei questão de conhecer e implorar a receita de como é possível ser como são.
Bem, vamos à primeira verdade:
Toda mãe que tem um filho especial SOFRE!!!
Sofremos todos os dias ao ver nossos filhos terem dificuldades!!
Não importa o tamanho das dificuldades deles, não importa o que eles precisam, o que eles não fazem, é nosso filho, vai doer, vai sangrar.
Ver seu filho não ter as necessidades mais comuns de uma pessoa serem atendidas é doloroso.
Segunda verdade: as mães choram, as mães especiais se REVOLTAM.
Sim, eu olho para o céu às vezes e me pergunto porque Deus achou que eu não merecia ter um filho como todos os outros tem. Esse tal cristianismo que nos faz acreditar que tudo o que não está dentro dos padrões esperados é um castigo. (desculpem por falar eassim, mas eu disse q falaria tudo).
Se nossos filhos não andam, quando vemos uma criança do mesmo tamanho andando, choramos. Se nossos filhos não falam, ver uma criança da idade deles falando, faz você chorar de tristeza porque seu filho não pode. E assim acontece com qualquer dificuldade que exista.
Acontece que tamanha a dificuldade que temos, aprendemos a valorizar em dobro o que temos, porque as incertezas da vida nos fazem comemorar cada coisinha.
Nós experimentamos a forma mais sublime de amor que existe na face da Terra, nós provamos do amor mais difícil, do amor que ultrapassa todas as barreiras, do amor que não importa a dificuldade, a 'falta de beleza', a falta até mesmo de uma retribuição clara desse amor. 
Nós aprendemos a reconhecer um olhar de afeto, um olhar de apelo, um olhar que diz: "fica aqui comigo", um olhar de " eu estou com dor".
Nós vivemos com uma incerteza dolorosa. A incerteza de não saber nosso futuro.
As projeções mais simples que qualquer ser humano pode fazer.
Nós não saberemos o que nossos filhos vão ser quando crescer, muitas vezes nem sabemos se eles crescerão.
As mães especiais (não no meu caso, felizmente) dormem e não sabem o que acontecerá no outro dia, se terão outro dia ao lado de seus filhos, sequer sabem onde passarão esse dia com eles.
As mães especiais são segundo plano, deixam qualquer sonho, deixam de viver tudo em prol de uma vida.
As mães especiais, engravidam como você, tem sonhos, pensam no enxoval, pensam em amamentar os filhos, querem vê-los andando, correndo, brincando.
As mães especiais perdem seus filhos assim que descobrem que eles não se encaixam em tudo o que elas sonharam.
As mães especiais tem que matar duas pessoas quando se descobrem: matam a si mesmas e aquele filho tão esperado que não veio.
Sim, aquela mãe e aquele filho não existem, não tem que viver dentro de nós, isso atrapalha. As mães especiais SE MATAM E MATAM tbm!!!
Mas as mães especiais imediatamente após a perda de um filho tão querido e à perda se si mesmas tem a oportunidade de engravidar imediatamente novamente.
Então, começam do zero, a barriga não cresce, mas vc pode acompanhar o seu nascimento, o seu crescimento e do seu novo filho também.
Por mais que seja uma vida prazerosa, afinal a maternidade é um prazer, nós choramos sim aquele filho perdido constantemente.
Mesmo que em raros momentos, por conta das dificuldades, a gente lembra daquele filho que não pode viver, choramos aquela mãe que não pudemos ser.
Daí vem a revolta de novo: "porque não posso ter aquele meu filho?"
Não, não é falta de amor pelo nosso verdadeiro filho, nunca!!
O que sentimos é medo.
Medo do diferente, das dificuldades, medo porque só nós conseguimos ver o amor, só nós conseguimos ver uma vida, só nós conseguimos driblar qualquer dificuldade, mas o mundo não.
Temos medo das pessoas que não aceitam nossos filhos, medo porque não estaremos com ele para o resto de suas vidas na maioria das vezes, medo porque as pessoas não amam o que não é normal para elas.
Medo porque nem todos possuem nossa coragem, nossa fibra de acordar pela manhã olhar para o lado e dizer: Deus, graças a Deus por mais um dia em que eu tenho meu filho.
Medo porque as pessoas não sabem e muitas vezes NÃO QUEREM nos entender e nem entender nossos filhos.
Medo porque nosso amor é considerado LOUCO, medo porque sempre somos as CULPADAS por termos filhos assim e mais CULPADAS por mantê-los assim.
Medo porque descobrimos o quanto o mundo é sujo, o quanto é triste ter que esbarrar constantemente em pessoas PODRES, sem coração, sem HUMANIDADE dentro de si e não satisfeitas em maltratar e rejeitar nosso amor, rejeitam nossos filhos.
O que nos alimenta a vida, são os sorrisos, aqueles mesmo dados com olhares, são pessoas que se propoe a nos compreender e ajudar, sim!!! Elas existem!!!
O que difere as mães especiais umas das outras, além das dificuldades, é a maneira que elas encaram tudo isso.
Algumas ainda não amadureceram o suficiente, mas são raras e logo estarão prontas, ou não, tudo depende para o que.
Nós mães especiais, além de ter q matar nossos filhos, nos matar, devemos escolher a vida sempre e acreditar nela acima de tudo.
Nós decidimos pela vida, por viver a vida que podemos, a vida que merecemos e não a que sonhamos ter um dia.
Nós somos felizes sim, nós somos guerreiras sim, nós somos pessoas escolhidas porque somos fortes e só ganhamos motivos para desenvolver e aprimorar nossa força. 
Nós somos alegres tbm, mas por favor, não ache que só porque aceitamos a condição de não ter um filho como todos tem, devemos aceitar qualquer coisa para nós e para nossos filhos.
Vivemos em frangalhos, mas não queremos migalhas.
Não temos uma vida que qualquer pessoa queira ter, mas não merecemos ser massacradas porque muitos invejam nossa força ou acham que se não somos 'dígnos' de ter um filho 'normal', não  somos dignos de nada.
Somos dotadas sim de uma grande nobreza de espírito, mas nunca se esqueçam: elas serão usadas com quem merece, por quem merece que são NOSSOS FILHOS e as pessoas HUMANAS.

