Quando pedir ajuda não resolve


Nas minhas últimas postagens fica nítido que eu não estou bem.
Não não estou bem mesmo.
Não bastasse tudo o q enfrento e o q já enfrentei na minha vida, eu tbm tenho meus problemas de saúde.
Eu sou uma idiota, não sei pq me abalei até outra cidade para procurar meu psiquiatra.
Ele é uma Samambaia de jaleco pq não faz NADA por mim.
E pq faria? Pq ele cobra R$ 200,00 numa consulta e talvez meu plano de saúde pague 10% pela minha consulta?
Enfim, depois de 4 meses, fui ao seu encontro.
A recepcionista é mais louca que os pacientes.
Me chama de Juliana, marca meu horário com esse nome, pega o meu cartão do convênio escrito ROBERTA e procura a ficha da JULIANA[???]. 
Qdo finalmente ela percebeu q meu nome é Roberta, achou minha ficha, empurrou ela em minhas mãos e disse: - Leve a ficha vc, não aguento mais olhar na cara 'desse homem' [Dr. Samambaia].
Agora imaginem: Eram 10 e meia da manhã, o q seria dessa moça às 20hs qdo o Dr. Samambaia atende seu último paciente?
Entrei na sala e já sabia que iria achar um cu de pessoa, quer dizer, um cu ele já é, talvez um cu com hemorroídas. [ódio]
Como sempre, ele apenas levantou sua mão para me cumprimentar, pq os olhos mesmo ficam na ficha. [tô no lucro, devem ser meus olhos esverdeados].
Falou tbm que eu não ia lá há 4 meses [descobriu sozinho?] e q isso ia atrapalhar meu tratamento com os remédios [remédios? q remédios? não tomo remédios].
Conseguem imaginar uma mulher de 35 anos, que atravessa meio mundo, viaja duas horas de ônibus para ir ao psiquiatra, pega a porcaria da receita e guarda na bolsa?
Não precisam imaginar, vcs estão presenciando a escrita desse ser: eu.
Enfim, disse a ele que não fui pq não tinha dinheiro, é uma meia verdade, pq pra que eu iria gastar dinheiro com viagem se não tomo os remédios? Sem falar q o trabalho tava puxado tbm.
Ele fez cara de quem não tem nada a ver com isso e eu dei um jeito de resumir minha estadia naquela sala, pq eu ando malcriada demais, desagradável demais.
Peguei a minha receita e como sempre saí de lá com a certeza de que se eu preciso de ajuda, sinceramente, não é dele q irei receber.
Enquanto isso, continuo com minha instabilidade emocional, na montanha russa de sentimentos lutando para conseguir fazer de conta q ela não existe, como todo mundo deseja que eu faça.
Afinal, meu filho precisa de mim, não posso adoecer, mas isso dá certo? Será q não adoeci justamente por pensar assim??
Bem, para essas perguntas, não tenho as respostas, o jeito é esperar.

Beijos

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Quem se importa??


Antes de mais nada, gostaria de dizer que a minha postagem não é direcionada à ninguém, não tem intenção de ofender ninguém e tbm não é opinião absoluta.
É apenas minha, mais nada.
Para quem se magoar com ela, minhas desculpas, para quem se ofender com ela, peço q apenas ignore ou tente pensar com mais carinho em tudo o q leu.
È MEU desabafo, é o q sinto.
Criei o blog justamente para isso e não acho justo comigo esconder o q eu sinto.
Talvez não seja agradável, mas está dentro de mim e como diz uma amiga: é importante EXORCIZAR as coisas.
Outro dia estava lendo o q minha amiga Lili falava sobre a perda da um filho e o texto falava sobre depois de tudo, que a gente tem q voltar à realidade, as pessoas querem e desejam isso, mas que realidade??
A delas não é possível, a nossa muito menos, dado q temos uma 'diferença' entre nós.
O que mais tem me irritado nisso tudo é em como as pessoas não se importam com vc nesses casos.
Em como elas querem q vc viva custe o que custar, ame o seu filho acima de tudo, sofra da sua dor CALADA, sem reclamar, sem chorar, sem lamentar e sem encher o saco.
Será que alguém consegue fazer isso? E se conseguiu, será q essa pessoa teve uma vida realmente boa?Nem vou entrar no mérito de feliz.
Uma coisa eu tenho aprendido: quem tem um filho especial não tem direito a nada além de cuidar dele.
Não há nada de mau nisso, não fosse a vontade de viver que todo mundo tem.
As falas são sempre as mesmas: Vc tem pq é forte. Deus lhe confiou pq vc pode. Vc é importante, é especial e....................não precisa de nada, só sorrir para mostrar o quanto é possível ser feliz tendo um filho especial.
Ah, que lindo!! E hipócrita tbm!!
Não estou reclamando de ter um filho especial, estou apenas falando no quanto as pessoas não se importam com quem tem.
No quanto a gente se sente sozinho, desamparada e abandonado pelo mundo.
Tudo é difícil, tudo é caro e tudo isso vc tem q aprender sozinho.
Digo sozinho pq apesar de sempre ter a companhia do meu filho, ele não interage tanto, não o suficiente para compreender o q eu sinto e talvez nem devesse.
Talvez ficasse magoado com o mundo, como eu estou.
Não quero ser injusta com ninguém, não quero desmerecer quem sempre está ao meu lado, mas me sinto só, abandonada pelo mundo e pela vida aí fora.
É como se eu tbm vivesse num mundo só meu, onde qdo as pessoas me vêem, tentam fazer de conta que não vêem.
Sabe quando as pessoas do meu trabalho perguntam pelo meu filho?
Um dia depois de eu ter 'faltado' no trabalho.
Sabe quantos amigos perguntam sobre o desenvolvimento do Artur?
Bem poucos, ainda assim somente qdo eu falo.
É como se o assunto fosse intocável, proibido e q não falar nada não fosse tão mais doloroso qdo falar.
Talvez as pessoas acham q é autopiedade e é mesmo, eu sou muito chorona mesmo, mas penso que enquanto isso não me impedir de viver, de lutar por dias melhores, posso chorar e reclamar à vontade.
Eu nunca fui de ficar chorando pra ninguém que eu tenho um filho especial. Muito pelo contrário, eu sempre me mostrei e fui otimista com tudo, sempre me empenhei em dar o meu melhor para enfrentar tudo isso, mas ultimamente não tem sido assim.
Sabe como eu me sinto?
Me sinto só, abandonada, desprezada pelo mundo.
O problema é meu? É sim, eu sei que é.
Mas não é fácil enfrentar tudo sozinha.
Digo sozinha pq muitas vezes eu tenho q ajudar o Ro a enfrentar isso tbm. Muitas vezes eu tenho que ajudar a Laura a enfrentar e até mesmo ao Artur tbm.
Eles me ajudam, me ensinam todos os dias como é importante tê-los, mas sabe, eu preciso de um pouco mais.
E nem é tanto, sabia?
Eu nunca fui muito boa comigo, eu nunca fui lá de me dar o valor merecido, muito menos de valorizar a vida, mas ultimamente eu sinto muita falta de mim mesma, de viver.
De acordar com os meus próprios olhos, sem temer ter esquecido algo, sem estar atrasada para o trabalho ou perdido o horário do Artur tomar seu café da manhã.
Eu sinto falta de estar casada, de ter um marido só pra mim. De sair para comer uma pizza, namorar, andar de mão dadas. 
Claro que vc vai me dizer que toda mãe passa por isso, mas vou contar uma coisa pra vc: Quando vc tem filhos, poucos olham ele para vc, mas qdo ele é especial, poucos QUEREM olhar ele pra vc.
Dá trabalho, vc não sabe como lidar, dá medo, não dá vontade tbm.
Enfim, às vezes vejo meu casamento por um fio, minha filha de lado, morro de medo dela sofrer por isso, não compreender q não é por vontade minha.
Tenho me esforçado muito para ter sua companhia, para ficarmos mais próximas, mas nunca parece o bastante, pelo menos para mim.
De repente vc descobre que seu casamento só existe para administrar problemas, mas até qdo?
Até quando todos vão conseguir?
Realmente, eu não sei.
Por enquanto a gente está tentando, mas qse não deu.
Eu não sei onde vou chegar com essa postagem, não sei nem se quero chegar a algum lugar.
Tbm não sei se quem o lê vai perder o interesse de lr meu blog diante de tanta revolta, de tanta incompreensão minha e pq não mimos meus?
Mas eu preciso dizer o q eu sinto, preciso tirar essa tristeza de dentro de mim.
Pq eu não aguento mais ser o tipo de pessoa que sorri o dia todo para mascarar toda a sua tristeza e algumas vezes mágoas e principalmente, frustrações que tenho em meu coração.
Ando tão decepcionada comigo, não consigo fazer nada direito.
Muito menos como gostaria.
Como eu disse no começo, não quero ofender ninguém, a minha vida não é igual a de ninguém tbm, minha postagem não é pra ninguém em específico, é apenas para que em algum lugar, em algum momento de minha vida, eu possa ser eu mesma.

