Porque DEVEMOS pensar em política!!!


Eu estou sempre pensando e repensando a minha vida.
Eu sou daquelas que faz linha da estressadinha, espoleta desvairada que quer saber e entender de tudo simplesmente porque ODEIA gente que fala do que não sabe.
Sabe aquelas pessoas que não se aprofundam do assunto, que tem visão limitada das coisas por opção, mas que não sabem se recolher em sua insignificância e ficar calado?
Pois é!! Não tenho saco!!
Esse ano é ano de eleições municipais e VOCÊ, sim, VOCÊ, já parou para pensar no quanto isso pode interferir em sua vida??
Eh, pessoa, vou te falar, esse ano está muito complicado para mim.
Eu não sou mais apenas parte da massa, eu não sou mais aquela pessoa que pode se esquivar da sua responsabilidade e dizer: é tudo ladrão, que se dane!!
Quando vc trabalha numa instituição pública, quando faz parte da sociedade e quando você tem um filho deficiente você não pode se dar ao luxo de se esquivar sobre o assunto POLÍTICA.
Não, eu não vou fazer campanha política para ninguém aqui.
Quer dizer, vou fazer sim, mas para MEU FILHO.
De repente eu vi que se eu deixar outras pessoas decidirem por mim quem vai ser o candidato que vai vencer, estou entregando o futuro de meu filho na mão de outras pessoas.
Sejamos realistas: eu não vou mudar o mundo, não vou transformar a vida do meu filho e não farei nada sozinha.
Mas se você, eu, as pessoas que estão engajadas em nossas lutas tiverem consciencia da nossa realidade e do quanto um povo que saber o que quer e aprende a correr atrás de seus ideais, tudo pode acontecer, podemos ter resultados.
Em 2011, organizamos um evento para comemorar a conscientização do autismo, foi uma festa modesta, mas nós invadimos a praça que existe no centro da nossa cidade e apenas dissemos: Ei, prefeito, políticos: Nós existimos, olhem para nós!!
Em 2012, nossa festa foi maior, com o apoio da prefeitura, com médicos experientes falando sobre o assunto, com ajuda de associações e com a notícia de que tínhamos um CAPS Infantil engatinhando em nossa cidade, buscando formas de se qualificar e equipar para atender nossos autistas e pessoas com outras deficiencias.

Preciso falar mais alguma coisa??
Claro que sim!!

Você vai votar em quem?
Por que?
Você observou as propostas do seu candidato na questão das pessoas com deficiência?
Você sabe o que ele vai fazer?
Você sabe o que ele pensa sobre isso?
Ah, ele tem uma história política?  Que bom!! E o que ele fez durante todos esses anos para ajudar a dar qualidade de vida para nossos filhos???
Hummmmm, muito bom você se perguntar a respeito disso, não acha??
Ah, poupe-me dos comentários futeis e preguiçosos do tipo: 

- Ah, é tudo ladrão, tanto faz!!
- Não voto mais em ninguém!!!
- Eles nunca fazem nada por nós mesmo!!
- Eu só voto nulo!!!

Ta, eu odeio, mas tenho aprendido a respeitar a opinião das pessoas rsrsrs,
Sabe gente, uma coisa na minha vida eu aprendi: quem não é visto, não é lembrado!! Essa tem sido a minha frase da semana.
Se nós nos enfiarmos na nossa luta pessoal diária e não buscarmos de alguma forma melhorar isso, não conseguiremos nada.
Quantas vezes aqui, como funcionária apenas ouvi de meus governantes: Mas eu não estou sabendo de nada!! Quando vcs pediram?? Vcs não me pediram nada, como eu ia saber??!!!
 Um candidato estuda muito para fazer suas propostas eleitorais, mas depois amigos, se não somos nós nos lembrarmos delas, ele pouco se lembrará.
Quando eu ouço alguém dizer frases como as que citei acima, muitas delas me lembram certos professores que me dizem que a inclusão não existe, que os pais levam os filhos para a escola apenas para descansarem um pouco (sim, eu tenho essa frase entalada em minha garganta até hoje. Não desceu, nunca vai descer, indignação define o meu sentimento eu ler isso q li).
Sabe, a inclusão EXISTE, tem uma lei definindo ela. E nós somos os grandes interessados nela e somos nós que temos que fazer essa Lei valer .
Nada é perfeito, ficar reclamando que é falha, que quem a criou não nos deu condições é um blablabla sem fim.
Acho que já passou da hora de falarmos sobre issode uma forma mais clara.
Eu sempre digo que qualquer um pode ver onde existe o problema, identificá-lo, o que precisamos aprender é solucioná-los, procurar formas de anulá-lo da maneira mais eficaz  e possível.
Isso sim são para poucos, mas é para poucos pq algumas vezes muitos não querem.
Não, não digo que a inclusão é uma droga pq vc pai/mãe quer que seja, não é isso, eu digo que não lutar por ela é sim uma opção.
Mas voltando à política, não acho justo eu utilizar argumentos que em outras situações, principalmente as que me atingem, me irritam profundamente e prejudicam tbm.
Então, esse ano eu tenho me preocupado mais com isso.

Eu tenho ido atrás das propostas, eu tenho buscado o que eles pretendem fazer em minha vida.
Eu tenho pesquisado, eu tenho ido em reuniões, eu tenho vários argumentos prontinhos para dar quando solicitarem, eu to preocupada com o nosso futuro.
Não sei se farei a melhor escolha, não sei se me arrependerei quando escolher o candidato em quem irei acreditar, não sei se ele irá cumprir com seus compromissos.
Não sei de nada, o que eu sei, é que nesse momento, estou dando o meu melhor como cidadã, como mãe para que quando eu conseguir ou não qualquer coisa para o bem estar do meu filho, eu tenha convicção de que dei o meu melhor.

Fica aí, um conselho para você que não acredita em política, mas que depende dela.
O candidato vai embora e a sua consciência fica para sempre, a minha, felizmente, estará tranquila.

Não seja omisso!!


Beijos
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E a vida caminha, corre e às vezes você tropeça, mas sempre se levanta