Viram?? 
Eu sou uma farsa, não sou como você pensa que eu sou.
Eu vivo assim porque PRECISO, aprendi a ser feliz assim, mas isso não quer dizer que se pudesse escolher, se eu pudesse crescer de uma forma menos pesada e penosa para meu filho, eu escolheria viver como eu vivo.

Basta gente, basta a hipocresia, basta à falta de humanidade nas pessoas.

E eu aprendi: "A pior miséria do ser humano é aquele onde ele não consegue provar o que é o verdadeiro do amor ".

Desculpem o desabafo!!!
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Desconfianças e inseguranças


Bem, nas minhas férias eu corri atrás de bastante coisa, mas até agora não consegui nada.
Fizemos uma triagem no CAPS infantil, amanhã fará 3 semanas e nada, fila de espera.
Minha cidade está com a intenção de acabar com o transporte para outro município alegando que agora temos tratamento aqui.
Sou totalmente à favor, acho o máximo não ter q passar o dia inteiro fora, enfiada dentro de uma Kombi, viajando uma vez na semana, DESDE QUE tenhamos um serviço eficiente e não filas de espera. Não aceito ficar na fila de espera e não acho q ninguém deva ficar.
Daria para trabalhar em conjunto: Pais, profissionais das terapias, médicos e a escola. Um sonho, né? Quem sabe um dia??
Nós mães especiais, hj gatas escaldadas de tantos baldes de águas fria já estamos escoladass na arte de pensar no "quem sabe um dia".
A questão da escola ainda me preocupa.
Ultimamente as educadoras tem insistido que Artur não come direito na escola.
Durante as férias e durante à noite enquanto fica em casa, Artur se alimenta mto bem. Como até demais para meu gosto, sem maiores problemas e transtornos.
Isso me faz pensar q a dificuldade está na hora da alimentação na escola e não com o Artur.
Durante toda a semana passada, meu marido me dizia isso e na sexta-feira eu falei q havia algo de errado.  Ele me perguntou o q a gente deveria fazer e eu apenas disse: Vou pensar durante o final de semana, na segunda-feira terei uma decisão, tenho fé em Deus.
Durante dois anos de minha vida, por conta do trauma com a escola, eu relutei em fazer uma parceria com a escola. Eu não ajudei meu filho em nada, larguei tudo na mão de pessoas q eu sei e eles sabem que não estão preparados para atender uma criança com necessidades especiais. Deixei estagiárias se virarem e como via meu filho bem, preferia achar q era melhor assim.
Essa falha eu pego toda para mim. 
Mas, eu realmente não tinha maturidade, não tinha forças ainda para compreender isso.
Depois do último episódio da festa Junina, de eu ñ poder nem olhar para as fotos e nem ter me dado ao trabalho de olhar a filmagem, entendi q fugir é uma merda.
Então, vamos lá, não colaborei qse nada na inclusão do meu filho, larguei tudo nas mãos de pessoas que não o conhecem e falei: Se virem!!
Agora pretendo corrigir, vou investir mais na inclusão com uma interação minha tbm. Pq não adianta reclamar sem ajudar, não é?
No domingo eu pensei nisso tudo, então, veio uma luz: Ir na escola durante as refeições do Artur e entender o q acontece. Talvez com dicas simples, eles consigam entender qual o problema e resolvê-lo de vez.
Pedi para o marido falar na escola isso na segunda-feira, ele falou e a diretora está de férias, que quem está no lugar disse não ter autonomia para me autorizar a entrar na escola do meu filho e tentar ajudá-los, mas prometeu procurar quem possa autorizar, menos mal.
A resposta virá amanhã. 
Veremos o q vai acontecer.
A gente vai crescendo, vai aprendendo, vai se avaliando, reavaliando e compreendendo q relutar nem sempre é o caminho.
Não vou negar a parte negativa dentro de mim, as desconfianças, as inseguranças das feridas que tenho dentro de mim.
Pensar que meu filho passa fome na escola pq as pessoas não tem paciência para dar comida a ele por cerca de 1 hora, pensar nas vezes que os médicos e nutricionistas me diziam que ele não engordava e que se estava tudo certo e me perguntarem pq isso acontecia.
Complicado, tento não me prender nos sentimentos negativos, mas não me engano que eles não existam.
Tentando apenas não ser precipitada, é bom!!
Felizmente hj ele está em casa e não vou ficar pensando nisso.
Meu pequeno está saudável, nunca será gordinho, mas está fofo, com um  bumbunzinho fofo e está pesadinho. Tentemos convsrvá-lo assim.

