O que eu não gostaria de contar =(


Eu tenho uma filha tão linda!!!
Ela tem 13 anos e é muito inteligente.
Eu sempre me preocupo com essa idade, a adolescência é uma época muito marcante em nossas vidas.
Eu sempre digo a ela que se estamos todos juntos, é pq temos q enfrentar tudo juntos, tento ser amiga dela de verdade, não amiga permissiva, para descobrir seus segredos. Eu tento ser sua amiga para ouvir os seus sentimentos, para tentar ajudá-la, já que vivi tantas coisas q ela tem vivido.
No meio disso tudo temos o Artur.
Todas as dificuldades.
A Laura é meio que mãe dele.
São 10 anos de diferença, ela troca fraldas, olha o irmão, brinca, acompanhou tudo nele. 
A gente nunca escondeu nada dela, desde a desconfiança do autismo, até a hora do ATB, pq ela quer saber de tudo.
Somos uma família q interage de verdade.

Hj, enquanto eu dava jantar para o Artur ela me contou algo q arrasou comigo.
Disse que um 'japoneizinho' da sala dela estava conversando na sala e disse que os AUTISTAS SÃO SEM CÉREBRO.

E eu disse a lembrei de uma conversa que tivemos dias atrás sobre o preconceito. Que o preconceito é informação sem conceito. Q preconceito é falta de informação.
Q ela como irmã de um autista, tem que se munir de informações para metralhar os ignorantes.
Q algumas pessoas valem a pena vc perder seu tempo dando informações, explicações.
Já outras a gente pode sim destilar um pouco de seu sarcasmo.
Fiz brincadeiras dizendo oq ela poderia dizer ao menino: Ahhh, nãoooo autistas não são sem cérebro, sem cérebro são os anencéfalos, q esses costumam ter pouco tempo de vida, que ele estava se confundindo [totalmente recheado de sarcasmo]. 
Não que eu ache que um autista seja melhor ou pior, mas apenas para demonstrar informação.
Conversamos sobre o preconceito, sobre o qto eu penso q ela não deva se importar com isso.
Q eu temo sim que judiem de nosso pequenino na escola, mas que se formos viver em função desse medo, não seremos o suficiente fortes para defendê-lo, para dar qualidade de vida para ele ser independente.
Mas, que se ele não fosse, que ele teria nós todos ao lado dele para cuidar dele o resto da vida.
Daí, nos abraçamos, conversamos.
Eu pedi para ela chorar, falei q Deus nos escolheu simplesmente pq somos capazes.
Q chorar não é fraqueza. Q desejar q tudo fosse diferente não é crime.
Q eu choro tbm.
Ela me disse q sabe, mas que eu faço escondido.
E eu disse q não, que eu apenas choro, venho aqui no blog, escrevo, choro mais um pouco e q todos q me leem me ajudam.
Q ela poderia sim chorar comigo, que eu daria colinho para ela.
A gente pode e deve chorar, o q a gente não pode é viver chorando.
Que Deus nos escolheu pq temos capacidade de cuidar do seu anjo aqui na terra.
Já diz a sábia frase: Deus não escolhe os capacitados, ele capacita os escolhidos. Fomos escolhidos pq temos potencial e baseado nesse potencial é q devemos fiver.

E mais uma vez eu disse o q sempre digo pra mim qdo tenho vontade de morrer de tanta tristeza como hj:

" Existem duas maneiras de enfrentar as adversidades da vida: Com dor e sofrimento e com coragem.  Mas nenhuma delas vai impedir que vc passe pelo que tem que passar."

E acho q essa é a maior lição que eu posso ensinar para ela.


Gente, tudo isso acabou comigo.
As pessoas vem aqui, sempre dizem que eu sou forte, que eu sou guerreira e eu nunca acho isso.
Não com tanta veemência.
Mas hj, acho q depois do q vi, do q senti, penso q vcs podem sim ter razão.
Minha alma vive rasgada, entre a dor de não saber oq vai ser do futuro de meu filho, por viver pedindo o mínimo e lutando pelo máximo.
Temendo o preconceito, temendo o mundo q tem lá fora do meu mundinho.
Vou vê-lo sofrer, vou vê-lo chorar, como toda e qualquer mãe vê.
Mas nada me deixou tão triste e acabada do q ver a dor da minha filha.
De não poder confortá-la, de não poder fazer o q ela deseja.
A dor de ver a dor.
A dor de não ser invensível, de não ser Deus e não poder ao menos fazer meus filhos crescerem sem esse tipo de sofrimento.

De repente a gente tem um filho adolescente em casa, teme uma gravidez indesejada, teme doenças, teme as drogas e eu temo não poder aliviar a dor dela, q tbm é minha, que até hj não descobri o q fazer com ela dentro de mim e tenhho q ensiná-la a dar um jeito na dela.

Chorando, perdida, triste, mas com esperança de q a nossa conversa a faça sorrir novamente, pq dentro de mim é como se eu nunca mais fosse capaz de dar um sorriso.


[mamãe viajante ficou mais velha ontem. 3.5 com carinha de 3.4 e corpinho de 3.6]

vamos que vamos..... caminhando sempre.....rastejando tbm.