Só isso.
 Uma música para minha postagem:



Beijos
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Sendo humana


Oi gente, quero pedir mil desculpas por minha ausência no blog.
Ando sem muito tempo, o trabalho tem me consumido demais e o pequeno tempo que me resta, acabo me distraindo pela internet, sem tempo de me concentrar para escrever.
Outras vezes é chato tbm pq eu sempre sinto vontade de escrever qdo estou triste.
Haja paciência, né?
Essa semana foi um pouco chata para mim.
Esbarrei com algumas situações um tanto chatas de lidar.
Eu trabalho em frente a uma escola municipal. É a escola modelo de inclusão da minha cidade, mas apesar de tudo, não sei realmente como funciona, só observo pela janela qdo as crianças estão na quadra.
Algumas vezes sou surpreendida por crianças empurrando as crianças cadeirantes e alguns professores alheios a isso, mas é de longe, não dá pra dizer se realmente é. Uma coisa é certa: mesmo de longe, existe carinho de quem está empurrando a cadeira. Enfim, seja com uma criança, a criança cadeirante está interagindo com outra.
Essa semana não vi os cadeirantes.
Foi uma semana especial para as crianças, teve gincanas, música, dança, futebol. Tudo muito divertido. Pra eles, claro, pq foi cruel trabalhar com tanta gritaria rsrs.
Mas, eu adoro crianças, chamo-os carinhosamente de 'catarrentos' e passei um bom tempo os observando pela janela.
Mas, como nem tudo são flores, é claro que tbm chorei.
Felizmente estava sozinha, havia chegado cedo e ninguém viu ou percebeu.
Ah, tocou uma música do Restart e ao ver as crianças todas eufóricas, cantando, em coro me emocionou demais.
Como eu disse, eu amo criança feliz, é tudo tão lindo.
Claro q me encho delas, todos nós, mas vê-las assim, felizes, cheias de disposição e alegres, me enche os olhos de lágrimas sempre. Até agora (pausa pra enxergar o monitor).
Nesses poucos minutos na janela, pensei tanta coisa.
Lembrei da Laura pequenina, que cresceu.
Não teve como não pensar no futuro.
Em como vai ser a vida do Artur.
Ah gente, é difícil viu!
Por mais que a gente viva, que a gente ame, não tem como não sofrer por não ter o filho como a gente esperava.
Não tem como não ter MEDO. É isso, o grande problema não é como meu filho é e sim como o mundo é com pessoas como o meu filho.
Por enquanto ele é pequenino, as crianças da idade dele não notam e nem ligam para as diferenças, é tudo tão mágico, inocente, mas e depois?
Eu já passei por isso com meu irmão e foi tãoooo triste. Tão doloroso.
No meio de tantas crianças uma me chamou a atenção.
Ela ouvia a música e dançava descoordenadamente, como movimentos típicos das estereotipias do autismo, mas como saber? Mania de achar um autista só de olhar [coisa de mãe].
Mas fiquei com uma dor no coração de não conseguir ver meu filho lá um dia.
Medo, tristeza, bobagem tbm.
A hora do hino Nacional então, chorei compulsivamente de olhá-los, todos sérios. compromissados com a pátria e triste por achar q Artur não saberá o q é isso [bobagem tbm, eu sei, quem pode prever? Eu q não sou, mas medo todo mundo tem e machuca].
Depois veio a hora do futebol. Ah q lindos!! E, vcs já sabem, né? Me entristeci mais uma vez.
No dia seguinte foi dia de reunião na escolinha do Artur.
Não sei, eu tinha q ir, sou tão ausente da creche, evito tanto ela, que as tias sequer me conheciam.
Olhar o cantinho onde meu filho passa maior parte da minha vida, foi bom. Olhar para a pessoa q cuida do meu filho e o educa qdo não estou perto tbm trouxe boas impressões.
Claro q muitas das coisas ditas não me agradaram, mas não foi nada grave, nada q não desse para fazer de conta q não ouvi.
Mas foi na hora em que ela nos deu as atividades das crianças que o bicho pegou.
Poxa, conviver com o Artur é como se toda criança da idade dele fosse como ele, entendem?
Mas, de repente ver as atividades em branco, um monte delas, ou apenas com um rabisco, foi doloroso.
Saber que a 'tia' não tem tempo suficiente para insistir, investir no interesse dele e que, sequer sabe como fazer, foi muito para mim logo cedo e depois de ter chorado tanto um dia antes.
Doeu sabe, pior foi olhar para as atividades feitas e ver q realmente meu filho não seria capaz de fazer aquilo, que provalvemente alguém segurou a sua mão e q pela quantidade de rabiscos, durou cerca de 3 segundos.
Senti mais uma vez o choro chegar, a garganta 'enozar', queria muito me esfarelar lá mesmo, mas senti vergonha. Realmente não consegui sentir orgulho de meu filho, não consegui ver nada de positivo naquela hora, só sofri.
Olhei para as mães, todas ansiosas em ouvir o q as 'tias' tinham a dizer de seus filhos e fiquei calada. Olhei para algumas delas e me perguntei: Pq eu não?
Eu podia ter ido embora, deixado tudo pra lá, assinar a lista, mas não, eu tenho essa mania besta de me mostrar forte, de enfrentar as coisas, de achar q eu posso tudo e fiquei.
Mas só olhava para as mães, uma a uma e minha mente fazia viagens.
Até que chegou a minha vez de conversar com as 'tias'.
Muitas mães haviam ido embora e depois de nossa conversa eu me senti melhor.
Vi que elas se preocupam com as necessidades dele, que apesar de não ter conhecimento detalhado sobre como cuidar de um autista, elas tentam cuidar dele para q ele se sinta bem e feliz.
Lá, ele come no cadeirão, com cuidado para não comer o q não deve, ele brinca no parque, gosta das plantinhas e do escorregador e é muito feliz lá. Tbm gosta de dormir no carrinho de bbpq sabe que é hora de dormir. Vi meu filho bem cuidado lá, fiquei feliz por isso. Elas tbm contaram que Artur anda malcriadinho, que tem batido em algumas crianças qdo elas o desagradam e apesar de ser uma conduta lá não muito correta, fiquei feliz. Meu filho não é apático e passivo, coisa que toda mãe tem medo, até mesmo as 'normais'. Agora é só estimulá-lo para que não continue assim.
Saí de lá mais refeita e contente.
Mas não posso negar, tudo isso tem me feito mal, não ando fazendo a lição de casa da vida direito, tenho sofrido com coisas sem resolução, olhado para coisas q não fazem bem e desejado algo q no momento não está no meu alcance.
Não tem como ser feliz assim.
Mas, tirando tudo isso, as alergias chatas, as assaduras, a revolta com os latidos dos cachorros, vejo meus filhos felizes e é isso que tem me ajudado a seguir adiante.