No mês passado fomos á consulta com o Suporte Nutricional.
Eu achava que estava tudo bem, Artur estava se alimentando bem.
Mas não, houve uma perda de peso significativa que atrapalhou todos os planos dos médicos.
Eles sempre tem ideias mirabolantes, sugestões, orientações, mas dessa vez eu fui enfática e disse: Chega!! Preciso de orientações dentro da realidade do Artur.
Ele não toma água, não aceita de maneira nenhuma a não ser quando toma banho, ele não come um monte de coisas hoje, no outro dia ele aceita e vice versa.
Falei também sobre o fato da demora na alimentação, sobre a dificuldade com a sopa na escola e sobre o meu receio de achar que não tinham paciência e tempo para esperar a demora dele ao comer na escola. Até porque a escola tem uma rotina a seguir.
Eles me ouviram, fiquei muito feliz, compreenderam que eu tenho feito muito a minha parte e me preocupo muito também, só que Artur é autista, é seletivo demais para comer e para tudo mais.
Eles fizeram uma orientação por escrito sugerindo que Artur só fosse à escola na parte da manhã e eu achei que seria melhor.
Dessa vez, eu fiz diferente duas vezes: No suporte e com a escola
De que adiantaria eu ir mais uma vez à outra cidade, perder tempo, dinheiro e não conseguir fazer nada das dicas e dietas mirabolantes deles?
E de que adiantaria ir à escola, levar esse papel?
A diretora com certeza me diria que precisaria da autorização da Supervisão de ensino na Secretaria de Educação, então resolvi adiantar nosso expediente e fui lá na Supervisão.
Gostei muito da recepção, do respeito com que fui tratada.
Expus meu problema, fiz meu pedido e ele foi prontamente atendido, só precisávamos esperar alguns dias até ela mesma, a responsável pelas crianças especiais da supervisão avisar a escola.
Enquanto eu conversava com a responsável, ela tocou no assunto do ocorrido da Festa Junina, disse-me que ficou sabendo através de uma outra mãe que a encontrou na rua. 
Eu fiquei chocada, porque eu fiz uma reclamação por escrito e imaginei que eles tivessem acesso a estar reclamação e na pior das hipóteses pensei que já que a diretora corrigiu as falhas que citei, não houvessem motivos para o assunto se alastrar.
Essa Supervisora ficou muito brava, falou que não gostou da atitude da Diretora e que iria lhe cobrar uma postura.
Então, já que ela tocou no assunto, eu contei tudo o que ouve e reforcei que foi meu desejo de que Artur não ficasse o dia todo na escola, simplesmente porque eu vi que houve a dificuldade de trocar uma fralda dele, imagina como seria com a dieta dele?
Sim, ela concordou comigo, me deu sugestões legais para  conseguir mais tempo com Artur e estou tentando.
Eu falei que eu não queria prejudicar ninguém, não queria grandes indenizações, quero apenas que a escola faça sua parte, porque eu estou me propondo a fazer a minha, corrigindo minhas falhas e sendo parceira atuante da educação inclusiva. Falei também que tenho plena consciência de que não sou somente eu que necessito dessa parceria, mas que a escola também. Meu filho faz parte de números, de estatísticas que formam um resultado e que se esse resultado não fosse positivo, eu não seria a única pessoa cobrada. Se eu decidir não levar mais meu filho à escola, o Conselho Tutelar irá me cobrar os motivos e se os motivos fossem falhas na inclusão, a escola também seria penalizada, sendo assim, a responsabilidade de dar certo é nossa. Ela concordou comigo.
Eu enfrentei coisas horríveis em escola, de gente despreparada, de gente que não merecia nem pisar no ambiente escolar, quem dirá coordenar uma escola, mas eu nunca quis levar vantagem nisso, eu apenas cometi um absurdo: ter q EXIGIR um DIREITO do meu filho, no mais, não tenho e não tive grandes ambições quanto às falhas alheias
No final das contas, como a cidade é pequena, a gente sempre sabe de tudo.
A Supervisora não ficou nada satisfeita com a confirmação e os detalhes de tudo o que houve durante a festa Junina e um dia, quando fui buscar meu filho na escola, notei de longe que o olhar da Diretora, mesmo me cumprimentando sorrindo, não era o dos mais satisfeitos com a visão de minha pessoa.
Acho que estamos indo bem.
Não posso reclamar da escola, ela não é o sonho da inclusão, mas a proposta que minha cidade tem de colocar estagiários pedagogia como auxiliares de crianças especiais é maravilhosa, pois depois disso, não se pode alegar falta de preparo e nem inexperiência.
Não posso reclamar sobre a inclusão do meu filho. Meu filho gosta de crianças hoje em dia, ainda não sabe brincar com elas como elas, mas ele as adora. O sorriso, o brilho nos olhos que ele tem quando vê uma criança é lindo, é maravilhoso.
Não posso dizer que meu filho não aprendeu nada lá: hoje ele segura um lápis, sabe para que ele serve, ele faz seus desenhos loucos, ele sabe que se desenha no papel. Ele hoje mesmo sem falar, canta as músicas que na escola cantam para ele e eu digo que ver seu filho murmurando, resmungando "Atirei o pau no gato! nunca foi tão maravilhoso como quando eu ouvi.
Eu não sou uma pessoa egoísta, sempre disse aqui que eu sou muito pés no chão e não curto ingratidão.
Lamento muito muitas escolas não serem assim, muitos humanos não estarem prontos para receber uma dádiva como meu filho e lamento muito muitas coisas.
Por tudo isso e muito mais, eu só tenho 2 agradecimentos a fazer: agradecer a sorte por ter algo de bom hoje para dizer sobre a inclusão do meu filho. E agradecer às mães que infelizmente não compartilham da mesma felicidade que eu, mas que compartilham sua dor pela internet, mostrando a realidade de nosso país. Pois foi me inspirando em muitas delas, que aprendi a lutar pelos meus direitos, mesmo morrendo de vergonha alheia em dizer: LUTAR por algo que já deveria ser NOSSO.


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Vale a pena.


Algumas pessoas associam estável com estagnado, mas aqui não.
A estabilidade é sinônimo de progressos, grandes progressos.
Até tempos atrás nossa grande luta era aceitar, depois nos acostumar e hj  estamos apenas vivendo e sendo felizes.
Esse ano foi mto, mto diferente do ano passado.
No ano passado eu estava na crise de aceitação ,ainda estava de luto da dor de ter perdido meu filho e a minha vida. Algumas coisas estavam obscuras e eu não conseguia ter uma projeção de como seria a nossa nova vida, sendo assim, não conseguia imaginar que seria boa É engraçado como uma coisa coincide com a outra, esse ano foi totalmente diferente do ano passado, o mundo lá fora não mudou quase nada, mas o tanto que mudamos por dentro foi determinante para nossa felicidade.
Eu sinto uma coisa nova dentro de mim.
Uma visão diferente da minha relação com o Artur.
Uma relação diferente, mais interiorizada, mais nossa.
Uma relação que consegue deixar as dificuldades do mundo lá fora de lado e que ao mesmo tempo me enche de energia para lutar contra todas elas.
Eu me sinto madura e crescida como mãe do Artur.
A revolta passou, a dor também.
Sim!! É possível ser feliz tendo um filho autista.
E não teria como ser diferente convivendo com pessoas maravilhosas que a vida colocou a minha volta.
Todo mundo cresceu.
Minha filha continua um anjo, mas claro, um anjo que cresce na bondade e compreensão a cada dia.
Papai se tornou um exemplo de responsabilidade, de amor. Tenho muito orgulho de tê-lo ao meu lado.
A vida não é mais amarga, acho que hoje eu já posso dizer que eu não sou mais uma farsa.
Hoje eu sou quem eu sou. A mãe do Artur com diagnóstico de Espetro autista, em investigação de erros inatos no metabolismo que é um exemplo de superação e determinação.
Resignação, superação e realização seriam palavras legais para me definir hoje.
Como eu disse na postagem anterior, Artur é na medida exata para o que eu preciso. É a minha real lição de viver e finalmente, me vejo engatinhando para essa vida.
Nascemos juntos e estamos crescendo tbm.
Cada passo, cada conquista, cada vitória, eu aprendo a ser uma mãe no mundo dele e ele aprende ser o Artur do nosso mundo.
Tem sido tudo muito bom, estou muito feliz com NOSSOS progressos.
Vejo meu filho crescendo, me enchendo de tantas esperanças que são totalmente diferentes de espectativas.
Artur hoje sabe quem somos, sabe o que quer, escolhe o que gosta de fazer, canta suas músicas. Diz papai, vovó, diz Laura, Dá, vamos e principalmente, Artur aceitou viver em nosso mundo.
O mais importante disso tudo é não nos esquecermos que apesar disso, que mesmo aceitando estar em nosso mundo, ele tem dificuldades.
Antigamente Artur chorava e fazia birras por ter dificuldade de se comunicar, por não saber expressar o que queria, atualmente, Artur faz birras justamente por saber o quer e não conseguir.
Conseguimos fazer ele falar, conseguimos fazer ele escovar dos dentes, ele tomar remédios mesmo reclamando, conseguimos fazê-lo aprender tantas coisas tudo com amor e dedicação. Como valeu a pena.
Eu não quero mais sofrer por isso. Eu não quero mais sofrer por ser mãe do Artur.
Vou sofrer sim pq as coisas não são fáceis, pq o mundo realmente não é preparado para recebê-lo, mas hoje meu filho pode contar comigo pq sinto-me preparadíssima para lutar por ele.
O amor falou mais alto mais um vez em minha vida.
A paz tomou conta de meu coração.
A dor ficou para segundo plano.
Os desabafos continuam, nossa história também.
E eu quero todos vocês aqui comigo.
Ontem, hoje e sempre.