[SEM SACO PARA CORRIGIR ERROS DE DIGITAÇÃO E PORTUGUÊS, RELEVEM].
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O que ninguém conta


Existem inúmeros blogs no mundo virtual.
Verdades, mentiras, conhecimento, bobagem e realidade.
O mundo inteiro se expressando.
Mas toda vez que vamos falar sobre um assunto delicado, não conseguimos, não achamos conveniente, sofremos, evitamos, sentimos muito medo.
Ao longo de nossas vidas cometemos erros, acertos, fazemos escolhas, machucamos as pessoas, nos machucamos, nos iludimos, iludimos alguém e isso é viver.
Quando temos um filho especial tudo fica um tanto mais complexo.
Quando eu engravidei da Laura, me enchi de planos para o 'pós-parto'.
Eu ia trabalhar, eu ia estudar, eu ia crescer e nunca faltaria nada para minha filha.
Quando engravidei do Artur eu já me sentia esquisita.
Uma noite chorei dizendo que meu filho iria estragar minha vida, que ela nunca mais seria a mesma e não é q eu tinha razão?
É gente, não eu não sou cruel, a verdade é q ele não estragou a minha vida, ele me fez mudar muito os meus planos.
Imagine vc ter uma vida, segui-la, traçar planos, sonhar, planejar e um belo dia vc descobre que sua vida viverá fora do seu corpo.
Sim, ser mãe de um filho especial é uma dádiva, é um aprendizado gigantesco, é maravilhoso sim, mas não nos permite esquecer algumas vezes que somos humanos.
Sim, eu, meu marido, minha filha, somos humanos tbm. Não somente nosso filho.
Algumas vezes sentimos falta de sermos nós mesmos, de responsabilidades menores, de nos sentirmos livres e não sobrecarregados.
Tem dia que as coisas ficam mais calmas, menos tensas,qse perfeitas e a gente se permite ter saudades do q fomos, do que gostaríamos de ser.
Algumas vezes tbm, nos perdemos nessa saudade, ficamos com uma ânsia de viver e sucumbimos no erro de nos enganar, de até mesmo fugir daquilo q nos foi traçado.
É algo tão involuntário, tão despretensioso, mas acontece.
Tem dias que eu tenho vontade de ser apenas uma mulher, de explorar essa minha experiência, de ser eu mesma, de sonhar, de crescer, de tirar os pés do chão.
Tem dias que isso acontece tbm com meu marido. com minha filha e é muito triste de repente vc entender q é impossível, q é hora de recuar, voltar à realidade que não é ruim, mas não é tão livre qto queríamos.
Tem dias que eu quero ser uma mulher bonita, independente, que sai do trabalho e vai tomar um café com uma amiga saudosa, que vai tomar cerveja com o pessoal do trabalho e nunca dá.
Isso dá uma tristeza, às vezes dá uma revolta q vcs nem imaginam.
Pode parecer bobagem, pode parecer fútil, mas ser vc mesmo é um ótimo alimento para a alma e sinto minha casa faminta, sedenta por isso.

Não sei realmente o q fazer, vejo tudo escapando pelos dedos.
Vejo todos querendo a mesma coisa, vejo minha família desmanchando tudo porque não nos sentimos à vontade para sonhar......
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Feliz dia das Mães!!!!


Estou sumida, eu sei, peço mil desculpas a todos q sempre respeitaram e vem aqui em busca do que digo.

Às vezes eu acordo pela manhã, mesmo depois de tanto tempo e tenho aquela sensação: "Nossa, eu sonhei que o Artur não era uma criança 'normal', que eu tinha um filho autista. Q sonho triste",

E isso dura creio q 5 segundos e vem o 'choque de realidade' me dizer q não, não é um sonho.

É hora de voltar à vida real. E assim sigo. Dias fugindo, mesmo que inconscientemente, dias enfrentando como uma guerreira e acredito q é assim que deve ser com todas as mães especiais nesse mundo aí à fora.

Tem dias q os olhos águam tbm.

Conversa com a Laura:
O filho de uma amiga é autista, é mais velho com o Artur, tãoooo parecido com ele no jeitinho, na meiguice, nas brincadeiras.
A primeira pergunta que eu ouço é:  — Ele fala???
E eu nem sei o q respondo, mas meu silêncio diz tudo q sou surpreendida por suas lágrimas.
É foda, a gente nunca sabe o q fazer com as NOSSAS lágrimas e de repente tem q lidar com as das pessoas q ama.
Seja a dor de um filho sofrendo fisicamente, seja sofrendo internamente.
Tem dias q é dor demais para uma mãe só.

Mas nem por isso eu deixo de sorrir, sabia??
Eu sou uma pessoa bem alegre, q TENTA não ficar reclamando da vida por aí.
Eu reclamo aqui sim, se é q isso pode ser encarado como reclamação, pra mim é desabafo.
Ao invés de pegar alguém pra cristo e transferir a minha dor, eu escrevo, lê quem quer, quem compartilha do q eu sinto e isso me faz muito, muito bem.
Eu nunca disse a ninguém que o meu filho era autista sem estar com um sorriso nos lábios. NUNCA mesmo.
Talvez no começo eu tenha dito com MEDO, mas nunca triste, pq eu sempre disse aqui q perto do q outras mães enfrentam, eu sou a mãe mais feliz no mundo.
Com o tempo a gente vai aprendendo que um autista não é simplesmente um autista. Ele é delicado, ele fica mais doentinho q as outras crianças, eles precisam de mais do q as outras crianças, mas que tudo isso é gratificante tbm, até mesmo quando dói. Pq hj eu sei q essa dor é a famosa 'dor do crescimento'.
Estamos aí, batalhando, andei ausente daqui e podem ter certeza de q isso significou ausente da maternidade tbm.
Mas Deus é perfeito e me chamou de volta, de uma forma um tanto chatinha, óbvio, Artur está dodóizinho, mas não é nada grave, só algo q me enche de culpa, e tristeza, mas tá bom, a parte boa é q eu voltei, eu sempre volto.

Desejo a todas as mães do mundo, um feliz dia das mães.
Àquela mãe de reza todos os dias para ser imortal e poder cuidar de seu filho com o amor que somente ela É capaz de dar.
Aquela mãe que reza para q seu filho viva, pelo menos mais um dia, para q ela fique ao seu lado.
Para aquela mãe que sonha, nem q às vezes seja um sonho esquisito como os que eu contei no começo, com um dia melhor.
Para aquela mãe que ainda não acordou, que não despertou que nós não padecemos no paraíso, q ser mãe é apenas isso: viver com um pedaço da alma em outro lugar q pode até não ser o paraíso, mas nos faz sentir o gostinho dele sempre.......


FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!!
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Confessando:


Qdo eu era criança, eu detestava crianças.
Se algumas delas fizessem algo q eu não gostasse, eu batia mesmo.
Odiava criança q mostrasse a língua.
Ah, qdo eu tive minha filha, eu odiava criança q gritava e chorava no mercado tbm.
Aliás, eu abominava, crucificava os pais que viam aquela 'cena deplorável' e 'não faziam nada para educa-los'.
A criança gritava num corredor e eu ia para outro, mudava de fila e tecia todos os piores comentários possíveis.
Ah, eu tbm dava tapinhas na mão da minha filha e no bumbum para ela 'aprender' a não fazer coisas erradas.

Cá estou eu, tantos anos depois, com um filho pequeno, que faz coisas q eu nunca gostei que fizessem, que chora dentro do mercado, que se joga no chão qdo não é atendido e que nunca levou um tapa pq simplesmente EU aprendi a não fazer coisas erradas.

Algumas vezes na vida a gente não precisa que nos ensinem as coisas, a vida mesmo se encarrega.
Sei lá pq comigo foi assim, mas como eu sou uma bipolar convencidíssima, digo q a vida me ensinou, que eu aprendi tudo de uma forma um pouco mais dura, para tentar propagar o amor e a compreensão de uma maneira mais doce.

É óbvio q não vai dar certo sempre, né?
Mas vamos devagar e sempre, aprendendo e ensinando com  exemplos.
Criança gosta de amor, de atenção.
Criança que chora não quer nada além da atenção e vc tem q SABER que tipo de atenção vai dar a ela.
Tentando nunca querer ensinar do jeito mais fácil e sim do jeito mais EFICIENTE.

É bom confessar nossas falhas às vezes, mais gostoso é qdo junto com essa confissão a gente pode observas nossos progressos tbm.

Não sou a mãe mais perfeita do mundo, mas eu tento ser a melhor mãe que meus filhos merecem.
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Postagem pra vc!!


Vai chegar um dia em que as diferenças não existirão.
Um dia onde o amor vencerá e ultrapassará todas as barreiras, deixando a dor para trás.
Vai chegar um dia onde as pessoas compreenderão que as dificuldades não são ruins, que aquilo q não nos agrada não nos é tão mal e que o importante é aprender.
Um dia onde as palavras serão apenas doces, os olhares apenas de amor e ternura.
Vai chegar um dia onde meu filho não será um autista, eu não serei bipolar, meu irmão não terá tantas limitações, o outro não terá encefalopatia crônica e minha família não será 'defeituosa'.
Nesse dia o amor tomará conta de tudo e de todos, as imagens serão vistas de outra forma, a dor tbm.
Um dia que tudo será mais fácil, menos complicado.
Vai chegar um dia que vc compreenderá que somos nós que complicamos tudo, que muitas vezes ocasionamos desencontros e contrariedades quando na verdade só deveríamos deixar nosso amor falar mais alto.
Um dia onde a vida será resumida num sorriso, numa gargalhada infantil e numa graça na frente de uma câmera de TV.
Um dia onde todos serão iguais, unidos em prol do amor, a alegria, de uma comemoraçaõ onde o q menos se importa é o motivo dela, afinal, onde existe amor, deve haver comemoração.
Esse dia chegou!!
Na minha vida foi o dia 2 de abril, durante o evento q foi organizado na minha cidade.
Onde meu filho era igual a todas as outras crianças, onde ele apenas tinha um 'rótulo' pq a ocasião pedia, não fosse, ele era mais uma criança alegre, cheia de saúde, com seus pais desejosos de um futuro promissor.
Mas, depois desse dia, fica a pergunta:
Pq só esse dia?
Pq ele acabou?
Os dias sempre chegam, as verdades tbm.
E eu fico a me perguntar qdo é q o mundo vai deixar de se recusar a ver a sua verdade.
Q o verdadeiro amor é a resposta para tudo.
Q eu sou a mãe mais feliz do mundo, que ter um filho como o meu me faz muito bem.
Q não foi, não é e nunca será fácil, mas quem sabe do q eu já vivi e enfrentei na vida, sabe q eu não vim para o fácil e foi isso q eu tive q entender.
Q hj, ao invés de me revoltar pq Deus me deu um filho especial, eu entendo q só uma pessoa q sempre lutou contra o preconceito de todas as formas possíveis é q deveria ter a missão de criar um anjo.
Q hj eu vejo pq Deus me criou tão contestadora,tão lutadora e cheia de força como eu sou para isso, para mostrar ao mundo que esse dia vai chegar para todos.
Não da maneira que chegou para mim, mas chegará.

Vai chegar um dia que ao olharem para essa foto não verão a minha tatuagem e pensarão q é um belo exemplo da 'doença' dele nos afastando, no meio de nosso amor e dificultando.
Vai chegar o dia que olharão para essa foto e compreenderão o q ela significa: que o autismo nos uniu num amor perfeito, sublime, maior e infinito.......... E QUE EU TBM AMO O AUTISMO!!!!
♥♥♥
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Engatinhando no Autismo!!




Escrevi o texto abaixo ontem de noite pensando no q poderia dizer ao repórter q viria fazer uma reportagem comigo e outras duas mães de autistas na minha cidade.

Essas duas mães são maravilhosas, praticamente sozinhas conseguiram organizar um evento não grandioso, mas de uma grandiosidade sem fim.
E eu acabei entrando meio q no meio do assunto para ajudar no q pudesse ser útil.
Lutamos bastante para conseguir muitas coisas, nenhuma delas foi fácil, mas conseguimos organizar uma comemoração para o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
Mas eu digo, se ter um filho com necessidades especiais é difícil, querer conscientizar o mundo q eles existem é bem mais.
Conseguimos até contato com uma emissora de TV, mas não deu muito certo, infelizmente.