E quanta ironia, a música q me fez tanto chorar, tem uma letra bem parecida com a minha história e a do Artur:




Tentando ser forte, um dia de cada vez.


Beijos
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Explicando a postagem anterior.


Faz muitos dias desde a última postagem.
Mas acho que fiquei devendo uma explicação.
Bem, acho q todo mundo que leu a minha postagem deve ter pensado a mesma coisa: que eu chorava pelo o Artur ser como ele é.
E na verdade não foi isso q me desmoronou.
Foi algo muito além, algo q nem sei se conseguirei explicar.
Aquela noite, eu ouvi a voz do meu filho cantando, aquele filho que eu engravidei, aquele que eu verdadeiramente desejei, aquele q todo pai e mãe sempre sonhou.
Pois é, eu tinha um filho 'normal', que ia crescer, ia para escola e talvez hj estaria dançando sua primeira festa junina. Ele ia aprender a ler, ia falar palavrões e eu brigaria com ele.
Foi com esse filho que eu sonhei aquele dia.
Foi como sonhar com uma pessoa que se foi e deixou muita saudade.
E se for analisar, é assim mesmo.
Eu tive q deixar os ideais de uma mãe comum, tive q traçar outras metas, sonhar outras coisas, mas isso não quer dizer q eu não sofra em deixar a vida q sonhei para meu filho para trás.
Tbm não quer dizer q eu não ame o filho q eu tenho hj.
Foi como ter meus sonhos de volta, a vida que eu sonhei na minha mão e deixar de lado pq era um sonho.
Tudo o q eu senti me fez repensar muitas coisas, me fez entender melhor oq aconteceu comigo, o q acontece com toda mãe q passa pelo que passei.
Eu perdi meu filho, felizmente Deus me deu outro no lugar, mas não posso fazer de conta que não dói, não posso negar q seria muito mais legal ter aqueles meus sonhos de volta.
Mas isso não quer dizer que eu não viva e nem consiga ser feliz com a vida q Deus me deu, com os frutos q eu semeio hj.
Esse sonho mexeu demais comigo, não consegui mais vir aqui, não consegui mais postar e senti a necessidade de esclarecer os meus sentimentos tbm.
 Espero q tenha dado certo, que eu tenha conseguido me fazer entender.
 Junto com o sonho, viaram tbm surpresas maravilhosas.
Artur tem se mostrado mais esperto, ele tem 'falado' mais, não para de falar sua língua indecifrável um minuto se quer, sempre melhor articulada e algumas vezes esboçando muitas coisas.
Outro dia enquanto descíamos uma escada, ele repetiu diversas vezes a palavras: descer = eeeeessceeerr!
Ele tbm tem mantido mais contato visual, está mais beijoqueiro do q já foi. Tem brincado com carrinhos da maneira correta, tem pedido as coisas com mais clareza. Se quer DVD, liga o DVD e nos puxa. Ser comer, nos dá o copo dele vazio e nos puxa para a cozinha, pega seus brinquedos, os guarda tbm. Está mais ágil, mais interativo e mais conectado com a nossa vida, com suas rotinas, enfim. Ele progrediu muito no último mês.
Bem, acho q foi isso q faltou explicar, obrigada pelo carinho de sempre.

Beijos a todos.                                                                                                                                         
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Sonhar.....acordar.....chorar.....


Essa manhã eu tive um sonho.
No sonho morávamos numa casa bem pequena e bem desajeitada.
Estávamos almoçando numa mesa, todos nós.
Artur estava em meu colo e começou: Eu fui no Itororó beber água e não achei...achei bela morena...
q por ela apaixonei.....
A voz do meu filho era linda, perfeita, a dicção ma-ra-vi-lho-sa.
Meu filho parecia um menino de verdade e não um bb "resmungador', q não deixa de ser lindo.
Eu olhei para o Ro e ele estava me olhando estarrecido, olhos vermelhos e eu dizia:
— Ele sabe a letra da música direitinho!
Tentava entender pq o Ro não chorava e pq eu achava q ele deveria chorar.
Mas só quando eu acordei, uns segundos depois q eu entendi.
Alôoooowwwww!!!
Meu filho não fala nada, quem dirá cantar.
E chorei..... como se não bastasse tudo o q tenho chorado ultimamente.
Perdi a vontade de levantar da cama, fiquei twittando até criar coragem de viver a vida que eu tenho.

Q raiva do meu subconsciente!!!!