Beijos

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Não desistam de nós



Quando eu conheci o autismo, tive contato com as características dele, perguntei-me N vezes se eu, Roberta, não era autista. Meses depois, perguntei se no mundo existia alguém que não fosse autista. Então, cheguei à conclusão de q a segunda opção é mais válida, todos temos um autista adormecido dentro de nós e tem dias q ele acorda e quer entrar em nosso mundo. Depois do dia de hj, o autista q existe dentro de mim, quis falar, não em meu nome, mas em nome de todos os autistas nesse mundo q não sabem falar, como Arturzinho:


"Dizem que temos um mundo que é só nosso.
Mas eu nunca disse que vc não poderia entrar.
Que ele não possuía janelas, portas e que não era bem vindo.
Dizem que do meu mundo eu não posso sair, mas talvez sejam pq poucos me convidem para conhecer o seu.
Dizem que não temos muitas perspectivas, que somos limitados, mas nunca perguntaram para mim se eu concordo.
Dizem muitas coisas sobre nós, mas a grande verdade é q poucos tem coragem de entrar em nosso mundo, preferem olhar pelas janelas e não acreditam que ali possa existir uma vida.
Dizem que eu não poderei, que não conseguirei, q não atingirei e eu só digo uma coisa, não com a minha voz, não com um grito que sai pela minha boca, mas com o grito de uma alma, que vive, que espera, que deseja e que apenas pede: NÃO DESISTA DE MIM!!!"


É mto mto triste quando vc chega para a fonoaudióloga de seu filho, toda sorridente e pergunta como ele está e não só ouve, como vê o desânimo totalmente projetado em seus rosto dizendo: Não existem progressos. Artur está sempre no seu mundo, não progride, não presta atenção em nada, não aceita estímulos, não quer sair desse mundo q é só dele.


Gente, por hj, só digo uma coisa: O mundo tá errado, as pessoas estão erradas.
Meu filho tem jeito, meu filho progrediu imensamente e não merece conviver e ter que conviver com uma pessoa DERROTADA.
Eu não aceito derrotas. Eu não vim para o fácil, eu me recuso a acreditar nela.
Faz mtos anos que deixei de acreditar no ser humano, no progresso espiritual, na nobreza de espírito, hj creio que vc nasce com ela, não se adquire não.
Eu não nasci fraca q fiquei forte.
Eu nasci forte e ao longo de minha vida encontrei necessidades de aprender a usar essa força.
E assim vamos, caminhando, seguindo, construindo pontes, derrubando barreiras e deixando aqueles q querem ser derrotados para traz.


É hora de procuramos uma outro fonoaudióloga.
Meu filho hj manifesta o desejo de falar, de cantar, de se comunicar e precisa de ajuda, mas precisa da ajuda de quem realmente quer ajudar.




Beijos com lagrimas equilibradas no cantinho dos olhos, só pra variar.



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A justiça de Deus tarda, mas não falha!!



Bem, como eu TENTO ser uma pessoa justa sempre.
Como eu reclamei sobre a forma que a Gerente da DrogaRaia me tratou, vim aqui contar para todos o desfecho desse episódio lamentável:
Para quem não lembra do que houve ou não sabe, eu contei AQUI .


Ontem foi dia de comprar o Leite do Artur novamente.
Sinceramente, não tinha vontade alguma de pisar naquela farmácia novamente, mas eu não posso culpar as pessoas maravilhosas que tem lá por causa de uma única imbecil.
Então, aproveitei q não era o horário da MISERÁVEL e fui.
Procurei pela doce gerente que havia me ligado e descobri q ela está trabalhando em outra loja esse mês.
Então, como ela havia me dito que todos os gerentes sabiam do ocorrido, arrisquei pedir para falar com a nova gerente, uma moça mto educada de nome Sara. 
Disse a ela que a outra gerente me dava um desconto e perguntei se ela poderia continuar com o desconto. Ela nem disse nada, apenas olhou o valor do leite e me disse que poderia fazer no mesmo valor sim.
Fui tratada como antes, com olhares de pessoas q me conheciam, inclusive que me esperavam, afinal, depois de 1 ano e meio vc cria laços onde quer que vá, não é?
Não precisei encomendar o leite, até pq não é um leite comum, então, os do mês passado ainda estavam todos lá, me esperando.
A moça do caixa me viu e logo avisou, pegou as latas e segurou no caixa dela, nem precisei pegar fila para pagar, ainda bem q a farmácia estava vazia. Ela tbm deu a opinião dela, aliás, pude notar o qto a Gerente é adorada pelos colegas de trabalho. Me senti mais confortada.
Fiquei feliz por ver que Deus cuida de mim, que ele resolveu essa injustiça pq no dia q tudo aquilo aconteceu, eu me senti mto humilhada, chorei mto, mto mesmo.
Agradeço a Deus por colocar a justiça mais uma vez no meu caminho, agradeço a Deus que por mais q permita pessoas PODRES no mundo, ainda deixar as pessoas boas para nos alegrar e nos fortalecer.
Pois para mtos, era só ir em outra farmácia, mas para mim não, foi doloroso, foi de uma crueldade desnecessária.
Nós mães especiais temos uma ferida, ferida essa q nunca para de doer, q nunca cicatriza e realmente, sinceramente, não precisamos de pessoas enfiando o dedo nelas para sangrar, mas creiam: por mais que a gente corra, lute, esperneie, essas pessoas sempre aparecem e fazem sem dó; Bando de FDP isso q são.