Conseguir organizar um evento como esse, sozinhas nos estimulou muito, mas eu sinto medo.
Eu nunca fui de ter medo, até sofrer tudo o q sofri em 2009, se antes eu achava q uma pessoa forte era a q não sentia medo, hj, se eu estivesse realmente certa, não sou mais forte, pq eu tenho medo demais de tudo, de todos e de tanta coisa.

Mas estou feliz, conseguimos ser ouvidas, vamos estar na praça central da minha cidade, vamos conversar com pessoas.
Terão apresentações de grupo de dança, capoeira e se Deus quiser, quem sabe daqui uns anos essas apresentações não sejam de crianças portadoras de Autismo?
É um sonho que eu hei de realizar.
A igreja matriz de minha cidade estará sim iluminada de azul a noite e iremos esperar anoitecer para ver a iluminação e somente depois terminar o evento.
Isso me emocionou demais!! Estou muito feliz e orgulhosa.
Torçam por mim!!
O evento é amanhã a partir das 16hs.
Conseguimos tbm transporte gratuito para pessoas irem ao evento, conseguimos doações de camisetas, doações para os balões, doações para o algodão-doce, conseguimos que o site da Prefeitura divulgasse nosso evento de uma maneira tão fofa. Enfim, conseguimos vencer, sozinhas, sem precisar se comprometer com ninguém q não fosse nossos filhos e tudo isso me deixou não só orgulhosa de mim, mas tbm das outras duas mães.
Minha cidade tem mais autistas e eles tem mães, pais, mas nem todos tem ânimo, tempo, disposição para enfrentar essa luta.
Eu realmente não sei se tenho, mas quero e vou tentar.

Mais uma vez peço: Torçam por mi!!
Depois venho com as novidades.

Beijos!!

"O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de transtorno invasivo do desenvolvimento (TID).
Esse transtorno pode comprometer três aspectos importantes na vida de uma pessoa:
1 - A comunicação: autistas podem apresentar dificuldades como a ausência de fala, ou fala inadequada. Essa dificuldade na comunicação, causa frustração que muitas vezes é confundida com birras e mimo.
2 - A dificuldade de se relacionar com as pessoas: algumas vezes num caso leve de autismo, por exemplo, faz com que eles passem por pessoas tímidas.
3 - O intelecto: onde varia desde sérios comprometimentos do cérebro, até casos
de diversas habilidades mentais, os chamados 'superdotados'.

Estima-se que exista 1 criança autista para cada 110 crianças nascidas e q devido a esse número possam existir a 2 milhões de Autistas no Brasil.

Isso significa que existem mais crianças portadoras da Síndrome do Espetro Autista, nome oficial do autismo, do que crianças com Diabetes, AIDS ou CÂNCER.
É de extrema importância divulgar não somente o q é autismo, mas tbm suas formas de de diagnóstico e tratamento.

O Autismo precisa ser conhecido, ENFRENTADO e diagnosticado.
Um diagnóstico precoce é fundamental, pois qto mais cedo um autista é estimulado, melhores são as respostas, melhor é o seu desenvolvimento.

Precisamos acabar com o mito de q o Autista vive o 'seu mundo próprio', pois ele
vive conosco, nos ouve, tem suas vontades, seus desejos, comunica-se com outras pessoas, pode sim e deve se desenvolver como qualquer outra pessoa.
É por isso q lutamos para divulgar, para que todos tenham acesso ao que é o autismo.
Porque não precisamos lutar apenas pelo direito ao tratamento, mas também pelo direito à informação e ao diagnóstico q é o mais difícil."

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Adolescendo de novo!!


Gente, eu sei q eu falo bem pouco aqui da minha pequenina que nem é mais pequenina, mas hj é niver dela e ela precisa sim de uma bela homenagem.
Minha filha hj completa 13 anos de doçura, misturada com uma personalidade forte e um coração imenso, não tem como e nem se deve ignorar.

Tudo passou tão rápido e as lembranças de quando ela chegou ainda são fortes.
Desde o dia em q decidimos, o Ro e eu, termos nosso filho, até o dia de hj, tudo com ela foi perfeito.

Eu SEMPRE sonhei em ser mãe. Algumas vezes foi uma vontade cega que não convém entrar em detalhes, mas eu sempre sonhei.
O Ro sonhava em ter uma família, assim como eu tbm e com 21 anos me vi grávida.
Não foi uma decisão fácil de bancar, só pensamos na parte boa da coisa, ter um bb para cuidar, que se parecesse com a gente e tal. Só a vontade mesmo, mais nada.
Tivemos a ajuda de muita gente e graças a Deus, nossa pequena veio ao mundo com tudo o q merecia: status de princesa.
Tive uma gravidez perfeita, engordei pouco, era magrinha e grávida de 9 meses pesava apenas 60kg.
39 semanas e 5 dias de gestação, parto normal e uma meninona vermelhinha, pesando 'tão somente' 3.600kg e com 46 cm.
 Cabeluta, bochechuda, do jeito q eu nunca, por ser muito magrela, esperei q minha filha fosse.
Menina saudável, fofa, chorona, mas linda.