Droga!!!
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CERTEZAS INCERTAS


Eu nem bem comecei a escrever e meus olhos já estavam cheios de lágrimas.
Acho que quem lê meu blog deve achar que eu deveria escrever novelas mexicanas ou que eu tenho pretensão de roubar a cena de alguma protagonista dela.
Depois do último post, eu e o Ro chegamos a uma conclusão: por mais q pareça estável, nossa vida está longe disso.
Temos filhos com necessidades e infelizmente a cada dia q passa fica evidente que não poderemos atendê-las.
Essa semana numa conversa com o Terapeuta Ocupacional do Artur, ele dizia q Artur teve alta da outra terapia devido a velocidade de sua evolução, em menos de um ano, sua coordenação motora atingiu os objetivos desejados. Mas será q são suficientes assim?
Ele falava tbm sobre o fato da cidade q moramos ser totalmente deficiente de profissionais e até mesmo uma escola q vá ajudar Artur em seu desenvolvimento.
E é triste concluir q não, não tem, nem se tivéssemos dinheiro para pagar terapeutas para atender nosso filho, não tería.
Eu não sou dessa cidade, moro aqui desde a adolescência e com o passar dos anos fui me obrigando a me acostumar com ela e acabou que me acomodei.
Lamento por ter deixado passar tanto tempo para concluir q essa cidade não serve para a minha família e não ter feito nada de relevante para ir embora daqui.
Mas, depois dessa nossa conversa, o Ro e eu decidimos que é hora de partir.
Admito que essa decisão tem um gosto de derrota, um sabor de medo.
Depois dos trinta anos, sem uma faculdade, concursados há mais de 10 anos, decidir ir embora, é apavorante, mas ainda assim, por nossos filho iremos tentar.
À princípio iremos tentar concursos públicos e quem passar primeiro segura a onda até o outro passar.
Sabe pq vamos?
Pq o governo pode pagar escolas especializadas para cuidar de nosso filho, escolas que vão estimular nosso pequenino e explorar ao máximo o seu potencial e ainda que não consigamos isso, teremos a chance de uma escola especial.
Pode até ser q estejamos iludidos, que crianças de cidades maiores passem por dificuldades como a q passamos, mas a intenção é melhorar a nossa questão financeira, q não ajuda.
Não sei se vai dar certo, mas eu preciso tentar por meus filhos.
Ano passado eu achei q ter um filho especial era apenas abdicar de meus sonhos, deixar todos os meus planos de lado, deixar de sonhar.
Enquanto o Ro falava sobre irmos embora, sobre estudar e mudar de vida, senti-me chorar por dentro pq vi q eu errei em algo, eu me deixei morrer.
É  verdade, qdo eu achei q era para desistir de sonhar, eu me deixei morrer, quando na verdade eu deveria mudar de sonhos. Eu até mudei, passei a desejar menos coisas, não ter grandes projetos sobre o desenvolvimento do meu filho, fui tirando a normalidade dos meus sonhos e errei muito nisso.
Fica a dica para quem está começando, para quem viu seus sonhos e projetos ruírem como eu vi os meus qdo o Autismo apareceu na minha vida.
Sentir-se morto interiormente é um choque de realidade doloroso demais.
Toda vez que me lembro da hora q despertei do sono profundo e que a vida mostrou-me a realidade novamente, não paro de sentir meu coração despedaçado, não paro de sentir lágrimas nos olhos e não paro de sentir medo.
Me vi imóvel. Achei q era somente parar com tudo, respirar o ar que meu filho respirava e q isso lhe daria qualidade de vida.
Como eu me enganei, felizmente, 'perdi' apenas um ano de minha vida.
Mas isso não soluciona nada.
Felizmente viver e respirar o mesmo ar que meu filho o fez crescer imensamente, vejo-o um propagador de amor e doçura onde quer q ele vá e observem: se no ano passado ficamos sem sair de casa pq não sabíamos lidar com ele, pq ele não se adaptava em lugar algum, hj, saímos tranquilos, nos preocupando apenas com a sua alimentação.
Progressos, progressos e progressos e as pessoas q são responsáveis pelos pogressos de Artur, tbm precisam progredir.
A certeza é de que algo precisa mudar, as incertezas é em como e qdo essas mudanças serão feitas.
Independentemente de como elas serão feitas, apenas confio e entrego minha vida nas mãos de Deus para que mesmo com todo esse medo todo q estou, Ele nos coloque no caminho certo.
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EDUCAÇÃO = ??????????


Tem coisas que a gente vê na vida e dá vontade de chorar.
Ontem foi um dia desses.
Fui na reunião da escola da Laura.
Vcs precisavam ver o desespero estampado no rosto da professora.
Era nítida a saturação dela em dar aulas e a tristeza ao ter q implorar para que os pais educassem e orientassem seus filhos.
Mas o q mais me doeu mesmo foi quando ela começou a falar q qdo entra na escola faz um oração e que estava difícil fazer a escola se tornar um lugar descente e limpo.
Ela disse que a escola foi pintada há 5 meses e parecia um mausoléu.
Falou q o ano começou sem um vidro quebrado e olhei para a janela, só naquela sala haviam 3.
Mas o q mais me doeu foi qdo ela falou que os vitrôs não poderiam ser abertos pq roubaram os puxadores pq eram de alumínio.
Ouvir que quebram a escola para comprar drogas doeu demais meu coração.
Fiquei me perguntando o q eu fazia lá, o q a minha filha fazia lá, meus olhos se encheram de lágrimas e custei não mostrar q chorava, pq por dentro, eu estava destroçada.
Depois daquele momento, eu sequer ouvia o q a professora dizia, só ficava dentro de mim procurando formas de livrar minha filha daquele lugar, das garras do abandono. Mas  não achei nada, restava-me pelo menos olhar as notas da minha filha.
Enfim, chegou a hora e foi mais uma decepção.
A minha menina que não tirava menos q 8 na melhor escola da cidade, tinha 5 em português. Me senti mais inútil ainda, pq vi q minha filha não estava só abandonada na escola, mas tbm abandonada de seus estudos.
Em casa, finalmente e tentando me refazer da tristeza q me assolava resolvi conversar com a Laura sobre a reunião e foi quando ela me contou q a professora de LPT [não sei o q é] disse q daria nota 5 para todos os alunos pq não não suporta a sala e q daquela semana em diante não daria mais aulas, afinal receberia ensinando ou não.
Fico pensando que professor hj precisa de curso do BOPE, com técnicas de guerrilha para enfrentar bandidos e q quando ñ tem estômago para aguentar "PEDE PRA SAIR".

Bem- vindo ao Brasil real, Roberta.
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Uma Guerra chamada VIDA.


A palavra guerra nos remete para tantas coisas.
Uma delas é a viver.
Viver é uma guerra onde cada dificuldade que enfrentamos chama-se batalha.
É uma eterna luta pela sobrevivencia para uns, diversão para outros, fundamental para alguns.
Estamos sempre em busca de vitórias, tecendo planos e mais planos para vencer essa guerra com estilo e supremacia, no final de tudo descobre que a grandiosidade dessa guerra não está em vencer todas as batalhas e sim em viver com as derrotas.
Esse final de semana perdemos uma batalha, junto com ela foi tbm um guerra (vida).
O pequenino Samuel, nem bem veio ao mundo e nos deixou.
Sua guerra começou muito antes de nascer, sabe-se Deus exatamente como começou, mas parte dessa luta findo-se com sua partida precoce.
Sua história de vida é contada AQUI
Samuel tinha uma má formação cardíaca chamada HIPOPLASIA DO VENTRÍCULO ESQUERDO + DSAVT DESBALANCEADO + VEIA CAVA SUPERIOR ESQUERDA PERSISTENTE que resumidamente significa que o lado esquerdo de seu pequenino coração não funcionava.
Ficou decidido que assim que ele nascesse, um dia depois faria uma cirurgia e duas outras depois.
A união das pessoas que se mobilzaram para ajudar Samuel e Lili, sua mãe, foi uma lição de civilidade e solidariedade q não vou me esquecer.
Mas, mesmo com tanto amor, tanta dedicação e tanta fé, as coisas não saíram como planejamos.
Deus decidiu que o coraçãozinho de Samuel deveria bater em outro plano, lhe deu asas, o fez voar e nos deixou aquele gostinho de derrota na alma de todos q ficaram e desejavam a vitória.
Pensar na dor que uma mãe sente ao perder um filho tão amado e desejado chega a ser covardia. A gente nunca vai saber.
E agora?
O q fazer com nossas derrotas? Como viver sem um pedaço da gente.
Samuel tinha meio coração e qdo descansou, levou por inteiro o coração de sua mãe.
Fico me perguntando o q uma mãe faz quando perde a guerra, qdo viver pode até perder todo o seu sentido.
Algumas vezes chorei por ter um filho especial, mas o q eu só consigo pensar agora é que eu ainda O TENHO.
Não questiono mais as formas que Deus tem para nos ensinar, mas me pego perguntando: pq assim?
Viver é uma guerra, enfrentamos batalhas todos os dias, comemoramos as vencidas e não sabemos o q fazer com as derrotas, seja o que for, nada é feito sem força, sem amor demais e desejo isso de sobra para a Lili e todas as mães que de alguma forma perderam  uma guerra (seus filhos).