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Os olhos da esperança


Eu era uma pessoa sem esperança.
Eu não tinha fé.
O que é fé para você??
Para mim fé é acreditar. Acreditar no que??
Acreditar em tudo, é ver a luz no fim do túnel é entender que quando a luz está apagada é hora de esperar.
Mas pq sempre temos que esperar?? Esperar pelo que??
Pq ao contrário do que eu pensava, não tenho o comando de tudo; Esperar que as coisas se encaminhem conforme o necessário.
Muitos dias chorei por não saber esperar, tomava as decisões, caía, levantava, sofria, fazia sofrer, me magoava e magoava.
Eu não era nada e hoje sou apenas um instrumento dos acontecimentos, faço parte deles.
Acontece com todos nós, todos somos assim.
A vida toma seu curso e querendo ou não nos leva para o que ela quer.
Sempre achei que tinha dado o meu melhor para a vida, que era honesta, batalhadora, sofrida, que era uma boa mãe para minha filha, uma pessoa competente no trabalho e que tinha dificuldades de me relacionar com as pessoas.
De repente a vida me tirou tudo de uma forma estranha.
Eu tinha tudo, mas me sentia um nada. Esqueci totalmente o que era viver. A escuridão do túnel tomou conta da minha vida e eu não sabia entender e esperar que ela se acendesse e mais, não aceitava o fato da direção em que a luz acendia não ser a direção que eu desejava.
A fé acabou, a esperança tbm.
 Foi a primeira vez que eu morri.
Talvez as pessoas ao lerem o que escrevo, não compreendam a expressão morrer a qual me refiro.
Mas digo a vocês: não existe morte pior do que aquela que lhe deixa ainda no mundo, consciente de tudo o que acontece, mas impossibilitada de viver.
Sim, eu morri, ou como eu preferi dizer naquele dia estranho: "Serei como uma lagarta, vou para um casulo e renascerei."
Meus olhos se enchem de lágrimas ainda qdo penso nisso.
Como eu poderia ter tanta razão quando justamente a razão me deixou naquele momento???
Não tenho a resposta, talvez tivesse, não choraria.
E de que adianta viver quando não corre vida por suas veias?? 
Pergunta complicada de responder.
Era a pior crise depressiva da minha vida.
Era o fim??
Sim, era o fim.
Eu morri. Aquela Roberta não poderia mais viver dentro de mim.
Totalmente condenável aqueles acontecimentos daquele dia.
Mas incrivelmente, aquele dia eu tinha razão, tanto que chego a cogitar que naquele dia, nem estive dentro de meu corpo, tamanha razão que tomou conta de mim.
Morri e renasci. Não tive tempo de nada. 
Me vi sem nada, sem dignidade, sem paz, sem amor para dar, sem capacidade para receber e no outro dia, a vida, minha nova vida olhou para mim e disse: Se vira, você vai viver e pronto.
Um mês me adaptando ao "novo corpo" e com dois meses entendi o que realmente a vida queria de mim.
Brinco que eu tropecei no autismo.
Pq é um tropeço. Vc está caminhando pela vida, tentando entender todos os caminhos tortuosos, às vezes curte a paisagem, quando vem um buraco, você pisa e cai.
Posso afirmar que me sinto a Alice no país das maravilhas. Caí num mundo onde a vida tomou conta de mim.
Não sabia para onde eu ia, não importava tbm onde ia chegar, o importante era ver a vida onde quer que eu estivesse. Vi coelhos tbm, vi gatos, vi gente estranha e nesse buraco tbm tem a rainha má, como em todos os contos de fadas.
Vivo o meu conto de fadas hoje.
Nele, é diferente, os dias são de dar medo, os desafios aparecem e nos tentam destruir, mas à noite, quando tudo se acalma, ele vem, pega na minha mão, me leva para a cama e me empurra com seu jeito lindo de dizer: Mamãe, eu quero dormir.
Eu deito e ficamos nos olhando. Ele olha nos meus olhos e depois de um tempo desvia pq ele sabe que quando eu olho em seus olhos posso ver sua alma. Ele ouve meu olhar me perguntar o que tem lá dentro.
E mais uma vez vem a resposta:  Se você não sabe para onde vai, pq quer saber o caminho?
E eu continuo olhando os seus olhos e procurando a vida que não existe. Mas aí é onde está o segredo. A vida normal nunca me interessou, a vida normal nunca seguiu seu curso em minhas mãos e então eu fui premiada com a vida desconhecida.
Quando olho para dentro dos seus olhos e procuro a vida que não existe, vejo heranças daquela Roberta que não existe mais. Mas a Roberta de hoje chega logo, manda tudo isso embora e diz: a grande beleza da vida é poder enxergar beleza nas pequenas coisas.
Tanta vida eu tinha e não tinha visão para ver e hj agradeço a delicadeza de poder ver beleza nas pequenas coisas.
A graça de tudo está nisso.
Sentir o sabor do seu olhar, ter fome de amor, saber o cheiro da felicidade e ver que o sentimento é a base de tudo.
E quando ele olha nos meus olhos, ele sorri para mim, eu sorrio para os dele e eles desviam.
Quando ele fala comigo, não entendo sequer uma palavra, mas sinto tudo, sinto um amor invadir meu coração e me sinto especial. Meu Deus, como eu era carente, como é bom saber sentir alguém querendo sua presença, querendo seu toque, eu nunca soube sentir nada disso.
Nunca soube dormir agarrada em alguém, nunca soube o que fazer direito ao ouvir um "eu te amo", eu sentia medo.
Quando pisei no mundo da maternidade aprendi o que é o amor sem interesses, o amor de amar e pronto, o amor de vc ser vc mesmo e ainda assim fazer alguém feliz.
Mas o mundo nos atrapalha, nós não temos uma visão privilegiada de tudo. Então, enquanto eu me achava a melhor mãe do mundo para a Ana Laura, Artur veio me mostrar o que é o grande amor verdadeiro.
Hoje, sei amar qualquer pessoa. Sei amar minha filha muito mais do que antes e de quebra, como eu duvidava ser possível, aprendi que se pode amar duas pessoas exatamente da mesma forma, o amor de mãe DUPLICA e não se divide.
Sei compreender qualquer pessoa e aprendi tbm a ter o meu mundinho.
E é nesse meu mundinho, que divido com algumas pessoas, que aprendo a praticar o que é dormir agarradinha com alguém sem ter falta de ar, dormir ignorando o mundo lá fora, as pessoas do mundo que não convém e principalmente, aprendi a ter esperanças.
Não posso descrever como é seu abraço, mas é repleto de energia, de luz, é perfeito. Largo tudo na vida por um abraço seu e se estiver no banho, tomamos banho juntos para eu poder ter seu abraço.
Nos seus beijos babados eu me revigoro. Vc me beija com seus lábios, com seus olhos, com sua alma.
Em seus olhos eu vejo isso: a esperança.
A esperança do mundo, da vida, da luta, da paz.
Em seus olhos eu posso me ver.
Ver a mãe que me transformei, a mãe que eu gosto de ser.
Em seus olhos eu aprendi a compreender que para aprender coisas novas, vc deixa para traz muitas outras que aprendeu.
Então, não me apago nas suas palavras, nas suas músicas cantadas, eu me apego na sua vontade de falar, de cantar.
Em seus olhos eu me vejo crescer.
Em seus olhos eu posso ver que eu nunca fui nada.
E que eu sou uma pessoa melhor graças a vc.
Em seus olhos eu aprendi a viver.
Em seus olhos eu aprendi a amar, amar o mundo, a vida, as pessoas, as diferenças, a mim mesma, minha outra filha, meu marido, meus pais e tudo mais.
Em seus olhos me vejo simplesmente completa.
Nunca deixe de olhar para mim, Artur.
Pq quando eu não tinha mais vontade de viver, a vida ironicamente, me colocou no caminho alguém que eu precisava ensinar a viver.