Confesso q eu tinha um jeito diferente de ser mãe. Afinal, qdo ela nasceu eu tinha praticamente 22 anos, nenhuma formação e uma filha para ajudar a manter, então, qdo ela tinha 26 dias eu já estava trabalhando, apenas finais de semana, mas ia. Era importante.
Ainda assim, eu consegui amamentar, não exclusivamente, mas minha pequena mamou até 8 meses e cresceu bem.
Ela sempre foi uma fofa, meiga, menina mesmo e eu aquela mãe babona, q poe roupinha rosa, lacinho e tantas outras coisas q hj jamais usaria hahaha.
Desde pequenina a gente a acostumou com livros. Ela ia dormir na casa da minha mãe e minha mãe dava revistas para ela "ler" antes de dormir.
Com 4 anos ela teve seu primeiro dia de aula. Eu estava nervosíssima, fui buscá-la, cheia de saudades e euforia, perguntei como foi o seu primeiro dia de aula e ela, na espontaneidade dos seus 4 anos me respondeu:
— Não quero falar sobre isso!!
E mesmo perguntando para a professora como foi, fiquei preocuada (coisa de mãe boba mesmo).
O q eu não imaginava era q a Laura sempre seria assim: uma menina fechada.
A gente a criou meio q com coisas de exército: Vá lá. Não faça isso, não faça aquilo!! Vou contar até três para vc fazer!! Eu não a deixava se sujar, ela só era feliz assim na casa da minha mãe e às vezes fico triste por ter sido assim, mas convenhamos, eu tinha q trabalhar muito, tinha pouco tempo para me dedicar a ela como gostaria e qdo podia, estava cansada, tinha mil coisas para resolver, sei lá, frustrante pensar nisso.
Minha pequena foi crescendo velozmente, sempre muito inteligente, muito educada.
Com 6 anos fui surpreendida pela seguinte pergunta:
— Mãe, o q é dinâmica?
E eu respondi como podia, eu não tinha o Dr. Google disponível, então eu disse q era algo inovador, rápido e simples ao mesmo tempo.
Então, dias depois, ao receber um elogio da avó ela simplesmente diz:
— É que eu sou muito DINÂMICA, vovó!!
E eu fui descobrindo q ela era ávida de respostas pq ela queria não somente saber, mas colocar em prática tudo o q ela aprendia.
E assim foi, todos os lugares que ela ia, as pessoas brincavam q ela não era uma criança e sim um anão disfarçado.
Minha filha acabou perdendo um pouco de sua infância pq não teve crianças para brincar. Cresceu no meio de adultos, então, tinha q saber coisas para conversar com adultos e era assim mesmo. 
Falava de política, religião, futebol, claro q no entendimento de uma criança, mas a sabidinha sempre procurava conteúdo.
Eu dizia: — Ana Laura, vá dormir, é tarde!!
E ela me dizia:  — Não mãe, vou assistir ao Programa do Jô!!
Lembro-me dela estar comigo no carro do trabalho e ao passarmos por algumas árvores ela gritar:
— Olha, uma bromélia!! — e sair proferindo todas as informações q ela tinha sobre a tal planta e o motorista do carro sequer sabia o q era uma bromélia. Pano pra manga pra ela falar ainda mais tudo o q sabia.
E sempre foi e é assim.
Mas aquela menina dos cachinhos loirinhos e pele dourada foi crescendo.


E dando lugar a uma mocinha, linda e tão inteligente qto o 'meu bb", aliás, eu a chamo assim ainda hj rsrsrs
Seu corpo fui mudando, ela passou a se isolar mais da gente e ainda hj eu me pergunto se é normal da adolescencia ou ñ.
Sabe, não tem como ver uma menina crescer, adolescer em sua casa e não se lembrar de como foi adolescer para mim.
Eu ficava sempre trancada no meu quarto, lendo, escrevendo, pensando em como queria q fosse a minha vida qdo 'eu crescesse' e é nisso q eu me baseio qdo tenho vontade de arrancá-la do dela.
Ah, lembra das leituras de revistas antes de dormir na casa da vovó?
Pois é, a Laura nunca mais deixou de "ler" e quando aprendeu a ler de verdade, tudo ficou mais divino.
Com 8 anos, lia livros com 300 a 400 páginas, com 10 anos, livros de 500 págs e hj ama ler mais do que qualquer outra coisa.
Criei uma moça linda, inteligente, educada e com um coração enorme, tão enorme, tão especial que ao saber q tinha um irmão especial, sem esforço algum fez com q  isso não mudasse em nada o tratamento q ela já tinha com ele.
Eu engravidei novamente uns 70% de tanto ela pedir um irmão. Ela insistiu nisso por 4 anos até q cedemos e desde que Artur nasceu ela se revelou uma irmã perfeita, uma filha perfeita.
Claro q ela sente q a criação dela e o Artur são diferentes, claro q ela sofre com isso, mas o jeito q ela age, a maneira como ela vive demonstram q ela tbm compreende os motivos.
Agora, tenho uma adolescente em casa, espero q ela possa aproveitar muito essa nova fase de sua vida. No q depender de mim, ela será muito feliz.
Mas admito q só de pensar q logo ela estará agarrada num travesseiro, comendo uma caixa de bombom e chorando por causa de uma desilusão amorosa enche meus olhos de lágrimas.
Mas eu aceito isso, minha função é deixar meus filhos crescerem, serem independentes e felizes assim e q Deus nos ajude nisso.
Ver minha filha adolescer, é adolescer novamente, é uma lição de vida pq eu vou entender ainda mais o q eu sentia e o q a minha mãe sentia ao me ver crescer.
Espero q eu seja uma boa mãe e q minha filha não precise sofrer tanto na sua adolescencia como eu sofri para crescer, q ela seja apenas feliz, a seu modo, do jeito que tem q ser....

Beijos!!




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Fim de férias!!!


Este foi o último final de semana de minhas férias e não poderia ser mais perfeito.
Passeamos bastante, o Artur demonstrou de diversas maneiras o quanto foi bom permanecer totalmente dedicada a ele sem estar cansada, estressada com os problemas do trabalho ou a carga horária exagerada.
Vi meu rei falar 'papaiiii', 'mamaiii' e algumas outras coisas.
Tudo bem q não foi na hora certa, q ele não chama qdo pedimos, mas ver meu filho falar, mesmo q fosse um palavrão horrível, sempre foi nosso sonho e, de repente ele ensaiar um papai e mamãe foi a concretização desse sonho perfeito.
Arrisco a dizer q foi a melhor férias da minha vida.
Não viajei, não fiz nada de relevante q uma pessoa de férias faz, apenas fui mãe, mulher, esposa, filha e eu mesma. Sem culpa, sem compromissos, apenas fui FELIZ.
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Presente, pra mim??