O Blog viagem de mãe está  de luto por Samuel!!!
E que Deus dê muita força para nossa amiga Lili, ela vai precisar. 
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O que eu não gostaria de contar =(


Eu tenho uma filha tão linda!!!
Ela tem 13 anos e é muito inteligente.
Eu sempre me preocupo com essa idade, a adolescência é uma época muito marcante em nossas vidas.
Eu sempre digo a ela que se estamos todos juntos, é pq temos q enfrentar tudo juntos, tento ser amiga dela de verdade, não amiga permissiva, para descobrir seus segredos. Eu tento ser sua amiga para ouvir os seus sentimentos, para tentar ajudá-la, já que vivi tantas coisas q ela tem vivido.
No meio disso tudo temos o Artur.
Todas as dificuldades.
A Laura é meio que mãe dele.
São 10 anos de diferença, ela troca fraldas, olha o irmão, brinca, acompanhou tudo nele. 
A gente nunca escondeu nada dela, desde a desconfiança do autismo, até a hora do ATB, pq ela quer saber de tudo.
Somos uma família q interage de verdade.

Hj, enquanto eu dava jantar para o Artur ela me contou algo q arrasou comigo.
Disse que um 'japoneizinho' da sala dela estava conversando na sala e disse que os AUTISTAS SÃO SEM CÉREBRO.

E eu disse a lembrei de uma conversa que tivemos dias atrás sobre o preconceito. Que o preconceito é informação sem conceito. Q preconceito é falta de informação.
Q ela como irmã de um autista, tem que se munir de informações para metralhar os ignorantes.
Q algumas pessoas valem a pena vc perder seu tempo dando informações, explicações.
Já outras a gente pode sim destilar um pouco de seu sarcasmo.
Fiz brincadeiras dizendo oq ela poderia dizer ao menino: Ahhh, nãoooo autistas não são sem cérebro, sem cérebro são os anencéfalos, q esses costumam ter pouco tempo de vida, que ele estava se confundindo [totalmente recheado de sarcasmo]. 
Não que eu ache que um autista seja melhor ou pior, mas apenas para demonstrar informação.
Conversamos sobre o preconceito, sobre o qto eu penso q ela não deva se importar com isso.
Q eu temo sim que judiem de nosso pequenino na escola, mas que se formos viver em função desse medo, não seremos o suficiente fortes para defendê-lo, para dar qualidade de vida para ele ser independente.
Mas, que se ele não fosse, que ele teria nós todos ao lado dele para cuidar dele o resto da vida.
Daí, nos abraçamos, conversamos.
Eu pedi para ela chorar, falei q Deus nos escolheu simplesmente pq somos capazes.
Q chorar não é fraqueza. Q desejar q tudo fosse diferente não é crime.
Q eu choro tbm.
Ela me disse q sabe, mas que eu faço escondido.
E eu disse q não, que eu apenas choro, venho aqui no blog, escrevo, choro mais um pouco e q todos q me leem me ajudam.
Q ela poderia sim chorar comigo, que eu daria colinho para ela.
A gente pode e deve chorar, o q a gente não pode é viver chorando.
Que Deus nos escolheu pq temos capacidade de cuidar do seu anjo aqui na terra.
Já diz a sábia frase: Deus não escolhe os capacitados, ele capacita os escolhidos. Fomos escolhidos pq temos potencial e baseado nesse potencial é q devemos fiver.

E mais uma vez eu disse o q sempre digo pra mim qdo tenho vontade de morrer de tanta tristeza como hj:

" Existem duas maneiras de enfrentar as adversidades da vida: Com dor e sofrimento e com coragem.  Mas nenhuma delas vai impedir que vc passe pelo que tem que passar."

E acho q essa é a maior lição que eu posso ensinar para ela.


Gente, tudo isso acabou comigo.
As pessoas vem aqui, sempre dizem que eu sou forte, que eu sou guerreira e eu nunca acho isso.
Não com tanta veemência.
Mas hj, acho q depois do q vi, do q senti, penso q vcs podem sim ter razão.
Minha alma vive rasgada, entre a dor de não saber oq vai ser do futuro de meu filho, por viver pedindo o mínimo e lutando pelo máximo.
Temendo o preconceito, temendo o mundo q tem lá fora do meu mundinho.
Vou vê-lo sofrer, vou vê-lo chorar, como toda e qualquer mãe vê.
Mas nada me deixou tão triste e acabada do q ver a dor da minha filha.
De não poder confortá-la, de não poder fazer o q ela deseja.
A dor de ver a dor.
A dor de não ser invensível, de não ser Deus e não poder ao menos fazer meus filhos crescerem sem esse tipo de sofrimento.

De repente a gente tem um filho adolescente em casa, teme uma gravidez indesejada, teme doenças, teme as drogas e eu temo não poder aliviar a dor dela, q tbm é minha, que até hj não descobri o q fazer com ela dentro de mim e tenhho q ensiná-la a dar um jeito na dela.

Chorando, perdida, triste, mas com esperança de q a nossa conversa a faça sorrir novamente, pq dentro de mim é como se eu nunca mais fosse capaz de dar um sorriso.


[mamãe viajante ficou mais velha ontem. 3.5 com carinha de 3.4 e corpinho de 3.6]

vamos que vamos..... caminhando sempre.....rastejando tbm.

[SEM SACO PARA CORRIGIR ERROS DE DIGITAÇÃO E PORTUGUÊS, RELEVEM].
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O que ninguém conta