Emfim, Deus cuida de mim, Deus quer q eu não perca a esperança que eu tenho Nele e que assim seja.



"Lamentável é um ser humano que decide viver na amargura de sua alma e que tenta contaminar quem escolheu não viver assim sempre.
Lamentável é vc ser mesquinho, mas pior que ser mesquinho é ser mesquinho com o q não é seu e não fará falta para quem realmente pertence aquilo q a pessoa não quer 'dar'."


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O que as mães especial passam


No dia 09 de Junho, eu fiquei mto, mto chateada com o atendimento q recebi na Farmácia DrogaRaia de Neverland.
Há 1 ano e meio eu compro o Leite que Artur toma, q para meu bolso  é caríssimo. São 8 latas por mês pq a Escola fornece o leite q ele consome lá (graças a Deus).
Ano passado, uma balconista maravilhosa conseguiu um desconto de 15% pra mim. E salvou a minha vida.
Só q eu mudei o horário de buscar o leite, então, era outra gerente, uma loira, mto mal educada.
Mas esse dia foi a gota d'água. Fui buscar as latas de leite e a Gerente já cheia de má vontade me disse: Cadê o papel do mês passado com o desconto? Eu respondi q havia deixado com a balconista, mas q o desconto era de 10%.
Ela saiu vomitando um monte de absurdos como se eu estivesse pedindo ESMOLA e na frente do balcão para quem quisesse ouvir e eu digo, essa farmácia precisa distribuir senha de tão cheia q é.
Ela me disse: Ahhhhhh, mas não sei se vai mais ser esse desconto, os descontos estão caindo, houve uma fusão da Droga Raia com a Drogasil e estão pegando em nosso pé, não vai dar Meeeeeeesmo!!
Eu disse: Mas poxa, q pena, era 15% e caiu pra 10% e agora vai diminuir ainda mais??
Ela: Vc precisa entender que o desconto não é uma obrigação.
Eu disse: Olha, eu sei exatamente q o Desconto é uma gentileza, mas vc precisa entender q tem de haver gentileza ao dar o desconto, não estou lhe pedindo nada, aliás, nunca pedi desconto, me ofereceram e orientaram a avisar sobre o desconto na hora da compra.
Eu não senti raiva na hora, eu senti vergonha, me senti humilhada.
Peguei a cesta com os leites e mais algumas coisas e falei pra ela:
Segura um pouco aqui q eu já volto.
Fui na Drogaria SP e pedi pra falar com a gerente. Expliquei q eu compro todo mês e perguntei se ela poderia me dar desconto na compra das latas. Ela viu o preço dos leite e falou: claro, q posso.
E o desconto acabou sendo maior, mas como o leite era mais caro, ficou o mesmo preço da outra farmácia. Não me senti tão refém da outra farmácia, senti um alívio e encomendei as 8 latas lá.
Voltei na Droga Raia, peguei a minha cesta e não levei os leites.
Falei para a moça do caixa q era um absurdo os atendentes serem um anjo e a gerente se prestar a esse papel.
No outro dia, a moça q me conseguiu o desconto me ligou, agora ela é a gerente da manhã, foi promovida, merecidamente e eu contei tudo a ela e pq não vou ficar com o leite. Ela me ofereceu um desconto maior ainda e mês q vem um comprarei somente com ela.
Mas claro q ela me deu um telefone para eu formalizar a reclamação daquela VACA, FDP e IDIOTA q me humilhou gratuitamente.
Fiquei pensando como ela trata as pessoas q pegam remédio gratuitamente na farmácia, afinal, eu gasto lá todo mês no mínimo R$ 250,00, sem contar eventuais remédios e recebi esse tratamento vip. #VADIA
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Ansiedade e esgotamento


Falta só mais um dia para eu pegar minhas mini-férias.
Algumas pessoas ouvem eu falar isso e dizem: Nossa, de novo??
Bem, eu tirei férias em Março deste ano, mas alguém sabe me dizer quando eu tirei férias emocionais?
Eu sinto como se estivesse num esgotamento emocional.
Cansada de controlar as emoções, cansada de controlar o choro, cansada de engolir a raiva. Cansada das mesmas frustrações, cansada das pessoas.
Sei exatamente que ainda não cheguei no meu limite, eu sei onde é e antes q ele chegue, q eu perca as rédeas de mim mesma, é q vou ficar longe de tudo, sem me preocupar, sem me cobrar tanto.
O meu trabalho nunca me fez bem.
Não posso reclamar hj, ele é mais calmo, não tenho problemas com as pessoas, mas as heranças q trago, as cicatrizes q tenho lá, não me deixam relaxar.
A última vez q estive tanto tempo com meus filhos sem escola e de férias foi em 2009 e infelizmente não pudemos curtir mto pq eu não estava bem emocionalmente.
Foi um ano mto difícil em minha vida, aquele ano q vai levar 100 anos e vou me lembrar dele com lágrimas nos olhos.
Eu preciso descansar a minha mente, a minha alma, sabe.
Chorar até cansar, pq desde tudo aconteceu como aconteceu, eu não me deixo fazer isso. Choro um pouco aqui, ali, engulo, me policio, me condeno.
Mas se permitem-me um conselho: Não façam isso. Faz mto mal.
Chorar é importante, faz parte do processo, faz vc não entrar no esgotamento emocional.
Chega um momento q vc chora de ver um comercial de TV, chora por tudo. Tem vontade de desistir.
Eu sou mto SAZONAL, eu mudo com o tempo.
Estou feliz, alegre e sorridente pq está sol. A chuva me deprime, me estraga, me poe pra baixo demais.
Quero esses dias para me acalmar, me manter controlada, me esbaldar de amar meus filhos.
Não tenho planos mirabolantes de férias, vou apenas tentar me manter bem e de quebra curtir meus anjos.
Eles precisam de mim, eu preciso deles.
Se pudesse, passava o dia grudadinha neles para o resto da vida, mas não é para isso q Deus nos torna mães, né?
Então, vou dar o melhor de mim para deixar a minha semente para o mundo.
Mas para dar o melhor de mim, NECESSITO descansar a minha alma q está mto, mto machucada ultimamente.