Genteeeeeeeeeeeee!!!
Meu rei fez 3 aninhos, mas quem ganhou o presente foi eu.
Desde julho de 2009 estava complicadíssimo de se pedir um sorriso para o Artur.
A gente brincava, pedia e não rolava.
Tirar fotos desse sorriso tornou-se uma luta diária e para cada sorriso q eu tenho meu orkut, pode ter certeza de que eu tirei pelo menos 10 fotos para conseguir.
Mas hj, dia 20 de março de 2011, 1 ano e 9 meses depois, Artur e Deus me presentearam com esse sorriso.
Ele tbm está ficando safadinho.
Está descobrindo a diferença entre o carinho e bater.
Qdo resolve dar tapas no rosto de alguém, leva bronca, é chamado a atenção, então, ele resolve encher a pessoa de beijos, bater palmas, fazer qualquer gracinha para cessar a bronca.

Ai ai, agora é parar de babar e educar meu pequeno q está cada dia mais safadinho e lindo.

Obrigada meu Deus, obrigada Artur.
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Os 3 anos do meu Rei


Dia 18 de março faz 3 anos que meu reizinho nasceu.
Hj eu não sei o q certo o q dizer, o q pensar, apenas q eu achava que era uma dor superada, q eu estava no caminho certo, mas agora, olhando para o aniversário dele se aproximando, eu vejo q estou perdida.
Não planejei nenhuma festinha, não me organizei financeiramente para isso e hj penso q pode ter sido uma fuga. Fiquei pensando: mas ele não pode comer o que tem nas festas, não tenho quem chamar, não tenho dinheiro.

Sinceramente, hj acho tudo isso deprimente.
Eu sou a MÃE dele, eu sou a primeira pessoa que tem q lutar para inserí-lo no mundo, no nosso mundo, sou eu quem tem q convidá-lo a participar do nosso mundo e eu falhei.

Às vezes, quando vemos uma mãe especial, a gente a santifica, a gente tem o hábito de olhá-la e ver uma luz em sua volta, de achar q elas são tão iluminadas qto os nossos anjinhos, mas não é verdade. Admito q eu mesma fazia isso antes de descobrir q fazia parte do mundo especial.


Mas é um equívoco, as mães especiais são humanas, elas sofrem, elas por mais q seu filho tenham 50 anos, elas sofrem, elas falham.
E é nisso q estou tentando me apegar, eu quero aprender, eu quero ser melhor.
Nunca serei uma mãe perfeita, mas eu quero ser a mãe q o Artur precisa.

3 anos de vida do meu Rei e ele cresceu tanto, se desenvolveu tanto.
E penso que daqui para frente será ainda mais.
Sinto-me feliz por ele, por mim, por minha vida, por minha família.

Por enquanto, vou tentando me perdoar, me refazer dessa desilusão comigo mesma, tentando aceitar minhas imperfeições pedindo desculpas ao mundo por ter dito que eu seria um exemplo de inclusão, mas que falhei.

Apesar da minha desilusão comigo mesma, deixo a minha homenagem ao meu filho, a todas as crianças que tem a mesma dificuldade que ele.
Não usarei a palavra LIMITAÇÃO pq para um autista, não existe limites, usarei a palavra DIFICULDADE.

E aonde quer que eu vá, minha luta vai comigo.
Esse laço, para quem não sabe, é o Símbolo da Conscientização do Autismo. Eu tatuei ele no meu pulso, um lugar bem visível para que todo mundo veja e todo mundo saiba da nossa luta que é em prol de Desmistificar e Divulgar o Autismo e sua luta.
Talvez eu não saiba fazer as coisas da forma q tudo mundo faz, mas eu tbm tenho o meu e jeito de fazer, a minha forma de lutar.
Claro que eu quero mudar, claro que eu quero crescer, mas no momento é o q eu podia fazer e fiz, faço e farei.

E q Deus e meus filhos me deem força.

Desculpem a tristeza de hj, tenho um filho lindo correndo pela casa, sorridente e beijoqueiro, mas às vezes eu falho e fico triste tbm.

Parabéns filhão, daqui dois dias eu volto, mais alegre e feliz para lhe parabenizar.

Beijos a todos.
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As férias da mamãe


Não existe coisa melhor do que tirar férias.
A coisa pior é passar as férias pensando que elas vão  terminar.
Estou em casa há 11 dias só curtindo e lambendo as crias, mais nada.
Estou muito feliz com isso, ontem e hj nem mandei Artur pra creche, não tenho coragem, mas na semana q vem, ele tem que ir.
Esses últimos dez dias foram tão produtivos para nós.
Artur aprendeu a jogar futebol, ele dá chutes, tapas e até cabeçadas na bola e por enquanto tem sido a realização da minha vida.
Um outra coisa q tem me deixado intrigada é a paixão q ele tem pelos livros, pelas letras em específico. Ele ama revistas, livros, jornais, tudo o q tem letras. Na TV, pode passar qualquer propaganda, mas é só passar um q tem letras que ele sai correndo eufórico pra ver. Eu sempre investi na leitura com a Laura, tanto q hj ela lê livros com 500 páginas e de repente ter um filho com espectro autista apaixonado por letras, é gratificante demais.
Eu passo o dia inteiro olhando para meu filho, para minha filha e sentindo o amor q isso dá. Tudo tão diferente do dia a dia onde eu estou sempre cansada, preocupada com o tempo e hj, o único tempo q me preocupa são os dias em q ainda tenho pra viver tudo isso.
Artur tbm está muito feliz com minha presença. Está o tempo todo perto, o tempo todo beijando, abraçando, querendo sentir o meu corpo.
É impressionante o quanto ele precisa de contato físico.
Chega a ser contraditório dizer que autistas não gostam de contato físico, pq, sim, eles gostam, mas somente quando eles querem, com quem eles querem.
Estou apaixonada, vidrada, encantada pelos meus filhos, não consigo parar de pensar neles um segundo sequer e tem sido maravilhoso.
Queria q esse tempo nunca terminasse, queria q nunca chegasse ao fim.
Queria aproveitar meus filhos assim o resto da minha vida.
Mas ainda não é possível!!