Existem inúmeros blogs no mundo virtual.
Verdades, mentiras, conhecimento, bobagem e realidade.
O mundo inteiro se expressando.
Mas toda vez que vamos falar sobre um assunto delicado, não conseguimos, não achamos conveniente, sofremos, evitamos, sentimos muito medo.
Ao longo de nossas vidas cometemos erros, acertos, fazemos escolhas, machucamos as pessoas, nos machucamos, nos iludimos, iludimos alguém e isso é viver.
Quando temos um filho especial tudo fica um tanto mais complexo.
Quando eu engravidei da Laura, me enchi de planos para o 'pós-parto'.
Eu ia trabalhar, eu ia estudar, eu ia crescer e nunca faltaria nada para minha filha.
Quando engravidei do Artur eu já me sentia esquisita.
Uma noite chorei dizendo que meu filho iria estragar minha vida, que ela nunca mais seria a mesma e não é q eu tinha razão?
É gente, não eu não sou cruel, a verdade é q ele não estragou a minha vida, ele me fez mudar muito os meus planos.
Imagine vc ter uma vida, segui-la, traçar planos, sonhar, planejar e um belo dia vc descobre que sua vida viverá fora do seu corpo.
Sim, ser mãe de um filho especial é uma dádiva, é um aprendizado gigantesco, é maravilhoso sim, mas não nos permite esquecer algumas vezes que somos humanos.
Sim, eu, meu marido, minha filha, somos humanos tbm. Não somente nosso filho.
Algumas vezes sentimos falta de sermos nós mesmos, de responsabilidades menores, de nos sentirmos livres e não sobrecarregados.
Tem dia que as coisas ficam mais calmas, menos tensas,qse perfeitas e a gente se permite ter saudades do q fomos, do que gostaríamos de ser.
Algumas vezes tbm, nos perdemos nessa saudade, ficamos com uma ânsia de viver e sucumbimos no erro de nos enganar, de até mesmo fugir daquilo q nos foi traçado.
É algo tão involuntário, tão despretensioso, mas acontece.
Tem dias que eu tenho vontade de ser apenas uma mulher, de explorar essa minha experiência, de ser eu mesma, de sonhar, de crescer, de tirar os pés do chão.
Tem dias que isso acontece tbm com meu marido. com minha filha e é muito triste de repente vc entender q é impossível, q é hora de recuar, voltar à realidade que não é ruim, mas não é tão livre qto queríamos.
Tem dias que eu quero ser uma mulher bonita, independente, que sai do trabalho e vai tomar um café com uma amiga saudosa, que vai tomar cerveja com o pessoal do trabalho e nunca dá.
Isso dá uma tristeza, às vezes dá uma revolta q vcs nem imaginam.
Pode parecer bobagem, pode parecer fútil, mas ser vc mesmo é um ótimo alimento para a alma e sinto minha casa faminta, sedenta por isso.

Não sei realmente o q fazer, vejo tudo escapando pelos dedos.
Vejo todos querendo a mesma coisa, vejo minha família desmanchando tudo porque não nos sentimos à vontade para sonhar......
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Feliz dia das Mães!!!!


Estou sumida, eu sei, peço mil desculpas a todos q sempre respeitaram e vem aqui em busca do que digo.

Às vezes eu acordo pela manhã, mesmo depois de tanto tempo e tenho aquela sensação: "Nossa, eu sonhei que o Artur não era uma criança 'normal', que eu tinha um filho autista. Q sonho triste",

E isso dura creio q 5 segundos e vem o 'choque de realidade' me dizer q não, não é um sonho.

É hora de voltar à vida real. E assim sigo. Dias fugindo, mesmo que inconscientemente, dias enfrentando como uma guerreira e acredito q é assim que deve ser com todas as mães especiais nesse mundo aí à fora.

Tem dias q os olhos águam tbm.

Conversa com a Laura:
O filho de uma amiga é autista, é mais velho com o Artur, tãoooo parecido com ele no jeitinho, na meiguice, nas brincadeiras.
A primeira pergunta que eu ouço é:  — Ele fala???
E eu nem sei o q respondo, mas meu silêncio diz tudo q sou surpreendida por suas lágrimas.
É foda, a gente nunca sabe o q fazer com as NOSSAS lágrimas e de repente tem q lidar com as das pessoas q ama.
Seja a dor de um filho sofrendo fisicamente, seja sofrendo internamente.
Tem dias q é dor demais para uma mãe só.

Mas nem por isso eu deixo de sorrir, sabia??
Eu sou uma pessoa bem alegre, q TENTA não ficar reclamando da vida por aí.
Eu reclamo aqui sim, se é q isso pode ser encarado como reclamação, pra mim é desabafo.
Ao invés de pegar alguém pra cristo e transferir a minha dor, eu escrevo, lê quem quer, quem compartilha do q eu sinto e isso me faz muito, muito bem.
Eu nunca disse a ninguém que o meu filho era autista sem estar com um sorriso nos lábios. NUNCA mesmo.
Talvez no começo eu tenha dito com MEDO, mas nunca triste, pq eu sempre disse aqui q perto do q outras mães enfrentam, eu sou a mãe mais feliz no mundo.
Com o tempo a gente vai aprendendo que um autista não é simplesmente um autista. Ele é delicado, ele fica mais doentinho q as outras crianças, eles precisam de mais do q as outras crianças, mas que tudo isso é gratificante tbm, até mesmo quando dói. Pq hj eu sei q essa dor é a famosa 'dor do crescimento'.
Estamos aí, batalhando, andei ausente daqui e podem ter certeza de q isso significou ausente da maternidade tbm.
Mas Deus é perfeito e me chamou de volta, de uma forma um tanto chatinha, óbvio, Artur está dodóizinho, mas não é nada grave, só algo q me enche de culpa, e tristeza, mas tá bom, a parte boa é q eu voltei, eu sempre volto.

Desejo a todas as mães do mundo, um feliz dia das mães.
Àquela mãe de reza todos os dias para ser imortal e poder cuidar de seu filho com o amor que somente ela É capaz de dar.
Aquela mãe que reza para q seu filho viva, pelo menos mais um dia, para q ela fique ao seu lado.
Para aquela mãe que sonha, nem q às vezes seja um sonho esquisito como os que eu contei no começo, com um dia melhor.
Para aquela mãe que ainda não acordou, que não despertou que nós não padecemos no paraíso, q ser mãe é apenas isso: viver com um pedaço da alma em outro lugar q pode até não ser o paraíso, mas nos faz sentir o gostinho dele sempre.......


FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!!
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Confessando:


Qdo eu era criança, eu detestava crianças.
Se algumas delas fizessem algo q eu não gostasse, eu batia mesmo.
Odiava criança q mostrasse a língua.
Ah, qdo eu tive minha filha, eu odiava criança q gritava e chorava no mercado tbm.
Aliás, eu abominava, crucificava os pais que viam aquela 'cena deplorável' e 'não faziam nada para educa-los'.
A criança gritava num corredor e eu ia para outro, mudava de fila e tecia todos os piores comentários possíveis.
Ah, eu tbm dava tapinhas na mão da minha filha e no bumbum para ela 'aprender' a não fazer coisas erradas.

Cá estou eu, tantos anos depois, com um filho pequeno, que faz coisas q eu nunca gostei que fizessem, que chora dentro do mercado, que se joga no chão qdo não é atendido e que nunca levou um tapa pq simplesmente EU aprendi a não fazer coisas erradas.

Algumas vezes na vida a gente não precisa que nos ensinem as coisas, a vida mesmo se encarrega.
Sei lá pq comigo foi assim, mas como eu sou uma bipolar convencidíssima, digo q a vida me ensinou, que eu aprendi tudo de uma forma um pouco mais dura, para tentar propagar o amor e a compreensão de uma maneira mais doce.

É óbvio q não vai dar certo sempre, né?
Mas vamos devagar e sempre, aprendendo e ensinando com  exemplos.
Criança gosta de amor, de atenção.
Criança que chora não quer nada além da atenção e vc tem q SABER que tipo de atenção vai dar a ela.
Tentando nunca querer ensinar do jeito mais fácil e sim do jeito mais EFICIENTE.

É bom confessar nossas falhas às vezes, mais gostoso é qdo junto com essa confissão a gente pode observas nossos progressos tbm.

Não sou a mãe mais perfeita do mundo, mas eu tento ser a melhor mãe que meus filhos merecem.
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Postagem pra vc!!