E eu vivo, vivo a vida que não pedi a Deus, mas q não troco pela vida de ninguém. 


* totalmente inspirada em Dayse Luna e Amanda Cabral.!!!!

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Amor pouco falado


Amigos, queridos, parceiros e pq não amores.
Estou atrasadinha eu sei, mas estava ocupada cuidando dos papais lindos que eu tenho na minha vida.
Mas nunca é tarde para homenageá-los, não é?

Eu poderia falar muitas coisas sobre os papais, mas sabem, acompanho um blog muito fofo e especial e nele vi uma postagem maravilhosa, então, vou fazer um 'empréstimo' da postagem e dividir com vocês.
O Link do blog é esse: Lagarta vira pupa.
E aqui é o texto:

"Eu acredito que o mundo seja injusto com os bons pais. Porque os maus pais são sempre os lembrados. Os que não assumem seus filhos. Os que abandonam um filho com necessidade especial. Os que não ajudam as mulheres em sua dupla jornada, não trocam fraldas, não levantam de madrugada, não dão banho nos filhos. Esse personagem paterno maquiavélico acaba roubando os holofotes na maioria das vezes.
Mas eu estou aqui pra falar de PAIS. Não de fazedores de filhos. Porque, pra mim, esses do primeiro parágrafo não passam disso.
PAIS de verdade amam seus filhos. Esperam ansiosamente pela chegada deles. Ficam extremamente ansiosos no dia do parto…às vezes, até mais que a esposa ou companheira.
Pais de verdade podem até não saber fazer um monte de coisas, mas tentam aprender.
Pais de verdade projetam um futuro brilhante para seus filhos. E sofrem profundamente quando algo acontece nesse percurso. Sofrem, provavelmente, mais que as mães. Porque, pense comigo, homens foram criados – nessa nossa sociedade ainda machista – para serem provedores do material e do imaterial. E crescem entendendo que devem saber consertar TUDO. Absolutamente tudo que está errado na casa, no carro, na família.
Até que, um dia, um médico chega para alguns desses pais de verdade e diz “seu filho não vai ser exatamente como você imaginava. Ele tem algo que vai acompanhá-lo para o resto da vida. E não há como dizermos como ele vai ficar no futuro”.
A mãe, que está junto, vive um luto, sofre profundamente, preocupa-se com o futuro, aceita e, por fim, vai à luta. Esse pai de verdade também passará pelo mesmo processo, mas com uma dificuldade a mais: ele foi treinado a vida inteira para ser o cara que conserta tudo. E agora? Como ele vai encarar a esposa e dizer que não conseguiu resolver a situação? Como ele vai olhar seu filho nos olhos e dizer que não pode ajudá-lo a livrar-se daquele futuro incerto?
Então, ele vai chorar. Porque pais de verdade também choram. Pode parecer que não, simplesmente porque muitos deles ainda foram criados ouvindo aquela máxima de que “homem tem que ser forte sempre e nunca chorar”. Mas eu te garanto que eles choram…escondido, quando acham que ninguém está ouvindo ou percebendo.
Pra esses pais, o que eu queria dizer é isso: nós sabemos que vocês também sofrem! Nós ouvimos vocês chorarem à noite, quando pensam que já dormimos! Nós entendemos o sofrimento adicional que vocês têm por não conseguir consertar isso também! Nós sabemos! Nós entendemos…
E isso só nos faz admirá-los ainda mais.
Um feliz Dia dos Pais pra todos os pais de verdade!"

E eu poderia o que mais acrescentar nesse texto?? Nada, né??
Muitos beijos.
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Pequenas coisas, grandes mudanças


Acreditar no amanhã, no progresso, na vida, na felicidade, viver é isso.

Quando criei meu blog sobre a maternidade, não imaginava que tinha um filho autista, a proposta do blog era mostrar aos meus filhos quando eles crescessem tudo o que vivi como mãe deles.
As coisas na minha vida tomaram outro rumo, esbarrei em tantas coisas e hoje eu continuo a mãe que queria, aliás, ultrapassei minhas expectativas, ainda cheia de inseguranças como todas as outras mães, arrisco a dizer que hoje eu sou a mãe que sempre sonhei em ser.
Minha vida mudou e a proposta dela tbm, imensamente.
Mas porque mais um blog que fala sobre autismo??
Bem, essa não é a minha proposta, mudei a proposta do blog pela dificuldade de encontrar mães que topassem e pudessem dividir nossas dificuldades. Quando o autismo bateu à minha porta, procurei desesperadamente por informações, mas sempre onde ia eram sempre as mesmas coisas: mães desesperadas como eu, mães despreparadas como eu, algumas outras afundadas na sua dor, outras sem tempo mesmo. Aprendi a respeitar todas elas a seu modo com o passar do tempo.
Como eu sou boca aberta, o blog tá aqui.
Artur e sua paixão: livros e revistas

Mas não é disso que eu quero falar.
Eu quero falar de como coisas simples e aparentemente tolas podem mudar nossas vidas.
Muitas vezes nos reservamos em nossa dor, em nossos afazeres e não temos a oportunidade de DIVIDIR, em vários momentos dividir, ou melhor dizendo, somar, ou na mais perfeita expressão: COMPARTILHAR.
Esses dias li na internet dicas de como estimular nossos filhos a ser independentes.
Uma das dicas falava sobre ensinar nossos filhos a se vestirem sozinhos.
Gente, quando li aquilo fiquei imaginando que Artur demoraria séculos para atingir aquele estágio.
Quando digo que sou uma mãe que zerou expectativas, creio que algumas vezes esteja enganada. Aquela informação ficou em minha mente por mais de um dia e à noite, na hora de vestir Artur, fiz o teste.
Segui a dica e fiquei muito surpresa com o resultado, foi impressionante.
Como ele já nos ajuda colocando os braços nas mangas da camisa, eu só não abaixei ela depois que vesti. deixei na metade da barriga e para a minha surpresa, ele baixou a camisa e arrumou (lindo), fiquei tão emocionada, meus olhos se encheram de lágrimas e continuei. Cada dia eu tento uma parte, ontem foi a calça, eu o deixei em pé e coloquei a calça até a metade das coxas, para minha surpresa, desajeitadamente, Artur subiu sua calça. Nós fizemos a maior festa, aplaudimos e ele ficou todo feliz. Como  deu tão certo, resolvi arriscar, mas sabia que poderia não dar certo. Hoje eu fiz com as meias coloquei sem jeito até uma parte do calcanhar, não encaixou, mas tbm ficou simples, era só puxar e para a minha surpresa ele ajeitou as meias, fiquei tão feliz, tão emocionada e a primeira coisa que pensei foi nessa pessoa de coração nobre que optou em compartilhar isso comigo, com todos.
Agradeci a Deus por ter acesso tbm.
E é assim, vamos dividindo, compartilhando, amando e lutando. Porque eu realmente acredito que quando eu luto por mim, indiretamente estou lutando por você.
Artur no restaurante almoçando, quem poderia acreditar que ele faria isso?