Beijos a todos.
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Um passo para trás e dois para frente


Ricardo, meu irmão Guerreiro
Já pararam para pensar o quanto e vida é estranha e intrigante?? (Claro q sim).
Pois é, eu como sou alguém que detesta perder algo que julgo bom na minha vida sempre acabo me surpreendendo com ela.
Ela nos apronta cada uma e somente depois que o susto passa é q a gente compreende as coisas.
Uma das coisas que mais me intriga na vida é o quanto a vida da gente melhora depois que coisas desagradáveis nos acontece.
Pode até ser que o sofrimento deixe nossa percepção das coisas um tanto mais aguçadas, pode ser também o crescimento pessoal que elas nos trazem, mas uma coisa é certa: a vida fica boa surpreendentemente.
Quando engravidei de minha filha, eu não tinha um rumo certo, não pensava no futuro e sequer me preocupava com ele. Depois que ela chegou em minha vida, assumi o meu destino sempre colocando a felicidade dela na frente.
Qdo engravidei do meu filho, eu não tinha nada.
Tê-lo trouxe um sentido imensurável para minha vida e eu nem posso precisar o quanto.
Ainda assim, depois de ser mãe eu consegui perder-me de mim e quando menos esperava veio o autismo.
Junto com ele viriam muitas descobertas, muitas mudanças e muitos recuos tbm.
Foi daí para frente que eu entendi o verdadeiro sentido da frase que diz que às vezes devemos dar um passo para trás para poder dar dois para frente.
Pq no meio de tantas alegrias q tenho e recebo na minha vida, tem uma história de dor, de sofrimento e graças a Deus, de superação.
Devo dizer q superação sempre fez parte da minha vida.
Desde muito pequena eu já superava e surpreendia a todos. Afinal, com meses ainda, enfrentei uma pneumonia gravíssima, precisei drenar meu pulmão direito e sobrevivi.
Hj eu tenho essa sensação.
Mais um dia de superação, mais uma batalha vencida.
No meu caso eu não tenho mais meu filho, aquele eu engravidei e blablabla.
Hj é um assunto superado, estamos adaptados e crescemos.
Eu sinceramente não trocaria a vida que eu tinha antes pela de agora com o Artur. Talvez seja egoísmo da minha parte dizer q prefiro um filho autista, mas eu sigo a premissa de que tudo em nossas vidas é necessário, seja para mim, seja para ele. Estamos crescendo.
E é por isso que eu falo sobre dar um passo para trás e dois para a frente.
Pq qdo levamos o "susto" tudo ficou muito ruim, tudo ficou muito triste, escuro e impossível de trazer felicidade.
Hj, somos especiais, únicos e apaixonadíssimos um pelo outro. Somos unidos pela alma.
O Ricardo meu irmão tbm.
No começo do mês agora ele ficou muito mal, com uma pneumonia grave, passou duas semanas na UTI lutando pela vida.
Foi um recuo e tanto.
Foi mais um passo para trás e os dois para frente tbm vieram.
Acreditam que ele sempre respirou com ajuda de oxigénio e que um belo dia, do nada, ele passou uma tarde inteira respirando sozinho, com uma saturação 90? [isso significa uma respiração perfeita]. E se não estou enganada, tem 10 dias q ele está assim, respirando sozinho.
Quem explica? Ninguém! Quem justifica? Ninguém!! Quem acredita?
Quem tem fé. E não dá pra dizer q veio um progresso com a pneumonia e por enquanto, não dá pra dizer q não foi bom.
Por isso eu aprendi q na vida é importantíssimo dar um passo para trás pq isso pode significar dois passos para a frente.
Por isso eu estou TENTANDO aprender a PERDER e CEDER.
E a vida vai mostrando até qdo tudo isso vale a pena.



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O meu Deus é o Deus dos milagres


A vida de uma mãe especial é cheia de incertezas, isso é fato!!
Enquanto algumas prendem-se ao fato de querer q a existência de seus filhos seja a maior possível, outras se perguntam o q serão de seus filho já q a sua existência não é tão longa assim.
O inevitável nisso tudo é a FÉ.
Eu falo sobre a esperança, a vontade de q dê certo, em acreditar q sempre existirá uma solução para tudo.
Eu sempre fui uma pessoa problemática com a minha fé.
Eu não tinha fé em nada.
Tinha minha religião, tinha minha crença, tinha tudo o q eu achava que precisava para ter fé.

Mas depois de tantas coisas na minha vida, aprendi q a FÉ não tem nada a ver com a sua crença, com religião nem nada.
A sua FÉ é quem vc é.
A fé é o q te alimenta.
E eu só descobri isso muito tarde.
Eu só descobri q ter fé é importante para se continuar vivendo.
Mas ainda assim, às vezes eu questiono a minha fé.
Qdo soube q eu tinha um filho com espectro autista, eu zerei todos os meus sonhos, todas as minhas esperanças, não fiz planos de nada, só corri atrás de um tratamento adequado, de qualidade de vida para ele, só queria ver meu filho se desenvolver.
Eu nunca acreditei numa cura milagrosa, aliás, qdo alguém vinha me dizer isso eu achava estranho, eu só queria e quero meu filho bem.
Eu sempre achei q se Deus quis as coisas assim, q se as coisas estavam acontecendo dessa maneira, eu não tracei metas e não criei expectativas, até já disse isso aqui.
Mas eu acreditava q tudo poderia dar certo e fiz por onde.
Artur era uma criança q não fazia nada, sequer sorria e como uma louca, passei a investir nesse sorriso, diariamente.
Os resultados foram aparecendo, diariamente tbm.
E hj, perto dos seus 3 anos, ele ainda não fala, mas a comunicação entre nós é maravilhosa.
Artur não tomava conhecimento do mundo a sua volta. Sequer olhara para as pessoas. Atender ao chamado dos pais então, era uma utopia.
Hj, qse uma ano depois do diagnóstico, Artur se desenvolveu de uma maneira surpreendente,
Meu filho hj bate palmas, sorri, aprende as coisas q a gente o ensina, dentro de suas limitações, claro.
E meu filho me dá beijos.
Houve um dia q eu achei q isso nunca fosse acontecer.
Q ele jamais nos compreenderia e nos daria um beijo.
Eis q um belo dia, de tanta fé q eu tinha, de tanto insistir, olhei pra ele e disse:
Dá um beijo na mamãe??
E fui surpreendida por um agarrão e um beijo bem gostoso.