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Em busca da fé


Bem, todos os dias após o que houve eu fiquei mal.
Mas no sábado eu fui em busca da minha fé, da minha crença.
Precisava de um lugar para abandonar toda a minha angústia, minha revolta e minha dor.
Ao longo desses 3 dias eu só perguntava a Deus pq ele não me amava, pq ele não me deixava com um filho normal, com o Artur bem, como era antes.
Eu regredi.
Senti raiva das pessoas q desprezavam meu filho e q provavelmente tinham filhos sem dificuldades, por isso o desprezava.
Não, não nutri nada de bom esses dias em que estive mal.
Precisava mudar.
Fui atrás da minha fé, fui atrás do q acredito.
Precisava de energia, boa energias.
Enquanto me tratava, enquanto estive lá, orei, fechei os olhos e só senti um único desejo e pedi.
O que eu achei de mais emocionante nesse momento não foi a dor ir embora, não foi chorar mto e colocar a dor pra fora, foi o pedido q veio de dentro, sabe, lá do fundo da minha alma.
Enquanto eu rezava, enquanto eu buscava força em Deus eu fiz só um pedido:
"Deus, por favor, devolva a minha força para enfrentar tudo.
Eu sei q ela tá aqui, tira essa dor de cima dela, leva essa dor embora q ela não é minha e devolva a minha força."
Vi dentro de mim o sentimento mais puro e belo de aceitação, de renúncia que estava adormecido pelas minhas fraquezas.
Não, eu não pedi a Deus para ver meu filho falando.
Não, eu não pedi a Deus para meu filho 'voltar ao normal'.
Eu só pedi a Deus para aceitar e lutar pelo meu filho, seja o q ele for e como for.
Saí de lá revigorada, mais calma.
Saí de lá a Roberta que eu conheço.
A Roberta que xinga, grita, chora, esperneia, reclama, se revolta, mas que entendeu q não adianta desistir.
Uma Roberta forte, louca e adulta.
Creio que eu precise de todas as Robertas que eu sou, mas já aprendi a identificar que a Roberta criança acorda e quer invadir meu mundo qdo as coisas são difíceis e é nessa hora que eu aprendi a me respeitar.
Eu me deixo jogar no chão, espernear, ver o mundo acabar, igual fazemos com uma criança mesmo, até q eu me canse de chorar e compreenda q não muda nada.
E é sempre assim que acontece.
Acordei num domingo ensolarado, feliz, disposta, a primeira coisa que fiz foi olhar para meu anjo, minha vida e beijá-lo.Ao contrário de sábado q passei trancada num quarto escuro e mal o vi.
Procurei aquela dor, aquela faca enfiada no meu peito e ela não estava mais lá, então, agradeci a Deus por estar viva novamente e vivi a minha vida como se deve fazer.
Mas uma etapa de tantas outras foi vencida e eu me superei, cresci mais um pouco, isso q importa.
Grandes ideias brotaram em minha mente tbm, nesse fim de semana, é hora de colocar em prática.
Decidi q não quero mais Artur em período integral na escola. E sei q isso pode me trazer uma luta, ou não.
No dia da conversa com a diretora, ela me disse que Artur não tem estagiária para ficar com ele das 7h30 às 11h00 que é justamente o horário da aula, que sentido fáz?
Também conversei com meu chefe, tenho 15 dias de férias para tirar, chegou a hora.
Minha cidade está engatinhando no atendimento de autistas, temos um CAPS Infantil com fonoaudiólogas, psicólogas, vou atrás disso.
Assim, as tardes do meu pequeno anjo seriam preenchidas com atividades  como natação e terapias, mto mais produtivas do q trancado numa sala à mercê de pessoas despreparadas e desinteressadas em seu progresso.
Agora que tudo clareou, vamos à luta. Aproveitar 15 dias ao lado dos meus filhos, coisa inédita em toda minha vida.