Vai chegar um dia em que as diferenças não existirão.
Um dia onde o amor vencerá e ultrapassará todas as barreiras, deixando a dor para trás.
Vai chegar um dia onde as pessoas compreenderão que as dificuldades não são ruins, que aquilo q não nos agrada não nos é tão mal e que o importante é aprender.
Um dia onde as palavras serão apenas doces, os olhares apenas de amor e ternura.
Vai chegar um dia onde meu filho não será um autista, eu não serei bipolar, meu irmão não terá tantas limitações, o outro não terá encefalopatia crônica e minha família não será 'defeituosa'.
Nesse dia o amor tomará conta de tudo e de todos, as imagens serão vistas de outra forma, a dor tbm.
Um dia que tudo será mais fácil, menos complicado.
Vai chegar um dia que vc compreenderá que somos nós que complicamos tudo, que muitas vezes ocasionamos desencontros e contrariedades quando na verdade só deveríamos deixar nosso amor falar mais alto.
Um dia onde a vida será resumida num sorriso, numa gargalhada infantil e numa graça na frente de uma câmera de TV.
Um dia onde todos serão iguais, unidos em prol do amor, a alegria, de uma comemoraçaõ onde o q menos se importa é o motivo dela, afinal, onde existe amor, deve haver comemoração.
Esse dia chegou!!
Na minha vida foi o dia 2 de abril, durante o evento q foi organizado na minha cidade.
Onde meu filho era igual a todas as outras crianças, onde ele apenas tinha um 'rótulo' pq a ocasião pedia, não fosse, ele era mais uma criança alegre, cheia de saúde, com seus pais desejosos de um futuro promissor.
Mas, depois desse dia, fica a pergunta:
Pq só esse dia?
Pq ele acabou?
Os dias sempre chegam, as verdades tbm.
E eu fico a me perguntar qdo é q o mundo vai deixar de se recusar a ver a sua verdade.
Q o verdadeiro amor é a resposta para tudo.
Q eu sou a mãe mais feliz do mundo, que ter um filho como o meu me faz muito bem.
Q não foi, não é e nunca será fácil, mas quem sabe do q eu já vivi e enfrentei na vida, sabe q eu não vim para o fácil e foi isso q eu tive q entender.
Q hj, ao invés de me revoltar pq Deus me deu um filho especial, eu entendo q só uma pessoa q sempre lutou contra o preconceito de todas as formas possíveis é q deveria ter a missão de criar um anjo.
Q hj eu vejo pq Deus me criou tão contestadora,tão lutadora e cheia de força como eu sou para isso, para mostrar ao mundo que esse dia vai chegar para todos.
Não da maneira que chegou para mim, mas chegará.

Vai chegar um dia que ao olharem para essa foto não verão a minha tatuagem e pensarão q é um belo exemplo da 'doença' dele nos afastando, no meio de nosso amor e dificultando.
Vai chegar o dia que olharão para essa foto e compreenderão o q ela significa: que o autismo nos uniu num amor perfeito, sublime, maior e infinito.......... E QUE EU TBM AMO O AUTISMO!!!!
♥♥♥
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Engatinhando no Autismo!!




Escrevi o texto abaixo ontem de noite pensando no q poderia dizer ao repórter q viria fazer uma reportagem comigo e outras duas mães de autistas na minha cidade.

Essas duas mães são maravilhosas, praticamente sozinhas conseguiram organizar um evento não grandioso, mas de uma grandiosidade sem fim.
E eu acabei entrando meio q no meio do assunto para ajudar no q pudesse ser útil.
Lutamos bastante para conseguir muitas coisas, nenhuma delas foi fácil, mas conseguimos organizar uma comemoração para o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
Mas eu digo, se ter um filho com necessidades especiais é difícil, querer conscientizar o mundo q eles existem é bem mais.
Conseguimos até contato com uma emissora de TV, mas não deu muito certo, infelizmente.

Conseguir organizar um evento como esse, sozinhas nos estimulou muito, mas eu sinto medo.
Eu nunca fui de ter medo, até sofrer tudo o q sofri em 2009, se antes eu achava q uma pessoa forte era a q não sentia medo, hj, se eu estivesse realmente certa, não sou mais forte, pq eu tenho medo demais de tudo, de todos e de tanta coisa.

Mas estou feliz, conseguimos ser ouvidas, vamos estar na praça central da minha cidade, vamos conversar com pessoas.
Terão apresentações de grupo de dança, capoeira e se Deus quiser, quem sabe daqui uns anos essas apresentações não sejam de crianças portadoras de Autismo?
É um sonho que eu hei de realizar.
A igreja matriz de minha cidade estará sim iluminada de azul a noite e iremos esperar anoitecer para ver a iluminação e somente depois terminar o evento.
Isso me emocionou demais!! Estou muito feliz e orgulhosa.
Torçam por mim!!
O evento é amanhã a partir das 16hs.
Conseguimos tbm transporte gratuito para pessoas irem ao evento, conseguimos doações de camisetas, doações para os balões, doações para o algodão-doce, conseguimos que o site da Prefeitura divulgasse nosso evento de uma maneira tão fofa. Enfim, conseguimos vencer, sozinhas, sem precisar se comprometer com ninguém q não fosse nossos filhos e tudo isso me deixou não só orgulhosa de mim, mas tbm das outras duas mães.
Minha cidade tem mais autistas e eles tem mães, pais, mas nem todos tem ânimo, tempo, disposição para enfrentar essa luta.
Eu realmente não sei se tenho, mas quero e vou tentar.

Mais uma vez peço: Torçam por mi!!
Depois venho com as novidades.

Beijos!!

"O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de transtorno invasivo do desenvolvimento (TID).
Esse transtorno pode comprometer três aspectos importantes na vida de uma pessoa:
1 - A comunicação: autistas podem apresentar dificuldades como a ausência de fala, ou fala inadequada. Essa dificuldade na comunicação, causa frustração que muitas vezes é confundida com birras e mimo.
2 - A dificuldade de se relacionar com as pessoas: algumas vezes num caso leve de autismo, por exemplo, faz com que eles passem por pessoas tímidas.
3 - O intelecto: onde varia desde sérios comprometimentos do cérebro, até casos
de diversas habilidades mentais, os chamados 'superdotados'.

Estima-se que exista 1 criança autista para cada 110 crianças nascidas e q devido a esse número possam existir a 2 milhões de Autistas no Brasil.

Isso significa que existem mais crianças portadoras da Síndrome do Espetro Autista, nome oficial do autismo, do que crianças com Diabetes, AIDS ou CÂNCER.
É de extrema importância divulgar não somente o q é autismo, mas tbm suas formas de de diagnóstico e tratamento.

O Autismo precisa ser conhecido, ENFRENTADO e diagnosticado.
Um diagnóstico precoce é fundamental, pois qto mais cedo um autista é estimulado, melhores são as respostas, melhor é o seu desenvolvimento.

Precisamos acabar com o mito de q o Autista vive o 'seu mundo próprio', pois ele
vive conosco, nos ouve, tem suas vontades, seus desejos, comunica-se com outras pessoas, pode sim e deve se desenvolver como qualquer outra pessoa.
É por isso q lutamos para divulgar, para que todos tenham acesso ao que é o autismo.
Porque não precisamos lutar apenas pelo direito ao tratamento, mas também pelo direito à informação e ao diagnóstico q é o mais difícil."

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Adolescendo de novo!!