Ter um sonho realizado não tem preço. Alcançar um objetivo é ter um troféu e o meu é esse beijo gostoso.
Esse tipo de coisa é o q move uma mãe especial, acreditar no melhor, na melhora, milagrosa ou não.
Nunca disseram q meu filho não me beijaria, mas já disseram q ele poderia não andar, q ele poderia não falar e q ele poderia nunca 'estar em nosso mundo' e a cada dia eu vejo q esse 'poderia' é uma palavra tão dolorosa, mas não tão certeira como parece e nos afeta.
Aqui, registro meus sonhos, minhas expectativas, minhas esperanças e minhas concretizações. Para aquela mãe q não tem esperança, para aquela mãe q se sente cansada.
E meu irmão então???
Rapazinho guerreiro esse.
Tanto sofrimento, tantas faltas de expectativas, tantas palavras q indicavam o fim e eis que guerreiro como é, ele ressurge e renasce ainda mais.
Às vezes a gente acha q a vida não faz sentido, às vezes eu brigo com Deus, aliás, nossas brigas são constantes e homéricas, eu questiono, eu reclamo, eu brigo, eu sofro e ele está sempre rindo de mim, com sua paciência sem fim, com sua misericórdia e me manda alguns recados:
 Um desses recados q recebi recentemente dizia: Minha filha, vc não sabe o tamanho do meu amor, vc não sabe como pode aprender a valorizar seus momentos, vc não sabe compreender q todo sofrimento seu, não é nada perto do sofrimento de outras pessoas, vc não sabe o verdadeiro valor de um sorriso. Se soubesse, não diria o q diz. Então, em nome do meu amor por vc, eu te dou um milagre, mais um e mais qtos forem necessários para q vc não duvide de mim, nunca mais. Eu te amo minha filha e, antes q eu me esqueça, eis o milagre q vc me pediu: O sorriso do seu pai e do seu irmão q mesmo diante de tanta dor, diante de tantos sacrifícios, não deixam de sorrir e acreditar em mim.
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Coadjuvantes


Sempre que eu escrevo aqui, muita gente me fala, seja pelo orkut ou através de comentários, que eu sou uma guerreira, que admira minha força e eu fico sempre lisonjeada.
Mas tenho q admitir q o mérito não é só meu.
Uma mãe especial, seja qual a deficiencia q seu filho tem, ao longo de sua vida aprende a conviver com os coadjuvantes dessa batalha. Guerreiros, soldados sempre prontos a distribuir flechadas de amor, compreensão, respeito e nobreza de espírito.
Hj eu quero falar do Sérgio.
O Sérgio é uma pessoa maravilhosa que entrou na minha vida ano passado.
Meus dois filhos tem cabelos cacheados, fininhos q só, castanho-claros. Artur sua demais, então tenho dó de deixá-lo cabeludo e é aí que entra o Sérgio: ele é cabeleireiro! Mas ele não é um simples cabeleireiro.
Ele é o cabeleireiro do Artur que tem espectro autista, que não sossega um segundo e q não gosta de ser tocado quando ele não está afim.
No primeiro dia eu disse q verdade a ele, fui franca e já esperava ele me dizer: Não vai dar!
Mas que nada.
Ele pegou meu Rei, colocou no carrinho que é na verdade uma cadeira e foi conversando com o Artur.
Claro q o Artur não compreendia, eu tentei avisá-lo, mas ele me surpreendeu com essas palavras:
- Eu sei q ele não vai me compreender, mas vai me ouvir, vai se acostumar com o tom da minha voz, vai entender que aqui é um lugar calmo, quero q seja a melhor experiência da vida dele.
Aquelas palavras fizeram e fazem meus olhos se encherem de lágrimas. Tinha amor, respeito, compreensão, tudo o q uma mãe precisa.
Artur não gostou de cortar o cabelo, aos trancos e barrancos o cabelo foi cortado e ele ficou uma graça.
Devido à dificuldade q é, a gente sempre o leva qdo não dá mais, em média a cada 2 meses.
Essa semana fomos novamente.
Antes mesmo de sair do trabalho para encontrar o Ro no salão já fui imaginando a novela q seria, a minha amiga q vende um pão de batata delicioso já tinha fechado e eu não sabia como iria distraí-lo.
Para qual a minha surpresa, quando chego ao salão, sou surpreendida por essa cena:

 Eu não podia acreditar: Artur, sentado à cadeira, 'lendo' uma revista enquanto o 'Tio Sérgio" cortava seu cabelo.
Mais uma vez, aquele ser, amigo, parceiro, COADJUVANTE da nossa luta me surpreendia com o silencio de seu salão, com sua calma, com sua paciência.
CHORO, CHORO SEMPRE!!







Nosso amigão Sérgio!!



 Deixo aqui o meu agradecimento a TODOS os coadjuvantes que fazem da vida de uma mãe especial ainda mais digna e feliz.

Cabeleireiros, manicuras, terapeutas, caixas do mercado q sempre perguntam do Art, àqueles que fazem o salgado preferido, q no Natal mandam brinquedos, roupas, q sempre dão um jeito de me fazer ainda mais, uma MÃE MAIS Q ESPECIAL nessa minha viagem eu deixo o meu

MUITO OBRIGADA!!!!
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