Obrigada pelo carinho de todos, hj e sempre!!
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O outro dia


Esses dias depois do q houve foram tão piores qto o momento q presenciei o desprezo com que meu filho foi tratado.
Quando vemos uma reportagem na Tv de uma criança que foi jogada fora pela mãe, por um pai e estuprou  o filho, ou coisas do gênero a gente se pergunta com horror como é que uma pessoa pode tratar uma criança dessa forma.
Eles são doces, meigos, cheios de alegria de viver, nos ensinam tanta coisa.
Não falo de crianças de comercial de fralda, eu falo de qualquer criança, eles são tudo em nossas vidas.
Agora imaginem vcs verem uma criança como o Artur, que não fala, não entende mta coisa, que tem limitações, mas que é doce, carinhoso, beijoqueiro e trata qualquer pessoa com carinho e amor, pq ele não conhece outro tipo de sentimento além desse na casa dele, ser tratada com DESPREZO.
Talvez eu possa estar exagerando na forma de me expressar, mas acredito que eu necessite colocar essa dor horrorosa q me consome nesse momento.
Ver que por mais q ele estivesse sendo olhado, no colo, mas não ter a atenção de ninguém tem sido massacrante pra mim. Ele e um saco de batatas eram a mesma coisa, aliás, sacos de batatas não sujam fraldas.
Mas eu acho q a coisa mais horrível para mim, foi depois de ver tudo o q eu vi, de não chorar, apesar de ter o apoio e o carinho de todos vcs foi ACORDAR no outro dia.
Ver q a vida é cruel com a gente, que as pessoas não amam o q vc ama e que sim, seu filho tão amado, a maior riqueza de sua vida, a sua grande prioridade não passar de um problema pra outros.
Que se eu trabalhasse com crianças como Artur ou qualquer outra limitações, aprenderia a amá-las, procuraria dar o melhor de mim a elas, como profissional e como ser humano, mas que as pessoas não são como eu.
Mas ter q acordar e mandar seu filho para junto de pessoas q não compartilham dessa ideia com vc é como enfiar uma faca no próprio peito.
E foi o que eu fiz. 
Claro que eu preciso acreditar que as coisas vão mudar.
Claro que eu tenho q mandar meu filho pra escola para ele crescer e se desenvolver.
Mas ontem foi FODA!!!
E hj tbm foi.
E amanhã não, mas só pq é sãbado.
Alguma coisa dentro de mim grita de desespero dizendo q não vai passar.
Pode ser trauma da outra vez na outra escola, pode ser q seja pressentimento de mãe.
No momento estou perdida, sem ter o q fazer.
É só um desespero, uma dor, uma luta para não ficar pensando no que meu filho está fazendo, se dão comida direito para ele, afinal, ele leva 45 minutos para comer às vezes.
Fico pensando mil coisase só sinto dor, desespero.
Tem a decepção tbm, eu realmente acreditava que meu filho era tratado com amor naquela escola, achava improvável alguém não tratar meu filho com amor, já q ele emana tanto amor.
Tenho pensado coisas, pensado em mudar coisas, mas por hora são só possibilidades e tem mta água para passar por debaixo dessa ponte.
Aliás, nesse momento, sinto-me sem a ponte. Uma inundação de tristeza a derrubou, estou ilhada, sem chão, sem ponte, sem tento, sem esperanças, a água no pescoço e sentindo uma bigorna amarrada na minha perna.
Drama? Talvez, mas por favor, eu preciso!!
Deixe pelo menos por enquanto eu ser vítima da minha dor, sentir medo da minha luta. Isso não quer dizer q eu vá me esconder dela, não mesmo.
Eu só preciso sofrer, sou assim.



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Decepções e é só o começo.