Gente, eu sei q eu falo bem pouco aqui da minha pequenina que nem é mais pequenina, mas hj é niver dela e ela precisa sim de uma bela homenagem.
Minha filha hj completa 13 anos de doçura, misturada com uma personalidade forte e um coração imenso, não tem como e nem se deve ignorar.

Tudo passou tão rápido e as lembranças de quando ela chegou ainda são fortes.
Desde o dia em q decidimos, o Ro e eu, termos nosso filho, até o dia de hj, tudo com ela foi perfeito.

Eu SEMPRE sonhei em ser mãe. Algumas vezes foi uma vontade cega que não convém entrar em detalhes, mas eu sempre sonhei.
O Ro sonhava em ter uma família, assim como eu tbm e com 21 anos me vi grávida.
Não foi uma decisão fácil de bancar, só pensamos na parte boa da coisa, ter um bb para cuidar, que se parecesse com a gente e tal. Só a vontade mesmo, mais nada.
Tivemos a ajuda de muita gente e graças a Deus, nossa pequena veio ao mundo com tudo o q merecia: status de princesa.
Tive uma gravidez perfeita, engordei pouco, era magrinha e grávida de 9 meses pesava apenas 60kg.
39 semanas e 5 dias de gestação, parto normal e uma meninona vermelhinha, pesando 'tão somente' 3.600kg e com 46 cm.
 Cabeluta, bochechuda, do jeito q eu nunca, por ser muito magrela, esperei q minha filha fosse.
Menina saudável, fofa, chorona, mas linda.

Confesso q eu tinha um jeito diferente de ser mãe. Afinal, qdo ela nasceu eu tinha praticamente 22 anos, nenhuma formação e uma filha para ajudar a manter, então, qdo ela tinha 26 dias eu já estava trabalhando, apenas finais de semana, mas ia. Era importante.
Ainda assim, eu consegui amamentar, não exclusivamente, mas minha pequena mamou até 8 meses e cresceu bem.
Ela sempre foi uma fofa, meiga, menina mesmo e eu aquela mãe babona, q poe roupinha rosa, lacinho e tantas outras coisas q hj jamais usaria hahaha.
Desde pequenina a gente a acostumou com livros. Ela ia dormir na casa da minha mãe e minha mãe dava revistas para ela "ler" antes de dormir.
Com 4 anos ela teve seu primeiro dia de aula. Eu estava nervosíssima, fui buscá-la, cheia de saudades e euforia, perguntei como foi o seu primeiro dia de aula e ela, na espontaneidade dos seus 4 anos me respondeu:
— Não quero falar sobre isso!!
E mesmo perguntando para a professora como foi, fiquei preocuada (coisa de mãe boba mesmo).
O q eu não imaginava era q a Laura sempre seria assim: uma menina fechada.
A gente a criou meio q com coisas de exército: Vá lá. Não faça isso, não faça aquilo!! Vou contar até três para vc fazer!! Eu não a deixava se sujar, ela só era feliz assim na casa da minha mãe e às vezes fico triste por ter sido assim, mas convenhamos, eu tinha q trabalhar muito, tinha pouco tempo para me dedicar a ela como gostaria e qdo podia, estava cansada, tinha mil coisas para resolver, sei lá, frustrante pensar nisso.
Minha pequena foi crescendo velozmente, sempre muito inteligente, muito educada.
Com 6 anos fui surpreendida pela seguinte pergunta:
— Mãe, o q é dinâmica?
E eu respondi como podia, eu não tinha o Dr. Google disponível, então eu disse q era algo inovador, rápido e simples ao mesmo tempo.
Então, dias depois, ao receber um elogio da avó ela simplesmente diz:
— É que eu sou muito DINÂMICA, vovó!!
E eu fui descobrindo q ela era ávida de respostas pq ela queria não somente saber, mas colocar em prática tudo o q ela aprendia.
E assim foi, todos os lugares que ela ia, as pessoas brincavam q ela não era uma criança e sim um anão disfarçado.
Minha filha acabou perdendo um pouco de sua infância pq não teve crianças para brincar. Cresceu no meio de adultos, então, tinha q saber coisas para conversar com adultos e era assim mesmo. 
Falava de política, religião, futebol, claro q no entendimento de uma criança, mas a sabidinha sempre procurava conteúdo.
Eu dizia: — Ana Laura, vá dormir, é tarde!!
E ela me dizia:  — Não mãe, vou assistir ao Programa do Jô!!
Lembro-me dela estar comigo no carro do trabalho e ao passarmos por algumas árvores ela gritar:
— Olha, uma bromélia!! — e sair proferindo todas as informações q ela tinha sobre a tal planta e o motorista do carro sequer sabia o q era uma bromélia. Pano pra manga pra ela falar ainda mais tudo o q sabia.
E sempre foi e é assim.
Mas aquela menina dos cachinhos loirinhos e pele dourada foi crescendo.


E dando lugar a uma mocinha, linda e tão inteligente qto o 'meu bb", aliás, eu a chamo assim ainda hj rsrsrs
Seu corpo fui mudando, ela passou a se isolar mais da gente e ainda hj eu me pergunto se é normal da adolescencia ou ñ.
Sabe, não tem como ver uma menina crescer, adolescer em sua casa e não se lembrar de como foi adolescer para mim.
Eu ficava sempre trancada no meu quarto, lendo, escrevendo, pensando em como queria q fosse a minha vida qdo 'eu crescesse' e é nisso q eu me baseio qdo tenho vontade de arrancá-la do dela.
Ah, lembra das leituras de revistas antes de dormir na casa da vovó?
Pois é, a Laura nunca mais deixou de "ler" e quando aprendeu a ler de verdade, tudo ficou mais divino.
Com 8 anos, lia livros com 300 a 400 páginas, com 10 anos, livros de 500 págs e hj ama ler mais do que qualquer outra coisa.
Criei uma moça linda, inteligente, educada e com um coração enorme, tão enorme, tão especial que ao saber q tinha um irmão especial, sem esforço algum fez com q  isso não mudasse em nada o tratamento q ela já tinha com ele.
Eu engravidei novamente uns 70% de tanto ela pedir um irmão. Ela insistiu nisso por 4 anos até q cedemos e desde que Artur nasceu ela se revelou uma irmã perfeita, uma filha perfeita.
Claro q ela sente q a criação dela e o Artur são diferentes, claro q ela sofre com isso, mas o jeito q ela age, a maneira como ela vive demonstram q ela tbm compreende os motivos.
Agora, tenho uma adolescente em casa, espero q ela possa aproveitar muito essa nova fase de sua vida. No q depender de mim, ela será muito feliz.
Mas admito q só de pensar q logo ela estará agarrada num travesseiro, comendo uma caixa de bombom e chorando por causa de uma desilusão amorosa enche meus olhos de lágrimas.
Mas eu aceito isso, minha função é deixar meus filhos crescerem, serem independentes e felizes assim e q Deus nos ajude nisso.
Ver minha filha adolescer, é adolescer novamente, é uma lição de vida pq eu vou entender ainda mais o q eu sentia e o q a minha mãe sentia ao me ver crescer.
Espero q eu seja uma boa mãe e q minha filha não precise sofrer tanto na sua adolescencia como eu sofri para crescer, q ela seja apenas feliz, a seu modo, do jeito que tem q ser....

Beijos!!




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O Meu Melhor


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