Peço que orem por uma amiga querida, ela está passando pelos momentos mais difíceis do autismo: a dúvida.
Esperar por um diagnóstico para arregaçar as mangas e lutar é algo torturador. Vamos rezar para que ela tenha a mesma sorte que eu ou não rsrs.
Que se o autismo for bater à sua porta, que entre o mais breve possível em suas vidas e que ela possa provar todas as dádivas que ele traz, porque sim, existem muito mais dádivas do que dor.

Beijos a todos!!!
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Mais presente


Na semana passada, eu falei aqui sobre estar mais presente na inclusão do Artur na escola. Ah, inclusão para quem não sabe, é uma palavra muito usada por aí, tem um significado lindo nas leis, mas na realidade não é bem assim, às vezes chego a duvidar de sua existência.
Bem, eu fui autorizada a entrar na escola do Artur durante o horário da última refeição para ver ser conseguiríamos resolver o problema dele não querer comer.
Admito que num primeiro momento eu disse para meu marido: Não quero ir!!
Um medo toma conta de mim quando penso na escola, quando me vejo questionando a escola. Eu tenho medo, medo de sofrer, medo de ver o que não gosto, medo de ter q ir até as últimas consequencias para resolver meus problemas lá. Porque se for preciso, assim farei.
Depois, pensei com calma, escrevi aqui sobre eu nunca ter facilitado muito as coisas sobre a inclusão do meu filho com a escola, de eu ter jogado tudo no colo das professoras, coordenadoras e diretoras dando liberdade total para elas agirem como prefererem.
Fui para a escola com o coração na boca, cheguei cedo porque fui de carona, passei uma meia hora do lado de fora da escola, mãos suadas, cólicas de nervoso, tive medo de ter dor de barriga e ter que sair correndo.
Finalmente deu 15H10, toquei a campainha e esperei alguém, me levaram ao refeitório e eu fiquei esperando Artur.
De repente,  o vi entrando, de mãos dadas com a auxiliar, quando ele me viu, saiu correndo abriu os braços, pulou no meu colo, eu me abaixei, ele me puxou para perto, encostou seu narizinho no meu e ficou me olhando, um sorriso delicioso nos lábios. Um momento que durou segundos e ficará guardado comigo pela eternidade. Ali, naquele ambiente estranho, triste para mim, onde meu filho não era meu, meu filho não é meu Artur, ele era meu, ele escolheu a mim.
Eu fiquei toda inflada de orgulho, com aquela cara: Viu?? Ele é meu bebê, ele sabe quem eu sou, ele não é um saco de batatas que não sabe escolher as pessoas que gosta, aqui é assim porque ele não tem escolha. 
Conversei muito com Artur, taí outro momento breve que nunca esquecerei.
Estava tudo bem, até que ele viu o prato de sopa. Digo que o aspecto da sopa não era o mais agradável, tentei de todas as formas dar um pouco para ele provar, inclusiva na marra, já que ele adora aprontar dessas conosco. Nós damos a primeira colherada na marra, ele sente o sabor da comida e como todo o restante sem problemas rs rs.
Mas não houve jeito, ele cuspiu tudo, me sujou toda, acabei provando da sopa sem querer e apesar do aspecto ruim, era gostosa.  Ele não quis, concluí que ele não gosta da sopa e pronto.
Ganhei muitos mais beijos quando levei o prato para longe, abraços aos montes e notei que era hora de ir embora.
Me despedi com o coração em pedaços, ainda era cedo para a saída, eu precisava ir. 
Vê-lo andando, olhando para trás, com aquele olhar de mãe vem comigo foi desolador, aqueles pequenos passos em direção à sala de aula, a distância aumentando e ele virando ainda mais seu corpinho para me olhar foi uma despedida dolorosa. Ele não era mais meu, eu tinha que bloquear meus pensamentos sobre o que ia acontecer lá, a auxiliar disse que ele iria tomar um banho porque estava sujo das brincadeiras no parque. 
Restava eu também me virar e ir embora.
Fui para a sala da diretora resolver como faríamos e ficou acertado que na hora do jantar, ele tomará um leite, afastado das outras crianças para que elas não queiram leite também.
Falei que tudo bem a forma que fariam, desde que meu filho não fiquesse muito tempo sem comer.
Saí de lá, mais calma, mas tenho certeza de que NUNCA, JAMAIS, em momento algum ficarei tranquila de deixar meu filho lá e dar as costas.
Isso me dói, me mata, isso me enjoa, isso me destrói.
Todos os dias eu rogo a Deus para que cuidem bem do meu filho.
O que me deixa realmente mais tranquila é o fato de que Artur hoje sabe o que lhe é bom e mal, ele faz escolhas e se a escola não fosse boa para ele, hoje eu tenho certeza de que ele não ia querer ir.
É o que me consola.
E vamos crescendo, porque é isso que a vida quer de nós, não é?

Beijos e até nossa próxima viagem

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Crescendo todo dia


Quando eu era criança eu já sabia e sentia que Deus tinha planos diferentes para mim.
Eu era diferente de outras crianças, eu era carente demais também.
O que eu levava dentro de mim é que eu nunca seria uma pessoa comum, que eu tinha vindo ao mundo para fazer alguma diferença.
Hoje, se meu psiquiatra lesse isso diria: Bora aumentar a dosagem dos remédios, bipolar sequelada??
Mas eu quero que ele se dane. Ele está certo e errado.
Durante toda a minha vida eu precisei de remédios sim, mas o meu remédio sempre foi as lições que a vida me deu.
Nunca houve um rivotril que mudasse a minha vida, em contra partida não houve uma dor que não me fizesse crescer.
O que me entristece é olhar para mim e ver o quanto eu era e sou pequena, porque o tanto de dores que já vivi, dariam para contar num livro.
Aliás, muita gente ao saber da história da minha vida me pergunta porque eu não encaro o desafio de escrever um e eu sempre respondo que não sou digna, algumas partes da minha vida são recheadas de episódios ruins, vergonhosos. Deixa tudo lá adormecido que é melhor.
Eu tenho um irmão, ele é dóis anos mais novo do que eu e ele sempre foi 'diferente'.
Gente, eu sempre digo: Ser diferente 30 anos atrás era um martírio.
Meu irmão tem o diagnóstico de encefalopatia crônica. Ele sempre teve atraso no desenvolvimento. Até poderia ser um autista, mas não é.
Era tudo tão difícil, as crianças não eram ensinadas a respeitar as diferenças, não existia nenhum trabalho para mostrar que as diferenças existiam e assim que eram notadas, quem as possuía virava motivo de piada.
Quantas, quantas vezes na minha vida me vi socando, metendo porrada, pedrada e paulada em marmanjo que fazia piadinhas com meu irmão.
Então, eu cresci assim, no meio do preconceito, no meio da podridão do ser humano.
Por isso mesmo antes de ter um filho e um outro irmão especial, eu nunca, nunca concordei com a falta de respeito com as diferenças entre as pessoas.
Sempre achei uma pessoa que é capaz de rir de alguém que possui dificuldades muito mais podre do que alguém que tem coragem de beijar uma pessoa do outro sexo, aliás, serei bem honesta, uma comparação dessa para mim nem faz sentido.
Porque para mim, onde existe amor, existe beleza. Onde existe respeito, tem que ser respeitado e pronto, fazer uma comparação como essa, beira o ridículo para mim, mas algumas pessoas fazem, né?
Meu irmão não teve tratamento, meu irmão não teve ajuda de ninguém além dos meus pais.
Sempre critiquei a forma que meus pais mimaram meu irmão. Sempre critiquei a forma que o super protegeram.
Mas sabe, hoje é dia de pedir perdão por julgá-los.
Perdão papai e perdão mamãe.
Hoje, 30 anos depois, a vida é tão linda.
Tem leis protegendo nossos anjos, tem gente em cada canto do mundo defendendo as diferenças, hoje temos tratamentos, hoje temos psicólogos para trabalhar nossa dor e ainda assim, tenho vontade de colocar meu filho em meus braços e não deixá-lo mais sair. Vontade de protegê-lo das pessoas cegas, das pessoas que não sabem lidar com as diferenças, do mundo.
Eu tenho uma forma muito diferente de pensar, de tratar meu filho.
Eu sou uma mulher mais dura, que vive preocupada com o amanhã, então, eu tento criar meu filho para o amanhã.
Em toda minha vida me perguntei porque vocês super protegiam meu irmão. Em toda minha vida achei isso completamente errado.
Muitas vezes brigamos, discutimos, nos magoamos porque simplesmente eu não conseguia entender.
Eu tenho um marido maravilhoso, eu tenho uma filha linda que me ajuda e vive para nós. Eu tenho amigos lindos.Eu tenho um DEUS que nunca me abandona.
O que vocês tiveram???
Vocês não tiveram nada. Vocês apenas tiveram o amor.
Hoje, olhando para meu irmão, tentando ser feliz a seu modo, tentando morar sozinho na rua ao lado, sabendo ler, escrever, fazer contas, passando o dia na frente do notebook, eu só consigo pedir a Deus, que eu consiga que meu filho tenha conquistas assim também.
Sim, eu nunca disse isso, mas hoje vou dizer, eu tenho muito orgulho de vocês.
Sim, hoje eu entendo porque ele era tão querido, porque ele tinha mais atenção do que eu e peço desculpas pelas crises de ciúme.
Olho para minha vida e dou risada, tamanha a ironia que é.
Cá estou eu, com uma filha mais velha que foi filha única por 10 anos e um filho mais novo que tem dificuldades. Faço malabarismos, faço buscas no meu passado, vasculho tudo procurando não cometer coisas que eu julgo erros e tentando acertar no que acertaram.
Talvez, se vocês tivessem feito tantas outras coisas que não fizeram, ele fosse mais do que é, vejo potencial nele para isso, talvez tivesse ido mais longe, mas ao mesmo tempo, vejo o melhor dele, porque vocês deram o melhor de vocês dentro das possibilidades disponíveis.
Comparar como meu irmão foi criado com a forma que meu filho é criado seria tamanha injustiça.
E eu estou crescendo, deixando de ser aquela menina carente e ciumenta, eu estou crescendo aprendendo a ser mãe, a ser uma mulher digna, como vocês sempre disseram que eu deveria ser.
Então hoje, a minha postagem é de pedido de desculpas por ser tão injusta com vocês e para agradecer por nos dar tanto amor e ensinamentos.
 E digo mais, sei que para vocês dois, isso vindo de mim, é algo sublime, porque eu sou casca dura, eu sou aquela pessoa que não dá o braço à torcer, eu sou aquela 'ogra', grossa que vocês sabem que eu sou, mas eu sou quem ama vocês.