Em primeiro lugar:
Não sou uma pessoa ignorante.
Sou precipitada, mas me controlo.
Não sou barraqueira.
Não sou uma mãe iludida.
Quem me conhece aqui, durante esses anos no blog está cansado de ler que EU NÃO CRIO EXPECTATIVAS, EU NÃO FAÇO PROJEÇÕES, MTO MENOS ABSURDAS.
Artur usa Fralda Pampers Total Confort, assim q acorda, colocamos uma fralda limpinha nele, na embalagem diz que dura até 12 horas, como ele é grande, tenho plena convicção que pelo menos 3 horas essa fralda aguenta o xixi dele. Mas...... já recebi bilhete dizendo que Artur chega na escola e a fralda vaza. Enfim, mandei mais uma troca de roupas como pediram, sem questionar. O importante é q ele é bem cuidado na escola.
Fazia mais de 10 dias que Artur não ia para a escola. Sempre assado, com a rinite atacada, ele não avisa qdo faz cocô, tem q olhar toda hora, tem q lavar na hora de trocar, melhor ficar em casa, certo???
Não faço e nunca fiz da escola um depósito de criança. Meu filho vai contra a minha vontade, pq faz parte do tratamento dele.
Eu sequer busco ou levo meu filho na escola, para não criar neuras, não ficar sofrendo, papai sempre leva, sempre pergunta tudo e traz o recado para mim, um amor.
Qdo ele não tinha uma estagiária para cuida exclusivamente dele, eu me descabelei de chorar na Secretaria de Educação e consegui uma.
Artur é uma criança que se não é tratada da melhor forma que um Autista pode ser tratado, ele é tratado com mto, mto amor.
Enfim, hj teve festa Junina na escola. Meu pequeno não ensaiou a dança, não foi para a aula, mas hj, fiz questão de arrumá-lo logo cedo. Costurei sua calça com remendos, não comprei chapéu, ia jogar dinheiro fora, comprei uma camisa fofa e fui trabalhar.
As crianças nem tinham entrado na quadra e eu já tava chorando de ver MEU FILHO TENTANDO INTERAGIR COM O MUNDO DO JEITO DELE, não importava como fosse. Confiei no carinho das pessoas que cuidam dele.
Notei q ao chegar, a professora dele estava mto preocupada com ele no colo, pedindo para chamar alguém, fiquei preocupada, mas logo, mesmo de longe pude notar a sua calça TODA MOLHADA no bumbum. Não, não era um vazamento, a calça estava TODINHA molhada no bumbum, ou seja, ele não era trocado há mto tempo. E se estivesse com cocô?? E a calça que eu costurei com o maior amor e carinho para ele ficar à caráter com as outras crianças?? Foi pro inferno tudo.
Não mandei a calça na bolsa pq pensei: Ah, elas estarão ocupadas na hora, não vão se lembrar de trocá-lo. Affão pra mim!!Bobo ele não é, prefere, mas não é pra isso q ele vai para a escola.
Daí, enquanto esperava para dançar, Artur só ficava no colo. 
Não mando ele pra ficar no colo, ele é ativo, alegre, não estava com medo.
A estagiária que deveria ficar com ele, estava à caráter, toda animada com as crianças e Artur ficou em segundo plano, aliás, era ela quem deveria ir trocar a fralda dele, não a Professora ficar desesperada, deixar as outras crianças de lado para procurar alguém para fazer isso.
Na hora de dançar, máquina, celular em punho e............
Artur lá no fundo da quadra no colo de uma outra estagiária, não a q foi incumbida de ficar com ele. Me enchi, fui lá do lado, chamei e falei: Artur não vai participar?? 
Ela me disse: Ah, ele não quer. 
Eu disse: vc nem foi lá, ele não está nervoso, nem chorando.
Ela entendeu meu recado e o levou para dançar.
Querem saber se eu vi meu filho dançar?
NÃO, EU NÃO VI.
Pq??
Pq enquanto fui falar com a estagiária, fui surpreendida por uma criança deitada no chão. Parecia um Autista como Artur, pior não era isso, o pior é que era lá num canto da quadra com as crianças  todas pulando praticamente em cima dele, com as crianças pisando, as PROFESSORAS, ESTAGIÁRIAS DESVIANDO DO MENINO E NENHUMA FILHA DE DEUS PERFEITO OLHAVA PARA O CHÃO PARA VER QUE ERA UMA CRIANÇA DORMINDO NO CHÃO.  
Como Artur sempre fica deitado no chão, eu entrei em choque, desespero, comecei a gritar alguém, chamar, tava isolado o local para os pais, ninguém me ouvia e pra mim, toda criança é meu filho, qualquer criança feliz, com dor, sofrendo, sendo largada, são todos meus.
Até que uma alma caridosa me ouviu e eu disse: Esse menino, levanta ele pelo amor de Deus, alguém vai pisar nele.
Daí, eis q a criança foi 'recolhida' e ficou no colo.
Meu dia acabou, minha vida acabou, minha segurança acabou.
Dali eu só conseguia pensar em sair e ir direto na Secretaria da Educação. 
Mas sabe como é a vida??
A vida é assim: VC, pobre, rico, fudido de grana, fudido no poder sempre precisa de alguém, nem que tenha que comprá-la, mas eu não tenho grana para comprar ninguém e ainda que tivesse, meu mundo não seria assim.
Eu tive q esfriar meu sangue, tive q respirar, engolir a porra do meu desespero, sim, eu tive q ME ACALMAR para não fazer merda.
Pq amanhã era outro dia e meu filho tinha q continuar vivendo, precisa de professoras, precisa ir para a escola e precisa, ao meu lado continuar fazendo de conta q a PUTA QUE O PARIU DA LEI DA INCLUSÃO EXISTE E É PRATICADA.



Num outro dia, numa outra época da minha vida, eu viria para minha casa e choraria aqui, no face, no raio q o parte, deixaria meu sangue esfriar e não falaria nada.
Mas eu jurei a mim mesma que desde a outra escola jamais faria isso novamente.
A festa acabou, peguei meu filho e fiz piquete na porta da diretora.
Sim, chamei ela e reclamei de tudo, da fralda molhada, da estagiária empolgada que esqueceu de seus afazeres, da falta de vontade de ajudar Artur interagir na dança, reclamei de tudo.
Antes de tudo, pedi desculpas caso eu me excedesse durante a conversa. Mas desabei.
To orgulhosa de mim, não fui grossa, não fui arrogante, falei q minhas reclamações eram feitas pelo bem estar do meu filho. É o meu maior tesouro. Que minhas reclamações são solicitações de melhores cuidados. Eu quero mudanças!!!


O meu dia acabou, o meu mundo acabou!!!
Vontade de chorar entalada lá no fundo do peito, as lágrimas brotam e secam nos meus olhos e alguém, alguma coisa não me deixa chorar.
O choro seria de exaustão, não quero me sentir exausta,  é cedo ainda, temos uma vida inteira.
Eu jurei q o mundo ia aceitar meu filho e é assim que vai ser, pq não tem como meu filho não aceitar o mundo se não for assim.
Talvez pelo trabalho que eu tinha, eu desisti de me decepcionar com algumas coisas, deixei de acreditar no "sistema", mas isso não significa nunca, jamais que eu vá 'pedir pra sair', sou malandra que está ficando calejada, tem tapas na cara, chutes no traseiro que eu nem sinto mais. FODA-SE.
Eu lutarei contra o sistema, não para mudá-lo bruscamente, não acreditando que eu vá mudar as pessoas, o mundo, os políticos, eu lutarei contra o sistema falho apenas para meu filho ter qualidade de vida. Mas, como eu disse que eu sou mãe de todos os filhos, vou lutar contra o sistema pelo NOSSO filho tbm.
Ainda não é hora de desabar de chorar, por hora, vou aqui, me equilibrando, equilibrando as lágrimas no olho, escapa uma aqui, outra ali, mas o amor pelo meu filho, a doçura do meu filho, a vida que Deus escolheu para mim, nunca vai me fazer deixar de lutar. 
Morrerei e não deixarei de lutar, onde quer que eu esteja.