Beijos Mamãe e Papai, amo vocês!!!!

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Eu sou uma farsa!!!!


90% das minhas postagens aqui são feitas por impulso.
Sinto-me angustiada, não tenho onde enfiar a dor que sinto e vomito ela aqui.
Mas dessa vez eu pensei muito, há muitos dias eu quero dizer isso, não consigo, fico adiando, mas acho que vocês precisam saber.
Claro q Deus me deu o dom de transformar esse vômito em palavras de força, de determinação, mas hj eu vou dizer toda a verdade sobre as mães que tem filhos especiais.
Tenho certeza que a maioria das mães que tem filhos especiais vão concordar comigo, as que não concordarem, farei questão de conhecer e implorar a receita de como é possível ser como são.
Bem, vamos à primeira verdade:
Toda mãe que tem um filho especial SOFRE!!!
Sofremos todos os dias ao ver nossos filhos terem dificuldades!!
Não importa o tamanho das dificuldades deles, não importa o que eles precisam, o que eles não fazem, é nosso filho, vai doer, vai sangrar.
Ver seu filho não ter as necessidades mais comuns de uma pessoa serem atendidas é doloroso.
Segunda verdade: as mães choram, as mães especiais se REVOLTAM.
Sim, eu olho para o céu às vezes e me pergunto porque Deus achou que eu não merecia ter um filho como todos os outros tem. Esse tal cristianismo que nos faz acreditar que tudo o que não está dentro dos padrões esperados é um castigo. (desculpem por falar eassim, mas eu disse q falaria tudo).
Se nossos filhos não andam, quando vemos uma criança do mesmo tamanho andando, choramos. Se nossos filhos não falam, ver uma criança da idade deles falando, faz você chorar de tristeza porque seu filho não pode. E assim acontece com qualquer dificuldade que exista.
Acontece que tamanha a dificuldade que temos, aprendemos a valorizar em dobro o que temos, porque as incertezas da vida nos fazem comemorar cada coisinha.
Nós experimentamos a forma mais sublime de amor que existe na face da Terra, nós provamos do amor mais difícil, do amor que ultrapassa todas as barreiras, do amor que não importa a dificuldade, a 'falta de beleza', a falta até mesmo de uma retribuição clara desse amor. 
Nós aprendemos a reconhecer um olhar de afeto, um olhar de apelo, um olhar que diz: "fica aqui comigo", um olhar de " eu estou com dor".
Nós vivemos com uma incerteza dolorosa. A incerteza de não saber nosso futuro.
As projeções mais simples que qualquer ser humano pode fazer.
Nós não saberemos o que nossos filhos vão ser quando crescer, muitas vezes nem sabemos se eles crescerão.
As mães especiais (não no meu caso, felizmente) dormem e não sabem o que acontecerá no outro dia, se terão outro dia ao lado de seus filhos, sequer sabem onde passarão esse dia com eles.
As mães especiais são segundo plano, deixam qualquer sonho, deixam de viver tudo em prol de uma vida.
As mães especiais, engravidam como você, tem sonhos, pensam no enxoval, pensam em amamentar os filhos, querem vê-los andando, correndo, brincando.
As mães especiais perdem seus filhos assim que descobrem que eles não se encaixam em tudo o que elas sonharam.
As mães especiais tem que matar duas pessoas quando se descobrem: matam a si mesmas e aquele filho tão esperado que não veio.
Sim, aquela mãe e aquele filho não existem, não tem que viver dentro de nós, isso atrapalha. As mães especiais SE MATAM E MATAM tbm!!!
Mas as mães especiais imediatamente após a perda de um filho tão querido e à perda se si mesmas tem a oportunidade de engravidar imediatamente novamente.
Então, começam do zero, a barriga não cresce, mas vc pode acompanhar o seu nascimento, o seu crescimento e do seu novo filho também.
Por mais que seja uma vida prazerosa, afinal a maternidade é um prazer, nós choramos sim aquele filho perdido constantemente.
Mesmo que em raros momentos, por conta das dificuldades, a gente lembra daquele filho que não pode viver, choramos aquela mãe que não pudemos ser.
Daí vem a revolta de novo: "porque não posso ter aquele meu filho?"
Não, não é falta de amor pelo nosso verdadeiro filho, nunca!!
O que sentimos é medo.
Medo do diferente, das dificuldades, medo porque só nós conseguimos ver o amor, só nós conseguimos ver uma vida, só nós conseguimos driblar qualquer dificuldade, mas o mundo não.
Temos medo das pessoas que não aceitam nossos filhos, medo porque não estaremos com ele para o resto de suas vidas na maioria das vezes, medo porque as pessoas não amam o que não é normal para elas.
Medo porque nem todos possuem nossa coragem, nossa fibra de acordar pela manhã olhar para o lado e dizer: Deus, graças a Deus por mais um dia em que eu tenho meu filho.
Medo porque as pessoas não sabem e muitas vezes NÃO QUEREM nos entender e nem entender nossos filhos.
Medo porque nosso amor é considerado LOUCO, medo porque sempre somos as CULPADAS por termos filhos assim e mais CULPADAS por mantê-los assim.
Medo porque descobrimos o quanto o mundo é sujo, o quanto é triste ter que esbarrar constantemente em pessoas PODRES, sem coração, sem HUMANIDADE dentro de si e não satisfeitas em maltratar e rejeitar nosso amor, rejeitam nossos filhos.
O que nos alimenta a vida, são os sorrisos, aqueles mesmo dados com olhares, são pessoas que se propoe a nos compreender e ajudar, sim!!! Elas existem!!!
O que difere as mães especiais umas das outras, além das dificuldades, é a maneira que elas encaram tudo isso.
Algumas ainda não amadureceram o suficiente, mas são raras e logo estarão prontas, ou não, tudo depende para o que.
Nós mães especiais, além de ter q matar nossos filhos, nos matar, devemos escolher a vida sempre e acreditar nela acima de tudo.
Nós decidimos pela vida, por viver a vida que podemos, a vida que merecemos e não a que sonhamos ter um dia.
Nós somos felizes sim, nós somos guerreiras sim, nós somos pessoas escolhidas porque somos fortes e só ganhamos motivos para desenvolver e aprimorar nossa força. 
Nós somos alegres tbm, mas por favor, não ache que só porque aceitamos a condição de não ter um filho como todos tem, devemos aceitar qualquer coisa para nós e para nossos filhos.
Vivemos em frangalhos, mas não queremos migalhas.
Não temos uma vida que qualquer pessoa queira ter, mas não merecemos ser massacradas porque muitos invejam nossa força ou acham que se não somos 'dígnos' de ter um filho 'normal', não  somos dignos de nada.
Somos dotadas sim de uma grande nobreza de espírito, mas nunca se esqueçam: elas serão usadas com quem merece, por quem merece que são NOSSOS FILHOS e as pessoas HUMANAS.

Viram?? 
Eu sou uma farsa, não sou como você pensa que eu sou.
Eu vivo assim porque PRECISO, aprendi a ser feliz assim, mas isso não quer dizer que se pudesse escolher, se eu pudesse crescer de uma forma menos pesada e penosa para meu filho, eu escolheria viver como eu vivo.

Basta gente, basta a hipocresia, basta à falta de humanidade nas pessoas.

E eu aprendi: "A pior miséria do ser humano é aquele onde ele não consegue provar o que é o verdadeiro do amor ".

Desculpem o desabafo!!!
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Desconfianças e inseguranças


Bem, nas minhas férias eu corri atrás de bastante coisa, mas até agora não consegui nada.
Fizemos uma triagem no CAPS infantil, amanhã fará 3 semanas e nada, fila de espera.
Minha cidade está com a intenção de acabar com o transporte para outro município alegando que agora temos tratamento aqui.
Sou totalmente à favor, acho o máximo não ter q passar o dia inteiro fora, enfiada dentro de uma Kombi, viajando uma vez na semana, DESDE QUE tenhamos um serviço eficiente e não filas de espera. Não aceito ficar na fila de espera e não acho q ninguém deva ficar.
Daria para trabalhar em conjunto: Pais, profissionais das terapias, médicos e a escola. Um sonho, né? Quem sabe um dia??
Nós mães especiais, hj gatas escaldadas de tantos baldes de águas fria já estamos escoladass na arte de pensar no "quem sabe um dia".
A questão da escola ainda me preocupa.
Ultimamente as educadoras tem insistido que Artur não come direito na escola.
Durante as férias e durante à noite enquanto fica em casa, Artur se alimenta mto bem. Como até demais para meu gosto, sem maiores problemas e transtornos.
Isso me faz pensar q a dificuldade está na hora da alimentação na escola e não com o Artur.
Durante toda a semana passada, meu marido me dizia isso e na sexta-feira eu falei q havia algo de errado.  Ele me perguntou o q a gente deveria fazer e eu apenas disse: Vou pensar durante o final de semana, na segunda-feira terei uma decisão, tenho fé em Deus.
Durante dois anos de minha vida, por conta do trauma com a escola, eu relutei em fazer uma parceria com a escola. Eu não ajudei meu filho em nada, larguei tudo na mão de pessoas q eu sei e eles sabem que não estão preparados para atender uma criança com necessidades especiais. Deixei estagiárias se virarem e como via meu filho bem, preferia achar q era melhor assim.
Essa falha eu pego toda para mim. 
Mas, eu realmente não tinha maturidade, não tinha forças ainda para compreender isso.
Depois do último episódio da festa Junina, de eu ñ poder nem olhar para as fotos e nem ter me dado ao trabalho de olhar a filmagem, entendi q fugir é uma merda.
Então, vamos lá, não colaborei qse nada na inclusão do meu filho, larguei tudo nas mãos de pessoas que não o conhecem e falei: Se virem!!
Agora pretendo corrigir, vou investir mais na inclusão com uma interação minha tbm. Pq não adianta reclamar sem ajudar, não é?
No domingo eu pensei nisso tudo, então, veio uma luz: Ir na escola durante as refeições do Artur e entender o q acontece. Talvez com dicas simples, eles consigam entender qual o problema e resolvê-lo de vez.
Pedi para o marido falar na escola isso na segunda-feira, ele falou e a diretora está de férias, que quem está no lugar disse não ter autonomia para me autorizar a entrar na escola do meu filho e tentar ajudá-los, mas prometeu procurar quem possa autorizar, menos mal.
A resposta virá amanhã. 
Veremos o q vai acontecer.
A gente vai crescendo, vai aprendendo, vai se avaliando, reavaliando e compreendendo q relutar nem sempre é o caminho.
Não vou negar a parte negativa dentro de mim, as desconfianças, as inseguranças das feridas que tenho dentro de mim.
Pensar que meu filho passa fome na escola pq as pessoas não tem paciência para dar comida a ele por cerca de 1 hora, pensar nas vezes que os médicos e nutricionistas me diziam que ele não engordava e que se estava tudo certo e me perguntarem pq isso acontecia.
Complicado, tento não me prender nos sentimentos negativos, mas não me engano que eles não existam.
Tentando apenas não ser precipitada, é bom!!
Felizmente hj ele está em casa e não vou ficar pensando nisso.
Meu pequeno está saudável, nunca será gordinho, mas está fofo, com um  bumbunzinho fofo e está pesadinho. Tentemos convsrvá-lo assim.

Beijos

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Não desistam de nós



Quando eu conheci o autismo, tive contato com as características dele, perguntei-me N vezes se eu, Roberta, não era autista. Meses depois, perguntei se no mundo existia alguém que não fosse autista. Então, cheguei à conclusão de q a segunda opção é mais válida, todos temos um autista adormecido dentro de nós e tem dias q ele acorda e quer entrar em nosso mundo. Depois do dia de hj, o autista q existe dentro de mim, quis falar, não em meu nome, mas em nome de todos os autistas nesse mundo q não sabem falar, como Arturzinho:


"Dizem que temos um mundo que é só nosso.
Mas eu nunca disse que vc não poderia entrar.
Que ele não possuía janelas, portas e que não era bem vindo.
Dizem que do meu mundo eu não posso sair, mas talvez sejam pq poucos me convidem para conhecer o seu.
Dizem que não temos muitas perspectivas, que somos limitados, mas nunca perguntaram para mim se eu concordo.
Dizem muitas coisas sobre nós, mas a grande verdade é q poucos tem coragem de entrar em nosso mundo, preferem olhar pelas janelas e não acreditam que ali possa existir uma vida.
Dizem que eu não poderei, que não conseguirei, q não atingirei e eu só digo uma coisa, não com a minha voz, não com um grito que sai pela minha boca, mas com o grito de uma alma, que vive, que espera, que deseja e que apenas pede: NÃO DESISTA DE MIM!!!"