Não vou editar o texto, to mto chateada pra isso, perdoem os erros de gramática, grafia e digitação;





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Dias ensolarados


E então qdo o tempo escurece em nossas vidas, os dias ficam cinzentos, tristes e eternos, vem o sol nos lembrar que nada é para sempre, tudo é provisório, a felicidade tem fim e tbm retorno.
Tudo o q a gente faz quando o sol reaparece é realizar nossa fotossíntese, abrir nossas folhas em direção do sol e curti-lo.
Não adianta fica se preocupando, se descabelando com a hora que ele resolverá ir embora. O importante é a fé de q ele voltará a brilhar e nós tbm.
Por mto tempo só vi dias escuros, nublados e chuvosos em minha vida.
Engraçado que eu chorava e sofria mto pq tinha plena consciência de q minha vida não era escura, mto pelo contrário, eu chorava por não conseguir apreciar o sol na minha vida, eu olhava o sol e o via cinza, molhado, sem brilho.
Foi preciso que algo acontecesse, em minha vida, foi preciso q escurecesse tudo a minha frente e quase anoitecesse para q eu pudesse entender e apreciar a luz do sol novamente.
Hj eu me sinto mto bem. Fico até impressionada com a vaga lembrança dos dias tristes. Não sei nem como eu conseguia enxergar somente a escuridão.
Não, não foi de uma hora para outra, não, não foi do nada, simplesmente, a minha vida mudou e eu mudei com ela.
Engraçado como Luís Fernando Veríssimo tinha razão: "Quando a gente acha q sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas".
Eu cheguei a pensar que minha vida não tinha mais solução, as respostas eram claras, viver não tinha mais sentido, era interessante e conveniente me perguntar sobre as razões e ter todas as respostas. Então, passei a vegetar, eu apenas existi por um bom tempo.
Um belo dia, a vida aprontou comigo, mandou-me um recado: Não minha querida, essas não são mais as perguntas que vc se deve fazer e lamento, terá que ir atrás das respostas. Mtas vezes será sozinha, outras vezes Deus colocará em seu caminho pessoas, anjos iluminados para lhe orientar e sim, vc vai entender e apreciar a vida novamente, mas, como nem tudo são flores, primeiro vamos sacudir essas suas perguntas e respostas de maneira que vc será testada.
A única resposta que permanecerá será: Não, não adianta fugir, vc vai viver!!!
E assim foi, minha vida ou algo parecido com ela foi destruída, virada de ponta cabeça, vi um furacão de emoçoes passar sobre ela, não restou quase nada e a primeira pergunta que eu me fiz foi: O que eu faço agora?
Admito que até hj eu não tenho essa resposta clara, mas na vida, sempre temos alternativas, não é?? Então, eu decidi seguir minha intuição.
Houveram tbm os anjos em minha vida, pessoas q apareceram e que faço questão de q permaneçam na minha vida.
Não foi de uma hora para outra, não foi do dia para a noite, nem o sol nasceu brilhante do nada em meus dias, mas sim, as perguntas mudaram, as respostas tbm.
Algumas vezes eu me pergunto se existe premonição, pressentimento, eu creio nisso, não nesse caso, no meu caso, mas sempre me pego me perguntando se eu já não sentia medo, se eu já não pude prever a escuridão que minha vida poderia se tornar, antes mesmo das perguntas serem alteradas para mim.
Talvez a vida tenha me preparado para sentir como é a escuridão e correr dela no momento em que eu ñ poderia me afundar em minha dor, afinal, enquanto eu estivesse chorando e lamentando a chuva, o vento e a escuridão, o anjo que Deus me abençoou, me confiou para tomar conta estaria à minguá, sem cuidados, sem o meu amor.
A grande resposta para todas as perguntas do mundo, está no AMOR.
O amor que eu tive q desabrochar pela vida, pela luta, pela persistência, me transformou.
O amor pelos meus filhos me fez voltar a viver.
Não sei se os dias ensolarados ficarão para sempre, aliás, tenho certeza de que não. Mas a parte boa disso tudo é que quando eu vejo nuvens no céu, eu já não sinto mais medo, qdo sinto trovões sobre minha cabeça eu só consigo pensar q não vai adiantar eu deixar meus sentimentos nublados junto com a situação, eu apenas tenho q enfrentar e esperar o sol.
Ah o sol!!
O Sol hj é meu melhor amigo e eu já nem tenho mais tanto medo do inverno como eu tinha antes.
E viva o Sol que hj brilha em minha vida. E viva a minha vida q hj é feliz tbm e principalmente, eu posso e sei aproveitá-la.
Viva as mudanças, as perguntas, as respostas. E pq não, algumas vezes, viva as rasteiras que levamos??

Que o sol brilhe mto em sua vida, hj e sempre.
Que quando o inverno chegar, vc esteja bem agasalhado com as lições da vida e tenha sempre o aconchego de uma bênção que é o amor para lhe aquecer.

Beijos
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O Meu Melhor


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