É mto mto triste quando vc chega para a fonoaudióloga de seu filho, toda sorridente e pergunta como ele está e não só ouve, como vê o desânimo totalmente projetado em seus rosto dizendo: Não existem progressos. Artur está sempre no seu mundo, não progride, não presta atenção em nada, não aceita estímulos, não quer sair desse mundo q é só dele.


Gente, por hj, só digo uma coisa: O mundo tá errado, as pessoas estão erradas.
Meu filho tem jeito, meu filho progrediu imensamente e não merece conviver e ter que conviver com uma pessoa DERROTADA.
Eu não aceito derrotas. Eu não vim para o fácil, eu me recuso a acreditar nela.
Faz mtos anos que deixei de acreditar no ser humano, no progresso espiritual, na nobreza de espírito, hj creio que vc nasce com ela, não se adquire não.
Eu não nasci fraca q fiquei forte.
Eu nasci forte e ao longo de minha vida encontrei necessidades de aprender a usar essa força.
E assim vamos, caminhando, seguindo, construindo pontes, derrubando barreiras e deixando aqueles q querem ser derrotados para traz.


É hora de procuramos uma outro fonoaudióloga.
Meu filho hj manifesta o desejo de falar, de cantar, de se comunicar e precisa de ajuda, mas precisa da ajuda de quem realmente quer ajudar.




Beijos com lagrimas equilibradas no cantinho dos olhos, só pra variar.



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A justiça de Deus tarda, mas não falha!!



Bem, como eu TENTO ser uma pessoa justa sempre.
Como eu reclamei sobre a forma que a Gerente da DrogaRaia me tratou, vim aqui contar para todos o desfecho desse episódio lamentável:
Para quem não lembra do que houve ou não sabe, eu contei AQUI .


Ontem foi dia de comprar o Leite do Artur novamente.
Sinceramente, não tinha vontade alguma de pisar naquela farmácia novamente, mas eu não posso culpar as pessoas maravilhosas que tem lá por causa de uma única imbecil.
Então, aproveitei q não era o horário da MISERÁVEL e fui.
Procurei pela doce gerente que havia me ligado e descobri q ela está trabalhando em outra loja esse mês.
Então, como ela havia me dito que todos os gerentes sabiam do ocorrido, arrisquei pedir para falar com a nova gerente, uma moça mto educada de nome Sara. 
Disse a ela que a outra gerente me dava um desconto e perguntei se ela poderia continuar com o desconto. Ela nem disse nada, apenas olhou o valor do leite e me disse que poderia fazer no mesmo valor sim.
Fui tratada como antes, com olhares de pessoas q me conheciam, inclusive que me esperavam, afinal, depois de 1 ano e meio vc cria laços onde quer que vá, não é?
Não precisei encomendar o leite, até pq não é um leite comum, então, os do mês passado ainda estavam todos lá, me esperando.
A moça do caixa me viu e logo avisou, pegou as latas e segurou no caixa dela, nem precisei pegar fila para pagar, ainda bem q a farmácia estava vazia. Ela tbm deu a opinião dela, aliás, pude notar o qto a Gerente é adorada pelos colegas de trabalho. Me senti mais confortada.
Fiquei feliz por ver que Deus cuida de mim, que ele resolveu essa injustiça pq no dia q tudo aquilo aconteceu, eu me senti mto humilhada, chorei mto, mto mesmo.
Agradeço a Deus por colocar a justiça mais uma vez no meu caminho, agradeço a Deus que por mais q permita pessoas PODRES no mundo, ainda deixar as pessoas boas para nos alegrar e nos fortalecer.
Pois para mtos, era só ir em outra farmácia, mas para mim não, foi doloroso, foi de uma crueldade desnecessária.
Nós mães especiais temos uma ferida, ferida essa q nunca para de doer, q nunca cicatriza e realmente, sinceramente, não precisamos de pessoas enfiando o dedo nelas para sangrar, mas creiam: por mais que a gente corra, lute, esperneie, essas pessoas sempre aparecem e fazem sem dó; Bando de FDP isso q são.


Emfim, Deus cuida de mim, Deus quer q eu não perca a esperança que eu tenho Nele e que assim seja.



"Lamentável é um ser humano que decide viver na amargura de sua alma e que tenta contaminar quem escolheu não viver assim sempre.
Lamentável é vc ser mesquinho, mas pior que ser mesquinho é ser mesquinho com o q não é seu e não fará falta para quem realmente pertence aquilo q a pessoa não quer 'dar'."


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O que as mães especial passam


No dia 09 de Junho, eu fiquei mto, mto chateada com o atendimento q recebi na Farmácia DrogaRaia de Neverland.
Há 1 ano e meio eu compro o Leite que Artur toma, q para meu bolso  é caríssimo. São 8 latas por mês pq a Escola fornece o leite q ele consome lá (graças a Deus).
Ano passado, uma balconista maravilhosa conseguiu um desconto de 15% pra mim. E salvou a minha vida.
Só q eu mudei o horário de buscar o leite, então, era outra gerente, uma loira, mto mal educada.
Mas esse dia foi a gota d'água. Fui buscar as latas de leite e a Gerente já cheia de má vontade me disse: Cadê o papel do mês passado com o desconto? Eu respondi q havia deixado com a balconista, mas q o desconto era de 10%.
Ela saiu vomitando um monte de absurdos como se eu estivesse pedindo ESMOLA e na frente do balcão para quem quisesse ouvir e eu digo, essa farmácia precisa distribuir senha de tão cheia q é.
Ela me disse: Ahhhhhh, mas não sei se vai mais ser esse desconto, os descontos estão caindo, houve uma fusão da Droga Raia com a Drogasil e estão pegando em nosso pé, não vai dar Meeeeeeesmo!!
Eu disse: Mas poxa, q pena, era 15% e caiu pra 10% e agora vai diminuir ainda mais??
Ela: Vc precisa entender que o desconto não é uma obrigação.
Eu disse: Olha, eu sei exatamente q o Desconto é uma gentileza, mas vc precisa entender q tem de haver gentileza ao dar o desconto, não estou lhe pedindo nada, aliás, nunca pedi desconto, me ofereceram e orientaram a avisar sobre o desconto na hora da compra.
Eu não senti raiva na hora, eu senti vergonha, me senti humilhada.
Peguei a cesta com os leites e mais algumas coisas e falei pra ela:
Segura um pouco aqui q eu já volto.
Fui na Drogaria SP e pedi pra falar com a gerente. Expliquei q eu compro todo mês e perguntei se ela poderia me dar desconto na compra das latas. Ela viu o preço dos leite e falou: claro, q posso.
E o desconto acabou sendo maior, mas como o leite era mais caro, ficou o mesmo preço da outra farmácia. Não me senti tão refém da outra farmácia, senti um alívio e encomendei as 8 latas lá.
Voltei na Droga Raia, peguei a minha cesta e não levei os leites.
Falei para a moça do caixa q era um absurdo os atendentes serem um anjo e a gerente se prestar a esse papel.
No outro dia, a moça q me conseguiu o desconto me ligou, agora ela é a gerente da manhã, foi promovida, merecidamente e eu contei tudo a ela e pq não vou ficar com o leite. Ela me ofereceu um desconto maior ainda e mês q vem um comprarei somente com ela.
Mas claro q ela me deu um telefone para eu formalizar a reclamação daquela VACA, FDP e IDIOTA q me humilhou gratuitamente.
Fiquei pensando como ela trata as pessoas q pegam remédio gratuitamente na farmácia, afinal, eu gasto lá todo mês no mínimo R$ 250,00, sem contar eventuais remédios e recebi esse tratamento vip. #VADIA
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